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5 de novembro de 2026

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Desafios, manejo e fé: a jornada até 160 sc/ha de milho em MT

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Aos 16 anos de atuação direta no campo, o produtor João Batista Garcia Neto, da Fazenda Catarinense 2, em Santa Rita do Trivelato, médio-norte de Mato Grosso, alcançou um marco de respeito na safra passada: média de 160 sacas de milho por hectare, com picos que chegaram a 200 sacas. Ele garante que não se trata de milagre, mas de método, construído passo a passo com investimento, planejamento e fé.

“Eu vejo assim, o milho é muito responsivo em investimento, tecnologia, material que responde muito. Há 16 safras que eu já estou na atividade e você vê a evolução de produtividade de soja e milho. Quando eu comecei a plantar para hoje, quanto de ganho de produtividade eu tive. Mas é um conjunto. Você tem que investir no solo”, explica ao Especial Mais Milho, projeto do Canal Rural Mato Grosso.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Raízes e recomeços

A história da Fazenda Catarinense começou com a pecuária. A família adquiriu a área em 1986 e, por anos, manteve a atividade até arrendar para lavoura. Formado em Piracicaba (SP), João Batista foi trabalhar em banco antes de decidir assumir o sonho de plantar.

“Eu estava no banco nessa época, mas já estava com o sonho de começar a plantar. Essa experiência de rodar, conversar com muitos produtores e ver a realidade aqui no Mato Grosso me deu segurança. Em 2009 comecei com uma área de 400 e poucos hectares, no peito, correndo atrás de crédito. O começo não é fácil”, relembra.

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O apoio da família foi fundamental. O avô, agricultor no interior de São Paulo, enviou uma plantadeira usada. Um vizinho vendeu outra, e um pulverizador foi emprestado. “Tinha um tratorzinho da fazenda que eu reformei, que era da época da pecuária. Foi desse jeito”, conta João ao Canal Rural Mato Grosso que ao adquirir a sua propriedade a nomeou de Fazenda Catarinense 2.

FAzenda Catarinense Santa Rita do Trivelato Especial Mais Milho Foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Solo forte, milho forte

Com o tempo, o produtor foi expandindo área e estrutura, chegando hoje a quase três mil hectares cultivados. A estratégia é clara: cuidar do solo para garantir resposta da lavoura.

“Já trabalhei bastante com taxas variáveis. Todo ano a gente faz calagem. Às vezes não faz metade da área, 50% de calagem esse ano e no outro ano o restante. Mas todo ano vai calcário”, detalha ao Mais Milho.

Além disso, o manejo nutricional é criterioso. “Nitrogênio hoje em torno de 150 pontos. Já chegamos a atingir 190, 200 sacas por hectare em alguns talhões. Potássio eu aplico mais na soja, mas faço também no milho. Fósforo já usei no milho e respondeu bem, também”, afirma.

FAzenda Catarinense Santa Rita do Trivelato Especial Mais Milho Foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso12
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Mesmo atento às novidades, João prefere o equilíbrio entre inovação e simplicidade. “A gente trabalha com alguns biológicos, principalmente pensando em nematoides. Mas não inventa muita moda, não. Tenta fazer o básico bem feito: adubação, calcário, escolha de material e manejo”, resume à reportagem.

A diversidade genética também faz parte da estratégia. “Eu compro de várias empresas. Temos um histórico dentro da propriedade de qual material vamos usar. Eu vou muito pelo histórico. Sempre estou conhecendo um material novo, eu gosto disso. Aqui temos vitrines de híbridos que ajudam na tomada de decisão”, explica.

FAzenda Catarinense Santa Rita do Trivelato Especial Mais Milho Foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso1
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O futuro na areia

O próximo desafio do produtor de Santa Rita do Trivelato é expandir a produção em áreas arenosas, com solos de 5% a 13% de argila, em uma área adquirida há pouco tempo. O plano é apostar na integração lavoura-pecuária.

“Reservei uma área só para pasto, para ficar o verão com o gado. A ideia lá é plantar soja, tirar soja e botar capim. Mas pode ser que futuramente a gente introduza o milho junto nessa área, até para fazer silagem. Eu acredito que tudo é tecnologia. Para investir nessas áreas de areia com milho, teria que escalonar mais a adubação”, projeta.

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Mesmo diante das dificuldades do setor, ele mantém a confiança de que planejamento e manejo são o caminho para resultados consistentes. “Quem está no negócio sabe, convive com isso e tem que superar. Faz parte. No começo, a questão do financeiro pesava muito. Meu pai me ajudou da forma que ele podia, meus irmãos também sempre ajudando no começo. Tenho que agradecer”, conclui.

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Ventos de até 250 km/h e temporais destroem lavouras de soja, milho e tabaco no Sul

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Fortes temporais atingem com força o Sul do país desde a tarde desta terça-feira (3). No Rio Grande do Sul muitas lavouras foram destruídas pelo granizo. Em Santa Catarina, estragos em diversas regiões, enquanto no Paraná foi confirmada a passagem de um tornado.

Em território gaúcho, após dias de altas temperaturas, os temporais vieram com força. As cidades mais atingidas ficam no norte e noroeste, mas também há estragos na Fronteira e Vale do Taquari.

Entre os transtornos estão alagamentos com rompimento de estradas, galpões destelhados e muitos danos em lavouras, especialmente as de milho, que já estavam em estádios mais avançados, indo para floração.

Conforme a Defesa Civil, foram registradas ocorrências em 62 municípios gaúchos. Quatro pessoas ficaram feridas. Além do milho, também houve danos em plantações de soja e em culturas como uva, além de outros cereais de inverno que estavam em período de colheita.

Estragos em SC e tornado no Paraná

Chuvas fortes e granizo também alcançaram várias cidades de Santa Catarina. Produtores relataram muitos prejuízos nas lavouras de tabaco, algumas com 100% de perdas. Conforme a Defesa Civil catarinense, ventos acima de 90 km/hora derrubaram estruturas do Aeroporto de Chapecó, no oeste do estado.

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Já no Paraná, meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar), confirmaram que o fenômeno que atingiu Maringá, no norte paranaense, na última segunda-feira (2), foi um tornado.

O coordenador de Operações do órgão, Marco Jusevicius, ressaltou que as informações meteorológicas disponíveis sobre o evento levaram à definição do fenômeno como de categoria F2, cuja velocidade varia entre 180 km/h a 250 km/h.

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Produtor de tabaco poderá acompanhar a classificação das folhas dentro de sua propriedade

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O Projeto de Lei (PL) 119/2023, que trata da classificação do tabaco produzido no Paraná, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do estado (Alep) nesta quarta-feira (4).

A proposta permite que a seleção das folhas seja realizada na própria propriedade rural ou na integradora. Na visão do setor, a mudança amplia as possibilidades de acompanhamento de uma etapa que influencia diretamente o preço pago ao fumicultor.

Para o Sistema Faep, a nova lei representa um avanço em uma discussão de anos. Em abril de 2025, por exemplo, a entidade mobilizou 700 fumicultores de 18 municípios para uma audiência pública na Alep, em Curitiba, dedicada ao projeto e às condições de comercialização do tabaco.

A participação dos agricultores levou ao debate as dificuldades enfrentadas por quem produz longe das unidades de recebimento e classificação. Anteriormente, a concentração dessa etapa em poucas localidades limitava o acompanhamento da análise e dificultava a contestação quando o produtor discordava da classificação atribuída às folhas.

“A aprovação do projeto representa um avanço para os produtores de tabaco do Paraná. A possibilidade de acompanhar a classificação na propriedade aproxima o fumicultor de uma etapa decisiva da comercialização e amplia as condições para negociar”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.

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Classificação do tabaco

A classificação do tabaco é uma análise técnica que organiza as folhas em classes, conforme características e outros critérios estabelecidos pela Instrução Normativa 10/2007 do Ministério da Agricultura (Mapa). O enquadramento interfere diretamente no preço do produto e, consequentemente, na renda do fumicultor.

“A possibilidade de realizar a classificação diretamente na propriedade representa uma alternativa para ampliar a transparência e a equidade nesse processo. Essa modalidade permite que o fumicultor, que tem dificuldades em se deslocar até a indústria, acompanhe o procedimento no próprio local de produção, conheça a classificação atribuída e discuta as condições da venda”, diz a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Cibelle Tamiris de Oliveira.

Para o presidente da entidade, além de reduzir as dificuldades logísticas e os custos relacionados ao deslocamento da carga, a medida possibilita que eventuais divergências sejam discutidas no momento da avaliação, fortalecendo a participação do produtor nas decisões relativas à comercialização de sua produção.

“Até então existia esse conflito de análise e precificação. Como está distante das áreas de industrialização, o fumicultor acabava aceitando a condição da indústria. Agora existe a possibilidade de diálogo no momento da classificação”, afirma Meneguette.

O Brasil é, atualmente, o maior exportador mundial do produto, respondendo, anualmente, por uma parcela de 20% do comércio global. A produção brasileira está concentrada na Região Sul. O Paraná é o terceiro maior produtor nacional de tabaco, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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O município paranaense de São João do Triunfo, maior produtor sul-brasileiro, teve produção de 25 mil toneladas em 10,4 mil hectares em 2025.

Em 2025, o tabaco alcançou quase R$ 3,7 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no Paraná, em uma área de 83 mil hectares. Na safra 2025/26, cerca de 27 mil produtores paranaenses se dedicaram à atividade, conforme a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

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Quedas em Chicago pressionam preços da soja no Brasil e afastam produtores das negociações

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços predominantemente mais baixos nesta quarta-feira (4), embora as perdas tenham sido moderadas. De acordo com o analista da Safras & Mercado., Rafael Silveira, a queda das cotações na Bolsa de Chicago pressionou os preços domésticos, enquanto o dólar não ofereceu sustentação às referências.

Os prêmios de exportação também não apresentaram ajustes significativos ao longo do dia. Diante desse cenário, os produtores permaneceram afastados das negociações, enquanto as tradings trabalharam com poucas ofertas.

No mercado físico, os preços da soja registraram as seguintes movimentações:

• Passo Fundo (RS): caiu de R$ 153,50 para R$ 152,50

• Santa Rosa (RS): caiu de R$ 154,50 para R$ 153,50

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• Cascavel (PR): caiu de R$ 149,00 para R$ 148,00

• Rondonópolis (MT): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00

• Dourados (MS): manteve em R$ 140,00

• Rio Verde (GO): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00

• Paranaguá (PR): caiu de R$ 160,00 para R$ 159,00

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• Rio Grande (RS): caiu de R$ 161,50 para R$ 160,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. A queda do petróleo e o cenário fundamental pressionam os contratos, que atingiram os menores níveis em onze semanas.

O bom avanço da colheita nos Estados Unidos pressiona o mercado pelo lado da oferta. Os americanos estão disponibilizando a maior safra da história. Apesar das recentes vendas, a demanda por parte da China frustrou as expectativas e completa o cenário fundamental negativo.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 167.000 toneladas de soja para a Espanha, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,75 centavos de dólar ou 0,96%, a US$ 12,02 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,10 1/4 por bushel, com retração de 10,50 centavos de dólar ou 0,86%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 318,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 63,53 centavos de dólar, com perda de 1,75 centavo ou 2,68%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,65%, negociado a R$ 5,4502 para venda e a R$ 5,4482 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4497 e a máxima de R$ 5,4977.

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