MaisAgro
Conab realizará pregão para contratação de transporte de milho em grãos – MAIS SOJA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará, na segunda-feira (23), às 9h30, o pregão de frete número 28/2025 para contratação de serviços de transporte de milho em grãos, a fim de fazer a remoção de 19,4 mil toneladas de milho. O frete é para atender o Programa Vendas em Balcão (ProVB).
O edital de transporte está distribuído em lotes com origens dos estoques localizados em Nova Mutum (MT), Sinop (MT), Uberlândia (MG) e Campo Grande (MS). O produto será destinado à Alagoas (Maceió e Palmeira dos Índios), Ceará (Russas), Maranhão (São Luís), Piauí (Campo Maior, Oeiras, São Raimundo Nonato, Piripiri), Rio Grande do Norte (Caicó, Mossoró, Açu, Currais Novos, Umarizal, Lajes, Natal), Rio Grande do Sul (Camargo, Cruzeiro do Sul) e São Paulo (Bernardino de Campos).
O leilão será conduzido através do Sistema de Comercialização Eletrônico da Conab (SISCOE), em Brasília, na modalidade “voz menos”. Os recursos para o procedimento são provenientes de Operações Oficiais de Crédito, e a contratação seguirá as diretrizes da Lei 13.303/2016 e do Regulamento para Contratação de Serviços de Transporte da Companhia. As empresas interessadas devem estar cadastradas no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF).
Clique aqui para acessar o Aviso nº 028 e saber mais informações.
Fonte: Assessoria de Imprensa Conab
Agro Mato Grosso
Déficit de armazenagem pressiona produtores e reduz rentabilidade em MT

Os gargalos estruturais enfrentados pelo estado líder na produção de grãos encarecem a logística, enfraquece o poder de negociação, compromete a renda e a segurança alimentar
O crescimento contínuo da produção agrícola de Mato Grosso consolidou o estado como o principal produtor de grãos do país, mas o ritmo de investimentos em infraestrutura de armazenagem não acompanhou a expansão das lavouras. O resultado foi o descompasso estrutural que afeta diretamente a infraestrutura estratégica para a segurança alimentar, a rentabilidade do produtor rural, a comercialização e amplia custos operacionais.
Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), mesmo diante de avanços tecnológicos e ganhos de produtividade, a insuficiência de capacidade estática para estocar a produção mantém parte significativa dos produtores refém do calendário da colheita e das condições impostas pelo mercado no momento de maior oferta.
“Nos últimos anos, o déficit de armazenagem tem se acentuado no estado. Atualmente, aproximadamente 50% da produção consegue ser armazenada, o restante precisa ser escoado rapidamente durante o período de safra, por falta de estrutura adequada. Além disso, os juros elevados têm dificultado o acesso ao crédito por parte dos produtores, o que limita a construção de novas estruturas para reduzir esse déficit. Os mercados importadores conhecem esse gargalo logístico no Brasil, especialmente em Mato Grosso, e acabam se aproveitando dessa situação. A necessidade de escoamento rápido pressiona os produtores a venderem em um curto espaço de tempo, o que favorece a redução dos preços e impacta diretamente a renda no campo”, ressaltou o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber.
Representantes do setor produtivo apontam que o estado não consegue armazenar sequer metade do que colhe, o que evidencia a dimensão do gargalo. Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, o problema se intensifica nas regiões de expansão agrícola mais recente, especialmente no Vale do Araguaia, onde a estrutura de silos e armazéns não acompanhou o avanço da produção.
“Todo estado do Mato Grosso, de maneira geral, é afetado com a falta de armazenagem. O produtor sofre com filas, com a dificuldade de entregar o seu produto. E sofre principalmente quando o clima é mais chuvoso, como esse ano. Existem algumas linhas de crédito, como o FCO Armazenagem, também como o PCA, que estão disponíveis para o produtor. Porém, constantemente a gente vê falta de recursos nessas linhas”, destaca.
O impacto econômico desse déficit não se limita à logística. Sem capacidade própria de armazenagem, o produtor perde autonomia sobre o momento de comercialização e frequentemente é forçado a vender durante a colheita, período em que os preços tendem a estar mais pressionados pela oferta elevada. A ausência de estrutura adequada também reduz o poder de barganha diante de compradores e prestadores de serviço, além de ampliar a dependência de armazéns terceirizados e tradings.
Outro ponto de atenção é a falta de energia de qualidade para abastecer os armazéns. “Um armazém precisa funcionar com um gerador de energia e nós temos um problema de custo com o óleo diesel. A energia gerada pelo gerador, acaba sendo uma energia mais cara, que muitas vezes dificulta a viabilidade do armazém. A energia elétrica do Mato Grosso é precária, vários e vários municípios têm energia de má qualidade, e outros municípios sequer têm energia suficiente para ampliação de novos armazéns”, pontua Bier.
Na prática, os efeitos desse cenário aparecem diretamente na qualidade do produto e na margem de lucro. O produtor do núcleo de Água Boa, Vinicius Baldo, relata que a limitação de espaço para estocar a produção compromete a separação adequada dos grãos e reduz as oportunidades de venda em condições mais favoráveis.
“A falta de armazenamento impacta bastante, principalmente com a questão de grão avariado, ardido. A gente tem armazém, mas não é suficiente e a gente já precisou vender antes do momento. Se tivéssemos a capacidade adequada de armazenamento, esse cenário mudaria bastante, pois poderíamos programar melhor as vendas, retirar com mais tempo a soja. As principais dificuldades para investir em infraestrutura são a limitação de crédito e juros altos”, comenta o agricultor.
O produtor do núcleo de Gaúcha do Norte, Josenei Zemolin, passa por uma situação semelhante, destacando que a falta de estrutura influencia decisões ainda durante a colheita. Sem um armazém próprio, a colheita precisa seguir parâmetros rígidos de umidade para evitar descontos aplicados por compradores, o que limita a flexibilidade operacional e pode resultar em perdas adicionais.
“Em um ano chuvoso como esse, quem tem esse armazém pode entrar colhendo com umidade bem alta, bem mais cedo, colher bem mais úmido. O custo que você vai ter para secar essa soja é só lenha e energia. Então isso impacta bastante porque a gente perde muito colhendo úmido e entregando para as trades, porque elas descontam mais do que o normal. Se houvesse uma capacidade de armazenagem suficiente, a gente poderia se programar melhor, por exemplo, para fazer a venda futura para pagar os custos e o que sobraria você conseguiria entregar num caminhão próprio”, aponta Josenei.
O desafio para expandir a armazenagem envolve uma combinação de fatores estruturais e econômicos. Linhas de crédito voltadas ao financiamento de silos e armazéns existem, mas os recursos disponíveis são insuficientes diante da demanda, além de apresentarem juros pouco atrativos e exigências de garantias que restringem o acesso.
Para a Aprosoja MT, o déficit de armazenagem representa um entrave estratégico ao desenvolvimento do agronegócio estadual e nacional. A entidade defende a ampliação de políticas públicas e instrumentos financeiros que estimulem investimentos em infraestrutura nas propriedades, argumentando que a capacidade de armazenar a produção fortalece a posição do produtor no mercado, melhora a eficiência logística e contribui para a estabilidade do abastecimento.
Sem essa estrutura, parte significativa da safra continua sendo movimentada sob pressão de tempo e custo, com impactos que se estendem da propriedade rural ao sistema de transporte e comercialização. Em um estado que lidera a produção nacional, a capacidade de guardar a própria safra tornou-se, cada vez mais, uma condição para preservar renda, reduzir perdas e sustentar o avanço do agronegócio.
Agro Mato Grosso
Plantio de milho em Mato Grosso será concluído este mês; chuvas atrasam

A semeadura do milho da safra 2025/26 em Mato Grosso atingiu 81,93% da área estimada, com avanço de 15,60 pontos percentuais, até a última sexta-feria, frente à semana anterior. Apesar do progresso, o ritmo segue 3,02 pontos percentuais abaixo do observado na safra 24/25, reflexo do excesso de chuvas registrado no Estado ao longo do período. As precipitações impactaram principalmente as regiões Sudeste e Nordeste, que apresentam atrasa no comparativo anual, de 18,74 pontos percentuais e 4,87 pontos respectivamente, em função das dificuldades para a entrada de máquinas e da limitação das operações em campo.
Apesar do atraso dessas regiões, a maior parte da área do estado foi implantada dentro da janela ideal, mantendo uma expectativa positiva para a produtividade. Para a próxima semana, o NOAA projeta acumulados entre 75 e 85 mm na maior parte do estado, cenário que pode favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras já semeadas, mas também exige atenção do produtor em relação ao planejamento das áreas remanescentes.
Agro Mato Grosso
IMEA projeta a maior produtividade de soja para MT dos últimos anos

O Instituto mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou, ontem à tarde, no boletim semanal, que para março, manteve a estimativa de área cultivada em 13,01 milhões de hectares. No entanto, o destaque ficou para a produtividade média, projetada em 65,87 saca/hectare, representando crescimento de 1,77% em relação à projeção anterior, e próximo ao registrado na safra 2024/25.
O crescimento da produtividade está diretamente associado ao volume de chuvas durante o desenvolvimento das lavouras, o que favoreceu o potencial produtivo em grande parte das regiões do Estado. Por outro lado, algumas áreas foram impactadas pelo excesso de chuvas, resultando em maior umidade e aumento da incidência de grãos avariados, podendo afetar parcialmente a qualidade da produção.
Com a área mantida e o aumento da produtividade, a produção total de soja em Mato Grosso foi projetada em 51,41 milhões de toneladas, 1,77% acima da estimativa do mês anterior e 1,02% superior à produção da safra passada, registrando assim a maior produção da série histórica do instituto.
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