Sustentabilidade
Dessecação sequencial: Estratégia eficaz para áreas altamente infestadas – MAIS SOJA

O controle eficiente de plantas daninhas é indispensável para reduzir o impacto da matocompetição em culturas agrícolas. Além de reduzir significativamente a produtividade das culturas em função da competição por recursos ambientais, as plantas daninhas podem atuar como ponte verde para a sobrevivência de pragas e patógenos que acometem as lavouras, reduzindo também a qualidade dos grãos produzidos.
Algumas espécies de plantas daninhas possuem elevada habilidade competitiva, rápido crescimento e desenvolvimento, elevada produção de sementes e ainda casos de resistência a herbicidas. Espécies de difícil controle como Buva sp., Amaranthus sp. e Ambrosia artemisiifolia (cravorana) e capim-amargoso podem causar perdas expressivas na produção.
Dependendo da espécie e estádio em que matocompete com a cultura, uma planta de buva por m-2 pode causar perdas de produtividade de até 14% em soja, enquanto uma planta de capim-amargoso por m-2 pode reduzir em até 21% a produtividade da lavoura (Supra Pesquisa, 2019). Já espécies de caruru como o Amaranthus palmeri, podem causar perdas de produtividade de até 79% em soja, dependendo da densidade populacional da planta daninha (Gazziero & Silva, 2017).
Em função do rápido crescimento, desenvolvimento e elevada habilidade competitiva, o período anterior a interferência (PAI) de algumas espécies daninhas na cultura da soja é extremamente curto, a exemplo do capim-amargoso, que possui um PAI de 9 dias após a semeadura, considerando 5% de perda de produtividade (Piazentine, 2021). Nesse sentido, estabelecer a cultura “no limpo” (na ausência de plantas daninhas) é uma das principais estratégias de manejo para reduzir a interferência das plantas daninhas na cultura da soja, e para tanto, deve-se realizar uma adequada dessecação pré-semeadura.
No entanto, embora a dessecação pré-semeadura seja uma prática indispensável para o controle de plantas daninhas no pré-plantio da soja, nem sempre apenas uma aplicação de herbicidas é suficiente para garantir um adequado controle das plantas daninhas. Entre outros aspectos, a eficiência dos herbicidas está condicionada ao estádio de desenvolvimento das planta daninha a ser controlada. No geral, plantas daninhas são melhor controladas quando as aplicações dos herbicidas ocorrer nos estádios iniciais do desenvolvimento vegetal, preferencialmente até 3 a 4 folhas desenvolvidas.
Figura 1. Estádio recomendado para o controle de caruru em pós-emergência.
Contudo, nem sempre é possível observar populações de plantas daninhas em condições similares de desenvolvimento para realizar o controle no momento adequado. Em função das variações ambientais e das espécies daninhas presentes nas áreas agrícolas, distintos fluxos de emergência podem ser observados na lavoura, resultando em populações heterogêneas de planta daninhas, o que dificulta o controle efetivo, uma vez que plantas de maior porte tendem a apresentar maior tolerância aos herbicidas.
Figura 2. Amaranthus hybridus em diferentes estádios de desenvolvimento.

Atrelado a isso, a maioria das espécies problemáticas de plantas daninhas apresentam resistência aos principais herbicidas utilizados para a dessecação pré-semeadura, o que dificulta ainda mais o controle efetivo dessas populações. Como alternativa de manejo, a dessecação sequencial tem ganhado espaço e importância em áreas de cultivo, especialmente no sistema plantio direto.
O que é dessecação sequencial?
A dessecação sequencial consiste na realização de uma primeira aplicação de herbicidas sistêmicos entre 10 e 30 dias antes da semeadura, (dependendo das condições climáticas e do nível de infestação da área), seguida por uma segunda intervenção, realizada de dois a três dias antes da semeadura, utilizando um herbicida de contato, que pode ser associado ou não a produtos com efeito residual (herbicidas pré-emergentes), com o objetivo de garantir o controle efetivo das plantas daninhas remanescentes (Rizzardi, 2019).
Benefícios da dessecação sequencial
A dessecação sequencial permite o controle mais eficiente de elevadas populações de plantas daninhas, especialmente se tratando de plantas de grande porte. Um dos principais benefícios desse método é a possibilidade de realizar uma primeira aplicação que elimina a vegetação mais alta, abrindo espaço para que uma segunda aplicação, feita poucos dias antes da semeadura, atinja de forma mais eficiente as plantas rasteiras ou novos fluxos de emergência. Essa segunda aplicação também permite o controle de rebrotes e plantas que escaparam à primeira dessecação, proporcionando uma semeadura em área limpa, com menor competição inicial e maior uniformidade no estabelecimento da cultura (Rizzardi, 2019).
Além disso, plantas maiores, não controladas efetivamente na primeira aplicação de herbicidas, mas debilitadas, tendem a ser controladas pela aplicação subsequente. Outro benefício dessa prática, é a possibilidade de inserção de diferentes mecanismos de ação nas diferentes aplicações a fim de atender a necessidade de controlar espécies distintas e/ou espécies de difícil controle.
Nesse sentido, herbicidas como os inibidores da PROTOX, podem ser inseridos no programa de dessecação, de forma isolada ou associada a outros herbicidas, possibilitando uma atuação mais sinérgica no controle de espécies resistentes como a buva. Contudo, visando posicionar adequadamente esse grupo de herbicidas, é necessário conhecer as limitações do seu uso, dando atenção para o intervalo entre a aplicação e a semeadura da soja.
Desde que realizada adequadamente, a dessecação sequencial permite reduzir as falhas de controle, evitando com que cenários como o da figura 3, sejam observados no momento a semeadura. Além disso, estudos demonstram que se tratando de espécies de difícil controle como a cravorana, e as demais supracitadas, a dessecação sequencial possibilita nível de controle iguais ou superiores a 90% (Bianchi, 2020).
Figura 3. População de buva estabelecida na semeadura da soja.

Além do controle de elevadas populações de plantas daninhas, a dessecação sequencial permite reduzir os fluxos de emergência das plantas daninhas, quando herbicidas pré-emergentes são associados a dessecação. Conforme observado por Brunetto et al. (2023), o uso de produtos pré emergentes, como por exemplo Imazethapyr + Flumioxazin (Zethamaxx®), possibilitou o controle de 100% do caruru-roxo (Amaranthus hybridus) aos 21 dias após o tratamento (tabela 1), demonstram a importância de se utilizar herbicidas pré-emergentes para reduzir os fluxos de emergência.
Tabela 1. Controle (%) de caruru-roxo (Amaranthus hybridus) em função da aplicação de herbicidas em pré-emergência das plantas.

Fonte: Brunetto et al. (2023)
Contudo, embora os pré-emergentes possam ser associados a herbicidas de contato na dessecação sequencial, vale destacar que o uso da dessecação sequencial com ou sem os pré-emergentes, não substitui a necessidade do controle pós-emergente de plantas daninhas em meio a cultura da soja, no entanto, favorece o estabelecimento da cultura no campo, possibilitando um bom desenvolvimento inicial, livre da competição com plantas daninhas.
Veja Mais: Dessecação pré-semeadura: Fundamentos e benefícios no manejo de plantas daninhas
Referências:
BIANCHI, M. A. DESSECAÇÃO DE LOSNA-DO-CAMPO (Ambrosia elatior). CCGL, Boletim Técnico, n. 83, 2020. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/ebook/Boletim%20T%C3%A9cnico%2083%20(M.Bianchi,%202020).pdf >, acesso em: 20/06/2025.
BRUNETTO, L. et al. MANEJO QUÍMICO DE CARURU-ROXO (Amaranthus hybridus) COM HERBICIDAS APLICADOS EM PRÉ E PÓS-EMERGÊNCIA. Weed Control Journal, 2023. Disponível em: < https://web.archive.org/web/20240224015416id_/https://www.weedcontroljournal.org/wp-content/uploads/articles_xml/2763-8332-wcj-22-e202300790/2763-8332-wcj-22-e202300790.pdf >, acesso em: 20/06/2025.
GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa Soja, documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1069527/1/Doc384OL.pdf >, acesso em: 20/06/2025.
PENCKOWSKI, L. H. et al. ALERTA! CRECE O NÚMERO DE LAVOURAS COM Amaranthus hybridus RESISTENTE AO HERBICIDA GLIFOSATO NO SUL DO BRASIL. Revista Fundação ABC, 2020. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/ebook/REVISTA-Fabc.pdf >, acesso em: 20/06/2025.
PIAZENTINE, A. E. PERÍODOS DE INTERFERÊNCIA DO CAPIM-AMARGOSO NA CULTURA DA SOJA E DO MILHO. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – UNESP, Dissertação de Mestrado, 2021. Disponível em: < https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/bb6e4558-e9ba-4c83-9816-4976be78e969/content >, acesso em: 20/06/2025.
RIZZARDI, M. A. DESSECAÇÃO PRÉ-SEMEADURA. Up. Herb, 2019. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/dessecacao-pre-semeadura#:~:text=A%20desseca%C3%A7%C3%A3o%20sequencial%20compreende%20a,antes%20da%20semeadura%20da%20cultura. >, acesso em: 20/06/2025.
SUPRA PESQUISA. INTERFERÊNCIA DA BUVA E CAPIM-AMARGOSO NA SOJA. Supra Pesquisa, 2019. Disponível em: < h https://drive.google.com/drive/folders/1c5_D4HcTMf59iK8043M3B06Fuv-M4bEr?fbclid=IwAR31wBNwoIMAmW1obmqtUY_pyg5CPN7HIqbOy4ODtHtb65CrlkJ0Hy3JRzI >, acesso em: 20/06/2025.

Sustentabilidade
Soja: preços recuam e negócios estão escassos em início de ano pouco promissor; o que esperar?

O início de 2026 tem sido marcado por um cenário pouco animador para o mercado brasileiro de soja. Ao longo de janeiro, o ritmo de negócios permaneceu lento, reflexo direto da combinação entre preços em queda e a postura cautelosa adotada por compradores e vendedores. A comercialização avançou de forma tímida, em um ambiente de baixa liquidez.
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Os dois principais formadores das cotações domésticas caminharam em direções opostas no período. Enquanto os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) acumularam ganhos, o dólar apresentou forte desvalorização frente a outras moedas, incluindo o real, reduzindo a competitividade dos preços internos.
Diante desse quadro, os produtores brasileiros têm priorizado os trabalhos no campo. Até o momento, não há registros de problemas climáticos relevantes, e a colheita avança dentro do esperado. As produtividades confirmam o bom potencial das lavouras, reforçando a expectativa de uma safra recorde, que deverá superar 179 milhões de toneladas.
Os preços ficaram da seguinte forma:
- Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos abriu o ano a R$ 138,00 e recuou para R$ 124,00 no final de janeiro
- Cascavel (PR): o preço caiu ao longo do mês e encerrou janeiro cotado a R$ 116,00
- Rondonópolis (MT): a cotação fechou o mês a R$ 107,00, refletindo a pressão do mercado
- Porto de Paranaguá (PR): a saca foi negociada a R$ 127,00, acompanhando a retração dos preços internos
Soja em Chicago inicia o ano em recuperação
Apesar do cenário doméstico adverso, o mercado internacional apresentou sinais de recuperação. Os contratos com vencimento em maio avançaram ao longo de janeiro na CBOT, sustentados principalmente por expectativas de uma reaproximação comercial entre China e Estados Unidos, o que poderia abrir espaço para novos compromissos envolvendo a soja norte-americana. A desvalorização do dólar também contribuiu para tornar os produtos agrícolas dos Estados Unidos mais competitivos no mercado global.
No fim do mês, a falta de chuvas na Argentina ofereceu suporte adicional às cotações. Ainda assim, a perspectiva predominante segue sendo de ampla oferta mundial. A entrada da safra brasileira no mercado e a expectativa de produção cheia na Argentina mantêm o viés de cautela, com a demanda chinesa já direcionando suas compras para a América do Sul.
Câmbio
O câmbio, por sua vez, seguiu trajetória oposta à de Chicago e exerceu influência decisiva sobre os preços internos. O dólar comercial acumulou queda expressiva frente ao real ao longo do mês, ampliando a pressão sobre as cotações da soja no Brasil.
As incertezas geradas por declarações contraditórias do presidente americano Donald Trump, envolvendo tarifas, o comando do banco central e questões geopolíticas, aumentaram a aversão ao risco nos mercados internacionais. Com isso, houve saída de recursos dos Estados Unidos e maior fluxo de capital para países emergentes, movimento que reforçou a desvalorização do dólar e impactou diretamente a formação de preços da soja no mercado brasileiro.
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Sustentabilidade
Qual a contribuição do fungicida para a produtividade do milho? – MAIS SOJA

Incluindo doenças de origem fúngica, bacteriana e viral, diversas patologias podem acometer a cultura do milho, depreciando a qualidade dos grãos produzido e reduzindo o potencial produtivo da lavoura. Do início do desenvolvimento até a fase final do ciclo da cultura, o milho está sujeito a interferência de fatores bióticos e abióticos os quais podem acentuar os danos ocasionados pelas doenças, ou favorecer o desenvolvimento de determinados patógenos.
Nesse contexto, o adequado manejo fitossanitário da cultura é determinante para a obtenção de altas produtividades, especialmente em lavouras de alto teto produtivo. Ainda que boas práticas agronômicas possam ser adotadas no sistema de produção, em função da elevada pressão de patógenos ao longo do ciclo do milho, o emprego de fungicidas químicos torna-se indispensável para a manutenção do potencial produtivo da cultura.
Mesmo que o emprego de fungicidas no milho não seja uma prática tradicional em comparação a soja, o elevado potencial das doenças em causar perdas de produtividade e qualidade da produção, tem tornado essencial o emprego desses defensivos ao longo do desenvolvimento do milho. Pesquisas demonstram que o emprego de fungicidas no milho é crucial para reduzir a incidência de doenças de origem fúngica como a mancha-branca.
Além disso, é consenso que o adequado posicionamento de fungicidas na cultura do milho contribui para o aumento do rendimento da lavoura. Conforme observado por Custódio et al. (2020), o uso de fungicidas em milho pode resultar em incrementos de produtividade variando entre de 5% a 32% dependendo do híbrido, local de cultivo e severidade das doenças.
A influência do uso de fungicidas na produtividade do milho também foi observada por Faria; Pereira; Ferraz (2022). Os autores observaram que, as maiores produtividades foram observadas com o uso dos fungicidas em V6 + VT (duas aplicações), demonstrando que, o número de aplicações de fungicidas também interfere na produtividade do milho.
Sobretudo, Faria; Pereira; Ferraz (2022) constataram que o tratamento contendo apenas uma aplicação de fungicidas (V6), também apresenta produtividade superior a testemunha, enfatizando a contribuição dos fungicidas para o aumento da produtividade do milho.
Conforme destacado por Silva (2015), a probabilidade de ganho de produtividade do milho em função do uso dos fungicidas é superior a 80%, o que confirma que a aplicação e fungicidas químicos no milho favorece positivamente o aumento da produtividade da lavoura. Em outras palavras, há uma chance de pelo menos 80% de se obter maiores produtividades ao se utilizar fungicidas no milho.
Avaliando o efeito do número de aplicações de fungicidas na produtividade do milho, Faria; Pereira; Ferraz (2022) constataram que uma aplicação de fungicidas no milho pode resultar em incrementos de produtividade de até 4,4%, enquanto que, ao realizar duas aplicações de fungicidas na cultura, o ganho de produtividade pode ser de até 12,7% em relação a testemunha (sem fungicidas).
Tabela 1. Produtividade média de grãos – PG (kg ha-1) de dois híbridos de milho sem a aplicação fungicida, com uma aplicação no estádio V6 e com duas aplicações (V6+ Pré-Pendoamento), na cidade de Inconfidentes-MG, no ano agrícola de 2020/2021.
Fonte: Faria; Pereira; Ferraz (2022).
Ainda que maiores estudos necessitem ser realizados a fim de verificar e corroborar a influência do número de aplicações de fungicidas no rendimento do milho, especialmente se tratando de híbridos modernos, fica evidente a necessidade da inserção de fungicidas no programa fitossanitário do milho para a obtenção de altas produtividades. Além disso, um melhor controle de doenças no milho pode inclusive contribuir para uma melhor qualidade dos grãos e/ou sementes produzidas, possibilitando um maior retorno econômico e sustentabilidade do sistema de produção.
Referências:
CUSTÓDIO, A. A. P. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDS NO CONTROLE MÚLTIPLO DE DOENÇAS FOLIARES DO MILHO: SEGUNDA SAFRA 2020. Idr-Paraná, 2020. Disponível em: < https://www.idrparana.pr.gov.br/sites/iapar/arquivos_restritos/files/documento/2021-01/bt97_-_idr-parana_-_29-01-2021_0.pdf >, acesso em: 30/01/2026.
FARIA, J. E.; PEREIRA, J. L. A. R.; FERRAZ, M. A. J. AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DO MILHO EM FUNÇÃO DAS ÉPOCAS DE APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS. Josif, 2022. Disponível em: < https://www.google.com/search?q=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&rlz=1C1JZAP_pt-BRBR1091BR1091&oq=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIGCAEQRRg80gEHMjMxajBqN6gCCLACAQ&sourceid=chrome&ie=UTF-8 >, acesso em: 30/01/2026.
SILVA, A. L. METANÁLISE DO GANHO EM PRODUTIVIDADE COM APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS FOLIARES EM MILHO NO BRASIL. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Londrina, 2015. Disponível em: < https://repositorio.uel.br/srv-c0003-s01/api/core/bitstreams/92e465c5-de56-48ca-bfe1-f4ad35b02ace/content >, acesso em: 30/01/2026.

Sustentabilidade
Saiba como os preços de soja ficaram na última sexta-feira do mês

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com baixo volume de negócios, refletindo a postura defensiva dos produtores diante das cotações atuais. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a tendência é de maior comercialização ao longo do avanço da colheita, especialmente pela necessidade de geração de caixa para honrar compromissos financeiros.
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De acordo com Silveira, o ambiente foi marcado por oscilações entre estabilidade e leve pressão negativa, influenciado pela queda em Chicago e pela valorização do dólar, enquanto os prêmios tiveram pouca variação. O frete segue como fator determinante na formação dos preços, sobretudo no Mato Grosso, onde os custos logísticos aumentaram de forma significativa nas últimas semanas, pressionando o basis regional.
O analista destaca ainda que os preços de exportação permanecem fracos ao longo da curva, o que abre algum espaço para ofertas da indústria, embora ainda insuficientes para estimular volumes mais relevantes. No balanço geral, a semana foi de volatilidade no câmbio e na CBOT, mas com comercialização lenta no mercado interno.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 116,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 107,00 pra R$ 106,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 111,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 127,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 127,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), pressionados pelo avanço da colheita da maior safra da história do Brasil, pela alta do dólar, pela queda do petróleo e pelo retorno das chuvas na Argentina. Na semana, a desvalorização foi de 0,33%, enquanto, no acumulado do mês, o contrato março ainda registra alta de 1,89%.
O cenário de ampla oferta sul-americana reforçou a expectativa de que a demanda chinesa volte a se concentrar no produto do Brasil e da Argentina. A recuperação do dólar reduziu a competitividade da soja norte-americana, enquanto o petróleo puxou um movimento de vendas generalizado nas commodities.
No campo político, um acordo entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os democratas no Senado afastou o risco de paralisação parcial do governo, garantindo recursos para a maior parte da máquina pública até 30 de setembro e prorrogando temporariamente o financiamento do Departamento de Segurança Interna.
Contratos futuros de soja
O contrato março da soja encerrou o dia cotado a US$ 10,64 1/4 por bushel, com queda de 0,74%, enquanto a posição maio fechou a US$ 10,77 por bushel, recuo de 0,8%. Entre os subprodutos, o farelo caiu 0,81%, a US$ 293,60 por tonelada, e o óleo recuou 0,96%, para 53,51 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial fechou em alta de 0,99%, cotado a R$ 5,2460 para venda, após oscilar entre R$ 5,1961 e R$ 5,2796 ao longo do dia. Apesar da valorização diária, a moeda acumula queda de 0,77% na semana e de 4,41% no mês.
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