Sustentabilidade
Análise Mensal do Mercado do Algodão – MAIS SOJA

Em junho, os valores do algodão em pluma recuaram com certa força, pressionados pelas desvalorizações externa e do dólar observadas na maior parte do mês. Com a colheita – possivelmente recorde – da safra 2024/25 começando a ganhar ritmo no Brasil, vendedores se mostraram mais dispostos a liquidar os lotes remanescentes de algodão da temporada 2023/24. Compradores, atentos a esse cenário, ofertaram valores menores nas aquisições de novos lotes.
Entre 30 de maio e 30 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, acumulou baixa de 6,16%, fechando a R$ 4,1456/lp no dia 30 – o menor valor nominal desde dia 17 de fevereiro de 2025 (R$ 4,1153/lp). Em junho/25, a média de R$ 4,2901/lp ficou 2,4% abaixo da de maio/25, mas 9,1% superior à de junho/24, em termos nominais.
Em dólar, a média mensal de junho do Indicador à vista foi de US$ 0,7712/lp, 17,5% maior que a do primeiro vencimento na Bolsa de Nova York (ICE Futures), de US$ 0,6561/lp, mas apenas 1,3% abaixo do Índice Cotlook A (referente à pluma posta no Extremo Oriente), de US$ 0,7814/lp.
MERCADO INTERNACIONAL – Cálculos do Cepea apontam que a paridade de exportação na condição FAS (Free Alongside Ship) cedeu 2,7% entre 30 de maio e 30 de junho, passando para R$ 3,7550/lp (US$ 0,6915/lp) no porto de Santos (SP) e R$ 3,7655/lp (US$ 0,6935/lp) no de Paranaguá (PR) no dia 30. Isso é resultado da desvalorização de 5,04% do dólar frente ao Real em junho, para R$ 5,43 no dia 30, enquanto o Índice Cotlook A subiu 2,51% no mesmo período, para US$ 0,7965/lp no dia 30.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), de 30 de maio a 30 de junho, o contrato Jul/25 se valorizou 1,88%, a US$ 0,6628/lp no dia 30; já o contrato Out/25 avançou apenas 0,36%, a US$ 0,6768/lp, e o Dez/25 teve elevação de 0,56%, a US$ 0,6813/lp. O vencimento Março/26 subiu 0,35%, indo para US$ 0,6946/lp.
ICAC – Dados divulgados no dia 1º de julho pelo Icac (Comitê Consultivo Internacional do Algodão) estimam a área de algodão no mundo em 31,3 milhões de hectares na safra 2025/26, com produtividade média de 827 kg/ha. Assim, a produção mundial deve somar 25,899 milhões de toneladas, com reajuste negativo de 0,51% frente aos dados de junho e 0,15% acima dos da temporada anterior.
O consumo mundial de algodão, por sua vez, pode chegar em 25,566 milhões de toneladas, com retração de 0,07% sobre o da safra 2024/25, sendo 0,49% abaixo dos dados do relatório do mês anterior e 1,3% menor que a oferta. Já a exportação mundial teve aumento 3,42% frente à temporada anterior, devendo somar 9,656 milhões de toneladas na 2025/26, com retração de apenas 0,01% frente ao mês anterior. Nesse cenário, o Icac projeta estoque de 16,294 milhões de toneladas, 1,58% superior ao da temporada 2024/25.
Quanto ao preço da temporada 2025/26, o Comitê aponta que pode ser de US$ 0,55/lp a US$ 0,94/lp, com média a do Índice Cotlook A de US$ 0,72/lp.

CAROÇO DE ALGODÃO – As negociações envolvendo caroço de algodão seguem acontecendo de forma pontual no mercado spot. No entanto, como vendedores tentam liquidar o estoque da safra 2023/24 e a próxima safra deve entrar de forma gradual, os valores do caroço estão enfraquecidos.
Em junho, levantamento do Cepea mostra que a média do caroço no mercado spot foi de R$ 1.530,27/tonelada em Campo Novo do Parecis (MT), baixa de 10,9% em relação ao do mês anterior, mas expressivos 137,5% acima do de sobre junho/24 (R$ 644,42/t), em termos reais – as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI de maio/25.
Em Primavera do Leste (MT), a média foi de R$ 1.687,33/t, recuo de 2,1% na comparação mensal, porém, aumento de 117,6% na anual. Em Lucas do Rio Verde (MT), a retração foi de 10% frente à média de maio/25, mas houve avanço de 152,2% comparado há um ano, ficando em R$ 1.533,26/t em junho/25. Em São Paulo (SP), a desvalorização no mês foi de 6,7%, mas houve aumento de 44,7% no ano, com a média a R$ 1.796,04/t em junho/25.
Confira o Agromensal do Algodão de Junho/2025 completo, clicando aqui!
Fonte: Cepea

Autor:AGROMENSAIS JUNHO/2025
Site: CEPEA
Sustentabilidade
O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.
Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.
“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.
Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.
Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.
Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.
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Sustentabilidade
Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.
As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.
Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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