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17 de junho de 2026

Business

Valor bruto da produção deve crescer 11,3% em 2025, projeta Mapa

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O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2025 deve atingir R$ 1,406 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O número fica acima dos R$ 1,404 trilhão estimado pela pasta no mês passado. Em relação a 2024, há crescimento de 11,3%, destaca a pasta. Para 2024, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,261 trilhão para R$ 1,263 trilhão, aumento de 1,1% ante o ano anterior.

As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.

Crescimento das lavouras e da pecuária

Do total previsto para 2025, R$ 928,075 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 66% do total e incremento estimado de 10,8% ante 2024.

Outros R$ 478,080 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 34% do total e alta de 12,3% em comparação com o ano passado. Em 2024, conforme projeções do ministério, o VBP agrícola recuou 3% e o da pecuária cresceu 10,4%.

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Na agricultura, o maior crescimento de VBP, de 47,2%, é projetado para as lavouras de café, somando R$ 115,278 bilhões neste ano. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 8,8% maior, para R$ 322,172 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 164,681 bilhões, incremento anual de 32,4%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 10,840 bilhões, alta anual de 3,8%.

Culturas em queda

O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 1,3%, estima o ministério, para R$ 117,909 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve recuar 17,9%, para R$ 23,073 bilhões.

Já o VBP das lavouras de arroz e feijão deve recuar, respectivamente, 10,2% e 15,9%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 22,215 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 12,367 bilhões.

Por outro lado, o valor bruto da produção das lavouras de algodão é estimado em R$ 36,639 bilhões, alta anual de 8,4%. As previsões apontam para crescimento de 21,1% do VBP do cacau, para R$ 13,310 bilhões.

Valor da cadeia de bovinos

Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 20,5%, para um VBP projetado em R$ 204,168 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.

Segundo o Mapa, o valor bruto da cadeia de suínos deve avançar 9,6%, para R$ 60,932 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 4,7% acima do ano anterior, para R$ 111,096 bilhões.

Já a receita bruta obtida com a produção de leite deve aumentar 5,2%, para R$ 71,514 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 14,1% maior, para R$ 30,370 bilhões.

O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.

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Preços do arroz voltam a cair no RS com oferta elevada e demanda enfraquecida

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os preços do arroz em casca registraram nova queda no Rio Grande do Sul, interrompendo o movimento de recuperação observado no início de junho. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta o aumento da oferta disponível e as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado como os principais fatores de pressão sobre o mercado.

Segundo os pesquisadores, a ampla disponibilidade do cereal tem mantido os compradores cautelosos, em um momento em que as indústrias enfrentam dificuldades para escoar o produto beneficiado. Esse cenário reduz o interesse por novas aquisições de matéria-prima e contribui para o recuo das cotações.

Demanda externa não sustenta preços

De acordo com o Cepea, a demanda internacional segue ativa e continua oferecendo alternativas de comercialização para parte dos produtores. No entanto, o efeito das exportações sobre os preços internos tem sido limitado diante da oferta elevada disponível no mercado doméstico.

Além disso, os mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) perderam força como fator de sustentação das cotações.

Indústrias mantêm postura cautelosa

Outro fator que pesa sobre o mercado é a dificuldade na venda do arroz beneficiado. Com menor fluidez nos negócios, as indústrias têm reduzido o ritmo das compras de arroz em casca, ampliando a pressão sobre os preços pagos ao produtor.

Na avaliação do Cepea, a combinação entre oferta abundante, demanda industrial enfraquecida e menor impacto dos mecanismos de sustentação do mercado mantém o cenário desafiador para as cotações do cereal no estado.

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Chuvas interrompem colheita e impulsionam preços do café arábica

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

Depois de iniciar junho em forte queda, os preços do café arábica voltaram a subir na segunda semana do mês, impulsionados pelas chuvas registradas nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, o avanço da colheita da safra 2026/27 pressionou as cotações do arábica no início do mês. No entanto, a partir do dia 10 de junho, o mercado passou a reagir diante das precipitações que atingiram áreas produtoras, afetando o ritmo dos trabalhos no campo e reduzindo pontualmente a oferta da variedade.

Além de dificultar a colheita, as chuvas nesta fase do ciclo também acendem um alerta para a qualidade dos grãos. De acordo com os pesquisadores, agentes do setor têm relatado problemas relacionados à qualidade e ao tamanho dos grãos colhidos, com desempenho inferior ao observado na temporada passada.

O cenário ocorre mesmo diante de estimativas oficiais que apontam para uma safra recorde de café no Brasil.

Robusta segue mais firme

No mercado do café robusta, os preços seguem mais sustentados em comparação ao arábica. Conforme o Cepea, a firmeza das cotações está relacionada às projeções de uma safra menor que a registrada na temporada anterior.

Com expectativa de oferta mais restrita, a variedade tem encontrado suporte adicional no mercado, mantendo os preços em patamares mais elevados.

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No G7, Brasil cobra da União Europeia revisão de restrições às exportações de carne

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos.

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente.

Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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