Sustentabilidade
Clima passa a ditar ritmo do mercado de soja no Brasil; USDA reduz números da oleaginosa

O mercado internacional de soja registrou forte valorização na última semana, em meio a oscilações intensas na Bolsa de Chicago. As cotações acumularam ganhos expressivos, com exceção da última quinta-feira (14), quando investidores realizaram lucros após as altas iniciais.
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Segundo dados da plataforma Grão Direto, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu em 1,16 milhão de toneladas a estimativa de produção de soja no país. A notícia, somada ao aceno diplomático vindo do cenário político norte-americano, impulsionou os preços no mercado futuro.
Câmbio
No Brasil, o câmbio atuou como fator limitador. O dólar encerrou a semana anterior em queda de 0,74%, cotado a R$5,40, muito abaixo da média do último ano, reflexo de pressões internas e externas.
Em Chicago, o contrato de setembro de 2025 fechou a US$ 10,23 por bushel, alta semanal de 5,79%. Já o contrato para março de 2026 terminou a US$ 10,76 por bushel, valorização de 5,28%. No mercado físico, predominou movimento de alta nas cotações.
Estoques apertados e esmagamento recorde
O mercado segue atento à oferta de derivados nos Estados Unidos. Os estoques de óleo de soja caíram ao menor nível em 21 anos, puxados pelo aumento da demanda para biocombustíveis, especialmente biodiesel e diesel renovável. Em julho, o volume de soja esmagada atingiu recorde, o que reforça o quadro de escassez.
Esse cenário deu sustentação ao movimento altista em Chicago e deve manter influência nas negociações desta semana.
Início do plantio de soja no Brasil
No Brasil, o vazio sanitário chega ao fim em setembro, o que permitirá o início do plantio no Centro-Oeste. No entanto, a largada depende de chuvas consistentes. As previsões meteorológicas indicam precipitações no horizonte, mas ainda em volumes insuficientes.
Qualquer atraso pode trazer nova rodada de volatilidade às cotações, considerando o peso da safra brasileira no abastecimento global.
Câmbio ainda no radar
O real continua valorizado frente ao dólar, sustentado pelas taxas de juros elevadas no país. Contudo, os ganhos recentes podem estar perdendo força. No curto prazo, há espaço para nova desvalorização da moeda norte-americana frente ao real, mas a continuidade desse movimento dependerá de fatores políticos domésticos e externos.
O que vem por aí no mercado de soja?
O quadro atual aponta para fundamentos positivos nos Estados Unidos, com estoques reduzidos e demanda aquecida. Porém, no Brasil, o clima será determinante nos próximos dias: atrasos no início do plantio podem ampliar a volatilidade no mercado global de soja.
Sustentabilidade
Line-up prevê embarques de 3,379 milhões de toneladas pelo Brasil em dezembro – MAIS SOJA

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 3,379 milhões de toneladas de soja em grão para dezembro, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. No mesmo mês do ano passado, exportações somaram 1,472 milhão de toneladas segundo a estimativa.
Em novembro, foram embarcadas 4,234 milhões de toneladas.
De janeiro a dezembro de 2025, o line-up projeta o embarque de 109,246 milhões de toneladas. Pelo Secex, de janeiro a dezembro de 2024 foram embarcadas 98,812 milhões de toneladas.
Fonte: Rodrigo Ramos / Agência Safras News
Sustentabilidade
CNA apresenta potencial do agro para energias renováveis – MAIS SOJA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (09), do evento “Diplomatas da Agricultura no Brasil (DAB)”, realizado na Embaixada da Colômbia, em Brasília. O encontro reuniu adidos agrícolas e autoridades para debater o tema “Agro e novas indústrias energéticas no Brasil”, com foco em biogás e biometano.
Durante o painel, a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, destacou o papel estratégico do agronegócio brasileiro na transição energética. Em sua apresentação, ela reforçou que o país possui uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo e grande capacidade de expandir soluções limpas, sustentáveis e competitivas.
Eduarda também ressaltou que o agro é parte essencial desse processo, ao integrar produção de alimentos, energia e sustentabilidade, além de enfatizar o potencial dos biocombustíveis, que estão plenamente integrados à produção agropecuária.
Segundo ela, essas fontes permitem transformar resíduos agrícolas e pecuários em energia, substituir o uso de diesel no campo e reduzir emissões de carbono e de outros gases de efeito estufa.
“A diversidade de matérias-primas disponíveis no país, especialmente do setor sucroenergético, da pecuária, da suinocultura e das agroindústrias, coloca o Brasil em posição privilegiada para ampliar a produção de energia renovável, com impactos positivos sobre a sustentabilidade, a eficiência produtiva e o desenvolvimento regional”, disse.
Para ela, “esses biocombustíveis permitem uma economia circular efetiva, gerando energia firme, biofertilizantes e redução de custos no ciclo produtivo”.
No debate, a CNA reforçou que a expansão das cadeias de biogás e biometano depende de previsibilidade e segurança regulatória, além de infraestrutura adequada e instrumentos de incentivo capazes de atrair investimentos.
Políticas públicas como o RenovaBio, o Combustível do Futuro e o Paten foram citadas como exemplos de iniciativas que impulsionam o desenvolvimento do setor.
Fonte: CNA
Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
Site: CNA
Sustentabilidade
Reta final do ano: soja’perde fôlego’ em Chicago e desacelera nos portos brasileiros

A última semana da soja foi marcada por forte pressão sobre os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato janeiro/26 rompeu um suporte psicológico relevante ao perder o patamar de US$ 11,00 por bushel e encerrou a sexta-feira (12) cotado a US$ 10,76/bushel.
Segundo a plataforma Grão Direto, o registro de vendas diárias da soja norte-americana, os volumes divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) foram considerados insuficientes para reduzir o excedente do país, frustrando a expectativa de uma reação mais consistente da demanda.
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Relatório do USDA
O relatório mensal de oferta e demanda do USDA, divulgado na terça-feira (9), manteve a estimativa de produção brasileira em 175 milhões de toneladas e a argentina em 48,5 milhões. Os números reforçaram a percepção de uma oferta global confortável para 2026.
Com o plantio praticamente concluído no Brasil e condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras, o mercado retirou o prêmio de risco climático, passando a precificar um cenário de “safra cheia”, que deve ampliar a disponibilidade do grão a partir de janeiro.
Mercado brasileiro
No mercado físico brasileiro, a queda em Chicago reduziu o ritmo de comercialização. O câmbio, operando próximo de R$ 5,40, não foi suficiente para compensar as perdas externas. Nos portos, o comportamento dos preços mostrou uma divergência regional. O Índice Soja FOB Santos, da Grão Direto, encerrou a semana com leve alta de 0,35%, cotado a R$ 147,50, sustentado por demandas pontuais.
Já o Índice Soja FOB Rio Grande sentiu de forma mais intensa a pressão internacional, recuando 1,51% e fechando a semana anterior a R$ 145,18. Diante de margens mais apertadas e da volatilidade nos portos, o produtor optou por se retrair, resultando em baixa liquidez no mercado.
Clima e demanda no centro das atenções
Para os próximos dias, o mercado entra em modo de atenção máxima ao chamado “mercado de clima”. As previsões indicam chuvas irregulares e abaixo da média no Rio Grande do Sul e no Paraná durante a segunda quinzena de dezembro. Como as lavouras dessas regiões avançam para fases reprodutivas críticas, qualquer confirmação de estresse hídrico pode devolver rapidamente o prêmio de risco às cotações, abrindo espaço para repiques tanto em Chicago quanto nos prêmios de exportação.
Outro ponto decisivo será a demanda chinesa. O mercado aguarda a continuidade dos anúncios diários de vendas pelo USDA como uma espécie de “prova real” do compromisso de compra de 12 milhões de toneladas. Caso o fluxo de vendas perca força ou surjam notícias sobre gargalos logísticos na China, a pressão baixista sobre Chicago tende a persistir, com o mercado testando novos suportes técnicos.
Além disso, a proximidade das festas de fim de ano pode reduzir a liquidez. Fundos de investimento costumam ajustar posições neste período, o que pode aumentar a volatilidade sem a necessidade de fatos novos. O produtor deve manter atenção redobrada aos prêmios de exportação para fevereiro e março, que passam a ser o principal termômetro da competitividade brasileira na entrada da safra.
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