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Soja inicia semana com negócios moderados; confira as cotações no Brasil

O mercado brasileiro de soja começou a semana com volumes moderados de negócios, conforme análise de Rafael Silveira, da Safras & Mercado. Nesta segunda-feira (11), mesmo com a valorização expressiva dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, os prêmios no Brasil caíram, com redução da pressão para altas nos preços domésticos. A desaceleração reflete uma recuperação técnica após várias sessões negativas, além da escassez de soja disponível para venda no curto prazo.
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Nos portos brasileiros, os preços se mantêm firmes, mas a oferta imediata é baixa, pois a janela para exportação em agosto está quase preenchida. As melhores oportunidades estão para contratos com prazos mais longos, embora com volumes reduzidos, pois a maior parte das vendas já está concretizada.
Já no interior, os produtores não se sentem satisfeitos com as cotações atuais e mantêm spreads elevados, o que mantém os compradores menos ativos e com margens apertadas.
Soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
- Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 141,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
- Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 122,00 para R$ 124,50
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
Chicago
Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em forte alta, alcançando o maior nível em duas semanas. O movimento foi impulsionado por sinais positivos na negociação comercial entre Estados Unidos e China. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esperar que a China quadruplique suas compras de soja norte-americana, o que ajudaria a reduzir o déficit comercial do país asiático com Washington.
Apesar da expiração prevista para 12 de agosto da trégua tarifária entre as duas potências, o governo Trump indicou possibilidade de extensão do acordo. Trump destacou que as negociações têm transcorrido bem e ressaltou o bom relacionamento com o presidente Xi Jinping.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja para entrega em setembro fecharam a US$ 9,91 3/4 por bushel, com alta de 24,00 centavos (2,47%). A posição novembro teve alta de 23,75 centavos (2,40%), cotada a US$ 10,11 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 4,20 (1,51%), a US$ 280,80 por tonelada, enquanto o óleo fechou a 53,19 centavos de dólar, com ganho de 0,48 centavo (0,91%).
Câmbio
O dólar comercial encerrou em alta de 0,13%, negociado a R$ 5,4430 para venda e R$ 5,4410 para compra, oscilando entre R$ 5,4338 e R$ 5,4600 ao longo do dia.
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Banco Master associado a apurações sem fundamento

Mais uma vez, rumores sem qualquer base tentam arrastar o nome do Banco Master para o noticiário negativo, vinculando a instituição a supostas investigações na Faria Lima.
A estratégia é velha conhecida: usar um banco em ascensão como peça de narrativa para gerar manchetes fáceis, sem apresentar provas, documentos ou confirmações de órgãos oficiais.
O Master, na realidade, não aparece em nenhuma apuração. Não há citação formal, não há processos, não há comunicados.
A Reag, gestora que presta serviços de administração de fundos, foi citada em investigações — e o Master é apenas um entre vários clientes da empresa. Isso é rotina no setor.
O problema é que, em vez de esclarecer essa distinção básica, alguns jornalistas preferiram inflar a narrativa.
Não é coincidência que isso aconteça justamente em um momento de crescimento do Master. O banco tem ganhado espaço no mercado, protagonizado operações relevantes e atraído atenção de concorrentes.
É natural que, nesse contexto, também desperte desconforto e ataques. Mas transformar essa disputa de bastidores em “notícia” é ultrapassar os limites da responsabilidade jornalística.
O mercado financeiro exige precisão. Um rumor pode afetar preços de ativos, decisões de investidores e até confiança de clientes. Por isso, manchetes sem base documental são perigosas.
No caso do Master, é evidente que a intenção foi lançar dúvida sobre sua reputação, ainda que a realidade mostre exatamente o contrário: governança sólida, compliance reforçado e auditorias que validam a consistência da sua atuação.
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Clima favorável deve impulsionar crescimento da produção de soja para a safra 2025/26

A produção de soja para a safra 2025/2026 deve atingir 75,5 milhões de toneladas, representando um crescimento de 3,1% em relação à safra anterior, segundo dados da Cog Consultoria. Esse aumento é impulsionado por uma combinação de fatores, como a recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul, que superou um ciclo difícil de adversidades climáticas, e o crescimento da área plantada, especialmente nas regiões do Arco Norte.
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O aumento na área plantada será mais moderado em relação às temporadas anteriores, estimando um crescimento de cerca de 2%, o que corresponde a aproximadamente 900.000 hectares, Carlos Cogo, analista da Cog Consultoria. A expansão da soja será concentrada no Arco Norte, que inclui estados como Rondônia, Acre, e partes do Pará e Matopíba, além de uma substituição de arroz por soja no Rio Grande do Sul, que enfrenta um mercado negativo para o grão.
Clima favorável
Ao contrário de anos anteriores, a safra 2025/2026 se beneficiará de uma “neutralidade climática”, explica Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural. Isso significa que o fenômeno El Niño, que causou grandes prejuízos no passado, não será um fator determinante nesta temporada. Müller diz que as chuvas deverão retornar no momento adequado para a maioria das regiões produtoras, o que favorece as colheitas no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. A expectativa é que as condições climáticas, como a redução do calor excessivo, beneficiem a safra como um todo.
Geopolítica
Outro ponto crucial para a safra 2025/26 será o impacto das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China sobre o mercado global de soja. Cogo destacou que a guerra tarifária e o aumento das tarifas impostas pelos EUA à soja chinesa vêm gerando mudanças no fluxo de comércio. Em agosto, os EUA não conseguiram vender soja para a China, um mês tradicionalmente crucial para as encomendas. Esse cenário tem beneficiado o Brasil, que já exportou 75% de sua soja para o mercado chinês até julho deste ano, alcançando um recorde histórico.
Apesar disso, Cogo alerta que a evolução do mercado internacional dependerá de um eventual acordo entre os EUA e a China, o que poderia reverter as atuais condições comerciais. Caso a tarifa de 23% seja reduzida ou eliminada, as exportações dos EUA poderiam voltar a ser competitivas, afetando diretamente o preço da soja no Brasil.
Estoques e demanda
A alta demanda por soja não se limita ao mercado externo. A mistura de biodiesel, com 15% de biodiesel no óleo diesel a partir de agosto, tem aumentado a demanda interna por óleo de soja. O analista da COG Consultoria avalia que o Brasil pode enfrentar um estoque muito baixo de soja na virada da safra, com estoques quase zerados devido à intensa exportação e à crescente demanda interna. Em 2026, as exportações dependem do ritmo de colheita precoce, com a soja do Cerrado, por exemplo, podendo atender à demanda da China já em janeiro.
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Ao lado do governador, Amaggi e Inpasa anunciam parceria para mais três usinas de etanol em MT

Após reunião com o governador Mauro Mendes, as multinacionais Amaggi e Inpasa anunciaram uma parceria para a construção de mais três usinas de etanol de milho em Mato Grosso.
A reunião ocorreu na última semana e o anúncio foi feito nesta sexta-feira (29.9), após a confirmação oficial dos investimentos, que giram na casa dos R$ 2,5 bilhões, com previsão de gerar centenas de empregos diretos e indiretos.
O encontro, mediado pelo ex-senador e presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, contou com a presença do ex-governador e investidor da Amaggi, Blairo Maggi, bem como de toda a diretoria da empresa, além do fundador e principal controlador da Inpasa, José Lopes.
De acordo com os representantes de ambas as empresas, as medidas do Governo de Mato Grosso para fortalecer a indústria “foram fundamentais” para a tomada de decisão.
Entre as medidas, se destacam a rapidez e isonomia na concessão de incentivos fiscais, desburocratização, a retomada do equilíbrio fiscal, a redução de mais de 140 taxas e impostos que o Estado promoveu para toda a população desde o início da gestão, e os recordes em investimentos em todas as áreas.
“Hoje Mato Grosso é o melhor lugar do país para se investir, porque construímos um ambiente favorável para isso. E é por esse motivo que temos atraído tantas empresas e indústrias para cá. Nenhuma empresa faria investimentos dessa magnitude se não confiasse no potencial do nosso estado”, destacou o governador Mauro Mendes.
O setor
Mato Grosso é hoje o maior produtor de etanol de milho do país e o segundo maior produtor de etanol em geral, perdendo apenas para o estado de São Paulo.
Na safra 2023/2024, foram produzidos 4,54 bilhões de litros de etanol de milho no estado, por meio das 14 usinas que processam milho, sendo 11 exclusivas de milho.
A estimativa é que, até 2031, esse volume de produção aumente para até 9,6 bilhões de litros por ano.
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