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7 de outubro de 2026

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Haddad diz que taxação de LCA e LCI é essencial para que não haja cortes de gastos em 2026

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou nesta quarta-feira (24) de audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. Em sua fala, ele abordou temas como a reforma tributária, a Medida Provisória (MP) 1303, Plano Safra e o crédito emergencial para agricultores afetados por mudanças climáticas.

Defesa da MP 1303

Haddad defendeu a MP 1303, que estabelece uma alíquota de 5% de Imposto de Renda (IR)sobre Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), até então isentas. Segundo ele, a medida é necessária para garantir o equilíbrio fiscal em 2026 sem cortes em programas sociais nem em emendas parlamentares. O ministro alertou que até o agro pode ser prejudicado caso as contas não sejam ajustadas, já que seria necessária cortar despesas discricionárias, que poderia resultar em um Plano Safra menor e menos verba para infraestrutura, como a pavimentação de estradas que são essenciais para o escoamento da produção agrícola.

Ainda de acordo com Haddad, a proposta não elimina o incentivo à emissão de títulos privados, mas corrige distorções. “Fomos alertados pelos principais emissores de letras de crédito de que o dinheiro não estava chegando ao produtor. Estudos do ministério comprovaram isso. Uma parte importante do benefício estava ficando pelo caminho, alimentando especulação, em vez de chegar à economia real”, disse.

Crédito emergencial para agricultores

Haddad também lembrou que o governo editou neste ano uma MP de R$ 12 bilhões para apoiar municípios afetados por eventos climáticos extremos. De acordo com ele, mais de mil cidades brasileiras serão atendidas pela medida, sendo 29% delas no Rio Grande do Sul.

“É natural que haja pressão para ampliar o alcance do programa, mas precisamos testar esse modelo inédito no país. Ele foi construído em parceria com o Congresso Nacional”, afirmou.

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Reforma tributária

O ministro reforçou que o setor agropecuário teve o melhor tratamento possível na reforma tributária. Ele citou, por exemplo, que a desoneração sobre a proteína animal beneficiará inclusive famílias de maior renda, reduzindo o custo de alimentos básicos. “Até rico vai pagar mais barato na carne”, enfatizou o ministro.

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Canola avança para a colheita no Rio Grande do Sul

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A canola está no final do ciclo no Rio Grande do Sul, com avanço da fase de enchimento de grãos para a maturação fisiológica e a colheita. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (1º/10), o Estado cultivou 353.397 hectares, com produtividade média estimada em 1.619 quilos por hectare. A evolução fenológica foi favorecida por maior disponibilidade recente de radiação solar e por temperaturas de amenas a elevadas.

Essas condições contribuíram para acelerar a maturação e reduzir o teor de umidade das plantas, favorecendo a colheita. O desempenho produtivo, porém, apresenta elevada variabilidade entre as regiões. Em parte das áreas, doenças e condições meteorológicas adversas comprometeram a formação das estruturas reprodutivas, com redução no número de síliquas por planta e de grãos por síliqua, afetando o potencial produtivo.

Nas áreas sem esses problemas, o desenvolvimento das plantas e a formação das estruturas reprodutivas seguem em padrão considerado satisfatório. Já a ocorrência de granizo e vendavais no Centro-Oeste e no Noroeste, em proximidade ao período de colheita, elevou o índice de perdas, especialmente pela maior suscetibilidade à debulha dos grãos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Na região de Santa Rosa, 2% das lavouras estão em floração, 49% em enchimento de grãos, 40% maduras e 9% colhidas. A produtividade está estimada em cerca de 1.700 quilos por hectare. Na região, a dessecação foi intensificada para uniformizar a maturação, reduzir a variabilidade da umidade dos grãos e favorecer as operações de colheita. Ventos e granizo também provocaram danos em diversas lavouras.

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Em Frederico Westphalen, 30% das áreas cultivadas com canola estão em enchimento de grãos, 55% em maturação e 15% colhidas. A produtividade atual na região está estimada em 1.500 quilos por hectare.

Com a canola entrando na fase final do ciclo no Estado, o andamento da colheita e o resultado produtivo seguem condicionados pelas diferenças regionais de clima, sanidade e conservação das estruturas reprodutivas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Poder de compra do produtor de café é prejudicado pela alta dos fertilizantes

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Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a próxima safra de café já pode estar sendo afetada pela alta no preço dos insumos agrícolas. O próximo período de aplicação de fertilizantes na cafeicultura, entre o fim deste ano e o início de 2027, ocorre em um momento de menor poder de compra dos produtores no estado de São Paulo.

O Centro de Estudos calcula que, considerando o preço do café arábica (R$ 26,15 o quilo, segundo o próprio índice do Cepea) e os preços médios de adubo, o produtor precisa de 19,4% mais café neste mês para comprar a mesma quantidade que em agosto.

O preço dos fertilizantes importados subiu 12,8% em agosto, apontam dados do Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O planejamento das compras de cafeicultores para a safra de 2027/28 tende a ser fortemente afetado por este aumento, uma vez que 85% do mercado nacional utiliza os insumos estrangeiros, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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Exportação de suco de laranja cresce 9,6%, mas receita despenca 34%

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As exportações brasileiras de suco de laranja pelo Porto de Santos cresceram em volume no primeiro trimestre da safra 2026/27, mas o faturamento caiu de forma expressiva. Entre julho e setembro, foram embarcadas 203,2 mil toneladas de FCOJ equivalente a 66° Brix, alta de 9,6% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Apesar do aumento no volume, a receita recuou 34,4%, para US$ 489,7 milhões.

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela CitrusBR.

“Sem dúvida, é uma boa notícia perceber alguma recuperação no volume exportado em relação à safra passada, porém, esse mesmo volume ainda está 14% abaixo da média das últimas cinco safras, que é de 237 mil toneladas”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.

Estados Unidos e Canadá concentram quase metade dos embarques

Estados Unidos e Canadá foram os principais destinos do suco de laranja brasileiro no período. Juntos, importaram 96 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 226,6 milhões. O volume representou 47,2% das exportações realizadas pelo Porto de Santos.

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Na comparação com o primeiro trimestre da safra 2025/26, os embarques para os dois países cresceram 6,4%, enquanto a receita caiu 32,7%. Na comparação com o mesmo período de 2022/23, o volume enviado para esses mercados aumentou 53,6%.

A Europa aparece logo atrás, com 91,8 mil toneladas, equivalentes a 45,2% do volume exportado. A receita foi de US$ 222,7 milhões.

Em relação à safra anterior, o volume destinado ao continente cresceu 4,8%, enquanto a receita caiu 39,7%. Já na comparação com cinco safras atrás, o volume recuou 48,7%.

China mais que dobra volume importado

A China recebeu 7,3 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 18 milhões. O volume mais que dobrou em relação ao primeiro trimestre da safra 2025/26, com alta de 111,5%. Na mesma comparação, porém, a receita caiu 4,7%.

O mercado chinês respondeu por 3,6% do volume exportado no período. Apesar da recuperação recente, os embarques ainda estão 52,6% abaixo do registrado no mesmo intervalo da safra 2022/23.

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O Japão também ampliou as compras, para 2,7 mil toneladas, alta de 66,9% em um ano. A receita, de US$ 7,3 milhões, caiu 22,5%.

A Coreia do Sul importou 135 toneladas, com receita de US$ 308 mil. Na safra anterior, não houve embarques para o país.

A Índia, por sua vez, não registrou compras no período, assim como no primeiro trimestre da safra 2025/26.

Os demais mercados responderam por 5,3 mil toneladas, alta de 104,9% sobre a temporada anterior. A receita também cresceu, 28,2%, para US$ 14,8 milhões.

Subprodutos

As exportações de subprodutos da laranja apresentaram comportamentos diferentes no primeiro trimestre da safra 2026/27.

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O farelo de polpa cítrica somou 39.347 toneladas e US$ 20,3 milhões. O volume caiu 29,4% em relação ao mesmo período da safra anterior e ficou 21,5% abaixo da média das cinco últimas safras.

Já o óleo essencial de laranja teve forte alta. Os embarques chegaram a 5.088 toneladas, crescimento de 138,6% em um ano. O volume também ficou 24,7% acima da média das cinco safras anteriores. A receita foi de US$ 58,6 milhões.

As exportações de terpenos somaram 2.578 toneladas e US$ 25,7 milhões, alta de 41,9% sobre a safra anterior, mas 25% abaixo da média das cinco últimas temporadas.

As células cítricas tiveram queda de 74,6% no volume, para 28 toneladas, com receita de US$ 46 mil. O resultado ficou 87,5% abaixo da média das cinco safras anteriores.

Os números consideram os embarques realizados pelo Porto de Santos, que concentram as exportações das empresas associadas à CitrusBR. No primeiro trimestre da safra 2026/27, o terminal respondeu por 92% do volume de suco de laranja exportado pelo Brasil.

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