Agro Mato Grosso
Expoagro 2025 tem abertura oficial com a Cavalgada | Expoagro

Com mais de 150 cavalos, Cavalgada abre Expoagro 2025 e entra para a história com presença inédita de prefeito montado.
Um cortejo de tradição, cultura e conexão com as raízes do campo marcou o início da 57ª Expoagro, neste sábado (5), em Cuiabá. A Cavalgada 2025 reuniu mais de 150 cavalos, cavaleiros e amazonas de seis comitivas de Cuiabá, Várzea Grande e Acorizal, em um percurso que saiu da arena do Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro e percorreu as avenidas XV de Novembro, Prainha e Getúlio Vargas, até alcançar o Palácio Alencastro, sede da Prefeitura.
Mais do que um simples trajeto, o momento simboliza o início simbólico oficial da feira, promovida pelo Sindicato Rural de Cuiabá, e é considerado um verdadeiro ritual.
Participantes da Cavalgada exibiram os animais, as selas, os chapéus e trajes especialmente preparados, num desfile que carrega a identidade rural da região e valoriza a cultura do campo.
O momento representa o “pedido de bênção” ao gestor municipal e autoriza oficialmente a abertura da maior feira agropecuária da capital.
O prefeito Abilio Brunini participou montado a cavalo. Um fato inédito nas últimas três décadas da tradicional cavalgada.
“Fiquei honrado em participar. A Expoagro é um evento que celebra nossa cultura e tradição. Cuiabá tem uma forte ligação com o agro, com a área rural, com o cavalo e com o gado. Precisamos valorizar essa história”, declarou Brunini, ao lado do presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Celso Nogueira.
Para o diretor de eventos do Sindicato, Bruno Nardez, a participação popular e o prestígio das autoridades reforçam o sucesso da ação.
“Foi uma cavalgada memorável. Os cavalos entraram até a porta da prefeitura. O público se sentiu prestigiado. Essa participação nos motiva ainda mais”, disse.
Além de dar largada à Expoagro 2025, a Cavalgada contou com um momento especial ao som do berrante afinado de Valda do Berrante, vinda diretamente do Tocantins, emocionando o público com sua vibração.
Reforçando o papel de Cuiabá como centro do agronegócio, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Cesar Miranda, destacou a grandiosidade e o impacto da feira para o estado.
“Cuiabá é a capital do agro de Mato Grosso. É a maior exposição do nosso estado. Então vamos juntos, vamos participar. É uma feira muito importante, com muita tecnologia e conhecimento. Vamos fazer dessa Expoagro a melhor dos últimos tempos”, afirmou.
A 57ª Expoagro é realizada pelo Sindicato Rural de Cuiabá em parceria com a Ditado Produções. O evento recebe apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e das federações do setor produtivo: Famato, Fiemt e Fecomércio.
Agro Mato Grosso
Soja sustentável rende R$ 6 milhões em bônus em MT

Certificação internacional da soja evidencia o cumprimento rigoroso de 108 critérios ambientais, sociais e trabalhistas
Produtores rurais ligados à Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) vão receber aproximadamente R$6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja sustentável, referentes à safra 2024/2025. Mais do que a bonificação financeira, a certificação internacional da Round Table on Responsible Soy (RTRS) atesta que a produção segue critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos.
Para obter o selo, os produtores precisam cumprir 108 exigências, que incluem respeito à legislação ambiental, preservação de áreas sensíveis, condições adequadas de trabalho, relacionamento com a comunidade, uso responsável de insumos e rastreabilidade total da produção.
Cada tonelada de soja certificada gera um crédito, comercializado globalmente por meio da plataforma da RTRS e adquirido por empresas interessadas em cadeias sustentáveis. Na safra 2024/2025, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos vendidos para empresas da Holanda e da Argentina.
De acordo com a coordenadora do CAT Sorriso, Cristina Delicato, o diferencial está no acesso a mercados mais exigentes. “Essa bonificação vem diretamente do mercado. O produtor certificado acessa compradores que valorizam a soja responsável e pagam um prêmio adicional pela produção certificada”, explica.
Bônus vira investimento em qualidade de vida no campo
Parte significativa dos recursos obtidos com a certificação é revertida em melhorias nas propriedades rurais, especialmente voltadas ao bem-estar dos trabalhadores. É o caso das Fazendas São José, em Sorriso, e Buriti, em Peixoto de Azevedo.
A produtora rural Geisa Carvalho Riedi (na foto) afirma que o bônus da última safra já tem destino definido. “Vamos investir em melhorias no alojamento, na cantina, uniformes novos e em aquisições que beneficiem os colaboradores”, disse.
Com certificação desde 2022, a produtora rural avalia positivamente o processo. “A certificação gera confiança, do colaborador ao comprador. Para os funcionários, representa a certeza de um ambiente de trabalho seguro e alinhado à legislação”, destaca. Ela também ressalta ganhos na gestão. “As certificações elevam nosso nível de responsabilidade e refletem em uma organização mais eficiente”, afirma.
Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes em 10 anos
Em uma década, o número de propriedades certificadas pelo selo RTRS vinculadas ao CAT Sorriso saltou de 9 para 53. O crescimento é resultado de um trabalho contínuo de suporte técnico e gestão.
A gestora de Certificação do CAT, Júlia Ferreira, explica que a atuação inclui consultoria, organização documental, apoio na comercialização dos créditos e gestão na plataforma internacional. “Auxiliamos os produtores a comprovarem todas as boas práticas adotadas nas fazendas, além de atender aos demais critérios exigidos”, afirma.
O acompanhamento é permanente. Durante a safra, as equipes mantêm registros detalhados de todas as atividades. “A rotina da fazenda é dinâmica e exige anotação de tudo que é feito, desde o monitoramento de pragas, doenças, ervas daninhas, aplicações, a ficha é bem extensa”, completa.
Agricultura regenerativa avança entre os associados
As 53 fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, voltadas à melhoria da saúde do solo, maior retenção de água, redução da erosão e uso eficiente de insumos.
A presidente do CAT Sorriso, Márcia Becker Paiva, destaca o compromisso do grupo. “Nossos associados mostram que é possível produzir em diferentes escalas, desde pequenas, médias ou grandes, com respeito ao meio ambiente e às normas brasileiras”, afirma.
Além disso, os produtores avançam na agricultura de baixo carbono, com a adoção de práticas como o plantio direto e de sistemas agroflorestais. “Essas práticas contribuem diretamente para a mitigação das mudanças climáticas, pois solos bem manejados sequestram mais carbono e tornam os sistemas produtivos mais resilientes”, ressalta Cristina Delicato.
A expectativa da associação é ampliar o número de produtores engajados. “Queremos crescer cada vez mais, reunindo produtores que compartilham desse mesmo compromisso com a sustentabilidade”, conclui.
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Bicudo-preto-da-soja preocupa produtores de MT

O bicudo-preto-da-soja (Rhyssomatus subtilis) avançou para o centro da Argentina nas últimas safras. A praga permaneceu concentrada por duas décadas no noroeste argentino. Agora, registros do Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA) e do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) indicam presença em áreas sojeiras de Córdoba e Santa Fe. Especialistas relacionam a expansão ao movimento de máquinas e veículos entre regiões produtivas.
A presença do inseto teve primeiro registro na Argentina na safra 2005/2006, em Santiago del Estero. Depois, o avanço ocorreu de forma lenta no noroeste argentino (NOA), com registros em Tucumán, Catamarca e Salta. Entre 2022 e 2025, houve expansão para novas áreas produtivas do nordeste de Santiago del Estero. Em janeiro de 2026, a praga apareceu no sudeste da província. No Chaco, o registro ocorreu no departamento Almirante Brown.
Alerta maior
O alerta maior veio no fim da safra 2024/2025, com detecção no centro-norte de Córdoba. Na safra 2025/2026, técnicos do INTA confirmaram presença nos departamentos Río Primero, Santa María e Río Segundo. Também houve confirmação em Ceres, na província de Santa Fe.
Segundo María Guillermina Socías, do INTA Salta, o salto geográfico não segue padrão natural de dispersão. A hipótese técnica aponta associação com o deslocamento de maquinários e veículos.
O inseto tem um ciclo anual e acompanha a soja durante o desenvolvimento da cultura. Os adultos atacam brotos novos e podem reduzir o crescimento das plantas. As larvas causam o principal dano, pois se alimentam dos grãos dentro das vagens. As perfurações também favorecem a entrada de água e patógenos.
O manejo exige prevenção. Os especialistas recomendam rotação com gramíneas e outras espécies não hospedeiras. A prática deve abranger áreas afetadas e lavouras vizinhas. Também recomendam limpeza rigorosa de máquinas e veículos antes do deslocamento entre zonas produtivas. O monitoramento deve começar cedo, com inspeção de vagens, picadas, perfurações, larvas e danos nos grãos.
Agro Mato Grosso
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