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Projeto de compensação social de Professor Sivirino é aprovado pela Assembleia Legislativa

Proposta prevê investimentos em espaços esportivos e ações de inclusão social nas comunidades impactadas por unidades prisionais
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta quarta-feira (21), em segunda votação, o projeto de compensação social apresentado pelo Professor Sivirino (PSD) durante sua passagem como deputado estadual. A proposta, que prioriza o esporte como instrumento de inclusão e prevenção à violência, segue agora para apreciação do governador.
O projeto prevê que a implantação de unidades prisionais e socioeducativas seja acompanhada de investimentos nas comunidades impactadas, incluindo construção e revitalização de praças, espaços esportivos e realização de atividades recreativas e socioeducativas.
Ex-esportista e com mais de duas décadas de atuação em um projeto social que alia esporte e educação, Professor Sivirino destaca que conhece, na prática, os resultados dessas iniciativas.
“Ao longo da minha trajetória, vi de perto como o esporte transforma vidas, especialmente de crianças e jovens. Sei da importância de oferecer espaços adequados e oportunidades para que eles possam desenvolver suas habilidades e construir novos caminhos. É isso que buscamos com essa proposta”, ressaltou.
A iniciativa busca ampliar o acesso ao esporte e ao lazer, utilizando a compensação social como instrumento de prevenção à violência e desenvolvimento das comunidades.
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Seca histórica castiga Roraima, derruba produtividade da soja em 42% e ameaça encarecer próxima safra

A seca histórica em Roraima já provoca prejuízos ao agronegócio, com queda de 42% na produtividade da soja e dificuldades para escoar a produção. A redução do nível do Rio Branco comprometeu a logística de transporte no estado, enquanto a irregularidade das chuvas aumenta a preocupação com o abastecimento de combustíveis e o custo dos insumos para a safra 2026/27.
O presidente da Aprosoja Roraima, Murilo Ferrari, afirmou que a estiagem começou de forma precoce, entre o fim de junho e o início de julho, e desde então não houve chuvas expressivas suficientes para reverter o cenário.
Segundo Ferrari, a produção colhida registrou uma queda de 42% na produtividade em relação ao ano passado. Além das perdas nas lavouras, o baixo nível do Rio Branco impediu a operação de escoamento da soja pelo município de Caracaraí, utilizada para a exportação da produção.
A operação havia começado no ano passado, mas não pôde ser realizada neste ano devido às condições de navegação. O problema compromete a logística do setor e gera impactos para a empresa responsável pela exportação.
“É uma seca histórica. Nós nunca vivenciamos essa seca tão precoce, que se configurou já no final de junho, começo de julho, e até o momento não tivemos mais chuvas expressivas”, afirmou o presidente da Aprosoja-RR.
Transporte de diesel preocupa e pode elevar custos da próxima safra
Os efeitos da estiagem também começam a atingir o transporte de combustíveis. Conforme Ferrari, as dificuldades de navegação na região amazônica já interferem na chegada de embarcações a Manaus, no Amazonas. Parte da logística passou a ser realizada por Itacoatiara, também no estado, o que contribuiu para o aumento dos preços do diesel.
A situação acende um alerta para os produtores rurais, que devem iniciar em maio o planejamento das compras de insumos para o próximo plantio. Fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes podem ficar mais caros caso a seca persista e continue pressionando o transporte fluvial e o valor dos fretes.
O período entre dezembro e fevereiro costuma ser marcado pelo retorno das chuvas na região amazônica e pela elevação natural do nível dos rios. No entanto, a irregularidade climática mantém a incerteza sobre a recuperação das condições de navegação.
De acordo com Ferrari, empresários do setor logístico já relatam aumento no frete de contêineres. Se as chuvas não forem suficientes para recuperar os níveis dos rios, os custos adicionais poderão chegar ao produtor rural.
“Se continuar e não chover agora nesses próximos meses, a gente vai, sim, impactar nos preços dos insumos que aqui vêm, fertilizantes, produtos químicos, sementes. E aí a conta vai ser repassada para o produtor”, alertou.
A previsão de chuvas abaixo da média até dezembro aumenta a preocupação com a continuidade dos impactos da estiagem. Além de prejudicar o escoamento da soja já colhida, a seca pode dificultar o transporte de insumos necessários para a próxima temporada agrícola.
O comportamento das chuvas nos próximos meses será decisivo para a recuperação dos rios e para a redução dos custos logísticos. Até lá, o setor produtivo acompanha as condições climáticas diante do risco de novos prejuízos e de uma safra 2026/27 com custos de produção mais elevados.
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UniSenai MT oferta 420 vagas para 14 minicursos rápidos em Cuiabá

O Centro Universitário do Senai Mato Grosso (UniSenai MT) oferta 420 vagas para 14 minicursos gratuitos para a população. As formações têm duração máxima de 1h30 e irão ocorrer simultaneamente no dia 29 de outubro, a partir das 19h, no prédio localizado na Avenida 15 de Novembro, no bairro Porto, em Cuiabá.
As inscrições estão abertas e devem ser realizadas via formulário online. Cada participante deve escolher apenas um curso de interesse. Os interessados devem ser maiores de 16 anos e ter disponibilidade na data do curso no período noturno. Após a conclusão, todos os participantes receberão certificados.
As formações iniciais são ligadas às áreas de tecnologia da informação, inteligência artificial, agroindústria, gestão, sustentabilidade, finanças e comunicação.
Serão ofertados os minicursos com os temas: “Antes do código: como transformar Problemas reais em soluções tecnológicas”; “Automação residencial: desenvolvimento de um alimentador pet inteligente”; “Cálculo de rescisão do contrato de trabalho”; “Ciência de dados e LLMs: cruzamento e investigação de dados”; “Crie seu primeiro aplicativo em 1 hora usando IA”; “Do resíduo ao biochar: ciência, tecnologia e aplicações no agro”; “Eficiência energética residencial”; “Finanças pessoais e economia doméstica para estudantes”; “Introdução a comandos elétricos”; “Introdução à programação de sistemas automáticos – uso do software Tinkercard”; “Introdução a sistemas pneumáticos com FluidSIM”; “Mercado de trabalho em tecnologia da informação: desafios e como se preparar”; “Oratória I”; e “Sustentabilidade que dá lucro: negócios com economia circular e logística reversa”.
Para a pró-reitora do UniSenai MT, Ana Cristina Caldart, a iniciativa é uma oportunidade para as pessoas que buscam obter conhecimento inicial ou se aprimorar nas áreas de interesse:
“Estamos disponibilizando estes minicursos que serão ministrados por profissionais mestres e doutores capacitados para trazer novos insights com o que há de novo no mercado. Será um momento que pode despertar novas ideias e soluções para quem busca estar sempre em atualização”, destaca.
Com foco na aprendizagem prática e ministrados por professores especialistas e capacitados, os cursos foram planejados para atender estudantes, profissionais e demais interessados que desejam se atualizar em áreas estratégicas para diferentes segmentos da da indústria e mercado de trabalho.
O coordenador do Eixo Tecnológico do UniSenai MT, Fabiano Pontes, conta que as formações foram elaboradas de acordo com as necessidades atuais da comunidade.
“O estudo que fizemos para propor estes minicursos tem como base a busca por novos conhecimentos voltados para estas áreas ofertadas e que nos deparamos na realidade do dia a dia aqui no UniSenai e fora dele. Estaremos dando todo o apoio e suporte necessário para que os participantes concluam qualquer formação satisfeitos”, conclui.
Texto: Emerson William
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Mato Grosso se mantém entre os dez estados com maior movimentação via Pix no país

Desde abril, Mato Grosso registra movimentações financeiras superiores a R$ 35 bilhões por mês via Pix, mantendo-se entre os dez estados com maior volume transacionado pela modalidade no país. Somente em setembro, foram movimentados R$ 36,6 bilhões, garantindo ao estado a décima posição no ranking nacional.
O desempenho, segundo dados divulgados pela Fecomércio-SE e analisados pela Fecomércio-MT, colocou Mato Grosso à frente de estados como Ceará (R$ 34,61 bilhões), Espírito Santo (R$ 33,66 bilhões) e Pernambuco (R$ 32,21 bilhões), considerando os resultados de setembro de 2026.
Na comparação com setembro de 2025, quando foram movimentados R$ 31,68 bilhões, o volume financeiro cresceu 15,67%, representando um acréscimo de quase R$ 5 bilhões em apenas 12 meses. Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), o resultado pode estar relacionado ao dinamismo da economia estadual, especialmente às atividades do agronegócio, comércio e serviços.
“A expansão das movimentações via Pix, que em 12 meses aumentaram quase R$ 5 bilhões, pode estar relacionada à forte atividade econômica e à maior adoção dos pagamentos digitais no agronegócio e no comércio local. O dinamismo da economia mato-grossense contribui para colocar o estado em posição de destaque no cenário nacional e regional”, destacou o presidente.
Destaque no Centro-Oeste
Na região Centro-Oeste, Mato Grosso apresentou a segunda maior taxa de crescimento na movimentação financeira via Pix, com avanço de 15,67% em relação a setembro de 2025. O desempenho superou o de Goiás (+4,87%) e Mato Grosso do Sul (-2,34%), ficando atrás apenas do Distrito Federal (+35,39%).
Ainda conforme a análise da Fecomércio-MT, Mato Grosso respondeu por 1,86% de todo o volume financeiro movimentado via Pix no Brasil em setembro de 2026, quando as transações nacionais totalizaram R$ 1,974 trilhão. No Centro-Oeste, a participação do estado alcançou aproximadamente 21,77% do volume regional.
A Fecomércio-MT também destaca que o maior volume mensal registrado no estado em 2026 ocorreu em abril, quando as transações atingiram R$ 37,81 bilhões. O resultado pode estar associado, entre outros fatores, à sazonalidade das atividades econômicas, incluindo o período de colheita e comercialização da produção agrícola.
Pix e acesso ao crédito
A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), revelou que 50,5% das famílias entrevistadas em Cuiabá relataram maior dificuldade para obter crédito em setembro, contra 48% no mês anterior.
Embora o indicador geral de intenção de consumo tenha registrado queda pelo quarto mês consecutivo, a praticidade do Pix pode contribuir para a organização financeira das famílias, especialmente em um cenário de maior restrição ao crédito. A modalidade permite realizar pagamentos de forma instantânea, facilitando o acompanhamento das despesas e a utilização dos recursos disponíveis, sem necessariamente recorrer a financiamentos ou parcelamentos.
Para Tião da Zaeli, a modalidade também pode contribuir para a organização financeira dos consumidores e para a gestão dos negócios, especialmente em um cenário de maior dificuldade de acesso ao crédito.
“Em um cenário de maior dificuldade de acesso ao crédito, o Pix facilita o controle das despesas pelos consumidores e agiliza o recebimento dos valores pelas empresas. É uma ferramenta que traz praticidade e benefícios tanto para quem compra quanto para quem vende”, concluiu.
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