Connect with us
7 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Mercado de defensivos recua na safra 2024-25, enquanto área potencial tratada bate recorde e supera 1,4 bilhão de hectares – MAIS SOJA

Published

on


Levantamento exclusivo da Kynetec Brasil, o FarmTrak Soja da safra 2024-2025 registrou recuo de 4,3% na movimentação do mercado de defensivos agrícolas para a oleaginosa. Foram transacionados US$ 9,45 bilhões em produtos, ante US$ 9,87 bilhões do ciclo 2023-24. Em contrapartida, a área potencial tratada (PAT) pelas tecnologias para a proteção do cultivo apresentou crescimento relevante de 12% e passou de 1,4 bilhão de hectares, novo recorde, segundo o especialista em pesquisas da empresa, Cristiano Limberger.

Conforme o executivo, a redução do faturamento do setor de defensivos na soja veio associada, sobretudo, à combinação entre a desvalorização do real frente ao dólar, de 7,7% na safra, e a retração média de 8% nos preços e custos dos produtos.

“Os impactos positivos da elevação na adoção de tecnologias, medida em área potencial tratada (PAT), por número de aplicações de produtos, refletem principalmente uma safra com condições climáticas mais favoráveis à obtenção de produtividade, marcadamente na região dos cerrados”, adianta Limberger.

O levantamento da Kynetec mostra que entre os produtos mais demandados pelos produtores na safra 2024-25, os fungicidas foliares se mantiveram na ponta do mercado: subiram de 38% para 40% em participação, com vendas de US$ 3,819 bilhões, 3% acima da temporada anterior (US$ 3,713 bilhões). Segundo Limberger, nesse segmento as transações mais robustas envolveram fungicidas ‘premium’ (64%). Os ‘stroby mix’ e os protetores preencheram 14% e 13% do total da categoria, respectivamente.

Inseticidas foliares, na segunda posição, representaram 23,6% do total de vendas da cultura ou US$ 2,23 bilhões, decréscimo de 9% face a 2023-24 (US$ 2,443 bilhões). Desses produtos, assinala Limberger, o destaque ficou por conta daqueles para controle de percevejos, com 54% do montante da categoria (US$ 1,2 bilhão), além da adoção em 96% da área cultivada e do indicador médio observado de 3,4 aplicações na safra. Inseticidas para lagartas ocuparam 30% da categoria, ou US$ 671 milhões, aponta o executivo.

Os herbicidas, historicamente a terceira categoria em comercialização entre os defensivos agrícolas da soja, mantiveram a posição mas também apresentaram declínio em desempenho econômico e na participação nas vendas totais: responderam por 23% ou US$ 2,18 bilhões, frente a 25% ou US$ 2,4 bilhões da temporada 2023-2024. Glifosatos para dessecação e pré-emergência corresponderam a 43% do subsegmento, à frente dos pré-emergentes (16%) e dos graminicidas seletivos (11%), entre outros.

Segundo o FarmTrak Soja, produtos específicos para tratamento de sementes tracionaram 6% das vendas – representatividade idêntica à da safra anterior -, de US$ 558 milhões Já os nematicidas atingiram US$ 250 milhões, 2,6% do mercado total. Este último subsegmento, diz Limberger, segue em crescimento safra após safra em valor e adesão, que passou de 31% para 36% da área cultivada em 2024-25.

Produtos como adjuvantes e inoculantes, somados, equivaleram a 4,4% do mercado total de defensivos para soja, US$ 418 milhões. “Outros insumos, que também são fundamentais no manejo, em função do custo mais baixo representaram uma fatia menor em valor de mercado”, acrescenta Limberger.

Biotecnologias e ‘bamatopipa’

De acordo com a Kynetec, a área cultivada de soja nas regiões pesquisadas pela consultoria foi de 46,3 milhões de hectares, alta de 5,2% comparada à do levantamento FarmTrak da safra 2023-24.

Em relação às biotecnologias em 2024-25, destaque para o crescimento na área plantada com variedades com tolerância a lagartas ou “Bt” de segunda geração, que ocuparam até agora 24% da área total de soja, ante 11% da safra passada. “A pesquisa capturou uma oferta de mais de 150 variedades de soja com essas novas tecnologias”, complementa Limberger.

Ainda conforme o FarmTrak Soja 2024-25, Mato Grosso continua o principal estado produtor da oleaginosa, com 28% da área cultivada, seguido por Rio Grande do Sul (14,3%), Paraná (12,7%) e Goiás (11%). “Os estados agrupados ‘bamatopipa’ representaram mais de 15% do plantio. Formam hoje a principal fronteira de expansão da sojicultura, com crescimento de 9%, um indicador situado bem acima da média de outras regiões”, conclui Cristiano Limberger.

O FarmTrak Soja 2024-25 resultou de mais de 3,7 mil entrevistas realizadas com agricultores das principais regiões produtoras de soja do país.

Sobre a Kynetec

A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. https://www.linkedin.com/showcase/kynetec-brasil/

Fonte: Assessoria de Imprensa Kynetec



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Poucos negócios, alterações pontuais: como ficaram os preços da soja?

Published

on


Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou mais uma sessão de pouca movimentação no mercado físico. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre a queda do dólar, a leve valorização da Bolsa de Chicago e a sustentação dos prêmios de exportação manteve as cotações praticamente estáveis, com alterações pontuais em algumas praças.

Silveira destaca que os participantes permaneceram afastados das negociações durante o dia. “A principal demanda ficou concentrada no porto de Santos”, observa o analista.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Em uma sessão marcada pela volatilidade, os preços oscilaram em uma faixa estreita e recuperaram parte das perdas recentes, impulsionados principalmente por sinais de retomada das compras chinesas.

A China adquiriu pelo menos mais 10 cargas de soja dos Estados Unidos, segundo informações de traders asiáticos ouvidos pela Reuters. As compras ampliam a sequência de negócios antes da visita esperada do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos no próximo mês.

Segundo operadores, a estatal Sinograin comprou entre 10 e 15 cargas na quarta-feira. Pelo menos 10 delas possuem embarques programados para outubro e novembro.

Até o momento, a China já comprou cerca de 6 milhões de toneladas para entrega no ano comercial norte-americano iniciado em 1º de setembro, conforme informações de uma fonte do setor nos Estados Unidos.

As exportações semanais norte-americanas ficaram abaixo das expectativas do mercado. As vendas líquidas para a temporada 2025/26 totalizaram 32.200 toneladas na semana encerrada em 30 de julho, o menor volume da temporada. Para 2026/27, as vendas chegaram a 903.900 toneladas, abaixo da faixa projetada pelos analistas.

A demanda chinesa segue dando suporte aos preços. Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 122.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com vencimento em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,77 3/4 por bushel. A posição janeiro encerrou cotada a US$ 11,92 3/4 por bushel, com avanço de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%.

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou em alta de US$ 0,60, ou 0,19%, a US$ 316,20 por tonelada. O óleo de soja para dezembro terminou cotado a 67,37 centavos de dólar, com ganho de 0,20 centavo, ou 0,29%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,48%, negociado a R$ 5,1051 para venda e R$ 5,1031 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0905 e a máxima de R$ 5,1270.

O post Poucos negócios, alterações pontuais: como ficaram os preços da soja? apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Estudos mostram alta eficácia de nova mistura pronta na pré-emergência de invasoras da soja – MAIS SOJA

Published

on


Mestre e doutor em Ciência de Plantas Daninhas e professor da UFPR – Universidade Federal do Paraná, o engenheiro agrônomo Alfredo Junior Paiola Albrecht foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento de um herbicida, em mistura pronta, para manejo de plantas daninhas da soja. Base da nova solução, os ingredientes ativos clomazone e flumioxazina agem com eficácia, em sinergia, ante invasoras de difícil controle presentes na fronteira agrícola da oleaginosa, segundo informa o pesquisador.

Albrecht, também sócio fundador da Crop Pesquisa, coordenou ensaios ancorados no novo herbicida realizados em estações experimentais no Paraná e no Mato Grosso, com objetivo de avaliar o desempenho agronômico da mistura em diferentes ambientes de produção de soja.

“Frente às principais plantas daninhas observadas hoje no Brasil, o capim-pé-de-galinha e o caruru, sobretudo, a mistura pronta apresentou indicadores elevados de controle, acima de 80%, chegando até a 90%, com residual prolongado e ótima seletividade à cultura da soja”, adianta Albrecht.

Segundo ele, resultados similares foram apurados na aplicação do produto sobre outras gramíneas da cultura, inclusive espécies resistentes a herbicidas e de difícil controle, como picão-preto, buva, capim-amargoso, trapoeraba e vassourinha-de-botão.

Em termos de produtividade, acrescenta Albrecht, o novo herbicida ajudou a tracionar médias de 3.500 kg a 4.000 kg de soja por hectare, dados representativos e expressivamente superiores àqueles obtidos nas chamadas “testemunhas”, segundo o pesquisador.

Defesa dos pré-emergentes

Na visão do pesquisador, o produtor de soja deve intensificar sua adesão aos produtos pré-emergentes em determinadas regiões do país, como o estado do Paraná, onde o uso desses herbicidas ainda se dá em menor escala, comparativamente a áreas de Mato Grosso, por exemplo. “Essa estratégia visa a inviabilizar, a impedir, o nascimento de plantas daninhas”, enfatiza Albrecht.

“Se o sojicultor não ‘faz’ uma boa pré-emergência, no ‘aplique-plante’ ou ‘plante-aplique’, há a tendência de surgirem plantas daninhas com resistência múltipla, que não morrerão facilmente”, ele exemplifica. “Poderá haver competição com a soja até o fim do ciclo, além de aumentar o fluxo de germinação de invasoras e os ‘bancos de sementes’, bem como custos adicionais face à necessidade de aplicar herbicidas pós-emergentes.”

Em comparação a tratamentos em pós-emergência, continua o pesquisador, os estudos da Crop Pesquisa também constataram que a aplicação da mistura pronta de clomazone e flumioxazina — em pré-emergência — possibilitou produtividade superior, na faixa de 20% a 40%.

“São duas moléculas interessantes, que interagem muito bem. Outro diferencial está no fato de não haver registro, no Brasil, da presença de plantas daninhas resistentes aos ingredientes ativos do herbicida”, salienta Albrecht. “Esse herbicida já vem numa formulação otimizada, robusta, em proporção de dose que permite a interação das moléculas para bom controle”, ele complementa.

“Trata-se do herbicida certo na hora certa, à medida que o produto responde favoravelmente no controle das mais importantes plantas daninhas da soja encontradas no Brasil nos dias de hoje.”

Segundo informa a Sipcam Nichino Brasil, a nova solução será lançada oficialmente no Brasil no mês de agosto próximo, sob a marca comercial Cervino® Gold.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Entenda o que muda com a nova Lei do Frete – MAIS SOJA

Published

on


Sancionada esta semana, a Lei do Frete transforma em regras permanentes medidas que vinham sendo aplicadas desde março para reforçar a fiscalização do transporte rodoviário de cargas.

A lei torna permanente a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), mecanismo que registra as operações de frete e permite maior controle sobre o cumprimento do piso mínimo definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Ao sancionar a lei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou uma série dispositivos acrescentados pelo Congresso Nacional durante a tramitação da proposta. Entre eles a anistia a multas aplicadas em razão dos bloqueios de rodovias ocorridos após as eleições de 2022.

O que a lei mantém?

A norma consolida a obrigatoriedade de cadastramento das operações de transporte e da emissão do Ciot, mecanismo criado para ampliar o controle sobre os contratos de frete e o cumprimento da política de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas.

O sistema permite aumentar a fiscalização das operações e combater a contratação de fretes abaixo dos valores mínimos definidos pela ANTT.

O que foi vetado

Entre os dispositivos barrados pelo veto presidencial está o artigo que anula multas aplicadas a transportadores, empresas e motoristas em razão da participação em manifestações e bloqueios de rodovias ocorridos em 2022.

A proposta abrangia multas judiciais e administrativas, sanções civis e administrativas e penalidades já inscritas em dívida ativa.

Na justificativa enviada ao Congresso, o governo afirma que a medida viola o princípio da separação dos Poderes e a garantia constitucional da coisa julgada, pois alcançaria multas decorrentes de decisões judiciais já proferidas.

Argumenta também que a proposta implicaria renúncia de receita sem a estimativa de impacto orçamentário e financeiro exigida pela legislação.

O presidente da República vetou também um artigo que convertia em advertência multas aplicadas por descumprimento da política de pisos mínimos do frete.

O governo argumenta que a medida representa anistia de penalidades administrativas e renúncia de receita sem estimativa de impacto financeiro.

Os vetos serão analisados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los. Até lá, permanecem em vigor os trechos sancionados da lei, incluindo as regras de fiscalização do piso mínimo do frete e o uso do Ciot nas operações de transporte de cargas.

Fonte: Agência Brasil


Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT