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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Centro de Engenharia e Automação do IAC completa 56 anos e segue à frente de projetos revolucionários no setor agrícola – MAIS SOJA

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Referência em pesquisa agrícola na América Latina, o Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), sediado na cidade de Jundiaí (SP), completa 56 anos de história. O órgão, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, segue à frente de projetos considerados revolucionários em suporte ao desenvolvimento da agricultura, segundo informa o diretor da instituição, o pesquisador Hamilton Ramos.

Segundo Ramos, estão hoje em andamento no CEA-IAC cerca de 30 projetos que trazem a marca da inovação em diferentes segmentos do agro, com impacto positivo na agricultura da região de Jundiaí e também abrangência nacional e internacional. O pesquisador Afonso Peche, por exemplo, conduz 11 trabalhos nas áreas de solo e sustentabilidade agroambiental. Um deles, chamado “Solo Mais Fértil”, beneficia produtores e o meio ambiente pela integração entre manejo de solo e extensão rural.

Peche também faz avançar, com resultados altamente favoráveis, o programa “De Olho nos Rios”, ancorado na gestão de recursos hídricos na região de Jundiaí. Este projeto, assim como outros a cargo do pesquisador, incentiva a adoção de práticas que contribuam para a recuperação de áreas degradadas e conservação de florestas e áreas naturais, consideradas fontes de sequestro de carbono, proteção e preservação da fauna silvestre.

Na área de maquinário agrícola, a que deu origem à criação do CEA-IAC, o pesquisador Antônio Odair Santos estuda modelos de equipamentos que estão próximos de causar uma revolução na colheita da uva e na fruticultura. Ele está na fase final de desenvolvimento, em parceria com produtores da região de Jundiaí, de uma colhedora para mecanização da colheita da uva e de um sistema de motorização, por potência elétrica, adaptado a essas lavouras.

Já a pesquisadora Daercy Rezende Ayrosa leva adiante, em estágio avançado, uma avaliação inédita de desempenho de revestimentos “Eco-Friendly” para controle do mexilhão dourado em aquicultura. Ela persegue, na prática, o manejo eficaz dessa espécie invasora que causa sérios prejuízos ambientais e econômicos em mananciais de água doce da América do Sul. Ayrosa também tem sob sua responsabilidade outras iniciativas relevantes visando a sustentabilidade da aquicultura.

Referência global em defensivos agrícolas

Nos últimos vinte anos, o CEA-IAC se converteu numa referência global nas áreas de tecnologia de aplicação e segurança no uso de defensivos agrícolas. São de responsabilidade do pesquisador Hamilton Ramos os programas “Drones SP”, “Adjuvantes da Pulverização”, “Aplique Bem”, “IAC-Quepia” e “Unidade de Referência em Produtos Químicos e Biológicos”, com alcance regional, nacional e internacional.

Financiadas com recursos privados, essas iniciativas cobrem todo o espectro de operações envolvendo o manejo tecnológico e seguro de defensivos agrícolas. “Drones SP”, por exemplo, leva até a pequenas, médias e grandes propriedades a tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas por meio de drones, uma das revoluções recentes do agronegócio.

O programa “IAC-Quepia” tem por objetivo a melhora progressiva da qualidade de vestimentas protetivas agrícolas, ou EPI agrícolas. A iniciativa reduziu no Brasil, em dez anos, de 80% para menos de 20%, o índice de reprovação de qualidade desses equipamentos, utilizados para proteger o trabalhador rural nas aplicações de defensivos agrícolas.

“’IAC-Quepia’ consolidou o CEA-IAC no cenário internacional. O centro de pesquisas figura hoje no Comitê da ISO internacional e também no Centro Internacional de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (ICPPE), formado por países como Alemanha, EUA e França”, ressalta Hamilton Ramos. Por meio do ICPPE, ele complementa, o CEA-IAC hoje se vale da experiência do IAC-Quepia para estimular a indústria de países africanos a desenvolver e a incentivar a adoção de EPI com qualidade certificada.

Outros dois programas atrelados aos defensivos agrícolas ganharam, igualmente, dimensão global: o “Adjuvantes da Pulverização” e o “Aplique Bem”. O primeiro trata de certificações de funcionalidade para adjuvantes agrícolas. Mais de 100 empresas de dentro e fora do país aderiram à iniciativa. O “Aplique Bem” realiza treinamentos customizados em pequenas, médias e grandes propriedades, com vistas a promover o uso correto e seguro dos defensivos agrícolas.

Os números registrados até hoje pelo “Aplique Bem” impressionam. Em 18 anos de existência, são mais de 75 mil agricultores beneficiados no Brasil, acima de 1 000 municípios cobertos e de 1 milhão de quilômetros percorridos nas estradas do país. Financiado pela multinacional UPL, o programa também foi exportado para oito países: África do Sul, Burkina Faso, Colômbia, Costa do Marfim, Índia, Mali, México e Vietnã.

Fonte: Assessoria de Imprensa IAC



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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