Sustentabilidade
Centro de Engenharia e Automação do IAC completa 56 anos e segue à frente de projetos revolucionários no setor agrícola – MAIS SOJA

Referência em pesquisa agrícola na América Latina, o Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), sediado na cidade de Jundiaí (SP), completa 56 anos de história. O órgão, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, segue à frente de projetos considerados revolucionários em suporte ao desenvolvimento da agricultura, segundo informa o diretor da instituição, o pesquisador Hamilton Ramos.
Segundo Ramos, estão hoje em andamento no CEA-IAC cerca de 30 projetos que trazem a marca da inovação em diferentes segmentos do agro, com impacto positivo na agricultura da região de Jundiaí e também abrangência nacional e internacional. O pesquisador Afonso Peche, por exemplo, conduz 11 trabalhos nas áreas de solo e sustentabilidade agroambiental. Um deles, chamado “Solo Mais Fértil”, beneficia produtores e o meio ambiente pela integração entre manejo de solo e extensão rural.
Peche também faz avançar, com resultados altamente favoráveis, o programa “De Olho nos Rios”, ancorado na gestão de recursos hídricos na região de Jundiaí. Este projeto, assim como outros a cargo do pesquisador, incentiva a adoção de práticas que contribuam para a recuperação de áreas degradadas e conservação de florestas e áreas naturais, consideradas fontes de sequestro de carbono, proteção e preservação da fauna silvestre.
Na área de maquinário agrícola, a que deu origem à criação do CEA-IAC, o pesquisador Antônio Odair Santos estuda modelos de equipamentos que estão próximos de causar uma revolução na colheita da uva e na fruticultura. Ele está na fase final de desenvolvimento, em parceria com produtores da região de Jundiaí, de uma colhedora para mecanização da colheita da uva e de um sistema de motorização, por potência elétrica, adaptado a essas lavouras.
Já a pesquisadora Daercy Rezende Ayrosa leva adiante, em estágio avançado, uma avaliação inédita de desempenho de revestimentos “Eco-Friendly” para controle do mexilhão dourado em aquicultura. Ela persegue, na prática, o manejo eficaz dessa espécie invasora que causa sérios prejuízos ambientais e econômicos em mananciais de água doce da América do Sul. Ayrosa também tem sob sua responsabilidade outras iniciativas relevantes visando a sustentabilidade da aquicultura.
Referência global em defensivos agrícolas
Nos últimos vinte anos, o CEA-IAC se converteu numa referência global nas áreas de tecnologia de aplicação e segurança no uso de defensivos agrícolas. São de responsabilidade do pesquisador Hamilton Ramos os programas “Drones SP”, “Adjuvantes da Pulverização”, “Aplique Bem”, “IAC-Quepia” e “Unidade de Referência em Produtos Químicos e Biológicos”, com alcance regional, nacional e internacional.
Financiadas com recursos privados, essas iniciativas cobrem todo o espectro de operações envolvendo o manejo tecnológico e seguro de defensivos agrícolas. “Drones SP”, por exemplo, leva até a pequenas, médias e grandes propriedades a tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas por meio de drones, uma das revoluções recentes do agronegócio.
O programa “IAC-Quepia” tem por objetivo a melhora progressiva da qualidade de vestimentas protetivas agrícolas, ou EPI agrícolas. A iniciativa reduziu no Brasil, em dez anos, de 80% para menos de 20%, o índice de reprovação de qualidade desses equipamentos, utilizados para proteger o trabalhador rural nas aplicações de defensivos agrícolas.
“’IAC-Quepia’ consolidou o CEA-IAC no cenário internacional. O centro de pesquisas figura hoje no Comitê da ISO internacional e também no Centro Internacional de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (ICPPE), formado por países como Alemanha, EUA e França”, ressalta Hamilton Ramos. Por meio do ICPPE, ele complementa, o CEA-IAC hoje se vale da experiência do IAC-Quepia para estimular a indústria de países africanos a desenvolver e a incentivar a adoção de EPI com qualidade certificada.
Outros dois programas atrelados aos defensivos agrícolas ganharam, igualmente, dimensão global: o “Adjuvantes da Pulverização” e o “Aplique Bem”. O primeiro trata de certificações de funcionalidade para adjuvantes agrícolas. Mais de 100 empresas de dentro e fora do país aderiram à iniciativa. O “Aplique Bem” realiza treinamentos customizados em pequenas, médias e grandes propriedades, com vistas a promover o uso correto e seguro dos defensivos agrícolas.
Os números registrados até hoje pelo “Aplique Bem” impressionam. Em 18 anos de existência, são mais de 75 mil agricultores beneficiados no Brasil, acima de 1 000 municípios cobertos e de 1 milhão de quilômetros percorridos nas estradas do país. Financiado pela multinacional UPL, o programa também foi exportado para oito países: África do Sul, Burkina Faso, Colômbia, Costa do Marfim, Índia, Mali, México e Vietnã.
Fonte: Assessoria de Imprensa IAC
Sustentabilidade
O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.
Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.
“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.
Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.
Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.
Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.
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Sustentabilidade
Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.
As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.
Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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