Politica
Natasha Slhessarenko anuncia pré-candidatura ao Governo e tenta se desvincular do PT

Conteúdo/ODOC – A médica, empresária e professora universitária Natasha Slhessarenko (PSD) confirmou, nesta terça-feira (24), sua intenção de disputar o Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Em entrevista à TV Vila Real, durante o Jornal do Meio-Dia, ela declarou estar pronta para encarar o desafio, amparada por sua trajetória profissional e formação na área de gestão pública.
Natasha é filha da ex-senadora Serys Slhessarenko, que representou o estado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar do histórico familiar, ela reforça que sua eventual candidatura não estará pautada por ideologias partidárias, mas por um compromisso com soluções práticas para os problemas enfrentados pela população.
“Minha vontade de entrar na política vem do desejo de ampliar o cuidado. Como médica, ajudo uma pessoa de cada vez. Como gestora pública, posso ajudar milhões”, declarou.
Atuando há mais de duas décadas como docente na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Natasha também é empresária na área da saúde. Ela acrescentou à sua trajetória acadêmica um MBA em Governabilidade, Gestão e Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas e o curso de formação do RenovaBR, voltado à preparação de novas lideranças políticas.
Na entrevista, ela também defendeu que discussões ideológicas não devem se sobrepor às necessidades reais da população. “Sou de um partido de centro. O que importa é ter foco, integridade e vontade política. O mesmo PSD que participa do governo Lula com Carlos Fávaro também apoia o governador Tarcísio de Freitas em São Paulo. Isso mostra que é possível construir soluções sem extremismo”, pontuou.
Questionada sobre a atual gestão estadual, Natasha foi enfática ao criticar a política de saúde, especialmente diante da possibilidade de fechamento da Santa Casa de Misericórdia em Cuiabá. “É uma instituição centenária, que tem papel vital na formação de profissionais e no atendimento de especialidades como a nefrologia pediátrica. Fechar a Santa Casa é um retrocesso inaceitável”, afirmou, visivelmente emocionada.
Ela também falou sobre a desigualdade social no estado, apontando a contradição entre a força do agronegócio e os altos índices de pobreza. “Temos um estado rico, mas que ainda convive com a miséria. Precisamos garantir uma melhor distribuição de renda e criar oportunidades reais para os mais vulneráveis”, concluiu.
Natasha já havia ensaiado uma entrada na política em 2022, quando anunciou pré-candidatura ao Senado pelo PSB. Na ocasião, acabou desistindo da disputa após conversa com o então vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. Agora, afirma estar mais preparada e decidida a contribuir de forma efetiva com o futuro de Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Max Russi admite apoio da AL para criação de cidade: “Força do agro” MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), avaliou que há ambiente político favorável para a criação de um novo município em Mato Grosso, a partir de uma área localizada entre Diamantino e São José do Rio Claro.
A proposta, que ainda não foi formalizada, tem sido chamada informalmente de “Gilmarlândia”, em referência ao ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, cuja família possui propriedades na região apontada para sediar a futura cidade.
Max Russi participou, no último domingo (22), de um encontro promovido pelo produtor rural Eraí Maggi, que reuniu lideranças políticas e representantes do setor produtivo para discutir a viabilidade do projeto. Segundo o parlamentar, caso a proposta chegue oficialmente ao Legislativo, há condições políticas para que avance.
De acordo com o presidente da Assembleia, a história de Mato Grosso mostra que muitos municípios surgiram a partir do fortalecimento do agronegócio e do aumento da população atraída pelo desenvolvimento econômico. Para ele, o movimento articulado em torno do Eraí segue esse mesmo caminho e conta com diálogo junto ao Governo do Estado, à Assembleia e a outros poderes.
A área cogitada para a implantação do município deverá ser desmembrada de Diamantino e São José do Rio Claro e fica a cerca de 150 km ao norte da cidade natal do ministro Gilmar Mendes, em um ponto estratégico no entroncamento das rodovias MT-249 e MT-010, nas proximidades de uma usina e de um rio.
Segundo Eraí Maggi, a proposta tem como foco atender famílias de trabalhadores rurais que vivem nas propriedades do entorno, levando serviços básicos como educação, saúde, infraestrutura, habitação e opções de lazer. Apesar das articulações políticas já existentes, a ideia ainda não foi apresentada formalmente às câmaras municipais nem à Assembleia Legislativa e segue em fase inicial..
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Politica
PL de autoria de Max Russi reconhece Folia de Reis como patrimônio histórico de MT

O texto ainda reconhece a cidade de Dom Aquino como a capital mato-grossense das Folias de Reis
Em sessão ordinária desta quinta-feira (19) foi aprovado em segunda votação o Projeto de Lei 1875/2025, de autoria do deputado Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que declara a tradicional Folia de Reis como integrante do patrimônio histórico, artístico e cultural de Mato Grosso. O projeto também reconhece o município de Dom Aquino como a “Capital Mato-grossense das Folias de Reis”.
“Nós precisamos valorizar e incentivar iniciativas que fortaleçam a Folia de Reis, uma tradição cultural presente em diversos municípios de Mato Grosso. É uma manifestação que faz parte da cultura brasileira, e o nosso estado não é diferente. O objetivo é fortalecer, preservar e dar ainda mais reconhecimento a essa festa”, ressaltou Max Russi.
A tradicional festa ocorre em diversos municípios do estado e é uma das mais emblemáticas do país, trazendo à vida a passagem bíblica da visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus.
A cidade de Dom Aquino preserva práticas, cantos, trajes, instrumentos e saberes que se mantêm vivos graças à atuação diligente de mestres e brincantes, como são chamados os festeiros.
Com a aprovação da lei, os municípios poderão adotar medidas de incentivo, como a prioridade em programas estaduais de apoio à cultura tradicional e popular, promoção de eventos, festivais e mostras anuais em parceria com o poder executivo municipal, universidades, centros culturais e entidades civis; apoio a ações que incentivem a participação de jovens e a transmissão do saber tradicional.
O projeto segue agora para a sanção do governador Mauro Mendes.
Agro Mato Grosso
Governo de MT nega que liminar isenta empresa de Blairo Maggi de imposto

O governador Mauro Mendes negou que o produtor rural e ex-governador Blairo Maggi tenha privilégio de isenção fiscal por decisão judicial. Segundo ele, nenhuma lei estadual ampara o benefício fiscal a exportadores por meio de liminar.
“Não existe [liminar]. A lei é muito clara com relação a isso [regras para isenção ou redução de imposto]. As pessoas desconhecem a legislação. Mato Grosso tem um regime tributário que para você exportar é preciso pagar ICMS”, disse.
A informação sobre a liminar (decisão judicial provisória) a favor da empresa de Blairo Maggi foi divulgada há alguns dias pelo senador Jayme Campos (União Brasil). Conforme ele, a tal liminar retirava a obrigação da Amaggi de pagar o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
O Fethab é uma taxa cobrada exclusivamente de produtores rurais em Mato Grosso. Nasceu com o objetivo de gerar fonte de investimento para a infraestrutura, mas passou por várias modificações ao longo dos anos.
Conforme o governador, existem as opções para as empresas exportadores em Mato Grosso de pagar ou o Fethab ou o ICMS. Alguns optam pelo fundo, outras criam um conta corrente fiscal para permanecer a contribuir pelo ICMS.
“Não é preciso nenhuma liminar para isso. O ICMS que é pago tem que ser devolvido pela Lei Kandir. Algumas empresas optaram por pagar o ICMS, fazer conta corrente para exportação e se ficar algum saldo, pleitear a exportação”, disse.
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