Sustentabilidade
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa – 08/08/2025 – MAIS SOJA

Destaque da Semana – Agosto marca o início oficial do ano comercial 25/26. Brasil recebe missão internacional com fiações dos países que representam 80% da demanda internacional de algodão. A missão percorreu as principais regiões produtoras do país nesta semana.
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Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 07/ago cotado a 66,43 U$c/lp (-1,2% vs. 31/jul). O contrato Dez/26 fechou em 68,65 U$c/lp (-0,7% vs. 31/jul).
Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 691 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 31/jul/25.
Altistas 1 – Os mercados financeiros chineses estão se recuperando do impacto inicial do “Tarifaço”, trazendo um otimismo cauteloso para uma possível recuperação do mercado têxtil no próximo ano.
Altistas 2 – Apesar da cautela ainda predominar nas compras a médio prazo, Vietnã, Bangladesh e Indonésia têm comprado visando entrega imediata, incluindo algodão brasileiro.
Altistas 3 – Na sua previsão de julho, o FMI projetou crescimento global de 3,0% para 2025 e 3,1% para 2026, uma revisão para cima em relação às previsões de abril.
Baixistas 1 – Mesmo assim, esses números continuam abaixo do crescimento global de 3,3% registrado em 2024, sinalizando uma desaceleração da economia mundial.
Baixistas 2 – Segundo o FMI, persistem riscos de baixa devido a possíveis aumentos de tarifas, elevada incerteza e tensões geopolíticas.
Baixistas 3 – Por enquanto, a safra americana está indo bem, sem seca e em condições muito melhores que no mesmo período do ano passado.
Agenda – O mercado aguarda os números de oferta e demanda de Agosto do USDA que serão divulgados na próxima terça-feira (12).
Missão Compradores 1 – Delegação de representantes de fiações dos 6 maiores países importadores de algodão, que representam 80% das importações globais, participaram da 9ª edição da Missão Compradores Cotton Brazil.
Missão Compradores 2 – O grupo visitou fazendas de algodão, algodoeiras e laboratórios nos estados de Mato Grosso, Bahia e Goiás ao longo da semana.
Missão Compradores 3 – Comprimento, resistência e coloração da pluma agradaram Tahrin Aman, da Aman Spinning Mills, de Bangladesh. “O Brasil é um importante fornecedor e queremos comprar mais e mais deste algodão”, disse.
Missão Compradores 4 – A agenda técnica terminou em Brasília com um workshop sobre qualidade e sustentabilidade do algodão Brasileiro.
Missão Compradores 5 – A Missão Compradores é uma iniciativa do Cotton Brazil, sendo realizada em parceria com ApexBrasil e Anea com os objetivos de aumentar as exportações e a valorizar o algodão brasileiro.
EUA – O USDA reportou estabilidade nas condições das lavouras de algodão em 3/ago, com 55% das lavouras como “boa a excelente”, acima dos 45% do ano passado
China 1 – As exportações chinesas de têxteis e vestuário atingiram US$ 26,766 bilhões em julho, com ligeira queda anual. Desse total, US$ 11,604 bilhões foram de têxteis e US$ 15,162 bilhões de artigos de vestuário.
China 2– No acumulado de jan a jul/2025, o volume exportado chegou a US$ 170,741 bilhões, registrando crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Bangladesh 1 – Segundo notícias locais, produtos de vestuário de Bangladesh com pelo menos 20% de algodão dos EUA terão tarifa de 20% aplicada apenas sobre a parte não americana, aumentando competitividade contra Índia, Vietnã e Paquistão.
Bangladesh 2 – Os exportadores precisarão comprovar a porcentagem e valor do algodão americano usado. A Associação de Fabricantes e Exportadores de Confecções de Bangladesh trabalha em sistema de documentação para atender as exigências dos EUA.
Bangladesh 3 – A medida pode impulsionar a importação de algodão dos EUA para Bangladesh, com potencial para cerca de 476 mil tons após a implementação.
Bangladesh 4 – Com essa nova regra dos EUA, as compras de algodão brasileiro por Bangladesh tendem a cair. Na última temporada, o Brasil foi o 2º maior fornecedor (16,11%), atrás da Índia (19,4%), com Benin (12,03%) e EUA (10,12%) em seguida.
Índia 1 – O governo indiano informou que as importações de algodão do Brasil aumentaram 10x nesta temporada. Os embarques brasileiros saltaram de 11,5 mil tons em 2023/24 para 111,4 mil tons até mai/2025.
Índia 2 – As compras dos EUA também dobraram, passando de 45,7 mil tons para 89,3 mil tons, com forte demanda por fibras extra longas.
Índia 3 – A indústria têxtil indiana pede o fim da taxa de 11% sobre algodão importado, com produção doméstica no nível mínimo em 15 anos e preços acima do mercado internacional.
Índia 4 – Os EUA anunciaram nova tarifa adicional de 25% sobre produtos indianos, válida a partir de 27/ago, elevando a carga tributária total para 50% quando combinada com tarifa já existente. O setor têxtil está entre os principais impactados pela medida.
Paquistão – Setor têxtil paquistanês recebe com cautela tarifa de 19% sobre exportações para EUA, valor 10% menor que o inicialmente ameaçado, garantindo vantagem competitiva frente a outros exportadores regionais.
Turquia – Os EUA anunciaram tarifa de 15% sobre produtos turcos a partir de 8/ago, com o fim da pausa prolongada em tarifas “recíprocas”. A medida afetará diretamente as exportações têxteis do país para o mercado norte-americano.
Exportações 1 – As exportações brasileiras de algodão somaram 127,1 mil tons em jul/2025, queda de 24% em relação ao volume exportado no mesmo mês em 2024.
Exportações 2 – No acumulado de ago/24 a jul/25, as exportações brasileiras de algodão somaram 2,83 milhões tons, alta de 5,8% em comparação com ago/23-jul24. O volume exportado foi recorde.
Colheita 2024/25 – Até ontem (07), foram colhidos no estado da BA 40,56%, GO 69,36%, MA 60%, MG 66%, MS 76%, MT 27%, PI 79,7%, PR 95% e SP 95%. Total Brasil: 33,56%
Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (07), foram beneficiados nos estados da BA 30%, GO 23,9%, MA 8%, MG 29%, MS 28,5%, MT 4%, PI 33,5%, PR 90% e SP 100%. Total Brasil: 11,15%
Preços – Consulte tabela abaixo
Quadro de cotações para 07-08
Fonte: Abrapa

Autor:ABRAPA
Site: Abrapa
Sustentabilidade
Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.
De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.
Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 122,50
- Santa Rosa (RS): R$ 123,50
- Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
- Rondonópolis (MT): R$ 107,50
- Dourados (MS): R$ 110,50
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
- Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
- Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.
Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.
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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.
“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.
Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.O post Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).
Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.
As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.
Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.
De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.
Fonte: IRGA
Autor:IRGA
Site: IRGA
Sustentabilidade
Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).
Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.
Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).
Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.
Fenômenos ENSO
Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).
Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.
Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.
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Referências:
INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.
IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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