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Pautas ambientais refletem interesses além da sustentabilidade, diz Samanta Pineda

Mesmo possuindo a Política Nacional de Meio Ambiente, de 1981, e a Constituição de 1988, que dizem que “atividades potencialmente poluidoras tem que tirar licença ambiental”, o país ainda vive uma grande insegurança por não ter uma Lei, uma vez que mesmo que se busque a regularização quem vai aos órgãos competentes pode sair “com multa e embargo” de sua área ou negócio.
A especialista em direito socioambiental, Samanta Pineda, pontua que as questões ambientais vistas hoje são “uma barreira comercial disfarçada de uma bandeira bonita”.
Em entrevista ao programa Direto ao Ponto desta quinta (26), ela frisa que a percepção tem sido essa, pois “ultimamente as decisões ambientais têm sido parte de um ativismo, inclusive judicial”.
Apesar de leis e regras federais, o Brasil ainda é cheio de imbróglios quanto ao assunto é a questão ambiental. Entre eles está a ausência de uma lei específica para o licenciamento ambiental, elevando ainda mais a insegurança do setor produtivo, assim como outros segmentos econômicos, como indústrias, comércios e hospitais.
“Nós temos regras claras, por exemplo, para a questão rural. Todo mundo sabe. Metragem de APP, metragem de reserva legal, necessidade de autorização de supressão. Sabemos o que precisa fazer, mas muitas vezes o produtor quer fazer direito, quer estar legal e não consegue. Por que? Porque não sai autorização de supressão”.
Advogando há cerca de 24 anos na questão ambiental, Samanta frisa acreditar que agora, após mais de 20 anos de debates, o Brasil possa ter uma lei voltada para o Licenciamento Ambiental.
“O Senado votou esse texto e voltou para a Câmara prontinho para votação e depois vai para sanção ou veto do presidente Lula. Eu acho que a lei não é perfeita, mas é muito melhor do que o nada que nós temos hoje”.
Entre os pontos considerados polêmicos estão a Licença de Operação Corretiva (LOC) e a Licença Auto Declaratória, que é a Licença por Adesão e Compromisso (LAC).
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Soja: veja como ficaram as cotações no fechamento de hoje

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com pouco reporte de negócios, mantendo o ritmo observado nos últimos dias. De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, as cotações oscilaram entre estáveis e mais altas no mercado físico, sustentadas pela demanda local em algumas regiões.
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Silveira destaca que o basis favoreceu a alta das cotações em algumas praças, como Minas Gerais, movimento também observado em outras regiões.
Em Chicago, a sessão foi marcada por oscilações contidas, enquanto o dólar recuou e os prêmios permaneceram firmes, praticamente nos mesmos níveis registrados ao longo da semana.
“Sem muitas novidades, com o relatório da próxima semana pela frente, ninguém quis fazer grandes movimentos”, resume o analista.
Preço da saca de soja hoje
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 139 para R$ 138
- Santa Rosa (RS): passou de R$ 140 para R$ 139
- Cascavel (PR): permaneceu em R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127 para R$ 129
- Dourados (MS): caiu de R$ 129 para R$ 128
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 127 para R$ 129
- Porto de Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 145
- Porto de Rio Grande (RS): seguiu em R$ 145
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando as perdas semanais – a posição novembro teve queda semanal de 0,95%. Em dia volátil, a previsão de clima favorável para o cinturão produtor dos Estados Unidos acabou preponderando e pressionou as cotações.
As perdas foram limitadas pela recuperação do petróleo e pela boa demanda chinesa pela soja americana, o que colocou os contratos boa parte do dia no território positivo.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 238.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.
As importações de soja em grão pela China no mês de julho somaram 11,48 milhões de toneladas, 1,6% inferior ao mesmo mês de 2025. No acumulado de 2026, as importações chinesas somaram 60,51 milhões de toneladas, ante 61,05 milhões em igual momento de 2025, o que representa um aumento de 0,7%.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,12%, a US$ 11,76 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,91 1/4 por bushel, com retração de 1,50 centavo de dólar ou 0,12%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,20 ou 1,01% a US$ 313,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,88 centavos de dólar, com ganho de 0,51 centavo ou 0,75%.
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Chuvas dificultam manejo, mas trigo avança bem no Rio Grande do Sul

As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Na semana, as chuvas mantiveram o solo úmido e dificultaram o tráfego de máquinas, as adubações nitrogenadas em cobertura e as aplicações fitossanitárias nas áreas cultivadas.
De acordo com a Emater, nas lavouras mais desenvolvidas, o aumento da radiação solar no fim do período favoreceu a retomada do crescimento e o avanço para as fases reprodutivas iniciais, que já representam 3% da área. As áreas implantadas mais tardiamente, que somam 97%, seguem em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento.
O quadro indica evolução da cultura em diferentes estágios no Estado, com predominância de lavouras ainda em fase vegetativa. Nas áreas em estágio mais avançado, a melhora das condições de radiação contribuiu para o desenvolvimento das plantas após o período de maior umidade no solo.
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Na região de Santa Rosa, 6% das lavouras de trigo ingressaram na fase de floração. Em Santo Antônio das Missões, um episódio de granizo provocou o acamamento das plantas. Ainda assim, a Emater registra expectativa de recuperação da maior parte do potencial produtivo.
O cenário da semana no Rio Grande do Sul combina bom desenvolvimento das lavouras de trigo com limitações operacionais provocadas pelas chuvas, enquanto parte das áreas mais avançadas já inicia fases reprodutivas e de floração.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Agro Mato Grosso
Recorde na safra de milho e cana reduz valor do biocombustível no varejo de MT

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