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12 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Nova lei do licenciamento ambiental sofre 63 vetos, mas governo acena com propostas ao Congresso – MAIS SOJA

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Por Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário

Medida Provisória e projeto alternativo foram enviados ao Parlamento

O Portal SNA acompanhou a tramitação do projeto de lei que modifica regras do licenciamento ambiental, e sua aprovação no mês passado, pouco antes do recesso parlamentar. No mais recente desdobramento, o presidente da república barrou 63 dos quase 400 dispositivos, entre eles a licença autodeclaratória para atividades de médio impacto, regras para a Mata Atlântica e disposições que limitavam a participação de órgãos como FUNAI e Fundação Palmares. Foram 26 vetos simples e outros 37 vetos em que o governo apresenta uma redação alternativa.

Um dos principais itens vetados pelo Executivo, por exemplo, trata da questão da Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC), uma espécie de licença autodeclaratória, isto é, não depende de análise e aprovação de órgão ambiental para que uma obra ou projeto seja executado. Atualmente, a LAC só é permitida para empreendimentos de baixo potencial poluidor, mas o Congresso decidiu estender essa possibilidade também para empreendimentos de médio porte, com pouco potencial de degradar o meio ambiente. Além disso, também foi vetada a previsão de que a Licença Ambiental Especial (LAE) só passaria a valer seis meses após a sanção.

Para corrigir lacunas geradas pelos vetos, o governo enviou ao Congresso um novo projeto com urgência constitucional e editou uma medida provisória que torna imediatamente válida a Licença Ambiental Especial (LAE). A decisão de Lula de vetar pontos centrais do projeto pode tensionar ainda mais a relação do governo com o Congresso, especialmente com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e líderes do Centrão.

Nas últimas semanas, ONGs e entidades ligadas ao ambientalismo pressionaram fortemente o governo pelo veto integral, assim como as bancadas parlamentares em defesa do setor agropecuário pediam justamente o contrário – a aprovação sem ressalvas. No fim das contas, os vetos já eram esperados pela maioria, numa sinalização de que o Executivo busca uma solução negociada com o Congresso, em meio a um ambiente já tumultuado pelo tarifaço americano e o sobressalto político que veio junto com a sobretaxa, em vigor desde 6 de agosto. Mas isso não afasta a possibilidade de que os vetos sejam derrubados em sessão do Congresso Nacional, já que o projeto foi aprovado com ampla maioria nas duas Casas.

O governo procurou mostrar unidade e coesão no anúncio dos vetos, numa cerimônia que contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, o secretário-executivo da Secretaria das Relações Institucionais, Gustavo Ponce de Leon, o secretário-executivo do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e o secretário especial para Assuntos Jurídicos, Marcos Rogério.

Crise do tarifaço tem novos capítulos

Enquanto isso, a crise do tarifaço segue tendo desdobramentos. O governo deve anunciar ainda nesta semana um pacote de auxílio aos segmentos mais afetados, ao mesmo tempo em que dá andamento às negociações com os americanos. Fontes da equipe técnica que trabalha na elaboração do plano de contingência dizem que serão disponibilizadas linhas de crédito, além do adiamento de tributos e outras contribuições federais. Também haverá compras públicas das mercadorias mais perecíveis. O governo tem repetido que o objetivo do pacote é dar fôlego aos setores afetados pelo tarifaço e proteger a economia e os empregos.

Enquanto alguns segmentos ainda anseiam entrar na lista de exceções da sobretaxa, como carne bovina e café, outros já parecem ter assimilado o choque inicial, a exemplo dos produtores de mel e uva. Produtores fizeram chegar aos ministérios que conseguiram fechar novos contratos após a vigência da sobretaxa, pois os importadores aceitaram assimilar a alíquota de 50% para manter o fluxo de mercadorias, em contrapartida de descontos oferecidos pelos brasileiros. Assim, um meio termo vem sendo alcançado, além dos redirecionamentos de mercadorias para outros destinos, estratégia que também foi adotada.

Recentemente, Donald Trump anunciou que poderá impor novas sanções a países que façam negócios com a Rússia, já que o presidente americano não conseguiu persuadir Vladimir Putin a um acordo de cessar fogo na guerra com a Ucrânia. O Brasil é altamente dependente de fertilizantes russos – 26% das importações desse insumo provêm da região. Outro setor importante na relação de comércio bilateral é o de combustíveis, no qual 15% das compras externas brasileiras vêm da Rússia. Os dois grupos de mercadorias representam 84% do valor total das importações brasileiras do país.

Isso ameaça fortemente a cadeia produtiva agropecuária brasileira, a mais afetada pelo tarifaço. As chamadas sanções secundárias, em função de comércio com os russos, já foram aplicadas sobre a Índia na última semana, o que acende novo alerta para retaliações do republicano. O Portal SNA já publicou matérias, artigos e entrevistas abordando como a dependência de fertilizantes importados fragiliza o agro nacional, sobretudo em momentos de instabilidade geopolítica como o atual.

Com informações dos Ministérios da Fazenda, da Agricultura, de Relações Institucionais, Agência FPA e Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel)

Fonte: SNA



 

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Danos econômicos do caruru em soja – MAIS SOJA

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A ampla distribuição das plantas de caruru (Amaranthus spp.) no território nacional tem tornado cada vez mais relevante o impacto dessa planta daninha em culturas produtoras de grãos como soja e milho. Características como rápido crescimento e desenvolvimento, associadas a uma grande produção de sementes e fácil dispersão delas, tem contribuído para a manutenção de populações de caruru ao longo das safras.

Agravando ainda mais o problema, o controle químico tem se tornado cada vez mais complexo e ineficaz, uma vez que exige grande planejamento e conhecimento para um adequado posicionamento dos herbicidas, tendo em vista que a maioria das espécies de caruru de importância agrícola já apresentam resistência aos principais herbicidas seletivos às culturas agrícolas.

Esse cenário reforça a necessidade de medidas integradas para o controle do caruru, assim como práticas que permitam reduzir a pressão de seleção de biótipos resistência, assegurando uma maior longevidade da eficácia dos herbicidas disponíveis no mercado.

Impacto econômico

O impacto econômico ocasionado pela matocompetição do caruru com a cultura agrícola varia de acordo com o período de convivência, a espécie do caruru e cultura cultivada. Dados da literatura demonstram que uma das espécies de caruru mais agressivas é o Amaranthus palmeri, popularmente conhecido como caruru-palmeri ou caruru-gigante. De acordo com Gazziero & Silva (2017), quando em competição com a cultura durante todo o seu ciclo de desenvolvimento, pode ocasionar perdas de produtividade no milho superiores a 91%, 79% na soja e 77% em algodão.

Conforme destacado por Barroso et al. (2026), no caso da espécie Amaranthus hybridus, a presença dessa planta daninha em áreas de soja pode resultar em perdas expressivas de produtividade, corroborando Gazziero & Silva (2017). O dano econômico pode chegar a 16 sacos por hectare em áreas com baixa infestação (43 plantas m-2) e até 47 sacas por hectare em áreas onde a pressão de plantas de caruru é alta (1.160 plantas m-2) (Barroso et al., 2026).

Figura 1. Potencial perda de produtividade em lavoura de soja em função da pressão de infestação de Amaranthus hybridus.
Fonte: Fundação ABC, 2025, apud. Barroso et al. (2026).

Vale lembrar que em função da elevada produção de sementes, não é incomum observar áreas com alta densidade populacional de caruru.  Além das perdas substanciais de produtividade, a presença de plantas de caruru ao final do ciclo da soja (figura 2), contribui para o aumento da quantidade de impurezas nos grãos (figura 3), depreciando a produção, além de reduzir o rendimento da colheita (Barroso et al., 2026).

Figura 2. Plantas de caruru em lavoura de soja em ponto de colheita.

Figura 3.  Presença de sementes de caruru na soja na colheita.
Foto: Oscar Groth. Fonte: Barroso et al. (2026).

Diante dos impactos do caruru sobre a produtividade e a qualidade da produção, torna-se fundamental adotar estratégias eficientes de manejo, visando reduzir a matocompetição com a soja e minimizar os prejuízos durante a colheita.


Veja mais: Caruru – herbicidas pré-emergentes são protagonistas no manejo dessa planta daninha


Referências:

BARROSO, A. A. M.; et al. CARURU (Amaranthus sp.): Biologia, resistência e manejo. HRAC-BR: Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/1c4xZhdrYCcbWZQ421wj50FQJHuXaeS6B/view >, acesso em: 12/08/2026.

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa Soja, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1069527/1/Doc384OL.pdf >, acesso em: 12/08/2026.

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Sustentabilidade

Doenças Foliares no Milho: Impacto na Produtividade

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Embora o manejo fitossanitário do milho não seja tradicionalmente tão direcionado ao controle de doenças foliares quanto em culturas mais sensíveis, como a soja, pesquisas têm demonstrado que o manejo eficiente dessas doenças é indispensável para a obtenção de altas produtividades. Essa necessidade se torna ainda mais evidente em híbridos modernos, que apresentam elevado potencial produtivo, porém menor rusticidade.

Conforme destacado por Ribeiro (2020), a produtividade do milho está diretamente relacionada ao índice de área foliar (IAF). Entretanto, a cultura apresenta grande variabilidade desse índice ao longo do período vegetativo, em função dos diferentes fatores que influenciam o desenvolvimento das plantas. Estima-se que, para a obtenção de altas produtividades, sejam necessários valores de IAF próximos de 6,1.

Além de manter um IAF adequado, é fundamental preservar a sanidade das folhas, garantindo elevada capacidade fotossintética e, consequentemente, maior produção e translocação de fotoassimilados para os grãos. Nesse contexto, doenças como ferrugem-polisora (Puccinia polysora), helmintosporiose ou mancha-foliar (Exserohilum turcicum), mancha-de-phaeosphaeria (Phaeosphaeria maydis) e cercosporiose (Cercospora zeae-maydis) destacam-se entre as principais doenças foliares do milho, podendo causar perdas expressivas de produtividade quando não controladas adequadamente.

Godoy et al. (2001) observaram que doenças como a mancha-de-phaeosphaeria apresentam elevada capacidade de reduzir tanto a área foliar quanto a eficiência fotossintética do milho. Segundo os autores, independentemente do híbrido avaliado, a redução na taxa fotossintética foi proporcionalmente maior que a redução da área foliar causada pelas lesões (Figura 1). Em níveis de severidade entre 10 e 20%, a redução da taxa fotossintética líquida aproximou-se de 40%, evidenciando o impacto fisiológico dessas doenças sobre o potencial produtivo da cultura.

Figura 1. Efeito de diferentes severidades de mancha-de-phaeosphaeria na taxa fotossintética líquida relativa (Px /Po) de folhas de milho, na linhagem ESALQ PB2 (a) e nos híbridos XL 215 (b), FT 5130 (c) e FT 5150 (d). Fonte: Godoy et al. (2001).

Dependendo da suscetibilidade do híbrido às doenças, das condições ambientais e das práticas de manejo adotadas, as perdas de produtividade podem ser ainda mais expressivas. Conforme relatado por  Casela; Ferreira; Pinto (2006), em situações de alta severidade e ausência de manejo adequado, as perdas no milho podem ultrapassar 80% da produtividade potencial.

Além do elevado potencial de dano, algumas doenças apresentam grande capacidade de formação de lesões no limbo foliar (Figura 2), associada a características como rápida evolução e eficiente dispersão. Em muitos casos, os patógenos também conseguem sobreviver em restos culturais, dificultando o manejo e favorecendo novas infecções nas safras subsequentes.

Diante desse cenário, o uso de fungicidas no milho torna-se uma ferramenta indispensável para a manutenção da sanidade foliar e para a preservação do potencial produtivo da cultura, especialmente em sistemas de produção intensivos e com híbridos de alto desempenho.

Figura 2. Escala diagramática para avaliação de severidade de helmintosporiose comum em milho (Zea mays) causada por Exserohilum turcicum. Valores em percentual de área foliar com sintomas. Fonte: Lazaroto et al. (2012).

Ao avaliarem a eficiência de fungicidas na cultura do milho, Custódio et al. (2020)  verificaram que, dependendo do híbrido utilizado, do ambiente de cultivo e da severidade das doenças, fungicidas podem proporcionar incrementos de produtividade variando de 5% a 32%. Esses resultados evidenciam a relevância do manejo químico na preservação do potencial produtivo da cultura, minimizando as perdas em função das doenças foliares.

Corroborando esses resultados, Faria; Pereira; Ferraz (2022) constataram que o uso de fungicidas contribui significativamente para o aumento da produtividade e da sanidade do milho. Os autores destacam que, além do correto posicionamento em relação à época de aplicação, o número de aplicações também exerce influência direta sobre a eficiência do manejo fitossanitário.

Em uma abordagem complementar, Silva (2015) observou que a probabilidade de resposta positiva do milho ao uso de fungicidas é superior a 80%. Em termos práticos, isso demonstra que há elevada chance de obtenção de ganhos de produtividade quando fungicidas são utilizados de forma adequada no manejo da cultura.

Sobretudo, o correto posicionamento dos fungicidas exerce papel fundamental no manejo fitossanitário do milho, sendo decisivo para a obtenção de resultados consistentes em produtividade e sanidade da lavoura. Além de definir as aplicações de acordo com a necessidade da cultura e os diferentes estádios de desenvolvimento das plantas, é indispensável selecionar fungicidas de elevada performance e amplo espectro de controle.

Nesse contexto, a IHARA conta com o FUSÃO EC, um fungicida composto por dois mecanismos de ação pertencentes a diferentes grupos químicos, que alia alta performance e eficiência no controle das principais doenças foliares do milho. O fungicida apresenta ação sistêmica, sendo rapidamente absorvido e translocado pelas plantas, promovendo maior proteção da cultura (IHARA, s.d.).

Além disso, a associação de diferentes grupos químicos em sua composição torna o FUSÃO EC uma importante ferramenta no manejo da resistência de patógenos aos fungicidas. Seu posicionamento estratégico em períodos críticos do desenvolvimento do milho contribui para a manutenção da sanidade foliar, preservação da capacidade fotossintética das plantas e mitigação das perdas causadas pelas doenças, favorecendo a obtenção de maiores produtividades.

Referências:

CASELA, C. R.; FERREIRA, A. S.; PINTO, N. F. J. A. DOENÇAS NA CULTURA DO MILHO. Embrapa, Circular Técnica, n. 83, 2006. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/490415/1/Circ83.pdf >, acesso em: 20/05/2026.

CUSTÓDIO, A. A. P. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS NO CONTROLE DA MANCHA BRANCA DO MILHO: SEGUNDA SAFRA 2020. IDR-PARANÁ, Boletim Técnico n. 96. 2020. Disponível em: < http://www.idrparana.pr.gov.br/sites/iapar/arquivos_restritos/files/documento/2021-01/bt96_-_idr-parana_-_29-01-2021.pdf >, acesso em: 20/05/2026.

FARIA, J. E.; PEREIRA, J. L. A. R.; FERRAZ, M. A. J. AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DO MILHO EM FUNÇÃO DAS ÉPOCAS DE APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS. Josif, 2022. Disponível em: < https://www.google.com/search?q=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&rlz=1C1JZAP_pt-BRBR1091BR1091&oq=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIGCAEQRRg80gEHMjMxajBqN6gCCLACAQ&sourceid=chrome&ie=UTF-8 >, acesso em: 20/05/2026.

GODOY, C. V. et al. ALTERAÇÕES NA FOTOSINTESE E NA TRANSPIRAÇÃO DE FOLHAS DE M ILHO INFECTADAS POR Phaeosphaeria maydis. Fitopatologia brasileira 26 (2), 2001. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/fb/a/QS37wLdvDNHhDyPrB78wTnM/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 20/05/2026.

IHARA. FUSÃO EC MILHO. IHARA: Agricultura é a nossa vida, s.d. Disponível em: < https://ihara.com.br/produtos/fusao-ec-milho/ >, acesso em: 20/05/2026.

LAZAROTO, A. ESCALA DIAGRAMÁTICA PARA AVALIAÇÃO DE SEVERIDADE DA HELMINTOSPORIOSE COMUM EM MILHO. Ciência Rural, v. 42, p. 2131-2137. Santa Maria – RS, 2012. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/cr/a/5cDvMyVXYXMVLpKnDGnNM7h/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 20/05/2026.

RIBEIRO, B. S. M. R. et al. ECOFISIOLOGIA DO MILHO VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 1, 2020.

SILVA, A. L. METANÁLISE DO GANHO EM PRODUTIVIDADE COM APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS FOLIARES EM MILHO NO BRASIL. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Londrina, 2015. Disponível em: < https://repositorio.uel.br/srv-c0003-s01/api/core/bitstreams/92e465c5-de56-48ca-bfe1-f4ad35b02ace/content >, acesso em: 20/05/2026.

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Sustentabilidade

Soja sul-mato-grossense ganha espaço no Oriente Médio – MAIS SOJA

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A soja de Mato Grosso do Sul começa a desenhar um mapa mais diversificado no comércio internacional. Embora a China continue sendo o principal destino da produção sul-mato-grossense, países como Paquistão, Irã e Bangladesh vêm ganhando espaço nas exportações.

De acordo com o boletim produzido pela equipe econômica da Aprosoja/MS, em julho, Mato Grosso do Sul exportou 933,2 mil toneladas de soja, volume 11,6% superior ao registrado no ano anterior. Em valor, os embarques alcançaram US$ 410,3 milhões, aumento de 21,3%. A China respondeu por 63,9% das compras, seguida por Paquistão, com 14,5%, Bangladesh, com 7,5%, e Irã, com 7,4%.

“A China continua sendo um mercado estratégico para a soja brasileira e sul-mato-grossense, mas a diversificação dos destinos é positiva porque reduz a concentração das vendas e aumenta as alternativas de comercialização”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

A China é o maior importador global do grão e o Brasil se consolidou como seu principal fornecedor. No primeiro semestre de 2026, os chineses responderam por 81,6%  das exportações brasileiras de soja.  “A China é fundamental, mas como importador dominante, a diversificação dos compradores também se torna uma ferramenta estratégica”.

O boletim da Aprosoja/MS aponta que há espaço para novos importadores do Oriente Médio, em um momento de demanda aquecida e de melhores condições logísticas para esses mercados.

O Brasil já possui presença relevante no abastecimento de países da região, e dados nacionais mostram a participação de destinos como Irã e Turquia nas cadeias de produtos agrícolas brasileiros.

A novidade está menos no fato de esses países comprarem produtos brasileiros e mais na importância que a diversificação passa a ter em um mundo no qual comércio e geopolítica estão cada vez mais conectados.

Para o produtor, diversificar significa ampliar opções, já que quanto maior o número de compradores capazes de absorver a produção, maior tende a ser a capacidade de negociação.

Todavia, a aproximação comercial com o Oriente Médio ocorre justamente em um período de instabilidade geopolítica. Os conflitos de 2026 já provocaram preocupações com rotas marítimas, custos de frete e de combustíveis.

“O Oriente Médio representa uma oportunidade de diversificação para a soja, mas também exige atenção à logística e aos riscos geopolíticos. Não se trata apenas de encontrar novos compradores, mas de acompanhar a transformação das rotas pelas quais os alimentos circulam no mundo”, finaliza Linneu.

O boletim completo pode ser acessado, clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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