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27 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Monitoramento reduz uso de defensivos e assegura produção sustentável em MT

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Por trás de cada prato de arroz com feijão, preparado com óleo de soja, ou do frango assado do domingo, alimentado com ração à base de milho, existe um pedaço de Mato Grosso. O estado é o maior produtor de soja e milho do Brasil, responsável por uma fatia decisiva do que chega não só à mesa dos brasileiros, mas também para mais de 150 países que compram os grãos mato-grossenses, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Para garantir que essa abundância não pese no bolso do produtor nem no meio ambiente, um aliado vem ganhando espaço nas lavouras: o Manejo Integrado de Pragas (MIP). De forma simples, essa é uma estratégia de controle que busca reduzir o uso de químicos para manter os inimigos naturais e controlar as pragas que devastam o campo.

Roseli Muniz Giachini, produtora de soja e milho em Cláudia e União do Sul (MT), adotou a prática em 1999, após adquirir o conhecimento na faculdade. Desde então, o monitoramento faz parte de sua rotina quase como um ritual.

Temos um cronograma de vistorias semanais nos talhões. Fazemos o levantamento das pragas e dos inimigos naturais. Só aplicamos produtos quando a população atinge o nível de controle. Isso evita o uso excessivo de defensivos
— Roseli Giachini

O impacto é direto no bolso e no ambiente. Roseli lembra de um caso prático: “Uma aplicação [de defensivo] para controlar percevejo, por exemplo, custaria cerca de R$ 105 por hectare. Se não há nível de controle, eu deixo de aplicar e economizo. Quem faz MIP consegue ter essa segurança para decidir”, ressaltou.

Ela conta, orgulhosa, que hoje usa até plataformas digitais para monitorar as lavouras via celular, mostrando que tradição e inovação andam lado a lado para tornar o campo mais prático e sustentável.

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O Manejo Integrado de Pragas (MIP) em 3 passos — Foto: Arte: Kessillen Lopes/g1 MT

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) em 3 passos — Foto: Arte: Kessillen Lopes/g1 MT

“É como os antibióticos: você não toma um remédio forte só porque espirrou uma vez. Se usar sem necessidade, pode causar mais problemas que soluções. No campo, é a mesma lógica”, comparou o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Rafael Pitta.

Pesquisas da Embrapa, que estão em desenvolvimento desde 1970, mostram que, quando aplicado corretamente, o MIP pode reduzir em mais de 40% o uso de inseticidas nas lavouras, sem comprometer a produtividade. Os principais resultados obtidos ao longo desses anos comprovam que a técnica:

  • Reduz o custo de produção através do controle racional de pragas e, com isso, aumenta lucros;
  • Diminui o impacto ambiental com menos inseticidas e preserva os inimigos naturais;
  • Auxilia na redução das emissões de CO₂ e, com isso, contribui com a descarbonização da sojicultura;
  • Evita perdas de produção e qualidade de grãos;
  • Reduz a pressão de seleção de pragas resistentes a inseticidas e/ou plantas Bt.

 

💰Em julho, os gastos com fertilizantes e defensivos agrícolas, somente na safra de soja 2025/26, aumentaram 0,92% em comparação ao mês anterior (veja no gráfico abaixo), deixando o custo projetado em R$ 4,1 mil por hectare, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Rafael Pitta explicou que o que diferencia o MIP é a racionalidade. “Muitas vezes o produtor vê algumas lagartas e já aplica defensivo. Até certa quantidade, o custo da aplicação é maior do que o prejuízo causado. É como gastar mais do que se perderia. O MIP ajuda a evitar esse desperdício e ainda preserva o equilíbrio ambiental”.

📊 Antes e depois do MIP: impacto no bolso do produtor

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SITUAÇÃOMANEJO TRADICIONAL (calendário fixo)COM MIP
Aplicação por safra8 a 103 a 5
Custo médio por hectareR$ 800 a R$ 1.050R$ 300 a R$ 500
Impacto ambientalAlto (uso excessivo de químicos)Reduzido (mais biológicos e seletividade)
Benefício finalGastos maiores e risco de resistênciaEconomia, preservação ambiental e equilíbrio ecológico

A pesquisadora da Fundação MT, Mariana Ortega, referência em entomologia — área dedicada ao estudo dos insetos — lembra que cada praga se comporta de forma diferente, e fatores como temperatura e umidade influenciam diretamente as infestações. Segundo ela, o Manejo Integrado devolve às lavouras o equilíbrio dos inimigos naturais, como joaninhas e crisopídeos, aliados do produtor rural.

“O monitoramento é a chave. Não há como prever com exatidão quando e em que intensidade uma praga vai surgir. O produtor que acompanha de perto toma decisões mais assertivas e gasta menos com defensivos”, destacou.

Manejo Integrado de Pragas em fotos

Lagartas e percevejos na folha de soja fazem parte do dia a dia do campo. No MIP, o produtor observa e analisa o nível de infestação antes de aplicar defensivos — Foto: Embrapa Soja
Alunos e professores em campo monitoram pragas na lavoura de soja com o pano de batida — técnica essencial do MIP — Foto: Pedro Gomes/Senar-MT
Batida de pano em lavoura de soja — Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa
Vespas e moscas em armadilha feita durante monitoramento de lavoura em Mato Grosso — Foto: Gabriel Rezende/Embrapa
Lagarta branca em colonização de inimigos naturais — Foto: Gabriel Rezende/Embrapa
Pesquisadores da Embrapa e da Fundação MT analisando insetos nas lavouras de MT — Foto: Gabriel Rezende/Embrapa
Pesquisadores da Embrapa e da Fundação MT analisando insetos nas lavouras de MT — Foto: Gabriel Rezende/Embrapa
Armadilha usadas para monitorar a lavoura — Foto: Gabriel Rezende/Embrapa
Outro tipo de armadilha usada para monitorar pragas e inimigos naturais — Foto: Gabriel Rezende/Embrapa
Percevejo em folha de soja — Foto: Antonio Neto/Embrapa
Lagarta destruindo plantação de soja — Foto: RRRufino/Arquivo Embrapa

Lagartas e percevejos na folha de soja fazem parte do dia a dia do campo. No MIP, o produtor observa e analisa o nível de infestação antes de aplicar defensivos — Foto: Embrapa Soja

🎓Os desafios e o sucesso de quem conhece

Apesar dos avanços nas pesquisas, a Embrapa e a Fundação MT apontam que os maiores gargalos hoje são a falta de conhecimento sobre a estratégia e de profissionais qualificados no mercado. E foi isso que levou o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) a criar o curso de Manejo Integrado de Pragas e Doenças na Soja (MIPD). Hoje, a engenheira agrônoma e ex-aluna da instituição, Elyerika Rego, faz da técnica seu sustento.

“Sempre via na faculdade aqueles insetos, mas no campo não sabia como localizá-los, então isso foi algo que me despertou a necessidade de estudar mais sobre pragas e doenças, vendo que no campo existe uma necessidade de profissionais que dominem essa área de conhecimento”, contou.

O conhecimento levou Caroline a iniciar a carreira como estagiária em uma empresa de tecnologia agrícola, passando para pesquisadora trainee na área do MIP e hoje atua como analista de inovação agronômica e comanda um departamento de pesquisa no mais novo município do Brasil que nasceu do agronegócio, Boa Esperança do Norte (MT).

O agro envolve todo o ciclo produtivo para que, no final, cheguem os melhores produtos à mesa. Por isso, é preciso entender esse ciclo para ser assertivo na tomada de decisão. Não retiramos da gôndola do mercado um produto avariado, não consumimos produtos ‘feios’, e é aí que o MIP se torna tão importante na cadeia produtiva.
— Elyerika Rego

Elyerika Rego, ex-aluna do curso de Manejo Integrado de Pragas e Doenças na Soja, durante trabalho no campo — Foto: Arquivo pessoal

Elyerika Rego, ex-aluna do curso de Manejo Integrado de Pragas e Doenças na Soja, durante trabalho no campo — Foto: Arquivo pessoal

🥗 Da lavoura ao prato

A nutricionista Bruna Gabriela Oliveira da Fonseca reforça que o reflexo do MIP não fica só no campo:

“Alimentos produzidos com menos químicos reduzem riscos de alterações hormonais e até de câncer. A população está cada vez mais consciente e buscando práticas sustentáveis. Isso melhora a saúde pública como um todo”, disse.

O impacto chega à mesa em exemplos simples:

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  • 🍲O óleo de soja usado no arroz e feijão.
  • 🌽O milho, base da ração que alimenta frangos, ovos e suínos.
  • 🍪🥖Produtos industrializados que dependem da soja e do milho, como biscoitos, pães, margarinas e carnes.

A professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e coordenadora do Projeto Gaia – Rede de Cooperação para a Sustentabilidade, Rafaella Teles, também relaciona o tema à saúde pública. Ela ressalta que, quando o produtor economiza insumos e protege o ambiente, o consumidor ganha saúde e qualidade de vida.

“Mato Grosso tem índices preocupantes de doenças relacionadas ao excesso de químicos. Práticas como o MIP reduzem riscos, protegem o meio ambiente e têm reflexo direto na qualidade de vida da população, tanto no campo quanto na cidade. Somos o celeiro do mundo e é importante expandir as boas práticas”, ressaltou.

Para os pesquisadores, o Manejo Integrado de Pragas não é apenas uma técnica agrícola: é um elo entre o campo e a cidade. Ele garante que a soja e o milho produzidos em Mato Grosso cheguem à mesa dos brasileiros e do mundo de forma mais saudável, competitiva e sustentável.

🌍 Campo, cidade e o mundo

Mato Grosso segue crescendo como uma potência mundial agrícola. A colheita da safra de milho 2024/25 se encaminha para mais de 53 milhões de toneladas, o que representa 49% da produção total do milho segunda safra no país, segundo o último levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em julho. Já a produção de soja na safra 2024/25 foi de aproximadamente 50,9 milhões de toneladas, um recorde para o estado.

Parte dessa produção segue direto para países da Europa e Ásia, onde a exigência por práticas sustentáveis cresce a cada ano.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que também coordena a área de sustentabilidade da instituição, Lucas Costa Beber, práticas como o MIP são estratégicas para a produção do estado, pois, além de reduzir custos, mostram que o agro mato-grossense pode ser — ao mesmo tempo — gigante na produção e responsável na preservação.

“O MIP é fundamental para mantermos competitividade no mercado internacional. Ele alia economia e sustentabilidade, e esse equilíbrio é o que dá segurança à nossa cadeia produtiva”, pontuou.

 

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🏁A corrida pela sustentabilidade

Sustentabilidade deixou de ser tendência para se tornar um caminho obrigatório na produção de alimentos. Em Mato Grosso, esse compromisso tem números que impressionam: segundo a Aprosoja-MT, nos últimos dez anos, produtores cadastrados preservaram mais de 30 mil km² de áreas sustentáveis — equivalente ao tamanho da Bélgica.

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) reforça essa dimensão: 66% da vegetação nativa do Brasil está protegida, sendo 26% apenas em áreas de cultivo de soja.

Foi nesse contexto que nasceu o programa Soja Legal, criado há mais de uma década para unir produtividade e responsabilidade. O objetivo é simples, mas poderoso: combater a desinformação sobre a soja, mostrando que é possível produzir em grande escala sem abrir mão da preservação.

Hoje, mais de mil produtores fazem parte dessa rede, com certificações, indicadores de desempenho e práticas que atendem às exigências da legislação nacional e internacional — em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na prática, o programa vai além do discurso:

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  • 📚 Cartilhas e materiais educativos para orientar produtores
  • 🚜 Assistência técnica e cursos de capacitação para equipes no campo
  • 💻 Ferramentas digitais que ajudam a monitorar e comprovar a sustentabilidade
  • 📍 Placas de sinalização nas propriedades, reforçando a transparência

Em 2022, o programa foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e, em 2023, recebeu a creditação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Mais de mil produtores participam do programa socioambiental em Mato Grosso — Foto: Bruno Lopes/Aprosoja-MT

Mais de mil produtores participam do programa socioambiental em Mato Grosso — Foto: Bruno Lopes/Aprosoja-MT

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Avião de pequeno porte que caiu em fazenda havia decolado de Primavera do Leste MT

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O avião que caiu e matou dois pilotos em uma fazenda na zona rural de Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, na sexta-feira (18), havia decolado do Aeródromo de Primavera do Leste, a 239 km da capital. Segundo o registro preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave realizava um voo local quando caiu durante o trajeto.

De acordo com o registro, o voo era local e tinha um tripulante e um passageiro a bordo, identificados como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, sendo o piloto da aeronave, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. Durante o trajeto, enquanto a aeronave fazia o circuito de tráfego do aeródromo, colidiu contra o solo.

A ocorrência foi classificada preliminarmente pelo Cenipa como SCF-PP – falha ou mau funcionamento do motor. A classificação é inicial e não representa, neste momento, a definição da causa do acidente.

De acordo com o órgão, a investigação não tem como objetivo apontar culpa ou responsabilização, mas identificar possíveis fatores que contribuíram para a ocorrência e propor medidas para evitar que acidentes semelhantes aconteçam novamente.

O Cenipa é responsável pela invesigação de ocorrências aeronáuticas com foco na prevenção de novos acidentes.

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Entenda o caso

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

O acidente ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. Segundo a Polícia Civil, a aeronave estava em manutenção em Primavera do Leste e fazia um voo de teste quando caiu na região de Poxoréu. Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda.

Com o impacto, a aeronave pegou fogo e as chamas se espalharam pela vegetação da propriedade, provocando um incêndio na área de pastagem. Um vídeo registrado antes do acidente mostra a decolagem do avião de pequeno porte. As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas.

Essa foi a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, foi identificado oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos e Luis Alberto Martinezz, de 44 anos, de nacionalidade Paraguaia.

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

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Pais morrem e filha fica em estado grave após batida entre carro e carreta em MT

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Um casal de empresários, identificado como Cleodir Darci Barreto e Iracy Leonilda Werkhausen Barreto, morreram após a caminhonete em que estava bater de frente com uma carreta no km 702 da BR-163, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (25). A filha deles, Kauane Barreto, ficou gravemente ferida.

Segundo a Nova Rota do Oeste, concessionária que administra a rodovia, a equipe de resgate foi acionada às 17h19 para atender a ocorrência. Com o impacto, Cleodir e Iracy morreram ainda no local. A filha do casal foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. O estado de saúde dela é considerado grave. (video abaixo)

Conforme apurado, a família é de Sorriso e seguia do município com destino a Lucas do Rio Verde quando ocorreu o acidente. O condutor da carreta também ficou ferido e foi encaminhado para uma unidade de saúde.

O tráfego no trecho da BR-163 é operado em sistema de Pare e Siga durante o atendimento à ocorrência. As circunstâncias da batida ainda não foram informadas.

veja;

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Mato Grosso tem 3ª maior taxa de mortes no trânsito causadas pelo álcool

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Mato Grosso teve a terceira maior taxa do país de mortes no trânsito ligadas ao consumo de álcool em, segundo análise do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), publicada neste mês de setembro. Ao todo, foram registradas 426 mortes no estado em 2024, contra 419 em 2023 e 389 em 2010.

Apesar do aumento no número de mortes, a taxa por 100 mil habitantes caiu de 12,5, em 2010, para 11,1, em 2024. Mesmo com essa redução, Mato Grosso teve a terceira maior taxa do país, atrás apenas de Tocantins e Piauí.

A maior parte das vítimas era formada por homens. Eles representaram 86,1% das mortes registradas em 2024, enquanto as mulheres corresponderam a 13,9% dos casos. O levantamento também mostra que os homens foram maioria entre as pessoas internadas em casos ligados ao álcool e à direção.

Além das mortes, o número de internações também cresceu em Mato Grosso. Em 2025, foram registradas 2.037 internações relacionadas ao consumo de álcool e à direção. O número representa 258 casos a mais que em 2024 e 785 a mais que em 2010.

A taxa de internações chegou a 52,3 casos por 100 mil habitantes em 2025. Entre os pacientes, 77,2% eram homens e 22,8% eram mulheres, mantendo a diferença observada entre as vítimas de mortes no trânsito.

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O levantamento também aponta possíveis fatores relacionados aos números, como a quantidade de operações de fiscalização com bafômetro, o aumento da frota de veículos e os acidentes envolvendo motocicletas.

Em 2023, os motociclistas representaram 40% das mortes no trânsito, segundo dados citados pelo CISA.

Casos registrados

Em agosto deste ano, após ser expulso de uma boate, Hercílio Junio Freitas Cordeiro, de 22 anos, saiu dirigindo e atropelou o motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, que morreu no local, em Cuiabá. Antes de deixar o estabelecimento, segundo a esposa, ele havia ingerido bebida alcoólica, ficou alterado, quebrou um copo e foi retirado pelos seguranças.

Antes do atropelamento de Paulo, o motorista já havia se envolvido em outro acidente na Avenida Isaac Póvoas, onde bateu na traseira de uma moto. O motociclista ficou ferido, e o motorista deixou o local sem prestar socorro.

Na sequência, ele continuou dirigindo e atingiu a moto de Paulo. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas o médico confirmou a morte do entregador.

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Hercílio foi indiciado pela Polícia Civil.

Hercílio Junio Freitas Cordeiro foi preso preventivamente no dia 5 de setembro e segue detido. — Foto: Tv Centro América

Hercílio Junio Freitas Cordeiro foi preso preventivamente no dia 5 de setembro e segue detido. — Foto: Tv Centro América

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