Agro Mato Grosso
Sistema FAEP lança cartilha sobre uso de drone de pulverização I MT

Os drones estão cada vez mais presentes nas atividades agropecuárias. Esses equipamentos, que no início realizavam serviços como georreferenciamento, monitoramento e análise por imagens, hoje podem embarcar produtos agroquímicos para efetuar pulverizações em campo, possibilitando mais economia e segurança para os produtores rurais. Essas funcionalidades, no entanto, demandam cuidado adicional, uma vez que as aeronaves destinadas à pulverização são maiores e mais pesadas.
Para orientar os agricultores sobre o uso destes equipamentos, o Sistema FAEP desenvolveu a cartilha “Drones na lavoura – guia completo para pulverização agrícola”. O material traz as informações necessárias para o uso dos drones de pulverização com responsabilidade, segurança e em conformidade com as normas legais.
Mais do que isso, o material permite que o leitor tome a melhor decisão sobre o uso de drones de pulverização/aplicação na sua propriedade: contratar serviço especializado ou adquirir o próprio equipamento? Ambas as alternativas têm vantagens. Por isso, a decisão depende da análise cuidadosa da realidade de cada propriedade, considerando as necessidades e a disposição para gerenciar os aspectos técnicos e legais dessa atividade.
Uma vez que o produtor decidiu o caminho, a cartilha traz um guia detalhado para orientar cada tipo de operação, com um checklist que deve ser observado tanto para contratação de terceiros quanto para a operação do próprio equipamento. O material informativo também destaca orientações sobre boas práticas que devem ser adotadas para garantir uma aplicação eficaz, segura para o operador, meio ambiente e culturas vizinhas.
Outro tema importante abordado é a legislação vigente. Para operar drones é necessário registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e cadastro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para facilitar a consulta e o acesso aos órgãos e entidades ligados a atividade com drones de pulverização, a cartilha tem uma seção com contatos que podem ajudar o produtor rural a se manter atualizado em relação à legislação pertinente.
Além do corpo técnico do Sistema FAEP, o conteúdo da cartilha teve participação de especialistas do Mapa, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná (FEAPR).
Agro Mato Grosso
Tratores Valtra com tecnologia reforçam modernização do agro brasileiro

A crescente demanda por produtividade e eficiência no campo tem impulsionado uma nova geração de máquinas agrícolas no Brasil. Em meio a esse movimento, a fabricante de tratores Valtra aposta na tecnologia desenvolvida na Finlândia para ampliar a eficiência das operações no agronegócio nacional.
Segundo o diretor comercial da empresa, Cláudio Esteves, a evolução das máquinas acompanha a própria transformação da agricultura brasileira, considerada uma das mais competitivas do mundo. “A agricultura brasileira é pujante e demanda muita tecnologia. O Brasil é visto por muitos como o celeiro do mundo, e a Valtra se coloca ao lado do produtor para entender essas demandas e ajudá-lo a produzir mais, com menor custo”, disse Esteves em entrevista à imprensa durante o test drive em Londrina (PR), onde a marca apresentou os lançamentos previstos para as feiras agropecuárias no primeiro semestre deste ano.
De acordo com ele, os novos equipamentos incorporam soluções voltadas principalmente à eficiência energética e ao aumento da produtividade no campo. Entre os avanços estão sistemas de agricultura de precisão e piloto automático com mapeamento do campo por satélite.
Dentro da cabine, o operador tem acesso a informações em tempo real sobre o funcionamento do trator e sobre a atividade no campo, como consumo de combustível, desempenho da operação e dados sobre o plantio. “O operador tem todas as informações importantes em telas ao alcance da mão. Isso inclui consumo, dados da operação e quantidade de sementes por segundo”, explicou Esteves.
Feiras agrícolas impulsionam lançamentos de tratores
A estratégia de divulgação dos novos equipamentos passa principalmente pelas feiras agrícolas, consideradas pela empresa um dos principais pontos de contato com produtores rurais. A fabricante apresentou ao mercado brasileiro a nova linha de tratores de média potência da série A5 e A5 Hitech, quinta geração da tradicional linha da marca, com mudanças no design, melhorias no desempenho do motor e novos recursos de agricultura de precisão.
Os equipamentos foram apresentados na Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque (RS). Visualmente, os tratores passam a adotar um capô redesenhado e linhas mais modernas, alinhadas ao padrão internacional da empresa, mantendo a tradicional cor amarela.
Trator de ponta recebe prêmio internacional de design
Lançado na edição 2025 da Agrishow, feira de Ribeirão Preto (SP), o modelo S6, produzido na Finlândia, recebeu o prêmio internacional de design Red Dot Design Award, considerado um dos mais importantes da categoria. “O prêmio celebra a melhor relação entre o homem e a máquina. Apenas três marcas de automotores ganharam esse prêmio, entre elas o trator Valtra S6”, disse Cláudio Esteves.
Com origem na antiga estatal finlandesa Valmet, a Valtra mantém seu principal centro de desenvolvimento tecnológico em Suolahti, na Finlândia, sendo que parte dos tratores vendidos no Brasil é produzida diretamente na planta europeia. A empresa chegou ao país no início da década de 1960 e foi uma das primeiras plantas de tratores instaladas no Brasil.

O diretor comercial da Valtra ressalta que modelo S6 foi premiado por relação entre o homem e a máquina. (Foto: Tiago Lima/Divulgação Valtra)
Apesar da origem europeia, Esteves afirma que a empresa faz adaptações para atender às condições do agronegócio brasileiro. “Fazemos a tropicalização desses produtos no Brasil, porque nossa agricultura e nosso clima exigem um trabalho muito mais robusto do que as exigências europeias”, explica. Os modelos vindos da Finlândia são voltados principalmente para grandes operações agrícolas, como a produção de grãos, cana-de-açúcar e algodão.
Agro Mato Grosso
Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar

Da ciência no campo à industrialização, o município consolidou uma cadeia que gera energia, proteína e valor
Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.
As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.
Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.
Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.
Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.
Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.
Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).
Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.
Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.
Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.
Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.
Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.
Agro Mato Grosso
Circuito Aprosoja MT chega à 20ª edição no estado com foco e futuro do agro

Evento em Alto Taquari reúne produtores e lideranças, destaca conquistas da entidade e reforça a importância do cenário global para as decisões no campo
Na noite desta segunda-feira (04.05), o município de Alto Taquari marcou o início da 20ª edição do Circuito Aprosoja MT, uma das principais iniciativas de aproximação e fortalecimento do setor produtivo em Mato Grosso. Promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), o evento abriu a agenda de encontros pela região sul do estado, reunindo produtores rurais, lideranças e a comunidade local.
Realizado na sede do Sindicato Rural, o encontro contou com a participação de cerca de 100 pessoas, iniciando uma edição que promete ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades do agronegócio diante de um cenário global cada vez mais dinâmico e interconectado.
Na abertura, o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, apresentou um panorama estratégico das principais frentes de atuação da entidade nos últimos anos. Entre os destaques, estão a atuação decisiva contra a moratória da soja, o trabalho institucional que contribuiu para a não reedição do FETHAB 2 após o encerramento da atual legislação, em 31 de dezembro de 2026, e a manutenção do congelamento do FETHAB, medidas consideradas fundamentais para garantir segurança jurídica e competitividade ao produtor mato-grossense.
“Iniciamos o 20º Circuito Aprosoja MT pela região sul trazendo um balanço dos últimos três anos de atuação da entidade, diante das crises e dos desafios políticos enfrentados no país. Também trouxemos o Professor HOC para discutir geopolítica e o cenário mundial, temas essenciais para entender não apenas o futuro do planeta, mas, principalmente, do nosso setor”, destacou o presidente.
Como parte da programação, o público acompanhou a palestra “Geopolítica: como o mundo funciona?”, ministrada pelo cientista político Heni Ozi Cukier, o Professor HOC, referência nacional em geopolítica e segurança internacional. A proposta é ampliar a compreensão dos produtores sobre como os movimentos globais influenciam diretamente mercados, commodities e decisões estratégicas no campo.
“Fico muito contente em participar deste circuito. Falar sobre geopolítica faz toda a diferença, porque o mundo não para e isso impacta diretamente a economia, as commodities e o agronegócio. Quem entende esses movimentos está mais preparado para enfrentar cenários desafiadores e até identificar oportunidades”, afirmou o palestrante.
Para o delegado coordenador do núcleo de Alto Taquari, Guilherme Kok, o Circuito representa mais do que um evento técnico, é um espaço de diálogo e alinhamento entre a entidade e os produtores, fortalecendo a representatividade do setor.
“Esse evento é fundamental para manter os associados informados sobre o que acontece no mundo, apresentar novidades e reforçar os cuidados que precisamos ter diante das constantes mudanças. Além disso, aproxima a entidade dos produtores, fortalece a interação entre todos e deixa o setor mais unido e alinhado”, ressaltou.
Entre os participantes, a percepção é de que iniciativas como essa são fundamentais para a tomada de decisão no dia a dia da atividade rural. O delegado do núcleo de Alto Taquari, João Pedro Carvalho Oliveira, destacou a relevância do conteúdo apresentado e os impactos práticos das discussões.
“A palestra trouxe um tema muito atual e importante para nós, ajudando a entender como os conflitos e disputas globais afetam diretamente o comércio, os preços e a nossa realidade no campo. Foi uma escolha muito acertada e, sem dúvida, um evento que vai agregar conhecimento aos produtores em todo o estado”, afirmou.
Ao longo das próximas semanas, o Circuito Aprosoja MT seguirá percorrendo os 35 núcleos da entidade em todo o estado, passando pelas regiões norte, leste e oeste. A expectativa é consolidar, mais uma vez, o evento como um dos principais canais de integração, informação e fortalecimento do agronegócio mato-grossense.
Confira a programação desta semana:
05/05 – Alto Garças – 8h30
05/05 – Rondonópolis – 18h30
06/05 – Jaciara – 18h30
07/05 – Primavera do Leste – 18h30
08/05 – Paranatinga – 8h30
08/05 – Campo Verde – 18h30
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