Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Soja fechou em baixa com realização de lucros e queda do óleo de soja – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 17/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 17/09
O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,57% ou $ -6,00 cents/bushel, a $1.043,75. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 0,61% ou $ -6,25 cents/bushel, a $1.063,00. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em baixa de 0,66% ou $ -1,90/ton curta, a $ 283,90. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em baixa de 2,75% ou $ -1,45/libra-peso, a $ 51,24.
ANÁLISE DA BAIXA
A soja negociada em Chicago fechou em baixa nesta quarta-feira. Com muitos dados econômicos em jogo durante o dia, com a reunião do FED, o mercado optou por realizar os lucros do dia anterior. A queda nos contratos futuros de óleo de soja, ligada à decepção com uma proposta de biocombustíveis dos EUA, também pressionaram os preços, afirmaram alguns operadores de mercado.
Há uma percepção do mercado que a China está bem abastecida até novembro e que só terá apertos em seus estoques no próximo ano. Os importadores chineses continuam sem comprar soja da safra nova americana. Neste sentido, no Brasil, a ANEC elevou sua estimativa de exportação de soja e farelo de setembro, com os portos asiáticos como principais destinos.
O Canadá aumentou em 4,1% a sua produção de canola, enquanto a de soja deve cair 5,7%.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-QUEDA DO ÓLEO PROVOCA QUEDA DA SOJA (baixista)
Com muitos traders apostando em um corte na taxa de juros hoje nos Estados Unidos, a soja está sendo negociada em baixa no pregão diário de Chicago, em linha com a queda dos preços do óleo em meio a dúvidas persistentes sobre a realocação das obrigações de mistura de biocombustíveis, recentemente dispensadas para pequenas refinarias de petróleo.
EUA/CHINA-GRANDE EXPECTATIVA (por enquanto, baixista)
Além disso, a pressão de baixa é exercida pelo avanço da colheita e pela ausência de compras chinesas no mercado americano. Se isso persistir, a importância deste último fator aumentará à medida que a colheita atingir as principais regiões agrícolas. Portanto, as expectativas do mercado são altas para a conversa telefônica entre os presidentes dos Estados Unidos e da China na sexta-feira.
CHINA-ESTOQUES MAIORES (baixista)
Em relação à China, de acordo com o Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleo, os estoques de soja nas maiores unidades de processamento do país totalizaram 7,84 milhões de toneladas em 12 de setembro, 100.000 toneladas a mais que na semana anterior; 340.000 toneladas a mais que no mesmo período do mês passado; e 2,13 milhões de toneladas acima da média de três anos para esta época do ano.
BRASIL-EXPORTAÇÕES MAIORES PARA O MÊS (altista para o Brasil, baixista para CBOT)
Em relação ao Brasil, principal fornecedor da demanda chinesa, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), em sua revisão semanal de suas estimativas, elevou o volume de exportações de soja em setembro de 7,43 para 7,53 milhões de toneladas, número que ficou abaixo dos 8,12 milhões de toneladas de agosto, mas bem acima dos 5,16 milhões de toneladas do nono mês de 2024. Em relação ao farelo de soja, a previsão de exportações para o mês corrente foi aumentada de 2,11 para 2,19 milhões de toneladas, ante 1,97 milhão no mês anterior e 1,62 milhão no mesmo mês do ano passado.
CANADÁ-MAIS PRODUÇÃO DE CANOLA, MENOS DE SOJA (baixista)
A Statistics Canada estima que a produção de canola do país atingirá 20,03 milhões tons nesta temporada, o que representaria um aumento de 4,1% em relação ao ano anterior, se concretizado. Enquanto isso, a produção canadense de soja pode chegar a 7,13 milhões toneladas, o que representaria uma queda de 5,7% em relação ao volume de 2024, se concretizado.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
TRIGO/CEPEA: Preços seguem firmes no RS e em SP – MAIS SOJA

Os valores do trigo seguem firmes no Rio Grande do Sul e em São Paulo. De acordo com pesquisadores do Cepea, os preços são impulsionados por menores estoques e pelos bons volumes exportados. No entanto, os avanços acabam sendo limitados pelas desvalorizações do dólar frente ao Real e dos contratos nas Bolsas norte-americanas.
Quanto aos derivados, os preços do farelo seguem em alta, influenciados pelo aquecimento da demanda, especialmente por parte do setor pecuário. Já para a farinha, levantamento do Cepea mostra que os preços continuaram em queda, pressionados pela menor demanda doméstica.
No front externo, dados da Secex mostram que, em janeiro/26, foram exportadas 370,6 mil toneladas de trigo, sendo praticamente todo o volume oriundo do Rio Grande do Sul. Em 12 meses, os embarques somam 2,1 milhões de toneladas, contra 2,45 milhões entre fevereiro/24 e janeiro/25. Do lado das importações, chegaram aos portos brasileiros 504,2 mil toneladas de trigo em janeiro/26. Em 12 meses, as compras externas somam 6,68 milhões de toneladas, em linha com as 6,75 milhões de toneladas nos 12 meses terminados em janeiro/25.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Soja/BR: Colheita avança e chega a 17,4% da área total semeada no país – MAIS SOJA

Em MT, apesar do tempo chuvoso, a colheita avançou nos períodos propícios para a sua realização. As produtividades aumentam, conforme ocorre a colheita das variedades mais tardias.
No RS, as regiões da Fronteira Oeste, Campanha e Sul contabilizam perdas decorrentes da falta de chuva. Nas demais regiões, a má distribuição delas afeta o potencial produtivo de muitas áreas. No PR, a redução das chuvas permitiu o avanço na colheita.
Em GO, a colheita avança lentamente devido às precipitações frequentes. Em MS, as chuvas foram pontuais no Sul do estado e favoreceram as áreas em enchimento de grãos. A colheita está em sua fase inicial. Em MG, a colheita está lenta devido ao clima chuvoso.
As primeiras áreas de sequeiro colhidas apresentaram produtividade abaixo da estimada, mas as áreas irrigadas obtiveram excelentes rendimentos. Na BA, a colheita avança nas áreas irrigadas e já ocorre nas lavouras de sequeiro.
Em SP, a colheita foi iniciada timidamente. No TO, a colheita começa a ocorrer em todas as regiões do estado, com boas produtividades sendo alcançadas. No MA, a colheita começou nas áreas irrigadas dos Gerais de Balsas. Nas regiões Leste, Centro e Oeste, o plantio se aproxima da finalização. No PI, o plantio foi finalizado e a colheita ocorre nas áreas irrigadas e em lavouras semeadas no início da janela, que foram impactadas por veranicos. Apesar disso, a maioria das áreas apresenta bom potencial produtivo.
Em SC, as lavouras apresentam desenvolvimento entre bom e regular, pois algumas áreas foram afetadas pela baixa disponibilidade hídrica. A colheita foi iniciada. No PA, a colheita avança no Sudeste e Sudoeste do estado e as produtividades variam em função das precipitações. No Nordeste e Noroeste do estado, algumas áreas foram replantadas devido aos veranicos de janeiro, mas atualmente a maioria das lavouras apresenta boas condições.
Previsão Agrometeorológica (09/02/2026 a 16/02/2026)
N-NE: Há previsão de chuvas regulares e bem distribuídas na região Norte, exceto em RR e no Noroeste do PA. Bons volumes são esperados no Matopiba, além de demais áreas do MA, Centro-Norte do PI e Sul do CE, o que favorecerá a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. As altas temperaturas e os baixos acumulados de chuva manterão a baixa umidade no solo, restringindo o avanço da semeadura em áreas do Semiárido.
CO: As chuvas continuarão frequentes e bem distribuídas na região, mantendo as condições favoráveis para o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safras, sem impactos significativos nos trabalhos de colheita e semeadura. Os maiores volumes deverão ocorrer em áreas de MT e Sudoeste de GO.
SE: Há previsão de bons volumes de chuvas em SP, RJ e parte de MG. No Norte de MG e no ES, os volumes serão menores. No geral, a regularidade e a distribuição das chuvas favorecerão o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra, com menores impactos nas operações de campo, além de beneficiar o crescimento da cana-de-açúcar e a granação dos frutos do café.
S: Há previsão de chuvas intercaladas por períodos de tempo estável, favorecendo o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safras, sobretudo, no PR e em SC, onde os volumes de chuva serão maiores. No RS, as precipitações só deverão se intensificar a partir do dia 13/01. Até lá, as temperaturas se manterão elevadas e persistirá a restrição hídrica em partes do estado.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho pode ter mais um dia de cotações estáveis – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de estabilidade nas cotações. Com o foco na colheita da safra de verão, as aquisições são aguardadas para um período de preços ainda mais acessíveis. No cenário internacional, os agentes aguardam o relatório de oferta e demanda do USDA, às 14h, para movimentações na Bolsa de Chicago. O dólar, por sua vez, opera com leve alta frente ao real.
O mercado brasileiro de milho apresentou preços fracos nos portos nesta segunda-feira, com o dólar em queda. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado está marcado por essa baixa nos portos e dificuldades de liquidez interna. Houve novos recuos de preços no Sul, e no Sudeste parece haver alguma reação tentada em São Paulo.
Para Molinari, a evolução da colheita da soja e a alta dos fretes deve mudar o mercado regionalmente daqui para a frente.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 66,50/69,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/62,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 63,00/65,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 68,00/69,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 62,00/64,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 60,00/61,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 50,00/55,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,28 3/4 por bushel, estável na relação ao fechamento anterior. As demais posições em baixa.
* O mercado anda de lado nas negociações iniciais e a tendência é de um dia arrastado até a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, às 14h.
* Ontem (9), a posição março de 2026 fechou com baixa de 1,50 centavo de dólar por bushel ou 0,38% em relação ao fechamento anterior, cotada a US$ 4,28 3/4 por bushel. A posição maio de 2026 encerrou cotada a US$ 4,37 por bushel, recuo 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,39% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com alta de 0,08%, cotado a R$ 5,1913. O Dollar Index registra valorização de 0,07% a 96,88 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, + 0,30%. Frankfurt, + 0,05%. Londres, -0,24%.
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços firmes. Xangai, + 0,13%. Japão, + 2,28%.
* O petróleo opera com alta. Março do WTI em NY: US$ 64,39 o barril (+0,04%).
AGENDA
– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
– Relatório de fevereiro de oferta e demanda dos EUA e mundial – USDA, 14h.
– Resultado financeiro do Banco do Brasil, após o fechamento do mercado.
– Relatório de produção e vendas da Petrobras, após fechamento do mercado.
– China: O índice de preços ao consumidor de janeiro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.
– China: O índice de preços ao produtor de janeiro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.
—–Quarta-feira (11/02)
– OPEP: O relatório mensal de petróleo será publicado pela OPEP.
– EUA: A gigante de fast food McDonald’s publica seus resultados trimestrais.
– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, o Índice de Preços ao Produtor – Indústrias extrativas e de transformação referente a dezembro.
– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pela EIA.
– Japão: O índice de preços ao produtor de janeiro será publicado às 20h50 pelo BOJ.
—–Quinta-feira (12/02)
– AIE: O relatório mensal de petróleo será publicado às 2h pela AIE.
– Reino Unido: A leitura preliminar do PIB do quarto trimestre será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.
– Reino Unido: A produção industrial de dezembro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.
– Reino Unido: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado às 4h pelo departamento de estatísticas.
– O IBGE divulga, às 8h, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola referente a janeiro.
– Estimativa para a safra brasileira de grãos em 2025/26 – Conab, 9h.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Resultado financeiro da Raizen e da Vale, após o fechamento do mercado.
—–Sexta-feira (13/02)
– Eurozona: A leitura preliminar do PIB do quarto trimestre será publicada às 7h pelo Eurostat.
– Eurozona: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado às 7h pelo Eurostat.
– A FGV divulga, às 8h, o IGP-10 referente a fevereiro.
– EUA: O índice de preços ao consumidor de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Autor/Fonte: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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