Connect with us
6 de agosto de 2026

Business

Senai e John Deere oferecem curso de qualificação com bolsa de estudos em 157 cidades

Published

on

O Senai e a John Deere lançaram o Inspirar Agro, um programa nacional de formação profissional voltado à agroindústria. O projeto será implementado em 157 cidades de 25 estados brasileiros, com previsão de 6 mil vagas e 300 turmas ao longo de três anos. As inscrições já estão abertas para o primeiro ciclo de turmas nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais e Paraná, e em breve em outras localidades.

Há 23 anos o Senai e a John Deere, destaca o diretor-geral do Senai Nacional, Gustavo Leal, desenvolvem atividades em conjunto. “É uma parceria sólida, que agora ganha ainda mais força com o Inspirar Agro”.

O diretor regional do Senai Mato Grosso, Carlos Braguini, pontua que a “formação profissional ainda não acompanhou a velocidade da inovação agroindustrial”, que a cada dia cresce diante da demanda por alimentos e energia. “O Inspirar Agro nasce para reduzir esse descompasso entre a tecnologia e a qualificação técnica”, explica.

A qualificação gratuita forma técnicos em manutenção de máquinas pesadas, uma das áreas com maior demanda no país. Segundo o Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pelo Senai, serão necessários pelo menos 37 mil novos profissionais nesta especialidade nos próximos dois anos. A remuneração nacional média para esse cargo gira em torno de R$ 4.800 por mês.

A expansão da formação acompanha a alta no setor de máquinas agrícolas, que atingiu 422 mil empregos em abril de 2025, marcando o nono mês consecutivo de crescimento. Em comparação com o ano anterior, foram mais de 33 mil novos postos de trabalho, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

“Precisamos de profissionais altamente qualificados para garantir a experiência que a John Deere oferece aos clientes. O Inspirar Agro se encaixa na nossa estratégia de crescimento sustentável, apoiando a excelência da nossa rede de concessionários com profissionais preparados e alinhados com nossos valores”, ressalta Marcelo Lopes, diretor de Desenvolvimento de Concessionários da John Deere para a América Latina.

Ainda de acordo com a entidade, fabricantes de máquinas agrícolas, de construção e para bens de consumo somaram quase R$ 25 bilhões em receita em abril, um avanço de 9% sobre o mesmo mês de 2024. Já a produção agropecuária nacional cresceu 12,2% no primeiro trimestre de 2025, segundo dados do IBGE.

“O Senai Mato Grosso lidera esta iniciativa justamente por ser um dos estados com maior vocação para a agroindústria. Somos os maiores produtores de grãos do Brasil, e as máquinas utilizadas no campo são verdadeiras indústrias sobre rodas, com muita tecnologia embarcada. Mais do que ensinar uma profissão, estamos abrindo portas para um novo projeto de vida”, destaca Carlos Braguini, diretor regional do Senai MT.

Curso em Mato Grosso terá carga de 420 horas

Coordenado pelo Senai Mato Grosso, o curso terá carga horária total de 420 horas, sendo 124 horas na modalidade EAD e 296 horas presenciais, duração de aproximadamente quatro meses e bolsa-auxílio de até R$ 3.330,00, conforme a carga horária. A formação é conectada diretamente à Rede de Concessionários da John Deere, o que amplia as chances de contratação imediata.

A capacitação será dividida em três módulos:

● Manutenção de sistemas mecânicos, hidráulicos e eletroeletrônicos de máquinas agrícolas;

● Normas e Procedimentos técnicos, ambientais e de saúde e segurança do trabalho;

● Desenvolvimento Comportamental, com foco em trabalho em equipe, ética, comunicação e resolução de problemas.

Além dos conteúdos técnicos, como manutenção de sistemas e normas de segurança, o programa incluirá formação comportamental, com foco em habilidades como comunicação, trabalho em equipe e resolução de problemas. Para garantir a aderência entre aluno e empresa, o Senai realizará um mapeamento da cultura organizacional de cada concessionária John Deere, indicando os candidatos mais alinhados a cada realidade.

Os participantes também receberão kits personalizados, tanto para alunos quanto para instrutores, reforçando desde o início a identidade e o vínculo com a John Deere. As inscrições podem ser realizadas no site: https://senaimt.ind.br/para-industria/inspiraragro .


Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading

Business

Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

Published

on


Foto: Leandro Barbero/arquivo pessoal

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.

No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais. O consumo sazonal pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.

As exportações continuam em destaque e o resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.

No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.

O post Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

Published

on


Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.

Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.

O maior patrimônio do agro

O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.

Essa conquista não pode ser colocada em risco.

O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.

Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.

A legislação não é o problema

Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.

Não impede.

A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.

Então, por que a população continua aumentando?

Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.

O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.

É hora de mudar a estratégia

Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.

O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.

Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.

O custo da omissão

O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.

Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.

Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.

Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.

E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

Published

on


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.

O post Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT