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Devido ao tarifaço dos EUA, soja brasileira ganha protagonismo com compras da China

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De acordo com estimativas do setor apresentadas durante o Agroexport desta quinta-feira (14), os embarques brasileiros de soja em grão devem ultrapassar 110 milhões de toneladas em 2025, om que renova o potencial recorde de exportações do país. Confira os gráficos:

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Exportação da soja brasileira

Entre janeiro e agosto deste ano, o Brasil já exportou aproximadamente 88 milhões de toneladas de soja para diversos mercados, sendo 66 milhões destinadas à China, o que representa um incremento de cerca de 10% em relação ao mesmo período de 2024. Na série histórica dos últimos cinco anos, as vendas brasileiras de soja para o mercado chinês evoluíram de 50 para 66 milhões de toneladas.

Declarações de Trump

Em contrapartida, as declarações recentes do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a intenção de quadriplicar as exportações norte-americanas de soja para a China são consideradas inviáveis por especialistas.

A limitação da produção, a oferta total de cerca de 50 milhões de toneladas, o consumo interno elevado e a área agrícola estabilizada tornam impossível esse aumento. No ano passado, dos 77 milhões de toneladas exportadas pelos EUA, com 22 milhões destinadas à China.

O protagonismo da soja brasileira

Diante da crescente demanda chinesa e das restrições de oferta dos Estados Unidos, o Brasil deve consolidar sua posição como principal fornecedor de soja para a China, mantendo o ritmo de crescimento das exportações e reforçando sua presença no mercado internacional da oleaginosa.

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Pesquisa mostra a eficácia de fertilizante feito de lodo de esgoto no cultivo de cana-de-açucar

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Pesquisa realizada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Ilha Solteira, com o apoio da empresa Tera Ambiental testou a eficácia de um fertilizante orgânico composto a partir do tratamento de lodo de esgoto e outros resíduos orgânicos urbanos, industriais e agroindustriais . O lodo de esgoto composto (LEC) demonstrou que melhora a fertilidade do solo e aumenta a eficiência da adubação mineral convencional. O resultado disto é a economia de fertilizantes minerais e ganhos de produtividade.

O experimento foi realizado durante em área localizada em Suzanápolis (SP), o qual avaliou a aplicação de LEC em solos tropicais de baixa fertilidade cultivado com cana-de-açúcar. Os resultados apontaram aumento significativo da matéria orgânica do solo e melhora na disponibilidade de nutrientes como fósforo, cálcio e magnésio, tanto na primeira quanto na segunda soca da cana.

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O tratamento com 5 t ha⁻¹ de LEC mais 50% de fertilização mineral recomendada (FMC) apresentou os melhores resultados quanto aos ganhos na fertilidade do solo e produção. Além disso, a aplicação de LEC reduziu a acidez da terra e aumentou as concentrações de micronutrientes como zinco e cobre. Esses efeitos foram observados tanto em curto quanto em longo prazo, mostrando o potencial residual do composto.

O estudo destaca o LEC como solução sustentável para a agricultura, reduzindo a dependência possibilitando economia no uso de fertilizantes importados, diminuindo custos de produção e promovendo a economia circular. Sua utilização não apenas melhora a fertilidade do solo, mas também contribui para a sustentabilidade do setor sucroenergético, alinhando-se aos princípios de redução de impactos ambientais e à minimização de resíduos.

“A utilização do lodo de esgoto compostado (LEC) representa um marco para a agricultura sustentável no Brasil. Esse estudo reforça o papel dos fertilizantes orgânicos compostos como uma alternativa viável para reduzir a dependência de fertilizantes minerais importados, diminuir custos de produção e, ao mesmo tempo, promover a economia circular. Além de ser uma solução prática, este tipo de adubo contribui significativamente para a saúde do solo e a sustentabilidade do setor sucroenergético, mostrando que é possível aliar alta produtividade com responsabilidade ambiental”, destaca Fernando Carvalho Oliveira, doutor em Agronomia.

Experimento

O experimento da Unesp testou 11 tratamentos, variando as doses de LEC e as concentrações de FMC, durante a primeira e segunda soca da cana. Os resultados mostraram que a aplicação do LEC melhorou a matéria orgânica do solo, o pH, a soma de bases, a capacidade de troca de cátions e a saturação por bases. Além disso, houve aumento nas concentrações de nutrientes, como fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg), boro (B), cobre (Cu) e zinco (Zn).

A pesquisa aponta que o LEC tem grande potencial como fertilizante orgânico natural, reduzindo a dependência de fertilizantes minerais convencionais. Sua aplicação em solos tropicais proporciona benefícios adicionais, como a diminuição dos custos de produção e a promoção de benefícios socioeconômicos. Não apenas contribui para a sustentabilidade da produção agrícola, mas também oferece alternativa viável para reduzir os impactos ambientais e promover uma agricultura mais econômica e sustentável.

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Plantio de soja 25/26 começa a se aproximar no Sul do Brasil

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Produtores do Sul do Brasil estão em contagem regressiva para a abertura oficial do calendário de plantio de soja da safra 2025/26. Algumas regiões já poderão iniciar os trabalhos a partir desta segunda-feira (1º), e a expectativa é de que o clima colabore para o desenvolvimento inicial da cultura, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

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Paraná

No Paraná, o calendário de plantio é dividido em três regiões. A faixa leste do estado, classificada como região um, pode iniciar a semeadura em 20 de setembro, com prazo até 20 de janeiro. Já a região dois, que abrange o oeste e o centro-norte paranaense, tem início mais cedo, em 1º de setembro, e segue até 31 de dezembro. A região três, que corresponde ao sul-central, está autorizada a plantar entre 11 de setembro e 10 de janeiro.

Os próximos cinco dias não devem trazer chuvas volumosas ao estado, o que mantém a preocupação com a umidade do solo, sobretudo no centro-norte. Em Assis Chateaubriand, uma das principais áreas produtoras, a expectativa é de que as precipitações retornem apenas na segunda quinzena de setembro, com possibilidade de acumular até 100 milímetros em duas semanas, considerado um cenário animador.

Situação de soja em SC

Em Santa Catarina, o calendário também é dividido em duas grandes áreas. O litoral sul e o extremo sul só podem começar a semeadura em 13 de outubro, com prazo até 10 de fevereiro. No restante do estado, que inclui o oeste, o meio-oeste, o Planalto Norte e a região central, o plantio começa em 22 de setembro e termina em 22 de janeiro.

A previsão entre os dias 3 e 7 de setembro indica cerca de 20 milímetros de chuva, suficientes para manter a boa umidade do solo.

Na região de Abelardo Luz, um dos polos produtivos catarinenses, o volume previsto para outubro deve alcançar 200 milímetros em 30 dias. Essa condição pode atrasar levemente a semeadura no início, mas tende a garantir bons níveis de umidade para o avanço da safra.

Rio Grande do Sul: chuvas previstas

No Rio Grande do Sul, todo o estado segue um calendário unificado, com início em 1º de outubro e término em 28 de janeiro. As chuvas devem contemplar entre 150 e 180 milímetros já no começo de outubro em regiões como Tupanciretã. Embora a umidade seja considerada favorável para o plantio, há risco de excesso de precipitação no centro-sul gaúcho, o que pode dificultar os trabalhos de campo em determinados momentos.

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Embrapa desenvolve variedades de banana resistentes à doença mais grave do mundo

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A Embrapa desenvolveu duas cultivares brasileiras de banana, chamadas BRS Princesa e BRS Platina, que são altamente resistentes à forma mais devastadora da murcha de Fusarium, conhecida como raça 4 tropical (R4T). Essa é considerada a doença mais grave que atinge a cultura da banana no mundo.

A R4T ainda não foi detectada no Brasil, mas já está presente em países vizinhos: Colômbia (desde 2019), Peru (2020) e Venezuela (2023). Esse cenário mantém a cultura brasileira sob constante vigilância e alerta.

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As mudas das cultivares BRS Princesa e BRS Platina foram enviadas à Colômbia em janeiro de 2022. Após passarem por isolamento seguro (quarentena), foram submetidas ao fungo em ambiente controlado e, depois, plantadas em áreas de terra já infectadas, nas quais a doença está presente desde sua descoberta .

Após três ciclos de produção no campo, menos de 1% das plantas das duas variedades foram afetadas — um índice muito abaixo dos 5–8% considerados de alto risco. Por isso, os pesquisadores as classificam como resistentes.

Próximos passos

Além dos testes, a Embrapa já planeja lançar um dos híbridos comerciais resultantes dos estudos em 2026, mais um passo no programa de melhoria genética em parceria com a Colômbia . Outra frente de pesquisa investiga um “somaclone” (variação genética induzida) de Cavendish com possível resistência à R4T; resultados são esperados em breve.

O grande desafio agora é que essas variedades aliem resistência, produtividade e sabor — um equilíbrio essencial para agradar tanto produtores quanto consumidores.

Alívio para o produtor

A notícia traz esperança para regiões vulneráveis, como o Vale do Ribeira, um importante polo produtor de São Paulo, que poderia ser duramente afetado em caso de disseminação da R4T. “Ter variedades resistentes nos dá tranquilidade de saber que, se a R4T chegar, ainda poderemos produzir”, avalia Augusto Aranha, da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira.

O Ministério da Agricultura e Pecuária reforçou que, mesmo com essa perspectiva promissora, a vigilância fitossanitária continua indispensável . Medidas como controle de entrada de solos, pessoas, equipamentos e mudas seguem fundamentais para prevenir a chegada da doença ao país .

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