Tecnologia do Agro
Mapa realiza operação contra entrada irregular de produtos no RS

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou, nesta sexta-feira (20), que realizou uma operação para coibir a entrada ilegal de produtos agropecuários no Noroeste do Rio Grande do Sul. A Operação Ronda Agro LXXXIX, coordenada pelo Programa Vigifronteiras, foi executada nos municípios de Santa Rosa e Três Passos e resultou na apreensão de 51 toneladas de soja, 12 toneladas de cebola e quase dois mil litros de produtos similares a agrotóxicos sem registro.
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A fiscalização foi realizada de forma conjunta com a Brigada Militar, o Exército Brasileiro, a Polícia Federal, a Receita Federal, o Programa Sentinela (Seapi) e o Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Durante a operação, foram vistoriados estabelecimentos rurais e terminais de grãos. Além dos produtos irregulares, também foram apreendidos um caminhão truck, um trator, um carretão e uma esteira elétrica usados no transporte da carga vinda ilegalmente da Argentina. O material foi encaminhado à Receita Federal, e o prejuízo aos infratores ultrapassa R$ 500 mil.
Segundo o Mapa, a operação visa proteger a saúde pública, a segurança alimentar e a sanidade agropecuária do país. “A atuação integrada nas fronteiras é fundamental para proteger a agropecuária nacional de riscos sanitários e econômicos”, afirmou Fabrício Pedrotti, diretor substituto de Serviços Técnicos do Mapa.
Para o major Anderson Machado, da Brigada Militar, a cooperação entre os órgãos fortalece a segurança pública e a legalidade nas regiões de fronteira. Já o major Salóes, do Comando Militar do Sul, destacou o papel da ação na proteção da soberania nacional e no combate às redes de ilícitos transnacionais.
As ações do Vigifronteiras fazem parte do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) e seguem a Política Nacional de Fronteiras, respaldadas por decretos que autorizam a Secretaria de Defesa Agropecuária a atuar na prevenção e repressão de crimes relacionados à produção e ao comércio agropecuário.
Agro Mato Grosso
PRO Carbono lidera soluções de agricultura regenerativa na América Latina e acelera a descarbonização do campo à indústria

A descarbonização das cadeias agrícolas tornou-se central nas discussões sobre metas climáticas, especialmente diante do desafio de mensurar e reduzir emissões do Escopo 3 que, para muitas empresas, começam no campo. Esse foi o foco da quarta edição do Carbon Science Talks, realizado pela Bayer, na Amcham Brasil, em São Paulo, que reuniu empresas, pesquisadores e agricultores para discutir soluções capazes de medir, comprovar e acelerar a adoção de práticas sustentáveis em larga escala.
Com apoio de uma rede com 47 especialistas e 19 instituições, entre elas Embrapa, Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) e Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI), a Bayer desenvolveu, em cinco anos, metodologias científicas, ferramentas digitais e modelos escaláveis para quantificar emissões e remoções, orientar práticas de agricultura regenerativa e comprovar seus impactos ao longo da cadeia.
Esse esforço se consolidou no PRO Carbono, que nasceu como uma iniciativa construída em parceria direta com produtores e evoluiu para uma plataforma regional de soluções regenerativas. Hoje, integra mais de três mil agricultores no Brasil, Argentina e Paraguai e cobre mais de três milhões de hectares de soja, milho e algodão, formando o maior banco de dados sobre agricultura regenerativa da América Latina.
Nas fazendas participantes dos projetos do PRO Carbono, a adoção de práticas regenerativas como plantio direto, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura, promoveu ganho médio de 11% na produtividade anual e um aumento de 9% na estabilidade produtiva. As áreas de soja apresentaram uma pegada de carbono (emissões de gases de efeito estufa associadas à produção de uma cultura, cobrindo todo o processo produtivo) 50% menor do que a média nacional, com base em dados primários, podendo superar 70% de redução com melhorias de manejo, além de um aumento de 50% no sequestro de carbono, mesmo diante de condições climáticas adversas.
Ao longo dos últimos anos, os projetos do PRO Carbono já removeram mais de 1,39 milhão de toneladas de CO₂eq da atmosfera, impacto equivalente a 231 mil hectares em projetos de reflorestamento. “Os produtores com maior adoção dessas práticas alcançaram remoções médias de 2,1 tCO₂eq por hectare ao ano, o que supera a média reportada pela literatura científica, de 1,4 tCO₂eq por hectare ao ano. Esses resultados mostram o potencial da agricultura regenerativa e o papel do setor em liderar soluções climáticas globais para tornar o sistema alimentar mais produtivo, resiliente e sustentável”, explica a diretora do Negócio de Carbono da Bayer para a América Latina, Marina Menin.
De programa a plataforma: um novo passo para conectar agricultores, indústria e mercado
Com essa base construída desde 2020, a Bayer anunciou, no evento, a evolução do PRO Carbono para uma plataforma abrangente de soluções regenerativas na América Latina. A iniciativa reúne mais de 20 projetos que oferecem mensuração de carbono, ferramentas de suporte à adoção de práticas regenerativas e mecanismos para comprovar impactos em escala. O objetivo é conectar agricultores, indústrias e mercados que buscam cadeias mais responsáveis e de baixo impacto ambiental.
Um exemplo recente é a parceria entre a Bayer e a Viterra para mensurar e avançar a descarbonização da cadeia da soja na Argentina. A iniciativa reúne mais de 1.200 produtores e supera dois milhões de hectares com pegada de carbono calculada a partir de dados primários.
No primeiro ano, as áreas participantes apresentaram uma pegada 35% menor em comparação à média nacional, resultado que pode superar 60% de redução com a intensificação de práticas de agricultura regenerativa. A próxima fase do programa prevê expansão para o Paraguai. “A gestão de emissões de carbono deixou de ser apenas um tema ambiental para se tornar um atributo estratégico de negócio. Nosso foco é escalar soluções que gerem valor para produtores, indústria e consumidores”, afirma o líder de Sustentabilidade da Viterra Conosur, Marcos Quaine.
Ciência, dados e escala
A plataforma PRO Carbono é habilitada por um ecossistema integrado de ferramentas científicas e digitais que reduzem incertezas, garantem precisão e facilitam a operacionalização no campo. Entre essas soluções estão: Footprint PRO Carbono, desenvolvida em parceria com a Embrapa, que calcula com precisão a pegada de carbono de soja, milho e algodão e gera relatórios auditáveis alinhados a padrões internacionais; PROCarbon-Soil (PROCS), que estima o potencial de sequestro de carbono no solo ao longo dos anos, orienta decisões estratégicas e reduz custos de medição; e Conecta PRO Carbono, um sistema de MMRV (medição, monitoramento, reporte e verificação) da Bayer, que assegura credibilidade, rastreabilidade e escalabilidade na comprovação de impacto ambiental.
“Durante o Carbon Science Talks, apresentamos a evolução das soluções PRO Carbono. Baseadas em ciência, elas são adaptadas à realidade do sistema agrícola local da Argentina e do Brasil, conectam a cadeia agrícola, apoiam metas de descarbonização do Escopo 3 e garantem rastreabilidade, transparência e credibilidade na ação climática. São soluções que medem, comprovam, monetizam e aceleram a adoção de práticas sustentáveis em escala”, acrescenta a diretora do Negócio de Carbono da Bayer para a América Latina.
Finanças sustentáveis para acelerar a transição no campo
Um dos grandes desafios nesse movimento é a percepção de benefícios financeiros ao longo da cadeia. Com foco em ações que possam acelerar essa transição e a descarbonização do setor, foi anunciada também, durante o evento, uma iniciativa conjunta com o Rabobank, que combina soluções regenerativas PRO Carbono com incentivos financeiros atrelados a resultados ambientais. Para acessar a linha, o agricultor assume três KPIs de ESG, é obrigatório o indicador de emissões de GEE, acompanhado de um plano de redução. Cada KPI gera um desconto adicional na taxa, que pode ultrapassar 0,6%, conforme a margem definida após análise de crédito, com o indicador de emissões sendo o de maior peso.
“Unimos forças para acelerar a descarbonização da agricultura e oferecer recursos mais competitivos, conhecimento e ferramentas que ajudam os produtores a evoluir na resiliência climática e financeira de suas operações. O PRO Carbono é um aliado fundamental para endereçar as necessidades dessa nova linha e garantir que cada indicador de performance se traduza em impacto real e vantagem competitiva para os produtores”, acrescenta o head de Sustentabilidade da América do Sul no Rabobank, Taciano Custodio.
Resultados reconhecidos pelo mercado
Os avanços da plataforma PRO Carbono demonstram que ciência, colaboração e inovação podem transformar desafios climáticos em oportunidades para toda a cadeia. Também representam a consolidação da Bayer como protagonista na construção de cadeias agrícolas mais competitivas, regenerativas e preparadas para o futuro.
Nesse contexto, a companhia foi uma das vencedoras do Prêmio Eco 2025, da Amcham Brasil, que reconhece empresas que transformam sustentabilidade em um vetor estratégico de competitividade no país. Somente em 2025, a plataforma esteve presente em nove premiações do setor, com sete projetos selecionados para publicação e três premiados, o que reforça a relevância desse tema para a Bayer e seu impacto na descarbonização e competitividade do agronegócio brasileiro.
Sobre a Bayer
Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há quase 130 anos, seu segundo maior mercado no mundo, com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade.
Business
Syngenta lança híbrido de milho hiperprecoce mirando importante mercado do sul do Brasil

Novidade é direcionada à Região Sul, permitindo antecipar a colheita, otimizar a janela de plantio e possibilitando a segunda safra de soja ou feijão
A Nidera Sementes, marca da Syngenta Seeds, anuncia a sua entrada no mercado de híbridos de milho hiperprecoces com o lançamento do Hibrido NS22 PRO4. A novidade combina ciclo rápido com alto potencial produtivo, redefinindo o planejamento agrícola e permitindo aos agricultores acelerarem a rentabilidade da lavoura mais segurança. Outro benefício é a possibilidade de o produtor realizar uma segunda safra de soja, onde o vazio sanitário permitir, ou feijão no mesmo ano de colheita.
O lançamento é uma resposta aos gargalos financeiros e climáticos dos produtores na região Sul. “Temos uma corrida direta contra o relógio climático no Sul do Brasil. O desafio não é apenas a falta de chuva no final do ciclo, como no Cerrado, mas também a chegada das geadas precoces no outono”, explica Frederico Barreto, Head Comercial da Syngenta Seeds. “Ou seja, nosso híbrido hiperprecoce é uma ferramenta de mitigação de riscos. Ao permitir que se antecipe a colheita de verão, estamos garantindo a janela de plantio ideal para essa segunda safra de soja ou feijão. Assim, protegemos o investimento do cliente e estabilizamos a rentabilidade do ano agrícola”, afirma.
O lançamento atende à demanda do mercado de aumentar a velocidade do cultivo sem abrir mão da performance. “O agro não espera. E o produtor de alto investimento, menos ainda”, afirma Carlos Hentschke, Presidente da Syngenta Seeds no Brasil. “A nova genética foi pensada para quem toma decisões com base em dados, visão de negócio e busca otimizar cada hectare”, complementa.
Os diferenciais do NS22 PRO4 são construídos sobre três pilares: hiperprecocidade, alto potencial produtivo e forte arranque inicial. O ciclo acelerado é o grande diferencial, proporcionando segurança na implementação da segunda safra de soja e feijão e permitindo uma colheita antecipada, o que flexibiliza o planejamento e mitiga riscos climáticos.
Além disso, o hibrido de milho foi desenvolvido para entregar tetos produtivos elevados, respondendo positivamente a ambientes de alta tecnologia e alto investimento. Tecnicamente, o NS22 PRO4 é um híbrido para finalidade de grãos, com tolerância ao glifosato, e apresenta um pacote sanitário robusto, incluindo tolerância moderada ao complexo de enfezamento e à estria bacteriana (Xanthomonas vasicola), doenças de grande preocupação no Sul.
De acordo com Hentschke, o NS22 PRO4 é um divisor de águas para a Nidera e para o produtor que investe em tecnologia. “Não é apenas um híbrido rápido. É uma ferramenta estratégica que completa nosso portfólio e posiciona a marca em um novo segmento de mercado. Com ele, os agricultores podem antecipar sua rentabilidade e planejar sua segunda safra com a segurança que o mercado esperava”, finaliza.
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Bayer lança soja Intacta 5+ no Brasil

Tecnologia tolera cinco herbicidas, protege contra lagartas e deve chegar ao mercado na safra 2027/28
A Bayer anunciou o lançamento da soja Intacta 5+. Trata-se de nova biotecnologia contendo tolerância a cinco moléculas herbicidas e cinco proteínas para o manejo de lagartas. A empresa prevê variedades comerciais prontas para a safra 2027/28. A apresentação ocorreu no centro de inovação da empresa, em Paulínia.
O CEO da divisão agrícola da Bayer no Brasil, Márcio Santos (na foto), explicou que uma revisão interna de processos, iniciada em 2023, acelerou o lançamento da nova geração de soja no país. Trata-se de tecnologia que integra um grupo de dez blockbusters previstos para a próxima década.
Novos herbicidas
A soja Intacta 5+ oferece tolerância a cinco herbicidas: dicamba e glifosato (presentes na tecnologia 2 Xtend); e mesotriona, glufosinato e 2,4-D.
Como resultado, o uso da nova tecnologia permitirá escolhas de herbicidas pré e pós-emergentes mais adaptados à realidade de cada produtor. Isso amplia a precisão do controle de plantas daninhas. A proposta foca no controle de buva, capim pé-de-galinha, capim-amargoso, caruru e cravorana.
A Intacta 5+ expressa:
- o gene EPSPS, proveniente da bactéria Agrobacterium tumefaciens (cepa CP4), que confere tolerância ao glifosato;
- o gene dmo de Stenotrophomonas maltophilia, que codifica a proteína DMO a qual confere tolerância ao herbicida dicamba;
- o gene TDO de Oryza sativa que expressa a proteína tricetona dioxigenase (TDO) a qual confere tolerância ao herbicida mesotriona;
- o pat de Streptomyces viridochromogenes, que codifica a proteína PAT, a qual confere tolerância ao herbicida glufosinato; e
- o gene ft_t.1, uma versão modificada do gene R-2,4-diclorofenoxipropionato dioxigenase (Rdpa) de Sphingobium herbicidovorans, que expressa uma proteína FT_T.1 (FOPs e 2,4-D dioxigenase) a qual confere tolerância ao herbicida 2,4-D.
Controle de lagartas
A nova tecnologia também permite o manejo de 9 espécies de lagartas. A soja Ipro protegia contra Anticarsia gemmatalis, Chloridea virescens, Chrysodeixis includens e Crocidosema aporema. A Intacta 2 Xtend acrescentou Helicoverpa armigera e Spodoptera cosmioides.
Agora, além das seis citadas, a Intacta 5+ facilita o manejo de outras três espécies: Elasmopalpus lignosellus, Rachiplusia nu e Spodoptera eridania.
Isso acontece porque o sistema de proteção contra insetos usa cinco proteínas: Cry2Ab2, Cry1A.105, Cry1Ac, Cry1A.2 e Cry1B.2. As duas últimas foram acrescentadas na nova tecnologia.
As duas novas proteínas quiméricas de Bacillus thuringiensis (Bt), Cry1A.2 e Cry1B.2, foram construídas utilizando domínios específicos, minimizando a sobreposição de receptores.
A Cry1A.2 tem sequência com cerca de 75% de similaridade com proteínas relacionadas, como Cry1A.107 e Cry1A.105, mas com diferenças que evitam resistência cruzada.
Por sua vez, a composição de Cry1B.2 resulta em aproximadamente 60% de identidade de sequência com proteínas relacionadas a Cry1F nos domínios 2 e 3, mas apenas aproximadamente 30% no domínio 2, diferenciando-a de toxinas comerciais como Cry1Ac ou Cry1F.

Demonstrações e comercialização
A Bayer iniciará a instalação de campos de teste na próxima safra. Demonstrará a tecnologia em eventos por todo o país. A comercialização deve ocorrer a partir da safra 2027/28, dependendo da aprovação de países importadores. No Brasil, a tecnologia já recebeu autorização.
A empresa organiza parcerias com agricultores, pesquisadores e demais agentes da cadeia. A meta é chegar ao lançamento com pelo menos 13 variedades adaptadas às principais regiões. Nos dois primeiros anos de mercado, a oferta pode superar 200 variedades.
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