Sustentabilidade
Chicago e dólar sobem e podem movimentar negócios com milho no Brasil voltados a exportação – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve abrir a semana com uma maior movimentação nos negócios voltados à exportação, diante da alta do dólar frente ao real e dos ganhos registrados na Bolsa de Chicago. No cenário doméstico, o avanço da colheita da safrinha deve manter as cotações pressionadas, a depender da maior ou menor retenção de oferta dos produtores para venda.
Na sexta-feira (11), o mercado brasileiro de milho apresentou menor fluidez dos negócios, com preços pouco alterados. A paridade de exportação ainda é uma variável relevante a ser considerada no curtíssimo prazo, assim como a evolução do trabalho de campo na colheita, no ano marcado pela maior safrinha da história.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 66,50/68,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 66,00/68,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 56,00/60,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 64,00/66,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 67,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/59,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 47,00/51,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 48,00/52,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em julho de 2025 estão cotados a US$ 3,99 por bushel, alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,75%, em relação ao fechamento anterior.
* Após recuar mais de 5% na semana passada, o cereal tenta consolidar uma recuperação técnica. O mercado é apoiado pela alta expressiva do petróleo em Nova York, mas os investidores seguem cautelosos diante da perspectiva de ampla oferta global e das incertezas em torno das tarifas dos Estados Unidos.
* Após ignorarem os dados na sexta-feira, os operadores agora reagem aos cortes feitos pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nas estimativas de produção e estoques finais globais e norte-americanos para a safra 2025/26.
* O USDA indicou que os Estados Unidos deverão colher 15,705 bilhões de bushels na temporada 2025/26, contra os 15,82 bilhões de bushels indicados em junho, enquanto o mercado trabalhava com uma estimativa de 15,748 bilhões de bushels. Os estoques finais de passagem da safra 2025/26 foram estimados em 1,660 bilhão de bushels, abaixo dos 1,75 bilhão de bushels indicados em junho, enquanto o mercado indicava estoques de 1,792 bilhão de bushels.
* Os estoques finais de passagem da safra 2024/25 foram estimados em 1,340 bilhão de bushels, abaixo dos 1,365 bilhão de bushels indicados em junho e dos 1,342 bilhão de bushels esperados pelo mercado.
* A safra global 2025/26 foi reduzida de 1.265,98 milhão de toneladas para 1.263,66 milhão de toneladas. O USDA estimou estoques finais da safra mundial 2025/26 em 272,08 milhões de toneladas, contra as 275,24 milhões de toneladas estimadas em maio e abaixo das 276,8 milhões de toneladas previstas pelo mercado.
* Na sexta-feira (14), os contratos com entrega em setembro de 2025 fecharam com baixa de 0,81%, ou 3,25 centavos, cotados a US$ 3,96 por bushel. Os contratos com entrega em dezembro de 2025 fecharam com recuo de 4,25 centavos, ou 1,02%, cotados a US$ 4,12 1/4 por bushel.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,29% a R$ 5,5623. O Dollar Index registra alta de 0,02% a 97,87 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia encerraram mistos. Xangai, +0,27%. Japão, -0,28%.
* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris. -0,37%. Frankfurt, -0,87%. Londres. +0,40%.
* O petróleo opera em baixa. Agosto do WTI em NY: US$ 69,40 o barril (+1,38%)
AGENDA
– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12h.
– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados preliminares de julho.
– Relatório de condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17h.
– China: A leitura do PIB do segundo trimestre será publicada às 23h pelo departamento de estatísticas.
– China: A produção industrial de junho será publicada às 23h pelo departamento de estatísticas.
– China: A taxa de desemprego de junho será publicada às 23h pelo departamento de estatísticas.
—-Terça-feira (15/07)
– Eurozona: A produção industrial de maio será publicada às 6h pelo Eurostat.
– OPEP: O relatório mensal de petróleo será publicado às 9h pela OPEP.
– EUA: O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho será publicado pelo Departamento do Trabalho às 9h30.
– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
– Dados de esmagamento de soja nos EUA NOPA, 13h.
– Custos de produção de soja, milho, algodão e suínos do MT – Imea, 16h.
—–Quarta-feira (16/07)
– Reino Unido: O índice de preços ao consumidor de junho será publicado às 3h pelo departamento de estatísticas.
– Eurozona: O saldo da balança comercial de maio será publicado às 6h pelo Eurostat.
– EUA: O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de junho será publicado pelo Departamento do Trabalho às 9h30.
– EUA: A produção industrial e capacidade utilizada de junho serão publicadas às 10h15 pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).
– EUA: O Livro Bege será publicado às 15h pelo Federal Reserve.
– Japão: O saldo da balança comercial de junho será publicado às 20h50 pelo Ministério das
Finanças.
—–Quinta-feira (17/07)
– Reino Unido: A taxa de desemprego dos últimos três meses até maio será publicada às 3h pelo departamento de estatísticas.
– Eurozona: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de junho será publicada às 6h pelo Eurostat.
– A FGV divulga, às 8h, o IGP-10 referente a julho.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– EUA: A Pepsico divulga seu relatório de lucros referente ao último trimestre.
– Japão: A leitura do índice de preços ao consumidor de junho será publicada às 20h30 pelo departamento de estatísticas.
—–Sexta-feira (18/07)
– Alemanha: A leitura do índice de preços ao produtor de junho será publicada às 3h pelo departamento de estatísticas.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Arno Baasch / Safras News
Sustentabilidade
O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.
Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.
“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.
Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.
Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.
Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.
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Sustentabilidade
Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.
As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.
Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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