Connect with us
5 de maio de 2026

Sustentabilidade

Centro de Engenharia e Automação do IAC completa 56 anos e segue à frente de projetos revolucionários no setor agrícola – MAIS SOJA

Published

on


Referência em pesquisa agrícola na América Latina, o Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), sediado na cidade de Jundiaí (SP), completa 56 anos de história. O órgão, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, segue à frente de projetos considerados revolucionários em suporte ao desenvolvimento da agricultura, segundo informa o diretor da instituição, o pesquisador Hamilton Ramos.

Segundo Ramos, estão hoje em andamento no CEA-IAC cerca de 30 projetos que trazem a marca da inovação em diferentes segmentos do agro, com impacto positivo na agricultura da região de Jundiaí e também abrangência nacional e internacional. O pesquisador Afonso Peche, por exemplo, conduz 11 trabalhos nas áreas de solo e sustentabilidade agroambiental. Um deles, chamado “Solo Mais Fértil”, beneficia produtores e o meio ambiente pela integração entre manejo de solo e extensão rural.

Peche também faz avançar, com resultados altamente favoráveis, o programa “De Olho nos Rios”, ancorado na gestão de recursos hídricos na região de Jundiaí. Este projeto, assim como outros a cargo do pesquisador, incentiva a adoção de práticas que contribuam para a recuperação de áreas degradadas e conservação de florestas e áreas naturais, consideradas fontes de sequestro de carbono, proteção e preservação da fauna silvestre.

Na área de maquinário agrícola, a que deu origem à criação do CEA-IAC, o pesquisador Antônio Odair Santos estuda modelos de equipamentos que estão próximos de causar uma revolução na colheita da uva e na fruticultura. Ele está na fase final de desenvolvimento, em parceria com produtores da região de Jundiaí, de uma colhedora para mecanização da colheita da uva e de um sistema de motorização, por potência elétrica, adaptado a essas lavouras.

Advertisement

Já a pesquisadora Daercy Rezende Ayrosa leva adiante, em estágio avançado, uma avaliação inédita de desempenho de revestimentos “Eco-Friendly” para controle do mexilhão dourado em aquicultura. Ela persegue, na prática, o manejo eficaz dessa espécie invasora que causa sérios prejuízos ambientais e econômicos em mananciais de água doce da América do Sul. Ayrosa também tem sob sua responsabilidade outras iniciativas relevantes visando a sustentabilidade da aquicultura.

Referência global em defensivos agrícolas

Nos últimos vinte anos, o CEA-IAC se converteu numa referência global nas áreas de tecnologia de aplicação e segurança no uso de defensivos agrícolas. São de responsabilidade do pesquisador Hamilton Ramos os programas “Drones SP”, “Adjuvantes da Pulverização”, “Aplique Bem”, “IAC-Quepia” e “Unidade de Referência em Produtos Químicos e Biológicos”, com alcance regional, nacional e internacional.

Financiadas com recursos privados, essas iniciativas cobrem todo o espectro de operações envolvendo o manejo tecnológico e seguro de defensivos agrícolas. “Drones SP”, por exemplo, leva até a pequenas, médias e grandes propriedades a tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas por meio de drones, uma das revoluções recentes do agronegócio.

O programa “IAC-Quepia” tem por objetivo a melhora progressiva da qualidade de vestimentas protetivas agrícolas, ou EPI agrícolas. A iniciativa reduziu no Brasil, em dez anos, de 80% para menos de 20%, o índice de reprovação de qualidade desses equipamentos, utilizados para proteger o trabalhador rural nas aplicações de defensivos agrícolas.

Advertisement

“’IAC-Quepia’ consolidou o CEA-IAC no cenário internacional. O centro de pesquisas figura hoje no Comitê da ISO internacional e também no Centro Internacional de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (ICPPE), formado por países como Alemanha, EUA e França”, ressalta Hamilton Ramos. Por meio do ICPPE, ele complementa, o CEA-IAC hoje se vale da experiência do IAC-Quepia para estimular a indústria de países africanos a desenvolver e a incentivar a adoção de EPI com qualidade certificada.

Outros dois programas atrelados aos defensivos agrícolas ganharam, igualmente, dimensão global: o “Adjuvantes da Pulverização” e o “Aplique Bem”. O primeiro trata de certificações de funcionalidade para adjuvantes agrícolas. Mais de 100 empresas de dentro e fora do país aderiram à iniciativa. O “Aplique Bem” realiza treinamentos customizados em pequenas, médias e grandes propriedades, com vistas a promover o uso correto e seguro dos defensivos agrícolas.

Os números registrados até hoje pelo “Aplique Bem” impressionam. Em 18 anos de existência, são mais de 75 mil agricultores beneficiados no Brasil, acima de 1 000 municípios cobertos e de 1 milhão de quilômetros percorridos nas estradas do país. Financiado pela multinacional UPL, o programa também foi exportado para oito países: África do Sul, Burkina Faso, Colômbia, Costa do Marfim, Índia, Mali, México e Vietnã.

Fonte: Assessoria de Imprensa IAC



 

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Bradyrhizobium e Trichoderma são compatíveis para coinoculação? – MAIS SOJA

Published

on


Em função dos inúmeros benefícios associados ao uso de bioinsumos na cultura da soja, a adoção de produtos biológicos, especialmente aqueles à base de microrganismos, tem crescido de forma expressiva na produção agrícola. Entre os principais grupos utilizados, destacam-se as bactérias do gênero Bradyrhizobium, amplamente reconhecidas por sua elevada eficiência na fixação do nitrogênio (N) atmosférico, sendo capazes de suprir integralmente a demanda de N da soja por meio da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN). Paralelamente, fungos do gênero Trichoderma têm sido amplamente empregados devido ao seu papel como promotores de crescimento vegetal, indutores de resistência sistêmica e agentes de biocontrole de patógenos.

Com o objetivo de otimizar as práticas operacionais, especialmente no que se refere à aplicação desses bioinsumos, é comum que ambos os microrganismos sejam utilizados de forma conjunta, seja no tratamento de sementes (coinoculação), seja na aplicação no sulco de semeadura (figura 1).  No entanto, essa prática levanta questionamentos quanto à interação entre esses organismos, incluindo possíveis efeitos de sinergismo ou antagonismo, bem como seus reflexos sobre a eficácia agronômica.

Figura 1 Sistema de inoculação no sulco de semeadura.

Fonte: Embrapa
Integração entre Bradyrhizobium e Trichoderma

A interação entre fungos do gênero Trichoderma e bactérias do gênero Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja tem sido tema de questionamento. Pesquisas demonstram que, no geral, há predominância de compatibilidade biológica e potencial de atuação complementar. Estudos indicam que a coinoculação desses microrganismos, na maioria das combinações avaliadas, não compromete a nodulação nem o desenvolvimento inicial da cultura, podendo inclusive resultar em na melhoria de atributos fisiológicos da planta, como melhor crescimento e desenvolvimento radicular, além de contribuir para um melhor estabelecimento inicial da soja (Cadore, et al., 2020).

Advertisement

Avaliando 24 linhagens de Trichoderma em coinoculação com Bradyrhizobium, Sales (2023) observou que a maioria dos isolados não compromete a nodulação nem o desenvolvimento da soja, evidenciando ausência de antagonismo significativo. Em alguns casos, inclusive, foram observadas respostas positivas no crescimento vegetal, possivelmente associadas à promoção do sistema radicular.

Embora efeitos negativos pontuais possam ocorrer, estes estão relacionados a características específicas de determinadas linhagens, não representando o comportamento predominante. Assim, os resultados obtidos por Sales (2023) indicam que o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium é tecnicamente viável, desde que consideradas as combinações de estirpes.

Em termos práticos, as evidências disponíveis indicam que a interação entre Trichoderma spp. e bactérias do gênero Bradyrhizobium é, de modo geral, favorável ou neutra. Esse padrão reforça a predominância de compatibilidade biológica entre esses microrganismos. No entanto, ainda são necessários estudos mais direcionados que permitam quantificar, de forma consistente, a magnitude dessas interações, especialmente considerando as principais linhagens de Trichoderma utilizadas no tratamento de sementes de soja.

Ainda assim, estudos como o de Silva et al. (2018) demonstram que a coinoculação de bactérias do gênero Bradyrhizobium com fungos do gênero Trichoderma pode promover incrementos na produtividade da soja, no índice de nodulação e na redução da incidência de doenças, evidenciando o potencial dessa interação em atuar de forma positiva no desenvolvimento da cultura. Dessa forma, o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja mostra-se tecnicamente viável e agronomicamente justificável, desde que fundamentado na seleção criteriosa de estirpes compatíveis.


Veja mais: Trichoderma – Compatibilidade com químicos no tratamento de sementes é determinante para o uso desse bioinsumo


Referências:

CADORE, L. S. et al. TRICHODERMA AND Bradyrhizobium japonicum BIOFORMULATES ON SOY INITIAL GROWTH. Ciência e Natura, 2020. Disponível em: < https://periodicos.ufsm.br/cienciaenatura/article/view/e23%27/pdf >, acesso em: 05/05/2026.

SALES, R. F. TESTE DE COMPATIBILIDADE DO BRADYRHIZOBIUM JAPONICUM COM 24 LINHAGENS DE TRICHODERMA SPP NA SOJA (Glycine max). Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Trabalho de Conclusão de Curso, 2023. Disponível em: < https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/bitstream/123456789/6874/1/TESTE%20DE%20COMPATIBILIDADE%20DO%20BRADYRHIZOBIUM%20COM%2024%20LINHAGENS%20DE%20TRICHODERMA%20NA%20SOJA%20%28Glycine%20max%29.pdf >, acesso em: 05/05/2026.

Advertisement

SILVA, I. W. et al. Growth Promoting Microorganisms for Treatment of Soybean Seeds. Journal of Agricultural Science, 2028. Disponível em: < https://www.ccsenet.org/journal/index.php/jas/article/view/74033?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 05/05/2026.

Continue Reading

Sustentabilidade

Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão

Published

on


Foto: Agência Brasil

A safra brasileira de soja 2025/2026 pode alcançar 181 milhões de toneladas, segundo nova estimativa da consultoria Hedgepoint Global Markets. O volume recorde amplia a oferta no mercado e já provoca pressão sobre os preços no país.

A projeção foi revisada para cima em 1,5 milhão de toneladas em relação ao levantamento anterior. O avanço é resultado da alta produtividade em estados do Centro e do Norte, que compensou as perdas registradas no Rio Grande do Sul.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Centro-Norte sustenta safra recorde

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque, o novo número já considera os impactos climáticos no Sul do país. “Esse novo número brasileiro já contempla as perdas no Rio Grande do Sul”, afirma.

Ele destaca que o estado não conseguiu atingir o potencial produtivo, mas ainda deve ter desempenho melhor que o da safra passada. “Mais uma vez, o Rio Grande do Sul não conseguiu colher uma safra cheia por conta de problemas climáticos”, diz.

Por outro lado, o analista ressalta o desempenho de outras regiões. “As produtividades de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia surpreenderam e compensaram as perdas no Rio Grande do Sul”, explica.

Advertisement

Com a colheita na reta final, a expectativa é de consolidação da produção. “A gente está vendo a consolidação realmente de uma supersafra, de 181 milhões de toneladas”, afirma.

No Rio Grande do Sul, a produção deve ficar em torno de 19,5 milhões de toneladas, abaixo do potencial próximo de 23 milhões.

Preços seguem pressionados

Com a oferta elevada e a colheita praticamente concluída, o mercado interno já sente os efeitos. Em algumas regiões, a soja é negociada abaixo de R$ 100 por saca.

Segundo Roque, o volume recorde pesa diretamente sobre as cotações. “Essa produção grande tem pressionado os preços no Brasil, em todas as regiões”, afirma.

Ele acrescenta que o cenário deve persistir no curto prazo. “A gente ainda entende que os preços devem continuar pressionados por um tempo”, diz.

Advertisement

A valorização do real frente ao dólar também influencia a formação dos preços. “O dólar mais fraco não está ajudando na formação do preço”, completa.

Diante disso, os negócios seguem pontuais, com produtores mais cautelosos. “O produtor está segurando o seu produto porque não está satisfeito com os preços”, afirma.

Clima entra no radar para próxima safra

Para a temporada 2026/2027, o clima volta a ser um fator de atenção. Há possibilidade de influência do El Niño, com impacto potencial sobre as lavouras do Centro-Norte do Brasil.

“É um ponto de atenção muito importante, mas ainda é cedo”, avalia Roque.

Antes disso, o mercado acompanha o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que está em fase de plantio e pode registrar aumento de área. As condições climáticas iniciais são favoráveis, mas ainda dependem de confirmação nas próximas semanas.

Advertisement

O post Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preços se recuperam em abril, com oferta limitada e baixa liquidez – MAIS SOJA

Published

on


Impulsionadas pela oferta restrita e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra, as cotações do trigo em grão consolidaram sua trajetória de recuperação em abril. Segundo o Cepea, vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot, à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido.

Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas. No segmento de farelo de trigo, os preços seguiram em queda, pressionados pela combinação de demanda enfraquecida, elevada disponibilidade e maior competitividade com produtos substitutos. Quanto às farinhas, o comportamento foi mais estável, refletindo uma demanda relativamente equilibrada, de acordo com dados do Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE
Advertisement

Autor:Cepea

Site: Cepea

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT