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18 de setembro de 2026

Business

Desafios, manejo e fé: a jornada até 160 sc/ha de milho em MT

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Aos 16 anos de atuação direta no campo, o produtor João Batista Garcia Neto, da Fazenda Catarinense 2, em Santa Rita do Trivelato, médio-norte de Mato Grosso, alcançou um marco de respeito na safra passada: média de 160 sacas de milho por hectare, com picos que chegaram a 200 sacas. Ele garante que não se trata de milagre, mas de método, construído passo a passo com investimento, planejamento e fé.

“Eu vejo assim, o milho é muito responsivo em investimento, tecnologia, material que responde muito. Há 16 safras que eu já estou na atividade e você vê a evolução de produtividade de soja e milho. Quando eu comecei a plantar para hoje, quanto de ganho de produtividade eu tive. Mas é um conjunto. Você tem que investir no solo”, explica ao Especial Mais Milho, projeto do Canal Rural Mato Grosso.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Raízes e recomeços

A história da Fazenda Catarinense começou com a pecuária. A família adquiriu a área em 1986 e, por anos, manteve a atividade até arrendar para lavoura. Formado em Piracicaba (SP), João Batista foi trabalhar em banco antes de decidir assumir o sonho de plantar.

“Eu estava no banco nessa época, mas já estava com o sonho de começar a plantar. Essa experiência de rodar, conversar com muitos produtores e ver a realidade aqui no Mato Grosso me deu segurança. Em 2009 comecei com uma área de 400 e poucos hectares, no peito, correndo atrás de crédito. O começo não é fácil”, relembra.

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O apoio da família foi fundamental. O avô, agricultor no interior de São Paulo, enviou uma plantadeira usada. Um vizinho vendeu outra, e um pulverizador foi emprestado. “Tinha um tratorzinho da fazenda que eu reformei, que era da época da pecuária. Foi desse jeito”, conta João ao Canal Rural Mato Grosso que ao adquirir a sua propriedade a nomeou de Fazenda Catarinense 2.

FAzenda Catarinense Santa Rita do Trivelato Especial Mais Milho Foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Solo forte, milho forte

Com o tempo, o produtor foi expandindo área e estrutura, chegando hoje a quase três mil hectares cultivados. A estratégia é clara: cuidar do solo para garantir resposta da lavoura.

“Já trabalhei bastante com taxas variáveis. Todo ano a gente faz calagem. Às vezes não faz metade da área, 50% de calagem esse ano e no outro ano o restante. Mas todo ano vai calcário”, detalha ao Mais Milho.

Além disso, o manejo nutricional é criterioso. “Nitrogênio hoje em torno de 150 pontos. Já chegamos a atingir 190, 200 sacas por hectare em alguns talhões. Potássio eu aplico mais na soja, mas faço também no milho. Fósforo já usei no milho e respondeu bem, também”, afirma.

FAzenda Catarinense Santa Rita do Trivelato Especial Mais Milho Foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso12
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Mesmo atento às novidades, João prefere o equilíbrio entre inovação e simplicidade. “A gente trabalha com alguns biológicos, principalmente pensando em nematoides. Mas não inventa muita moda, não. Tenta fazer o básico bem feito: adubação, calcário, escolha de material e manejo”, resume à reportagem.

A diversidade genética também faz parte da estratégia. “Eu compro de várias empresas. Temos um histórico dentro da propriedade de qual material vamos usar. Eu vou muito pelo histórico. Sempre estou conhecendo um material novo, eu gosto disso. Aqui temos vitrines de híbridos que ajudam na tomada de decisão”, explica.

FAzenda Catarinense Santa Rita do Trivelato Especial Mais Milho Foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso1
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O futuro na areia

O próximo desafio do produtor de Santa Rita do Trivelato é expandir a produção em áreas arenosas, com solos de 5% a 13% de argila, em uma área adquirida há pouco tempo. O plano é apostar na integração lavoura-pecuária.

“Reservei uma área só para pasto, para ficar o verão com o gado. A ideia lá é plantar soja, tirar soja e botar capim. Mas pode ser que futuramente a gente introduza o milho junto nessa área, até para fazer silagem. Eu acredito que tudo é tecnologia. Para investir nessas áreas de areia com milho, teria que escalonar mais a adubação”, projeta.

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Mesmo diante das dificuldades do setor, ele mantém a confiança de que planejamento e manejo são o caminho para resultados consistentes. “Quem está no negócio sabe, convive com isso e tem que superar. Faz parte. No começo, a questão do financeiro pesava muito. Meu pai me ajudou da forma que ele podia, meus irmãos também sempre ajudando no começo. Tenho que agradecer”, conclui.

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IGC eleva projeção da produção global de grãos em 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas

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O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou sua estimativa para a produção mundial de grãos no ciclo 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas, 4 milhões de toneladas acima da projeção de agosto. O ajuste foi informado em relatório divulgado no dia 18 e reflete revisões para cima nas safras de cevada e trigo, que compensaram cortes para milho e sorgo. Mesmo com a alta mensal, o volume projetado fica 3% abaixo do recorde da safra anterior.

A projeção de consumo global foi mantida em 2,44 bilhões de toneladas. Para os estoques finais, o IGC passou a projetar 608 milhões de toneladas, avanço de 2 milhões de toneladas em relação ao relatório anterior. Na comparação com o início da safra, porém, o número representa recuo de 4%.

A estimativa para o comércio global de grãos também foi mantida, em 451 milhões de toneladas. Na comparação anual, o volume projetado indica queda de 16 milhões de toneladas.

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No mercado de soja, o IGC reduziu ligeiramente a previsão para a produção mundial em 2026/27 ante o mês anterior, em função de pequenos ajustes na América do Sul. Ainda assim, a safra da oleaginosa segue projetada em patamar recorde, com alta de 3% sobre o ciclo anterior.

As previsões de consumo total e de estoques finais de soja foram reduzidas em relação ao relatório anterior. Já a estimativa para o comércio global da oleaginosa permaneceu praticamente estável, em recorde próximo de 191 milhões de toneladas.

O IGC informou ainda que o Índice de Preços de Grãos e Oleaginosas (GOI) subiu 6% no último mês e atingiu o maior nível em três anos. Na comparação anual, o indicador acumula alta de 20%. O movimento foi puxado pelos subíndices de trigo, com avanço de 6%, soja, com 7%, milho, com 5%, e arroz, com 3%.

O novo relatório do IGC combina revisão positiva para a produção global de grãos, manutenção das projeções de consumo e comércio e avanço do índice internacional de preços, com destaque para trigo, soja, milho e arroz.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Concurso da Sema-MT abre inscrições com salários de até R$ 10,4 mil; veja

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As inscrições para o concurso público da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) estão abertas, a partir desta quinta-feira (17), para profissionais de nível superior. Os salários iniciais chegam a R$ 10.491,97, com jornada de 40 horas semanais.

O concurso é destinado à formação de cadastro de reserva, ou seja, o edital não estabelece um número imediato de vagas. As nomeações poderão ocorrer conforme a necessidade do serviço, conveniência e oportunidade da administração pública durante a validade da seleção.

Ao todo, são 24 perfis profissionais, distribuídos entre os cargos de Analista de Meio Ambiente e Analista de Desenvolvimento Econômico e Social.

Para Analista de Meio Ambiente, a remuneração inicial é de R$ 10.491,97. Já para Analista de Desenvolvimento Econômico e Social, o salário inicial é de R$ 8.269,16. Nos dois casos, a jornada é de 40 horas por semana. O edital estabelece que os candidatos aprovados e nomeados serão enquadrados no nível e na classe iniciais das respectivas carreiras.

📌 Veja os principais dados do concurso

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  • Órgão: Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT)
  • Vagas: cadastro de reserva
  • Escolaridade: nível superior
  • Cargos: Analista de Meio Ambiente e Analista de Desenvolvimento Econômico e Social
  • Perfis profissionais: 24
  • Salários iniciais: de R$ 8.269,16 a R$ 10.491,97
  • Jornada: 40 horas semanais
  • Taxa de inscrição: R$ 150
  • Inscrições: até 14 de outubro de 2026
  • Provas: 13 de dezembro de 2026

 

Como serão as provas?

O concurso terá caráter eliminatório e classificatório e será composto por prova objetiva e prova discursiva. Segundo o edital, as duas avaliações serão aplicadas pela Fundação Cesgranrio.

As provas estão previstas para 13 de dezembro de 2026. O edital prevê a aplicação em Cuiabá e informa que, caso não haja locais suficientes ou adequados na capital, as avaliações poderão ser realizadas também em Várzea Grande.

Para os candidatos que concorrerem como pessoas com deficiência, a avaliação por equipe multiprofissional será realizada exclusivamente em Cuiabá.

📝 Como se inscrever?

As inscrições seguem abertas até 14 de outubro de 2026 e devem ser feitas pela internet, conforme as regras estabelecidas no edital. A taxa é de R$ 150.

Como a seleção é destinada exclusivamente à formação de cadastro de reserva, a aprovação não significa nomeação imediata. Os candidatos serão chamados conforme a classificação e as nomeações realizadas durante o período de validade do concurso. O edital também prevê reserva de vagas para pessoas com deficiência e para candidatos negros, aplicada às nomeações que ocorrerem durante a validade da seleção.

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Empresas que descumprem piso do frete podem ter RNTRC suspenso pela ANTT

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Empresas que insistem em contratar ou subcontratar transporte rodoviário de cargas por valores abaixo do piso mínimo poderão ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A agência já iniciou os procedimentos para aplicar a medida em casos considerados recorrentes.

A suspensão cautelar não será aplicada de forma automática. Segundo a ANTT, cada situação será analisada individualmente e as empresas identificadas serão formalmente notificadas antes da publicação dos atos no Diário Oficial da União.

O foco está nas empresas que acumularem mais de quatro autuações, em datas diferentes, dentro de seis meses. Para a adoção da suspensão cautelar, também será avaliada a existência de risco de continuidade da infração, prejuízo à fiscalização ou comprometimento da política de pisos mínimos do frete.

A medida será conduzida pelas áreas de fiscalização e de serviços de transporte rodoviário e multimodal de cargas da ANTT. Quando determinada, a suspensão produzirá efeitos 72 horas após a publicação do ato e poderá durar de cinco a 30 dias.

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Reincidência pode ampliar as penalidades

A fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo também passou a contar com mecanismos adicionais de rastreabilidade. Conforme a ANTT, a Medida Provisória nº 1.343/2026 e as Resoluções nº 6.077 e nº 6.078 reforçaram as regras para identificação das operações de transporte remunerado de cargas.

Entre as mudanças está a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que deve estar vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). Com isso, as informações das operações ficam integradas para fins de acompanhamento e fiscalização.

Nas operações de carga lotação, o CIOT não é gerado quando o valor informado estiver abaixo do piso mínimo. A regra cria um mecanismo de controle ainda no registro da operação, antes de uma eventual reincidência pela empresa.

Se houver repetição da irregularidade depois de uma decisão administrativa definitiva, a suspensão poderá chegar a 45 dias. A reincidência também pode levar ao cancelamento do RNTRC por até dois anos e à aplicação de multa majorada de até R$ 1 milhão.

A ANTT ressalta que as medidas de suspensão e cancelamento não atingem o Transportador Autônomo de Cargas quando ele atua exclusivamente como contratado.

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Agro MT