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26 de outubro de 2026

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Aplicativo ajuda a reduzir o uso de defensivos nas lavouras

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De olho no smartphone, produtores de algodão e soja do oeste da Bahia podem diminuir o uso de defensivos, reduzindo o custo de produção e o risco de danos ao meio ambiente. Na tela do celular, ou do computador, uma ferramenta mostra quando é realmente necessário aplicar produtos na lavoura, combinando dados climáticos e estatísticas de ocorrência de duas ameaças às culturas: a mancha-da-ramulária do algodoeiro e a ferrugem-asiática da soja.

Desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a ferramenta funciona por meio de um aplicativo e de uma plataforma online. Chamada de MonitoraOeste, a tecnologia inicialmente contemplava apenas informações sobre as duas doenças causadas por fungos, cujos prejuízos às lavouras podem superar 75%. Depois, passou a reunir informações também sobre a principal praga da cotonicultura, o bicudo, capaz de reduzir as colheitas em até 87%.

A Abapa monitora a presença das três doenças no campo, inclusive por meio de armadilhas. Todos os dados desses levantamentos são inseridos no MonitoraOeste, o que permite ao produtor visualizar rapidamente, no celular, como está o nível de ocorrência das doenças e do bicudo em sua localidade.

O sistema também gera notificações de cada nova ocorrência registrada e reúne dados de estações meteorológicas instaladas na região. Com essas informações, a tecnologia usa um modelo matemático que as analisa e gera mapas de favorabilidade. Eles indicam, em tempo real, se há probabilidade de as doenças surgirem e se desenvolverem a cada período.

Os dados permitem aos produtores decidir quando aplicar ou não defensivos, a partir das condições locais. O pesquisador da Embrapa Territorial (SP) Julio Cesar Bogiani afirma que três fatores são necessários para a proliferação de doenças nas lavouras: presença do agente causador, dos hospedeiros (as plantas) e condições climáticas favoráveis.

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O que o MonitoraOeste faz é reunir dados e transformá-los em informações sobre essas condições para mostrar quando o ambiente está mais propício ao desenvolvimento das doenças. Assim, ajuda o produtor a tomada de decisões.

Sem essas informações, os agricultores acabam adotando um calendário fixo definido pelos fabricantes dos defensivos. Com os índices de favorabilidade fornecidos pelo aplicativo, eles conseguem fazer aplicações de forma mais racional.

Em anos com baixa probabilidade de ocorrência das doenças, podem reduzir uma, duas ou mais aplicações, mantendo a eficiência do controle fitossanitário, detalha o pesquisador. Bogiani ainda chama a atenção para a disponibilização de dados em tempo real, característica fundamental do MonitoraOeste para a assertividade na decisão do produtor.

O MonitoraOeste pode ser utilizado gratuitamente por agricultores da região. “Estamos levando essa funcionalidade do aplicativo para todos da cadeia produtiva, mostrando que eles devem baixar para consultar a qualquer momento”, anuncia o gerente do programa fitossaniário da Abapa, Antônio Carlos Araújo.

Ele destaca a utilidade de ter, na palma da mão, mapas como o da ocorrência do bicudo do algodoeiro, para saber quando agir, evitando prejuízos, seja uma infestação da lavoura por falta de ação quando necessário seja pelo desperdício de produtos aplicados em momento inadequado.

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Há outros benefícios também como o aumento da produtividade e a redução do potencial de resistência dos fungos causadores das doenças aos fungicidas. Técnicos da Abapa, ouvidos pela Embrapa no processo de avaliação do impacto da tecnologia, enfatizaram a contribuição dela para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e para a conservação de habitats e recursos genéticos. Assim, a redução no número de aplicações de defensivos reduz o uso de maquinários movidos a combustíveis fósseis e reduz o risco de contaminação de ambientes e pessoas.

A pesquisadora da Embrapa Celina Maki Takemura destaca a rede de pessoas envolvidas como ponto forte do produto. “Produtores, técnicos, pesquisadores e instituições trocando informação, ajudando-se mutuamente e mantendo o sistema funcionando. Essa colaboração constante é o que mantém a ferramenta viva e relevante. Não é só um aplicativo — é um esforço coletivo”, observa. “O projeto nasceu de uma demanda real do campo e continua sendo construído junto com quem usa. Isso faz diferença”, complementa a cientista.

“Ficou evidente a importância que os técnicos entrevistados atribuem ao sistema”, avalia o pesquisador Juan Diego Ferelli de Souza, da área de Transferência de Tecnologias da Embrapa Territorial. “O relatório de avaliação de impactos do Monitora Oeste demonstra a importância de soluções práticas e confiáveis para auxiliar os produtores rurais, apoiando o processo de tomada de decisões e contribuindo para o aumento da produtividade e para a redução dos custos e dos riscos da produção”.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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USDA em Brasília mantém safra de soja do Brasil em 184 milhões de toneladas

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A representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília manteve em 184 milhões de toneladas sua estimativa para a produção de soja do Brasil na safra 2025/26. Se confirmada, a marca representará o terceiro recorde consecutivo de produção no País. Na comparação com a temporada 2025/26, o aumento projetado é de 1,94%. A estimativa oficial do USDA, divulgada no início do mês no relatório de oferta e demanda, é de 186 milhões de toneladas.

O escritório em Brasília reduziu a estimativa de área plantada de 50,5 milhões para 49,7 milhões de hectares. Ainda assim, o número representa avanço de 1,43% em relação à temporada anterior.

Segundo o USDA em Brasília, a revisão reflete uma postura mais cautelosa dos produtores diante da volatilidade climática, que pode comprometer o calendário de colheita e limitar a abertura de novas áreas. O órgão também destacou a incerteza econômica, em um ambiente de juros elevados e de aumento dos custos de produção.

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As condições climáticas recentes, embora atípicas, contribuíram para melhorar a umidade do solo nas fases iniciais do plantio em regiões importantes, com potencial para elevar a produtividade. O relatório acrescenta que melhores condições hídricas no Rio Grande do Sul podem compensar possíveis quedas de produtividade em outros Estados, como Mato Grosso. Para o escritório, a irregularidade das chuvas pode afetar mais a colheita do que o plantio.

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Na frente externa, as exportações foram mantidas em 117,5 milhões de toneladas, acima da estimativa de 115 milhões de toneladas para 2025/26. De acordo com o USDA em Brasília, o crescimento esperado é sustentado pela maior oferta e pela demanda contínua da China, embora em ritmo mais moderado do que em temporadas anteriores.

O escritório também elevou a estimativa de esmagamento em 2026/27 de 62,5 milhões para 65 milhões de toneladas. A produção de farelo subiu de 47,4 milhões para 50 milhões de toneladas, e a de óleo de soja passou de 12,8 milhões para 13,5 milhões de toneladas.

Segundo o USDA em Brasília, a projeção para o óleo de soja considera aumento superior a 50% da demanda externa em 2026 e os efeitos esperados da adoção da mistura de 16% de biodiesel ao diesel, conhecida como B16.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preços do feijão avançam, com oferta restrita dos melhores grãos

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Os preços dos feijões carioca e preto registraram alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas em Economia Aplicada (Cepea), de acordo com o levantamento divulgado na segunda-feira (26). Segundo o Centro de Pesquisas, o feijão-preto se valorizou em todas as praças monitoradas.

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Para o feijão carioca de qualidade superior, Barreiras-BA foi a região que apresentou maior valorização, crescendo 1,29% em relação ao dia anterior (vendido a R$ 314 por saca de 60kg). Entretanto, o maior preço ficou por conta de São Paulo-SP, que se mantém a R$ 353,48 (não aumentou e nem diminuiu).

Já o carioca de menor qualidade chegou a crescer 2,03% no leste goiano (média de R$ 294,02 por saca), mas os maiores preços seguem sendo os de São Paulo (R$ 338,88, também sem alteração).

O feijão preto, campeão de crescimento neste levantamento semanal, aumentou 2,43% em Itapeva-SP, que também foi onde o produto alcançou o maior valor – R$ 298,75 por saca.

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Para mais detalhes sobre a cotação em diferentes polos, acesse a página do Cepea.

Segundo os pesquisadores, isso ocorre diante da demanda de reposição do varejo e da oferta restrita de lotes de melhor qualidade. No campo, as condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos agentes, por influenciarem o plantio da primeira safra de 2026/27 e no início da colheita em São Paulo.

O monitoramento de preços das três safras de feijão pelo Cepea, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), já completa 2 anos. Ao longo desse tempo, a pesquisa passou a abranger 51 praças de comercialização, distribuídas por 15 estados e pelo Distrito Federal, nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Plantio da soja avança em Mato Grosso e passa de 75% da área

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A semeadura da soja em Mato Grosso alcançou 75,81% da área estimada no ciclo 2026/27. A extensão supera os 60,05% da safra 2025/26 cultivados no mesmo período do ano passado e a média das últimas cinco safras de 64,31%. Para o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o resultado visto em campo amplia a perspectiva de que uma maior parte da área de milho segunda safra seja plantada dentro da janela ideal.

Conforme levantamento divulgado no último dia 23 de outubro pelo Instituto, o plantio da oleaginosa registrou um avanço semanal de 23,95 pontos percentuais, superando os 23,05 pontos percentuais observados entre os dias 2 e 9 de outubro.

O ritmo acelerado, pontua o Imea, decorre da melhora das condições de cultivo. Nas três primeiras semeadas de plantio liberado em Mato Grosso havia uma cautela diante da falta de chuva e da baixa umidade do solo.

Entre as regiões produtivas, o Médio-Norte deve desligar as máquinas ainda nesta semana. Por lá, 96,60% da área já recebeu as sementes. Os trabalhos também estão acelerados no Oeste do estado, onde 86,78% das áreas já foram semeadas. No Norte 78,70%.

As demais regiões se encontram abaixo dos 70%, com destaque para o Sudeste com 59,04%. Já o Centro-Sul, Noroeste e Nordeste semearam 67,35%, 64,71% e 63,08% de suas respectivas áreas.

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