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Agro impulsiona 2ª maior frota de jatos do país; MT está na lista

O Centro-Oeste abriga a maior produção pecuária e de grãos do país. Ainda que a região seja a menos populosa do território nacional, abriga a segunda maior frota de aeronaves executivas do Brasil.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a frota de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás corresponde a 27,8% dos 10.500 jatos registrados em todo o Brasil.
O número só não é maior do que a da Região Sudeste, onde as maiores metrópoles estão sediadas e que possui 36,5% do montante.
De acordo com o diretor da autarquia, Luiz Ricardo Nascimento, o aumento da frota está diretamente ligado ao crescimento da economia. “Essa relação de existir bastante aviões registrados no Centro-Oeste mostra que o PIB do agronegócio tem levado essas aeronaves para lá.”
De acordo com o diretor da autarquia, Luiz Ricardo Nascimento, o aumento da frota está diretamente ligado ao crescimento da economia. “Essa relação de existir bastante aviões registrados no Centro-Oeste mostra que o PIB do agronegócio tem levado essas aeronaves para lá.”
“O avião complementa essa solução de transporte aos produtores que precisam visitar duas, três operações no mesmo dia ou alguma que seja muito distante da localidade em que ele está”, contextualiza.
Segundo ele, o Phenom 300E, modelo do segmento leve, é o mais vendido no mundo e é inteiramente produzido no Brasil. O jato tem autonomia de 3.700 km com cinco ocupantes a bordo, o suficiente para ir de São Paulo a Manaus. Em viagens mais curtas, pode transportar até dez passageiros. A versão top de linha custa cerca de R$ 77 milhões e o custo de hora/voo é estimado em R$ 10 mil.
(Com informações do Canal Rural)
Agro Mato Grosso
MT produz 109,1 milhões de toneladas na temporada 25/26

Mato Grosso puxa safra nacional de grãos com 109,1 milhões de toneladas na temporada 2025/2026. Volume correspondente a 30,8% da produção recorde brasileira de 353,4 milhões (t), conforme o 5º prognóstico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nessa quinta-feira (12). Comparado com o ciclo 2024/2025 a colheita mato-grossense será menos abundante, com queda de 2,9%, na contramão do resultado no país, que terá incremento de 0,3%, favorecido pela expansão de 1,9% na área plantada, estimada em 83,3 milhões de hectares.
A produtividade média das plantações brasileiras, porém, deve recuar 1,5%, passando de 4.310 para 4.244 quilos por hectare. Os plantios de grãos e fibras ocupam 22,7 milhões (ha) do território estadual, registrando expansão de 2% sobre o ciclo anterior. A soja continua como principal cultura agrícola do país e do estado. No Brasil, a produção está estimada em 178 milhões (t), aumento de 6,5 milhões (t) em relação ao ciclo anterior, configurando novo recorde.
Deste total, 49,8 milhões (t) ou 27,9% do total da oleaginosa colhida no Brasil provém do solo mato-grossense, que terá, contudo, recuo de 2,8% na oferta da commodity, ante a safra passada. Mesmo assim, o estado mantém ampla liderança e a colheita atingiu em fevereiro 46,8% da área semeada, com produtividades próximas das estimativas iniciais.
Para o milho, a produção total brasileira está estimada em 138,4 milhões de toneladas, queda de 1,9% em relação ao ciclo anterior. A 2ª safra, principal responsável pelo volume nacional, deve produzir 109,3 milhões (t), das quais 53,6 milhões (t) ou 49% são garantidas pelos produtores mato-grossenses. Em relação ao ciclo anterior, a produção estadual do cereal diminui 2,5%, projeta a Conab.
COMERCIALIZAÇÃO
Preços em queda desaceleraram vendas de soja e milho em Mato Grosso. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a soja da safra 2024/2025 foi negociada na média de R$ 108,46 por saca. Para a safra 2025/2026, as vendas alcançaram 49,49% da produção prevista, avanço de 5,34 pontos percentuais frente a dezembro de 2025. O ritmo, porém, poderia ter sido maior, não fosse a retração dos preços, que fecharam janeiro de 2026 com média de R$ 104,12 por saca.
A safra 2026/2027 apresentou avanço tímido na venda futura, de 0,70 ponto percentual, com 1,46% da produção prevista comercializada, reflexo dos preços pressionados da oleaginosa. No milho, a comercialização da safra 2024/2025 chegou a 92,36% da produção e a 32% da temporada 2025/2026, também com preços depreciados devido demanda retraída e estoques elevados nas indústrias.
Agro Mato Grosso
Cuiabá recebe fórum e reforça debate técnico sobre os desafios da próxima safra

O Master Meeting Soja consolidou-se como um dos principais fóruns técnicos da cadeia produtiva nacional, posicionando-se como um ambiente de alta relevância estratégica promovido pela Proteplan. O evento reúne, anualmente, produtores rurais, pesquisadores, consultores e lideranças do setor em um espaço dedicado à análise profunda dos desafios que impactam diretamente a produtividade e a sustentabilidade da safra brasileira.
Mais do que uma sequência de palestras, o encontro funciona como uma leitura técnica precisa do cenário agrícola, onde temas como manejo, sanidade, clima, mercado, inovação e fisiologia vegetal são debatidos sob a perspectiva da pesquisa aplicada e da experiência prática no campo, aproximando a ciência da tomada de decisão.
Em 2026, o Master Meeting Soja celebra sua sétima edição incorporando ao seu conceito a ideia de estratégia e preparação inspirada no universo esportivo. Esta proposta reforça uma mensagem central para o produtor moderno: os resultados de excelência não acontecem por acaso. Assim como no futebol, o alto desempenho exige planejamento rigoroso, análise de cenário, antecipação de riscos e decisões técnicas bem fundamentadas. A metáfora esportiva dialoga perfeitamente com a essência do evento, criando um ambiente onde o agronegócio entra em campo munido de informação qualificada para definir o rumo da próxima temporada.
A programação contempla painéis técnicos voltados aos principais pontos críticos da cultura da soja, reunindo especialistas reconhecidos nacionalmente. A abordagem prioriza o conteúdo aprofundado, dados atualizados e discussões que refletem a realidade das lavouras brasileiras, especialmente nos estados que lideram a produção mundial. Além do rigor técnico, o Master Meeting destaca-se como um espaço de articulação entre os diferentes elos da cadeia produtiva, favorecendo o networking qualificado e a troca de experiências entre a pesquisa, o campo e o mercado, consolidando-se como um ponto de encontro estratégico para quem lidera as decisões no setor.
A realizadora do evento, Proteplan, é uma empresa de pesquisa agrícola com sólida atuação no Mato Grosso, dedicada ao desenvolvimento e à difusão de soluções técnicas para a cadeia produtiva. Por meio de suas estações experimentais e trabalhos de validação em campo, a empresa conecta ciência, tecnologia e prática, contribuindo para decisões mais seguras e sustentáveis na agricultura brasileira.
Master Meeting Soja 2026
Data: 21 a 23 de abril de 2026
Local: Centro de Eventos do Pantanal – Cuiabá (MT) Informações: www.proteplan.com.br
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Chuvas intensas desafiam colheita de soja em MT, alerta Aprosoja

A colheita de soja em Mato Grosso enfrenta dificuldades na safra 2025/26 devido ao excesso de chuvas registrado nas últimas semanas. O alerta é da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que aponta impactos operacionais, riscos à qualidade dos grãos e reflexos financeiros para os produtores.
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, até 6 de fevereiro, 39,61% da área prevista havia sido colhida no estado, avanço de 11,03 pontos percentuais em relação à semana anterior. Nos últimos quinze dias, os acumulados de chuva variaram entre 90 mm e 150 mm em diversas regiões produtoras, elevando a preocupação no campo.
O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destaca que o volume elevado de precipitações compromete o andamento dos trabalhos. “O excesso de chuva prejudica as operações de colheita, dificulta o acesso das máquinas às áreas e pode causar perda de peso e qualidade do grão. Além disso, o plantio ocorreu em um período mais alongado, o que deve resultar em uma colheita mais tardia em algumas regiões, impactando também a janela ideal para o milho segunda safra”, afirma.
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O diretor administrativo da entidade, Diego Bertuol, ressalta que os atrasos no plantio e, agora, na colheita, dificultam o cumprimento de contratos previamente firmados. Segundo ele, o cenário compromete o fluxo de caixa no início da safra, período estratégico para a organização financeira das propriedades, e aumenta a dificuldade para honrar compromissos financeiros.
Outro ponto de atenção é a maior pressão de pragas e doenças nas áreas de ciclo mais tardio, como percevejo, mosca-branca e ferrugem asiática, fatores que podem comprometer a produtividade, especialmente nas lavouras colhidas no fim da janela ideal.
No município de Vera, o produtor Sandro Mick relata que a situação exige decisões difíceis diariamente. Enquanto alguns produtores já colheram cerca de 80% da área, outros ainda mantêm aproximadamente metade da produção no campo e enfrentam dificuldades para avançar. Ele afirma que, desde o início da semana, as máquinas não conseguem entrar na lavoura em razão da umidade e que, quando o tempo firma, a colheita ocorre com grãos apresentando umidade próxima de 30%, o que também traz riscos de perdas.
Milho
O plantio do milho já alcançou mais de 28% da área prevista, índice superior ao registrado no mesmo período do ano passado, mas a tendência é de desaceleração nas próximas semanas caso o atraso na colheita da soja persista. As projeções climáticas indicam novos acumulados de chuva, o que pode limitar temporariamente o avanço das máquinas, estreitar a janela ideal da segunda safra e exigir ainda mais planejamento dos produtores para reduzir riscos e preservar o potencial produtivo das lavouras.
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