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17 de setembro de 2026

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Conflito entre Israel e Irã gera incertezas e preocupações para a safra 25/26 no Brasil

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O momento geopolítico vivido pelo mundo hoje é considerado “complicado” por especialistas. O conflito entre Israel e Irã, iniciado recentemente, pode inclusive trazer impactos negativos para a safra 2025/26 no Brasil, apertando ainda mais a margem do produtor rural.

Pesquisador do Cepea/Esalq – USP, Mauro Osaki, recorda que o produtor rural brasileiro só conseguiu não ter margens tão apertadas no início do conflito entre Rússia e Ucrânia em 2022, quando os preços dos fertilizantes decolaram, visto naquele ano a produção agrícola ter registrado preços favoráveis.

“Um cenário diferente da situação atual. [Hoje] nós temos Índia e Paquistão se pegando e, agora, recentemente, Israel e Irã num conflito que pode trazer bastante complicações para nós”.

O especialista foi um dos painelistas do painel Cenários da Produção Brasileira para 2025/26, realizado durante a Abertura Nacional da Colheita – Segunda Safra de Milho nesta quarta-feira (18), em Sorriso, na Fazenda Dois Irmãos/Grupo ABF.

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O evento é uma realização do Canal Rural Mato Grosso, afiliada do Canal Rural, da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) e da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). A ação integra o Projeto Mais Milho que está em sua 9ª temporada.

De acordo com Mauro Osaki, o Irã é um grande produtor de amônia anidra, matéria-prima básica para a produção de nitrogenados.

“Isso dá impacto na oferta mundial. Fora o corredor logístico do Golfo de Omã, que é uma região importante para nós, além de ser um grande comprador do nosso milho. Isso nos preocupa bastante, porque vai encarecer o frete para escoarmos nessa região”.

Ao ano, o Irã importa em torno de 4,5 milhões de toneladas de milho do Brasil.

Outro impacto, citado pelo especialista do Cepea/Esalq – USP, que pode ser gerado pelo conflito entre Israel e Irã é o encarecimento do custo de produção brasileiro, em especial nas culturas que dependem dos nitrogenados.

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“Esse conflito regional aumenta a nossa incerteza num momento em que temos uma safra grande, em que estamos tendo uma desvalorização do nosso cereal e nosso poder de compra fica menor e mais preocupante para a temporada 2025/26”.

O pesquisador frisou ainda que “isso torna para nós um sinal de alerta, porque nós podemos caminhar de novo em 2025/26 para um ano de margem apertada, como nós presenciamos nas últimas três safras”.

Foto: Luiz Patroni/Canal Rural Mato Grosso

Muitos desafios para serem estancados

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Diogo Damiani, o produtor vive “num jogo em que temos que pular fases”, mas que em “toda fase que a gente avança ela sempre é mais difícil”.

E a fase safra 2025/26 já conta com indicações que será “uma safra extremamente desafiadora”, principalmente com a guerra no Oriente Médio, que hoje é responsável por 37% da produção de ureia de todo o mundo e boa parte é destinada para a produção agrícola brasileira.

“Sabemos que já houve um aumento de em torno de US$ 50 na ureia. Então, tudo isso acaba influenciando nos custos de produção, assim como a questão do petróleo que teve alta”.

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Entre os vários desafios e gargalos, que incluem um custo de produção ainda alto e uma logística, principalmente a ferroviária, ainda deficitária para a demanda, Digo Damiani ressaltou que a entrada em vigor da Reforma Tributária no dia 1º de janeiro de 2026 é outra preocupação dos produtores para o próximo ano.

“É algo que tecnicamente não sabemos como vai impactar o produtor rural. Sabemos que tem uma alíquota de 60% de redução, mas não sabemos qual é o valor dessa alíquota e como vai se comportar, como o produtor vai fazer a migração do imposto atual para o próximo imposto. É mais um custo contábil”.

Biotecnologia precisa de ferramentas para longevidade

O painel Cenários da Produção Brasileira para 2025/26 também debateu as questões em torno da biotecnologia e, conforme a gerente de vendas da Dekalb/Bayer, Luma Oliveira, é preciso lembrar que ela não é uma ferramenta única e exclusivamente individual.

“Sabemos que ela depende de outras práticas. Ela é uma das ferramentas para complementar. Mas, para dar longevidade para essa biotecnologia, precisamos também compor, por exemplo, com a Escala Davis, que é uma forma de você monitorar e ter a entrada efetiva no momento da aplicação, rotações de químicos e o refúgio estruturado”.

Hoje uma biotecnologia leva cerca de 12 a 14 anos para ser lançada no mercado. E, tais ferramentas, ressaltou Luma Oliveira, tais práticas para fazer essa proteção para ter essa longevidade até a chegada de uma nova biotecnologia são essenciais.

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“A Bayer trabalha muito com inovação, genética de alta performance, biotecnologia e também proteção de cultivo. Estamos com uma nova biotecnologia para sair. Ela está em aprovação internacional para que consigamos trazer para o mercado brasileiro”.

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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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