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13 de julho de 2026

Sustentabilidade

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa – 08/08/2025 – MAIS SOJA

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Destaque da Semana – Agosto marca o início oficial do ano comercial 25/26. Brasil recebe missão internacional com fiações dos países que representam 80% da demanda internacional de algodão. A missão percorreu as principais regiões produtoras do país nesta semana.

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Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 07/ago cotado a 66,43 U$c/lp (-1,2% vs. 31/jul). O contrato Dez/26 fechou em 68,65 U$c/lp (-0,7% vs. 31/jul).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 691 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 31/jul/25.

Altistas 1 – Os mercados financeiros chineses estão se recuperando do impacto inicial do “Tarifaço”, trazendo um otimismo cauteloso para uma possível recuperação do mercado têxtil no próximo ano.

Altistas 2 – Apesar da cautela ainda predominar nas compras a médio prazo, Vietnã, Bangladesh e Indonésia têm comprado visando entrega imediata, incluindo algodão brasileiro.

Altistas 3 – Na sua previsão de julho, o FMI projetou crescimento global de 3,0% para 2025 e 3,1% para 2026, uma revisão para cima em relação às previsões de abril.

Baixistas 1 – Mesmo assim, esses números continuam abaixo do crescimento global de 3,3% registrado em 2024, sinalizando uma desaceleração da economia mundial.

Baixistas 2 – Segundo o FMI, persistem riscos de baixa devido a possíveis aumentos de tarifas, elevada incerteza e tensões geopolíticas.

Baixistas 3 – Por enquanto, a safra americana está indo bem, sem seca e em condições muito melhores que no mesmo período do ano passado.

Agenda – O mercado aguarda os números de oferta e demanda de Agosto do USDA que serão divulgados na próxima terça-feira (12).

Missão Compradores 1 – Delegação de representantes de fiações dos 6 maiores países importadores de algodão, que representam 80% das importações globais, participaram da 9ª edição da Missão Compradores Cotton Brazil.

Missão Compradores 2 – O grupo visitou fazendas de algodão, algodoeiras e laboratórios nos estados de Mato Grosso, Bahia e Goiás ao longo da semana.

Missão Compradores 3 – Comprimento, resistência e coloração da pluma agradaram Tahrin Aman, da Aman Spinning Mills, de Bangladesh. “O Brasil é um importante fornecedor e queremos comprar mais e mais deste algodão”, disse.

Missão Compradores 4 – A agenda técnica terminou em Brasília com um workshop sobre qualidade e sustentabilidade do algodão Brasileiro.

Missão Compradores 5 – A Missão Compradores é uma iniciativa do Cotton Brazil, sendo realizada em parceria com ApexBrasil e Anea com os objetivos de aumentar as exportações e a valorizar o algodão brasileiro.

EUA – O USDA reportou estabilidade nas condições das lavouras de algodão em 3/ago, com 55% das lavouras como “boa a excelente”, acima dos 45% do ano passado

China 1 – As exportações chinesas de têxteis e vestuário atingiram US$ 26,766 bilhões em julho, com ligeira queda anual. Desse total, US$ 11,604 bilhões foram de têxteis e US$ 15,162 bilhões de artigos de vestuário.

China 2– No acumulado de jan a jul/2025, o volume exportado chegou a US$ 170,741 bilhões, registrando crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Bangladesh 1 – Segundo notícias locais, produtos de vestuário de Bangladesh com pelo menos 20% de algodão dos EUA terão tarifa de 20% aplicada apenas sobre a parte não americana, aumentando competitividade contra Índia, Vietnã e Paquistão.

Bangladesh 2 – Os exportadores precisarão comprovar a porcentagem e valor do algodão americano usado. A Associação de Fabricantes e Exportadores de Confecções de Bangladesh trabalha em sistema de documentação para atender as exigências dos EUA.

Bangladesh 3 – A medida pode impulsionar a importação de algodão dos EUA para Bangladesh, com potencial para cerca de 476 mil tons após a implementação.

Bangladesh 4 – Com essa nova regra dos EUA, as compras de algodão brasileiro por Bangladesh tendem a cair. Na última temporada, o Brasil foi o 2º maior fornecedor (16,11%), atrás da Índia (19,4%), com Benin (12,03%) e EUA (10,12%) em seguida.

Índia 1 – O governo indiano informou que as importações de algodão do Brasil aumentaram 10x nesta temporada. Os embarques brasileiros saltaram de 11,5 mil tons em 2023/24 para 111,4 mil tons até mai/2025.

Índia 2 – As compras dos EUA também dobraram, passando de 45,7 mil tons para 89,3 mil tons, com forte demanda por fibras extra longas.

Índia 3 – A indústria têxtil indiana pede o fim da taxa de 11% sobre algodão importado, com produção doméstica no nível mínimo em 15 anos e preços acima do mercado internacional.

Índia 4 – Os EUA anunciaram nova tarifa adicional de 25% sobre produtos indianos, válida a partir de 27/ago, elevando a carga tributária total para 50% quando combinada com tarifa já existente. O setor têxtil está entre os principais impactados pela medida.

Paquistão – Setor têxtil paquistanês recebe com cautela tarifa de 19% sobre exportações para EUA, valor 10% menor que o inicialmente ameaçado, garantindo vantagem competitiva frente a outros exportadores regionais.

Turquia – Os EUA anunciaram tarifa de 15% sobre produtos turcos a partir de 8/ago, com o fim da pausa prolongada em tarifas “recíprocas”. A medida afetará diretamente as exportações têxteis do país para o mercado norte-americano.

Exportações 1 – As exportações brasileiras de algodão somaram 127,1 mil tons em jul/2025, queda de 24% em relação ao volume exportado no mesmo mês em 2024.

Exportações 2 – No acumulado de ago/24 a jul/25, as exportações brasileiras de algodão somaram 2,83 milhões tons, alta de 5,8% em comparação com ago/23-jul24. O volume exportado foi recorde.

Colheita 2024/25 – Até ontem (07), foram colhidos no estado da BA 40,56%, GO 69,36%, MA 60%, MG 66%, MS 76%, MT 27%, PI 79,7%, PR 95% e SP 95%. Total Brasil: 33,56%

Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (07), foram beneficiados nos estados da BA 30%, GO 23,9%, MA 8%, MG 29%, MS 28,5%, MT 4%, PI 33,5%, PR 90% e SP 100%. Total Brasil: 11,15%

Preços – Consulte tabela abaixo 

Quadro de cotações para 07-08

Fonte: Abrapa



 

FONTE

Autor:ABRAPA

Site: Abrapa

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Soja avança no mercado brasileiro com alta em Chicago e retomada chinesa; confira o resumo da semana

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Foto: Pixabay

Os preços da soja registraram alta nas principais regiões produtoras do Brasil ao longo desta semana, refletindo a valorização dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e um cenário internacional mais favorável. O movimento também estimulou os produtores a retomarem as negociações no mercado físico neste início de julho.

Entre as principais praças acompanhadas pelo mercado, a saca de 60 quilos passou de R$ 131,50 para R$ 135,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), a cotação subiu de R$ 126,50 para R$ 130,00. Já em Rondonópolis (MT), o preço avançou de R$ 117,00 para R$ 122,00 por saca. No Porto de Paranaguá (PR), a valorização foi de R$ 137,50 para R$ 141,00.

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Cenário internacional da soja

No mercado internacional, os contratos futuros da soja também encerraram a semana em alta. Na Bolsa de Chicago, o contrato com vencimento em novembro, o mais negociado, acumulou valorização de cerca de 3%, passando de US$ 11,47¾ para US$ 11,81¾ por bushel.

A recuperação das cotações foi impulsionada, inicialmente, pelas previsões de uma intensa onda de calor sobre o cinturão produtor dos Estados Unidos, o que elevou as preocupações com o desenvolvimento das lavouras. Embora esse fator tenha perdido força ao longo da semana, outros elementos continuaram sustentando o mercado.

Um dos principais foi a retomada das compras de soja norte-americana pela China, em linha com os compromissos firmados entre Washington e Pequim. Relatos de operadores e anúncios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmaram o aumento da demanda chinesa pelo produto dos EUA.

Além disso, a valorização do petróleo no mercado internacional também contribuiu para sustentar os preços das commodities. A renovação das tensões no Oriente Médio impulsionou a cotação da commodity, movimento que acabou beneficiando também o mercado da soja e de outros produtos agrícolas.

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Negócios são contidos em dia de USDA; confira as cotações de soja

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com negociações mais contidas no mercado interno, enquanto os melhores negócios foram registrados nos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios permaneceram firmes ao longo da semana, sustentando as cotações mesmo com o recuo do dólar.

De acordo com o analista, a Bolsa de Chicago avançou após a divulgação do relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), enquanto a moeda norte-americana apresentou queda, mas sem grandes oscilações. Com isso, os preços variaram entre estabilidade e alta durante a sessão.

Silveira afirma que o produtor segue cauteloso e continua buscando preços ainda mais elevados para avançar nas negociações.

“O mercado segue com boas indicações, mas o produtor continua cauteloso, buscando cotações ainda maiores”, destaca.

Segundo o analista, a semana foi marcada por um volume expressivo de negócios, impulsionado pelas indicações mais firmes de preços. “O mercado ficou mais animado pelo ponto de vista do vendedor”, resume.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00 por saca
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00 por saca
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 130,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00 por saca
  • Dourados (MS): subiu de R$ 121,00 para R$ 123,00 por saca
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 124,00 por saca

Nos portos, Paranaguá (PR) manteve a referência em R$ 141,00 por saca, mesmo patamar observado em Rio Grande (RS).

Chicago fecha em alta após relatório do USDA

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira em alta, refletindo a repercussão do relatório mensal do USDA e a confirmação de uma venda de soja norte-americana para a China.

O USDA estimou a safra dos Estados Unidos em 4,475 bilhões de bushels na temporada 2026/27, o equivalente a 121,8 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 4,435 bilhões de bushels (120,7 milhões de toneladas). O mercado esperava uma produção de 4,457 bilhões de bushels, ou 121,3 milhões de toneladas.

A produtividade foi mantida em 53 bushels por acre.

Já os estoques finais da safra 2026/27 foram projetados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que estimava 324 milhões de bushels (8,8 milhões de toneladas). Para a temporada 2025/26, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, enquanto os analistas esperavam 337 milhões.

Outro fator de sustentação dos preços foi o anúncio de exportadores privados norte-americanos sobre a venda de 254 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

No fechamento da sessão, o contrato julho/2026 avançou 14 centavos de dólar, ou 1,18%, para US$ 11,91 por bushel. A posição novembro/2026 subiu 9,25 centavos, ou 0,78%, encerrando a US$ 11,90¾ por bushel. Na semana, o contrato novembro acumulou valorização de 3,62%.

Entre os derivados, o farelo para agosto/2026 avançou US$ 3,00 por tonelada, fechando em US$ 320,40, enquanto o óleo de soja para agosto subiu 0,77%, para 70,46 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar recua na semana

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sexta-feira com queda de 0,29%, cotado a R$ 5,1068 na venda e R$ 5,1048 na compra. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 5,0988 e R$ 5,1253. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 1,19%.

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CESB 25/26: Campeão da Região Norte – Sequeiro obteve 136,64 sc/ha – MAIS SOJA

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Com produtividade de 136,64 sacas por hectare, o produtor Pedro Foresto Crispim, Fazenda Bela, em Goiatins (TO), garantiu o título de campeão da Região Norte, categoria sequeiro, do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do CESB da safra 25/26.

A impressionante produtividade foi obtida em uma área de 2,68 hectares, cujas práticas de manejo foram voltadas à construção da fertilidade do solo, à preservação do perfil físico e ao manejo criterioso da cultura ao longo de todo o ciclo. O histórico da área demonstra uma rotação de culturas envolvendo soja, milho, milheto e braquiária, além de sucessivas correções da acidez com aplicações de calcário e gesso em safras anteriores, além da calagem na safra 25/26, onde também foi realizada adubação de sistema com 300 kg/ha de 00-49-00 + S a lanço.

A cultivar NEO 820 IPRO foi semeada com espalhamento entrelinhas de 50 cm, população planejada de 260 mil plantas por hectare e profundidade de 3,5 cm. O tratamento de sementes continha inseticidas e fungicidas. Para a coinoculação realizada via sulco de semeadura foram utilizados Bradyrhizobium japonicum e Azospirillum brasilense, associados ao fornecimento de cobalto, molibdênio e níquel. Antes da semeadura também foi realizada dessecação com glufosinato de amônio, glifosato e flumioxazina, enquanto a adubação de plantio contemplou 100 kg/ha de fosfato (00-49-00 + S) e 150 kg/ha de cloreto de potássio (na pré-semeadura).

Durante o desenvolvimento vegetativo, o manejo nutricional incluiu nova aplicação de 150 kg/ha de KCl em V2, reforçando o suprimento de potássio. Paralelamente, foi realizado controle de plantas daninhas com aplicações sequenciais de cletodim e glifosato, além de um programa fitossanitário voltado ao manejo de pragas e doenças. As aplicações combinaram fungicidas protetores e sítio-específicos, inseticidas com diferentes mecanismos de ação e adjuvantes.

Na fase reprodutiva, o manejo foi intensificado com aplicações foliares de macro e micronutrientes, além de nova aplicação de Azospirillum brasilense em R1. O programa fitossanitário foi mantido até R5.5, alternando fungicidas como mancozebe, clorotalonil e difenoconazol, associados ao controle de insetos por meio de inseticidas como bifentrina, acetamiprido, abamectina, piriproxifem, imidacloprido e acefato. Também foi realizada suplementação de potássio em R5.3.

Entre os principais fatores responsáveis pelo elevado rendimento, o consultor Luiz Gabriel de Moraes Junior destaca a fertilidade e perfil do solo, a genética e qualidade das sementes e as boas condições climáticas, com precipitação acumulada de 1026 mm, elevada eficiência climática e agrícola. Esses fatores permitiram expressivo peso de mil grãos (263,3 g) resultando na produtividade de 136,64 sc/ha.

A partir desse ano, os Cases Campeões do CESB passam a ser disponibilizados mediante uma taxa de contribuição simbólica. Essa mudança tem como principal objetivo garantir a continuidade e a sustentabilidade das ações promovidas pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), sempre voltadas ao fortalecimento da sojicultura nacional (CESB, 2026).

Clique aqui e confira!



Referências:

CESB. Comitê Estratégico Soja Brasil. Case Campeões, 2026. Disponível em: < https://www.cesbrasil.org.br/category/cases-campeoes/ >, acesso em: 10/07/2026.

Redação: Equipe Mais Soja, com informações dos Cases CESB.

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