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7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Análise Ceema: Cotação da soja reagiu durante esta semana e fechou a quinta-feira em US$10,08/bushel – MAIS SOJA

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A cotação da soja, em Chicago, para o primeiro mês, reagiu durante esta semana. Após bater em US$ 9,61/bushel no dia 06/08, a mesma chegou a US$ 10,23 no dia 13/08, porém, perdeu força na sequência e fechou a quinta-feira (14) em US$ 10,08/bushel, contra US$ 9,71 uma semana antes. Dois motivos explicam o movimento: a revisão, mesmo que pequena, para baixo na produção de soja dos EUA em 2025/26, anunciada no relatório de oferta e demanda do dia 12/08; e principalmente o discurso de Trump afirmando que as negociações comerciais com a China podem levar o país asiático a quadruplicar as importações de soja estadunidense logo adiante.

Sobre o relatório, os principais pontos, considerando a safra 2025/26, são a redução na estimativa de produção estadunidense (colheita a partir de final de outubro), ficando a mesma, agora, em 116,8 milhões de toneladas, ou seja, 1,2 milhão a menos do que o indicado em julho. Com isso, os estoques finais estadunidenses recuam para 7,9 milhões de toneladas, perdendo cerca de 500.000 toneladas sobre o indicado em julho. Já a produção mundial de soja ficaria em 426,4 milhões de toneladas, também recuando 1,2 milhão sobre o mês anterior, enquanto os estoques finais mundiais descem para 124,9 milhões de toneladas, com recuo igualmente de 1,2 milhão de toneladas sobre julho. Mas a média para o bushel de soja ao produtor estadunidense ficou mantida em US$ 10,10 para este novo ano comercial. A produção brasileira e argentina estão projetadas, respectivamente, em 175,00 e 48,5 milhões de toneladas. E as importações chinesas foram mantidas em 112 milhões.

Dito isso, a qualidade das lavouras de soja nos EUA, no dia 10/08, recuou para 68% entre boas a excelentes, ficando no mesmo nível do ano anterior, sendo que 71% das mesmas estão com formação de vagens.

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Pelo lado das exportações, na semana encerrada em 07/08 os EUA embarcaram 518.066 toneladas da oleaginosa, superando a expectativa do mercado e acumulando, no atual ano comercial, um total de 48,4 milhões de toneladas, ou seja, 11% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

E no Brasil, os preços melhoraram um pouco mais na esteira, especialmente, da melhoria dos prêmios, já que o câmbio chegou a cair abaixo de R$ 5,40 por dólar em alguns momentos da semana. Assim, a média gaúcha voltou ao patamar dos R$ 124,00/saco, enquanto as principais praças locais estabeleceram seus preços nestes níveis no interior. No restante do país, o intervalo de preços médios subiu para valores entre R$ 117,00 e R$ 127,00/saco, com algumas praças sem cotação.

Em termos dos prêmios, nos portos nacionais, os mesmos estiveram nos níveis mais altos desde 2018, puxados pela forte demanda da China aqui no país. Por enquanto, apesar das declarações de Trump, os chineses ainda pouco compraram soja dos EUA, dando preferência ao Brasil e a Argentina.

Aliás, esta situação começa a preocupar o mercado, pois as margens de esmagamento estão piorando na China. Somente nesta semana, a China comprou cerca de 28 navios de soja da safra velha do Brasil, com prêmios altos, tendo subido 30 centavos de dólar nas principais posições. Na semana anterior, foram 26 navios e um ganho nos prêmios de 15 centavos. Segundo analistas da Agrinvest Commodities “a situação atual éinsustentável assim como está”. Afinal, aqui no Brasil também as margens de esmagamento das indústrias nacionais não estão em um bom momento. “Os preços do farelo de soja testam suas mínimas em diversos anos e os valores do grão estão elevados – em especial por conta dos prêmios historicamente altos – o que deve fazer, portanto, que o esmagamento seja menor do que o inicialmente estimado no Brasil” (cf. Granel Corretora), além do problema de encontrar soja de qualidade para atender a demanda externa. “Se a China continuar só comprando no Brasil e o ritmo for esse, o qual supera até mesmo o ritmo das vendas por parte dos produtores nacionais, somado à questão da falta de soja padrão exportação no Arco Norte, a tendência é de os prêmios dispararem e a soja estadunidense não sair do lugar. Com margem muito negativa para a indústria, a tendência é faltar óleo, faltar biodiesel e por aí vai.” (cf. Agrinvest Commodities). A solução seria a China voltar a comprar soja estadunidense, o que levaria a um recuo nos prêmios brasileiros e melhoraria as margens de nossas indústrias, as quais aumentariam o esmagamento. Mas isso leva a um menor preço ao produtor caso o câmbio e/ou Chicago não compensar.

Lembrando que a colheita da nova safra de soja nos EUA deve iniciar em outubro, aumentando a oferta naquele país e pressionando Chicago para baixo. Enfim, é bom lembrar, no que diz respeito a declaração de Trump de que “a China poderá quadruplicar suas compras de soja dos EUA”, que na guerra comercial estabelecida pelo presidente estadunidense em seu primeiro mandato, “a China não cumpriu o acordado na fase um, quando o assunto era o volume de produtos agrícolas que teria que comprar dos Estados Unidos”. Mas a ansiedade do mercado é tanta, para que as cotações em Chicago subam, que bastou a fala para que o mercado reagisse imediatamente como vimos nesta semana. A questão é: será que continua ou é apenas momentâneo? Ora, se a China não vier às compras nos EUA, o aumento de agora em Chicago não terá sustentação, salvo se venha a ocorrer um problema climático sobre a safra atual do país norte-americano.

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

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Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

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Site: IRGA

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Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

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Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

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Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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