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Soma de forças: ANAPEC nasce reunindo quase metade do rebanho bovino nacional

Durante o Acricorte, maior evento da pecuária de corte do Brasil, foi oficializada a criação da Associação Nacional de Pecuária, a Anapec. A nova entidade surge como um marco inédito na história da agropecuária brasileira, simbolizando uma união estratégica de seis importantes associações regionais do setor.
A iniciativa foi liderada pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizadora do evento nesta quinta-feira (10) em Cuiabá, capital de Mato Grosso, e conta ainda com a participação Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), a Acripará (Associação dos Criadores do Estado do Pará), a Assocon (Associação Nacional dos Confinadores), a Apron (Associação dos Pecuaristas de Rondônia) e a NPTO (Associação do Novilho Precoce Tocantinense).
Juntas, tais instituições representam aproximadamente 107 milhões de cabeças de gado, o que corresponde a cerca de 45% do rebanho bovino do Brasil.
Conforme o presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Junior, a criação da nova Associação reflete o esforço coletivo do setor em busca de maior representatividade política e técnica nas pautas que envolvem a produção pecuária.
“Vai garantir para a gente uma união muito maior, uma potencialização grande dos nossos trabalhos e o encurtamento do tempo de resolução desses problemas”, frisa ele ao Canal Rural Mato Grosso.
A proposta da Anapec, explica a Acrimat, é atuar de forma coordenada na defesa dos interesses dos pecuaristas, promover avanços regulatórios, fomentar a adoção de tecnologias no campo e ampliar a competitividade da carne brasileira, tanto no mercado interno quanto no externo.
“É uma entidade formada por entidades. Com o único propósito de fortalecer ainda mais esta representatividade de todas as entidades e da pecuária nacional frente justamente à essas demandas e temas nacionais”, completa o presidente da Assocon, Maurício Velloso
A expectativa, conforme as entidades, é de que esse novo modelo de articulação se transforme em referência para outros segmentos do agronegócio, consolidando uma voz unificada e forte em prol de uma pecuária mais integrada, sustentável e preparada para os desafios futuros.
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Tolerante ao frio, menos cafeína e específica para MG: Universidade lança 3 novas cultivares de café

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) acaba de ampliar sua contribuição para a
cafeicultura brasileira. A instituição conquistou o registro de mais três cultivares de café conilon no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa): Caxixe, Aimorés e Leve L80, todas da espécie Coffea canephora, conhecida comercialmente como conilon ou robusta.
Com os novos registros, a Ufes passa a somar dez cultivares inscritas no Registro Nacional
de Cultivares (RNC), tornando-se a única instituição de ensino do país a coordenar registros de cultivares de café.
As novas variedades são resultado de anos de pesquisa desenvolvidos pela Universidade, com foco em características que podem ampliar a competitividade da cafeicultura brasileira, como adaptação climática e redução do teor de cafeína.
À frente dos estudos está o professor Fábio Luiz Partelli, dos programas de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e em Genética e Melhoramento da Ufes, sediados no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em São Mateus.

Segundo o pesquisador, cada uma das cultivares apresenta um diferencial importante para o setor. “A Caxixe é tolerante ao frio, algo inédito para áreas de altitude no Espírito Santo. A Aimorés é a primeira cultivar de conilon desenvolvida especificamente para Minas Gerais. Já a Leve L80 é a primeira cultivar registrada com baixo teor de cafeína. São avanços que trazem benefícios diretos para os produtores e para o mercado”, destaca Partelli.
Cultivar adaptada ao frio
A mais recente conquista da Ufes é a cultivar Caxixe, registrada no último dia 8 de junho. O material foi desenvolvido a partir da seleção de cinco genótipos adaptados a baixas temperaturas.
Os estudos foram realizados em Alto Caxixe, comunidade localizada em Venda Nova do Imigrante, na região serrana do Espírito Santo, a cerca de 1.100 metros de altitude. A pesquisa contou com parceria do Grupo Khas e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).
Primeira cultivar de café para Minas Gerais
A cultivar Aimorés recebeu registro em 21 de maio e foi desenvolvida para atender às condições da região leste de Minas Gerais.
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O material reúne seis genótipos adaptados às características climáticas e produtivas da região. Os experimentos foram conduzidos no município de Aimorés, em parceria com produtores locais, a Emater-MG e com apoio da Fapes.
Conilon com menos cafeína
Entre os novos registros, a Leve L80 chama atenção por uma característica pouco comum no café conilon: o baixo teor de cafeína.
A cultivar apresenta 1,33 grama de cafeína a cada 100 gramas de café, índice cerca de 30% inferior à média observada em outros materiais da espécie.
De acordo com Partelli, essa característica abre espaço para um novo nicho de mercado. “É um café conilon com teor de cafeína apenas um pouco acima do café arábica. Existe um potencial comercial importante para consumidores que buscam uma bebida com menor concentração de cafeína”, explica.
O desenvolvimento da Leve L80 contou com parceria da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) e apoio da Fapes.
Pesquisa que gera inovação
Além do impacto direto no campo, os estudos também fortalecem a formação de novos profissionais e pesquisadores. Segundo Partelli, os projetos resultam em publicações científicas de relevância nacional e internacional, além de contribuírem para a formação de estudantes de graduação, mestrado e doutorado.
Os trabalhos de melhoramento genético continuam avançando. A expectativa da equipe é solicitar ainda em 2026 o registro de mais duas novas cultivares, incluindo materiais híbridos e plantas de porte alto adaptadas às condições do Espírito Santo e da Bahia.
Os resultados dessas pesquisas deverão ser apresentados durante o 15º Simpósio do Produtor de Conilon, promovido pela Ufes em São Mateus, no dia 26 de novembro. Com as novas cultivares registradas, a Universidade reforça o protagonismo do Espírito Santo no desenvolvimento de tecnologias para a cafeicultura e amplia as possibilidades para produtores que buscam mais produtividade, adaptação climática e diferenciação de mercado.
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Robôs de ordenha ganham espaço na pecuária leiteira e motivam capacitação no Paraná

O avanço da automação na pecuária leiteira tem levado produtores a buscar cada vez mais informações sobre a adoção de robôs de ordenha. Para atender essa demanda, o Sistema Faep ( Federação da Agricultura do Estado do Paraná) capacitou 16 instrutores do curso de Manejo e Ordenha em tecnologias de ordenha robotizada, durante treinamento realizado em maio nos municípios de Castro e Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná.
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A capacitação foi realizada em parceria com as empresas Lely e DeLaval, fabricantes de equipamentos para a pecuária leiteira, e teve como objetivo preparar os instrutores para orientar produtores interessados em conhecer o funcionamento, os custos e os benefícios dos sistemas automatizados.
Segundo o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, a iniciativa surgiu a partir das dúvidas apresentadas pelos próprios produtores durante os cursos oferecidos pela entidade.
“Os próprios produtores começaram a perguntar como funciona o robô, se seria possível implementar esse sistema na propriedade e o que precisariam entender para tomar essa decisão. Diante disso, atualizamos tecnicamente nosso quadro de instrutores para levar informação atualizada e baseada na realidade do campo”, afirma.
Capacitação uniu teoria e prática
Durante o treinamento, os participantes visitaram os centros de distribuição da Lely e da DeLaval, onde conheceram os equipamentos, o funcionamento dos robôs de ordenha, os sistemas de monitoramento e gestão de dados, além das diferenças entre as tecnologias disponíveis no mercado.
Os instrutores também visitaram três propriedades rurais com diferentes escalas de produção e modelos de automação. A proposta foi demonstrar que a robotização pode ser adaptada tanto a pequenas quanto a médias e grandes fazendas, conforme a necessidade e a capacidade de investimento de cada produtor.
Como funciona a ordenha robotizada
Nos sistemas automatizados, a própria vaca se dirige voluntariamente ao robô, atraída pela oferta de ração concentrada. O equipamento realiza a higienização dos tetos, faz a ordenha, executa os procedimentos sanitários e libera o animal para retornar à alimentação ou ao descanso.
Todo o processo é monitorado digitalmente, permitindo acompanhar informações sobre produção de leite, comportamento e saúde do rebanho em tempo real.
Segundo a técnica do Departamento de Desenvolvimento de Ofertas do Sistema FAEP, Marta Liliane de Vasconcelos, a tecnologia não elimina a necessidade de mão de obra, mas transforma a forma de trabalho na propriedade.
“O robô não vem para eliminar a mão de obra, mas para flexibilizar e qualificar o trabalho. O profissional que antes ficava exclusivamente na ordenha pode ser direcionado para outras atividades estratégicas dentro da propriedade, inclusive para acompanhamento dos dados gerados pelo sistema”, explica.
Tecnologia ganha espaço nas fazendas
Para o instrutor Ricardo Biscaro, da regional de Pato Branco, a capacitação ocorreu em um momento de crescimento do interesse dos pecuaristas por tecnologias voltadas à produção de leite.
Segundo ele, a experiência permitiu compreender, na prática, o funcionamento dos equipamentos e ampliar o conhecimento técnico necessário para orientar os produtores.
Biscaro destaca ainda que, além dos ganhos de eficiência e gestão, a robotização pode melhorar a qualidade de vida nas propriedades, ao tornar a rotina mais flexível para produtores e trabalhadores.
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Lavouras de café danificadas pelo granizo? Confira orientações para a recuperação

As chuvas acompanhadas de granizo registradas nas últimas semanas em algumas regiões de Minas Gerais acenderam o alerta entre os produtores de café. Em várias propriedades, as pedras de gelo provocaram desfolhamento, quebra de ramos, danos aos frutos e comprometimento de áreas inteiras de produção, justamente em um momento importante para a recuperação das plantas após a colheita.
Embora o granizo seja um fenômeno de difícil previsão em escala local, algumas regiões mineiras apresentam maior frequência de ocorrência. Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizando Gemiacki, os registros costumam se concentrar principalmente no sul de Minas Gerais e na Zona da Mata, áreas que possuem relevo mais acidentado e favorecem a formação de tempestades severas.
“Estamos vivendo uma condição atípica para esta época do ano, que normalmente já seria marcada pelo período seco. Pelo menos até os próximos dias ainda existe possibilidade de chuvas com rajadas de vento e eventual queda de granizo em alguns municípios, especialmente do Sul de Minas e da Zona da Mata”, explica.
Ações iniciais
Diante dos prejuízos provocados por esse tipo de chuva, a principal recomendação aos cafeicultores é agir com cautela antes de iniciar qualquer intervenção na lavoura. Orientações técnicas divulgadas pelo Conselho Nacional do Café (CNC) destacam que o primeiro passo é uma avaliação criteriosa dos danos para definir as medidas mais adequadas de recuperação.
Nos casos de danos leves, quando há apenas perda parcial de folhas e pequenos ferimentos nos ramos, a recomendação é manter os tratos culturais normais, reforçando a nutrição e o monitoramento fitossanitário da lavoura. Já em áreas mais atingidas, onde ocorreu quebra significativa de ramos produtivos ou comprometimento da estrutura das plantas, pode ser necessária a realização de podas seletivas para estimular a recuperação da planta.
Outro ponto de atenção é o aumento do risco de doenças. Os ferimentos provocados pelo granizo podem facilitar a entrada de fungos e bactérias, exigindo acompanhamento técnico constante e, quando necessário, adoção de medidas de controle para evitar perdas adicionais.
El Niño vai causar impactos?
Os eventos recentes reforçam a necessidade de planejamento diante de um cenário climático cada vez mais instável. Com a chegada do fenômeno El Niño em maior intensidade no segundo semestre de 2026, pode ocorrer alteração no regime de chuvas em diversas regiões produtoras do país.
Em Minas Gerais, no caso do café, períodos prolongados de calor e déficit hídrico podem comprometer etapas fundamentais do ciclo produtivo, como a floração e o enchimento dos grãos, afetando tanto a produtividade quanto a qualidade da bebida.
Para reduzir os riscos, a orientação da Secretaria de Estado de Agricultura (Seapa) é que os produtores aproveitem o momento para revisar o planejamento da próxima safra. Entre as medidas recomendadas estão a adoção de práticas de conservação da umidade do solo, como cobertura vegetal e plantio direto, uso de cultivares mais tolerantes ao déficit hídrico e planejamento da irrigação, quando houver disponibilidade de água e infraestrutura.
Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira, o trabalho de orientação técnica torna-se ainda mais importante diante da maior frequência de eventos climáticos extremos. “Diante da expectativa relativa ao El Niño , nosso trabalho junto aos agricultores e pecuaristas mineiros é orientá-los e assisti-los tecnicamente sobre estratégias que possam reduzir os efeitos do fenômeno climático em suas atividades”.
Feliciano destaca ainda que iniciativas voltadas à produção sustentável e ao uso eficiente da água já disponíveis no estado podem contribuir para aumentar a resiliência das propriedades rurais. Entre elas estão programas de irrigação sustentável, revitalização de bacias hidrográficas, certificação de boas práticas e ferramentas de planejamento territorial que auxiliam os produtores na tomada de decisões diante das adversidades climáticas.
“Em um cenário de crescente variabilidade climática, a prevenção e o planejamento passam a ser tão importantes quanto as ações adotadas após a ocorrência dos danos”, finaliza.
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