Sustentabilidade
Mercado brasileiro de trigo tem julho de fraca movimentação e desinteresse dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo fechou o mês de julho com pouca variação nos preços em relação ao mês anterior, refletindo a baixa liquidez nas negociações e o desinteresse dos agentes. Conforme o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, no Paraná, a média das cotações no mercado FOB interior ficou em R$ 1.413 por tonelada, com queda mensal de 0,7%. No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.295 por tonelada, sem alterações.
Conforme Bento, a estagnação nos preços é resultado de um cenário de cautela tanto por parte dos compradores quanto dos vendedores. A indústria tem evitado grandes volumes de aquisição, diante da ampla oferta internacional a preços competitivos e da fraqueza no mercado de farinha. “Os moinhos estão comprando apenas o essencial, apostando em quedas futuras com a entrada da safra nova”, avalia.
Segundo o analista, do lado da oferta, os produtores resistem em negociar aos preços atuais. A expectativa é de que a menor área plantada nesta temporada, combinada à maior dependência de importações, possa gerar oportunidades mais vantajosas de comercialização nos próximos meses. Além disso, as atenções estão concentradas, neste momento, nas atividades de manejo das lavouras.
“Para agosto, a tendência é de continuidade no ritmo lento de comercialização. Os agentes devem seguir atentos ao desenvolvimento das lavouras, ao comportamento do mercado internacional e à volatilidade cambial”, estima Bento.
Emater
De acordo com o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira (31), a semeadura do trigo está tecnicamente encerrada no Rio Grande do Sul. Restam apenas áreas pontuais a serem complementadas, sem impacto significativo no andamento da safra. O cronograma de implantação da cultura permaneceu dentro da janela recomendada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), assegurando conformidade técnica e boa condução da lavoura.
As chuvas volumosas e bem distribuídas nos dias 26 e 27 de julho beneficiaram o trigo em todo o Estado. Até então, o mês registrava condições predominantemente secas, com precipitações anteriores (em 16 e 17 de julho) consideradas insuficientes para repor a umidade do solo em profundidade.
Deral
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal de julho, que a safra 2025 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 2,608 milhões de toneladas, 13% acima das 2,305 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024.
A área cultivada deve ficar em 832,8 mil hectares, contra 1,134 milhão de hectares em 2024, baixa de 27%. A produtividade média é estimada em 3.137 quilos por hectare, acima dos 2.068 quilos por hectare registrados na temporada 2024.
Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News
Sustentabilidade
Produção de trigo da Argentina em 2026/27 deve atingir 23,8 milhões de toneladas – BCR – MAIS SOJA

A produção de trigo na Argentina na temporada 2026/27 deve atingir 23,8 milhões de toneladas, a segunda maior produção dos últimos 17 anos, segundo estimativas da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR). A campanha 2025/26 registrou um volume recorde de 28,5 milhões de toneladas.
O rendimento nacional para o ciclo 2026/27 é de 3.530 quilos por hectare de trigo, a terceira melhor marca desde 2010.
No entanto, o chefe de estimativas da BCR, Cristián Russo, antecipa que há preocupações entre os produtores sobre o que foi o mês “atípico” de outubro, marcado por frio, menos radiação e chuvas abaixo do esperado.
“Em princípio, o que é perceptível é que a falta de radiação este ano não se reflete no índice, com uma diferença tão importante em relação a 2025. O efeito das temperaturas mais baixas compensaria em grande parte o efeito da radiação mais baixa”, disse Russo.
As informações partem da Agência Safras Latam.
Sustentabilidade
Qual é o potencial produtivo do milho em Santa Catarina, e por que grande parte dele ainda não é alcançado? – MAIS SOJA

O potencial produtivo (Yp) de uma cultura representa o máximo que pode ser produzido em determinado ambiente, considerando apenas o clima e as características genéticas da cultivar, sem limitações de água, nutrientes, pragas ou doenças. Quando se considera também a disponibilidade hídrica do ambiente, obtém-se o potencial de sequeiro (Yw). A diferença entre esse potencial e a produtividade média obtida pelos produtores é chamada de gap (ou lacuna) de produtividade. A análise desses gaps permite identificar o quanto ainda pode ser produzido na mesma área, só com melhorias nas práticas de manejo, sem a necessidade de expandir a fronteira agrícola.
Um estudo recente conduzido pela Equipe FieldCrops, estimou esses indicadores para a cultura do milho em Santa Catarina, combinando simulações de modelo de cultura com dados reais de manejo coletados em 293 lavouras monitoradas nas safras 2020/21 e 2021/22. Os resultados indicaram um PP de 17,4 t ha⁻¹ e um PS de 14,7 t ha⁻¹ para o estado. No entanto, a produtividade média dos produtores foi de 7.0 t ha⁻¹ o equivalente a somente 47,6% do PS (Figura 1).
Ao decompor esse gap total de 10,4 t ha-1, determinou-se que 2,7 t ha-1 são atribuídos à limitação hídrica, enquanto 7,7 t ha-1 são explicados por falhas no manejo. Comparando lavouras de alta e baixa produtividade, os fatores que mais se destacaram foram a população de plantas estabelecidas, a época de semeadura, a dose de potássio (K₂O) aplicada e o intervalo entre aplicações de calcário, sendo a população de plantas o fator de maior peso identificado pelo estudo (Figura 2).
Esses resultados mostram que ajustes relativamente “simples” no manejo como semear dentro da janela ideal (entre 31 de agosto e 2 de outubro), ajustar a população de plantas, elevar a dose de potássio e manter intervalos mais curtos entre calagens têm potencial para reduzir significativamente o gap de produtividade do milho. O estudo revela que se todas as lavouras do estado alcançassem 75% do PS, a produção de Santa Catarina poderia aumentar em 1 milhão de toneladas na mesma área atualmente cultivada.

Referências:
PILECCO, I.B.; et al. Identifying maize yield potential and farm yield gaps in Southern Brazil. Agronomy Journal, v. 117, n. 6, 2025. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/agj2.70258 >, acesso: 25/09/2026.

Sustentabilidade
Soja em Chicago sobe após oito sessões de queda com apoio do petróleo e da demanda chinesa

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira (22) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), interrompendo uma sequência de oito sessões consecutivas de queda. Após atingir o menor patamar em dois meses, o mercado encontrou espaço para uma recuperação técnica, impulsionada por compras de barganha, pela valorização do petróleo e pela demanda chinesa.
A alta do petróleo contribuiu para sustentar as cotações, diante da relação entre o mercado energético e o óleo de soja utilizado na produção de biodiesel. Outro fator positivo foi a continuidade das compras chinesas no mercado norte-americano. Nesta quinta-feira, exportadores privados dos Estados Unidos anunciaram a venda de 202 mil toneladas de soja para o país asiático.
Os dados de exportação também reforçaram o cenário de demanda. As vendas líquidas norte-americanas de soja para a temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, somaram 2,841 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. A China liderou as aquisições, com 2,179 milhões de toneladas.
O volume total ficou dentro das expectativas dos analistas, que projetavam vendas entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.
Preços da soja em Chicago
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%, cotados a US$ 12,53 por bushel. Já a posição janeiro avançou 6,50 centavos de dólar, equivalente a 0,51%, encerrando a US$ 12,6475 por bushel.
Entre os subprodutos, o farelo de soja para dezembro encerrou em queda de US$ 1,00, recuo de 0,28%, a US$ 347,30 por tonelada.
O óleo de soja, por outro lado, acompanhou o movimento positivo do mercado energético. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,74 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,77 centavo, ou 1,16%.
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