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28 de junho de 2026

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Valor bruto da produção deve crescer 11,3% em 2025, projeta Mapa

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O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2025 deve atingir R$ 1,406 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O número fica acima dos R$ 1,404 trilhão estimado pela pasta no mês passado. Em relação a 2024, há crescimento de 11,3%, destaca a pasta. Para 2024, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,261 trilhão para R$ 1,263 trilhão, aumento de 1,1% ante o ano anterior.

As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.

Crescimento das lavouras e da pecuária

Do total previsto para 2025, R$ 928,075 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 66% do total e incremento estimado de 10,8% ante 2024.

Outros R$ 478,080 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 34% do total e alta de 12,3% em comparação com o ano passado. Em 2024, conforme projeções do ministério, o VBP agrícola recuou 3% e o da pecuária cresceu 10,4%.

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Na agricultura, o maior crescimento de VBP, de 47,2%, é projetado para as lavouras de café, somando R$ 115,278 bilhões neste ano. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 8,8% maior, para R$ 322,172 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 164,681 bilhões, incremento anual de 32,4%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 10,840 bilhões, alta anual de 3,8%.

Culturas em queda

O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 1,3%, estima o ministério, para R$ 117,909 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve recuar 17,9%, para R$ 23,073 bilhões.

Já o VBP das lavouras de arroz e feijão deve recuar, respectivamente, 10,2% e 15,9%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 22,215 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 12,367 bilhões.

Por outro lado, o valor bruto da produção das lavouras de algodão é estimado em R$ 36,639 bilhões, alta anual de 8,4%. As previsões apontam para crescimento de 21,1% do VBP do cacau, para R$ 13,310 bilhões.

Valor da cadeia de bovinos

Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 20,5%, para um VBP projetado em R$ 204,168 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.

Segundo o Mapa, o valor bruto da cadeia de suínos deve avançar 9,6%, para R$ 60,932 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 4,7% acima do ano anterior, para R$ 111,096 bilhões.

Já a receita bruta obtida com a produção de leite deve aumentar 5,2%, para R$ 71,514 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 14,1% maior, para R$ 30,370 bilhões.

O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.

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Produtor corre risco ao adiar renegociação de dívidas à espera do PL 5122, diz advogado

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Foto: Pixabay/montagem

O Projeto de Lei 5122/23, que cria mecanismos de renegociação, anistia e refinanciamento de dívidas rurais, segue em tramitação na Câmara dos Deputados, com expectativa de aprovação nas próximas semanas pelas entidades do agro. Enquanto isso não acontece, a espera tem induzido os produtores ao erro. Essa é a avaliação do advogado especialista em crédito rural e sócio fundador do escritório Amaral e Melo, Leandro Amaral.

Segundo ele, muitos agricultores têm adiado decisões que envolvem o planejamento da próxima safra, como a compra de insumos, na esperança de que a mudança na legislação resolverá o problema. “Enquanto isso, a cobrança avança, e parte das dívidas que o pressionam carrega cláusulas que poderiam ser questionadas desde já”, pontua.

O alerta ganha força em um cenário de maior pressão sobre o agronegócio. Segundo levantamento da Serasa Experian, a inadimplência da população rural encerrou 2025 em 8,2%, enquanto as concessões de crédito rural e agroindustrial para pessoas físicas recuaram 17% no mesmo período.

O resultado dessa conjuntura tem sido um número crescente de produtores que enfrentam dificuldades para acessar novos financiamentos e, assim, enfrentam cada vez mais obstáculos para acessar novos financiamentos.

Para Amaral, embora a proposta em discussão na Câmara dos Deputados represente um avanço para o setor, ela ainda depende de tramitação legislativa e da vontade política, e acaba não resolvendo, de forma imediata, a situação de quem já está sendo cobrado por instituições financeiras ou cooperativas de crédito.

“É natural que o produtor acompanhe a discussão do projeto de lei e tenha expectativa de novas possibilidades de renegociação. Mas a espera não pode significar inércia. Cada operação de crédito possui características próprias e, muitas vezes, já existem instrumentos jurídicos capazes de proteger a atividade rural e evitar medidas mais gravosas enquanto uma solução definitiva não é construída”, destaca.

De acordo com ele, além da negociação direta com as instituições financeiras, há situações em que é possível discutir judicialmente procedimentos de cobrança, buscar a revisão de cláusulas contratuais e analisar se foram observadas todas as garantias previstas na legislação antes da adoção de medidas como, por exemplo, a consolidação de garantias ou a realização de leilões.

Amaral ressalta que outro ponto que merece atenção é que muitos produtores deixam para buscar orientação jurídica apenas quando recebem a comunicação de que o imóvel será levado a leilão, momento em que as alternativas costumam ser mais limitadas.

“O melhor cenário é que o produtor procure orientação logo nos primeiros sinais de dificuldade financeira. Uma análise preventiva permite avaliar alternativas de renegociação, identificar eventuais irregularidades nos contratos e construir uma estratégia antes que o patrimônio esteja em risco”, afirma.

Para o especialista, o atual cenário reforça a importância de unir planejamento financeiro e assessoria jurídica especializada, além de deixar uma lição: o produtor precisa conhecer os mecanismos já existentes para enfrentar situações de endividamento e preservar a continuidade da atividade no campo e, assim, não ficar somente à espera da tramitação de um projeto de lei.

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Clima favorece desenvolvimento das lavouras de trigo e do milho segunda safra

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Foto: Débora Fabrício/Canal Rural

As condições climáticas seguiram favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de trigo e do milho segunda safra na maior parte das regiões produtoras do Brasil, mostra o 6º Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última sexta-feira (26).

O levantamento, referente ao período de 1 a 21 de junho, aponta crescimento do índice de vegetação (IV) do trigo em todas as regiões monitoradas em comparação com a safra passada.

De acordo com a Companhia, a boa disponibilidade de umidade no solo e as temperaturas mais baixas, especialmente na Região Sul, favoreceram o desenvolvimento da cultura.

A semeadura do trigo atingiu 74,3% da área prevista, enquanto 55,1% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. No Rio Grande do Sul, o plantio avançou em todas as regiões, enquanto no Paraná já teve início a fase de floração.

Para o milho segunda safra, a Conab informa que o índice de vegetação evoluiu em nível semelhante ao da safra anterior na maior parte das áreas acompanhadas.

Com 60,7% das lavouras em maturação, o clima favoreceu o desenvolvimento da cultura, principalmente em Mato Grosso, onde o tempo seco acelerou a maturação e a colheita das primeiras áreas, com produtividades acima das estimativas iniciais.

Já em Goiás e Minas Gerais, a escassez de chuvas entre abril e maio prejudicou parte das lavouras durante o período reprodutivo.

O boletim também destaca que o regime de chuvas contribuiu para a recuperação da umidade do solo no Sul, beneficiando o trigo e o milho segunda safra. Por outro lado, o excesso de precipitações prejudicou parte das áreas de feijão segunda safra em Santa Catarina e no Paraná.

Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o predomínio do tempo seco favoreceu parte das lavouras mais tardias de milho segunda safra e sorgo, embora chuvas atípicas tenham provocado impactos pontuais na qualidade de lavouras de algodão e milho em fase de maturação e atrasado o início da colheita em algumas áreas.

No Norte e no Nordeste, os maiores volumes de chuva favoreceram as lavouras de milho segunda safra no Pará e de feijão e milho terceira safra na região do Sealba (áreas de Sergipe, Alagoas e Bahia). Já no Matopiba (áreas de Maranhão, Tocanstins, Piauí e Bahia), a redução da umidade do solo foi considerada positiva para as áreas em maturação e colheita.

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Melhor Tomate do Brasil 2027 terá inscrições abertas em janeiro; veja como participar

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Foto: Pixabay

Doze anos após sua primeira edição, o Concurso do Melhor Tomate de Mesa do Brasil volta a acontecer em 2027, tendo na comissão avaliadora o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Divulgado durante a 31ª Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas (Hortitec). O link para as inscrições no site do Ibrahort estará disponível a partir de 1º de janeiro de 2027.

Os vencedores serão divulgados em agosto de 2027 e cerimônia de premiação prevista para 15 de setembro, podendo concorrer produtores de tomates uva, italiano, redondo e gourmet. O custo é de R$ 2.500,00 a ser pago no ato da inscrição, sendo que produtores indicados pelas empresas patrocinadoras não pagam a taxa.

Serão premiados os primeiros colocados das três primeiras categorias e os tomates gourmet que se destaquem como Revelação do Ano, O mais saboroso e O mais diferenciado. Também serão reconhecidos quatro produtores com os prêmios Jovem Tomateiro, Tomate no Feminino, Tomate Rastreável e Tomate Sustentável.

“Assim como na primeira edição, o Ital será responsável pelas análises físico-químicas e pelos painéis sensoriais descritivos”, destaca o engenheira de alimentos, mestre e doutora em Tecnologia de Alimentos, Aline de Oliveira Garcia.

No ato da inscrição o produtor deverá:

  • preencher a ficha de inscrição;
  • assinar o termo de conhecimento e concordância com o regulamento do concurso;
  • responder o questionário online para os prêmios de participação: Jovem Tomateiro; Tomate no Feminino; Tomate Rastreável; Tomate Sustentável.

Recomenda-se que a inscrição seja efetuada logo no início de sua abertura a fim de garantir a
vaga devido ao número restrito de amostras.

Assim que concluída sua inscrição, o produtor receberá no endereço indicado na ficha de inscrição: a(s) embalagem(ns) com os códigos de rastreio e as instruções detalhadas, incluindo a data para o encaminhamento das amostras ao Ital e o termo assinado de conhecimento e concordância com o regulamento.

Para mais informações de inscrições e prazos acesse o regulamento do evento disponível em PDF para download no site da Ibrahort.

Os organizadores do concurso esperam superar os 36 inscritos e 330 quilos de tomates recebidos na edição de estreia.

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