Sustentabilidade
Avanço da colheita de soja nos EUA e dólar firme superam demanda chinesa e Chicago fecha em baixa – MAIS SOJA

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), quarta-feira. O bom avanço da colheita nos Estados Unidos e a valorização do dólar, tirando competitividade do produto americano, pressionaram as cotações, após um início positivo, resultado da boas demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até 11 de outubro, os trabalhos alcançavam 46% da área, ante 25% na semana anterior e abaixo da média de 50% dos últimos cinco anos. As condições das lavouras permaneceram estáveis. Até 11 de outubro, 57% das plantações estavam em condições boas ou excelentes, 29% em situação regular e 14% entre ruins e muito ruins.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 470.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27. Compradores estatais chineses adquiriram de 8 a 10 cargas de soja dos Estados Unidos, do tipo Panamax, nesta semana, nos primeiros negócios desse tipo desde a cúpula de setembro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Washington, informaram três comerciais nesta quarta-feira.
Segundo a Agência Reuters, as cargas estão programadas para embarque a partir de dezembro, acrescentaram as fontes. O mercado aguardava sinais de retomada das compras chinesas após uma pausa de várias semanas, em parte devido à fraca demanda durante o feriado de uma semana do Dia Nacional do país, no início deste mês.
As importações chinesas de soja em grão recuaram 7,7% em setembro na comparação com igual período do ano passado, somando 11,88 milhões de toneladas. Em relação a agosto, quando foram adquiridas 12,14 milhões de toneladas, houve um recuo de 2,1’%. Os dados foram divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China. No acumulado do ano, as compras chinesas totalizam 86,08 milhões de toneladas. A China é o maior importador mundial de soja.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,50 centavos de dólar ou 0,50%, a US$ 12,77 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,92 por bushel, com retração de 8,00 centavos de dólar ou 0,61%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,30 ou 0,35% a US$ 364,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,06 centavos de dólar, com perda de 0,96 centavo ou 1,41%.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
IPPA//CEPEA: Índice avança em setembro, impulsionado pelos preços dos grãos – MAIS SOJA

Em setembro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou alta nominal de 3,62% em relação a agosto. O resultado mensal foi impulsionado, sobretudo, pelo avanço do IPPA-Grãos (6,58%), seguido pelas altas do IPPA-Pecuária (2,08%) e do IPPA-Cana-Café (0,15%), que mais do que compensaram a queda observada no IPPA-Hortifrutícolas (-3,98%).
Segundo o Cepea, entre os produtos, destacaram-se as altas de algodão, arroz, milho, soja, trigo, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, leite, batata, tomate e cana-de-açúcar, enquanto ovos, banana, laranja, uva e café exerceram influência baixista sobre seus respectivos grupos.
O IPA-OG-DI apresentou alta de 1,57% no mês, indicando que, em setembro, os preços agropecuários apresentaram desempenho superior ao dos preços industriais. No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 1,48%. Com a valorização de 0,16% do real frente ao dólar, os preços internacionais dos alimentos medidos em reais registraram alta de 1,31%.
Na comparação anual (jan-set/2026 em relação ao mesmo período do ano anterior), o IPPA/CEPEA apresenta queda de 6,56%, com retrações no IPPA-Cana-Café (-20,90%), IPPA-Hortifrutícolas (-8,58%), IPPA-Grãos (-3,49%) e IPPA-Pecuária (-2,54%).
No mesmo período, o IPA-OG-DI acumula alta de 1,24%, enquanto os preços internacionais dos alimentos registram queda de 8,39% em reais e leve alta de 0,75% em dólares. Já a taxa de câmbio acumula variação de -8,96%, refletindo a valorização do real frente à moeda norte-americana, na comparação entre janeiro e setembro de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Em dia de alta do dólar, soja apresenta reação? Saiba os preços e o cenário da oleaginosa

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de baixa movimentação nesta quinta-feira (15), com poucos negócios e preços sem alterações significativas. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que a forte valorização do dólar compensou a queda firme na Bolsa de Chicago, evitando mudanças estruturais nas cotações do mercado físico.
Nos portos, as indicações permaneceram bastante nominais, sem ofertas efetivas. Já os esmagadores tentaram realizar compras, mas os bids ficaram bem abaixo dos valores pedidos pelos vendedores, mantendo as negociações travadas.
“Os esmagadores tentaram comprar, mas as ofertas ficaram bem abaixo do que o vendedor está pedindo”, observa Silveira. Segundo o analista, os produtores seguem concentrados nos trabalhos de plantio, enquanto o mercado permanece lento.
Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 147,50
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 148,50
- Cascavel (PR): subiu de R$ 144,50 para R$ 145,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 142,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 140,50
- Rio Verde (GO): recuou de R$ 140,00 para R$ 139,00
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 155,50 para R$ 156,00. Em Rio Grande (RS), as referências permaneceram em R$ 156,50.
Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira, acumulando quatro sessões consecutivas de perdas. O avanço da colheita nos Estados Unidos e o fraco desempenho do esmagamento americano em setembro colocaram os preços nos menores níveis em sete semanas, apesar da demanda chinesa.
O cenário fundamental combina aumento da oferta de uma safra que promete ser recorde nos Estados Unidos com a perspectiva de ampla produção esperada também no Brasil.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção brasileira de 181,616 milhões de toneladas em 2026/27. A safra deve crescer 0,7% em relação à temporada anterior, com aumento de 1,4% na área plantada, para 49,3 milhões de hectares.
Além disso, a Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 196,3 milhões de bushels em setembro, ante 205,456 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 203,74 milhões. Em setembro de 2025, foram 197,863 milhões de bushels. O número de setembro foi o menor em 13 meses.
Compradores estatais da China adquiriram entre 10 e 13 cargas de soja dos Estados Unidos durante a noite, na segunda rodada de compras em grande escala desde o encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em setembro, disseram três fontes comerciais à Reuters nesta quinta-feira (15).
As compras desta semana somam entre 18 e 23 cargas, equivalentes a aproximadamente 1,2 milhão a 1,5 milhão de toneladas de soja norte-americana, segundo cálculos da Reuters. Com as novas compras, a China se aproxima da meta de adquirir 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos no ano comercial 2026/27, anunciada pela Casa Branca. Até o momento, as aquisições somam cerca de 15 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 14,25 centavos de dólar ou 1,11%, a US$ 12,63 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,77 3/4 por bushel, com retração de 14,25 centavos de dólar ou 1,10%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 4,70 ou 1,28%, a US$ 359,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,15 centavos de dólar, com ganho de 0,09 centavo ou 0,13%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,15%, negociado a R$ 5,0884 para venda e a R$ 5,0864 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0375 e a máxima de R$ 5,0990.
Sustentabilidade
Produção brasileira de grãos deve aumentar apesar do El Niño – MAIS SOJA

A produção brasileira de grãos da safra 2026/2027 deve superar 367 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% em relação à safra anterior. A projeção foi divulgada nesta quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a partir de dados reunidos no 1º Levantamento de Safra de Grãos 2026/2027.
O crescimento se dá pelo aumento da área cultivada, que deve crescer 2,3% em relação à última safra e chegar a 85,4 milhões de hectares.
A colheita da soja deve ter um pequeno aumento, de 0,7%, chegando a 181,6 milhões de toneladas. A área a ser semeada deverá ter um crescimento de 1,4%, com destaque para os estados de Mato Grosso e Paraná que, juntos, concentram mais de 60% da área de cultivo do grão.
No caso do milho, o aumento da produção deve ser de 2,4%, com volume total de grãos podendo chegar a 148 milhões de toneladas. O crescimento é puxado pelo aumento da área plantada, que deve crescer 4,9% em relação ao ciclo de 2025/2026.
A produção de feijão deve permanecer estável com volume estimado em 2,9 milhões de toneladas. A projeção para a área semeada na primeira safra é de 808,2 mil hectares, aumento de 1,9% em relação ao último ciclo. E na segunda safra, 963,1 mil toneladas, 1,1% inferior em relação à safra passada. O Brasil colhe, anualmente, três safras de feijão.
Arroz
A Conab prevê uma queda na produção do arroz de 2,9%, apesar de um aumento na área semeada. O plantio em sequeiro deve aumentar 7,1%. Já o plantio em área alagada, que é a maior parte da produção nacional, deverá permanecer estável, com pequeno aumento de 0,4%.
O motivo da queda de produtividade é o impacto do El Niño, que deverá afetar o volume de chuvas na Região Sul, onde fica a maior parte da produção nacional de arroz.
Segundo o Painel do El Niño, o fenômeno meteorológico atingirá o Brasil de forma severa neste segundo semestre de 2026 e início de 2027. Como consequência, a previsão é que a Região Sul tenha chuvas acima da média histórica, com riscos de inundações, temporais e enchentes no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
As regiões Norte e Nordeste terão o problema oposto, uma seca severa e estiagem. O Centro-Oeste e o Sudeste serão afetados principalmente pelo calor extremo.
A produção prevista para o trigo é de 5,7 milhões de toneladas este ano. O volume equivale a uma redução aproximada de 27,2% em comparação à safra anterior. A queda está associada à diminuição da área plantada e também à queda na produtividade do cereal.
Exportações
As exportações de soja em grãos estão estimadas em 117,97 milhões de toneladas, um crescimento de 1,5% em relação à safra anterior. No caso do milho, as exportações devem alcançar 43,9 milhões de toneladas. Mas o destaque do cereal será o crescimento do mercado interno em 6,6% por causa da produção de etanol.
O arroz deverá ter as exportações reduzidas em 17,4%. Isso porque, como a previsão é de produção menor, os grãos devem ser consumidos pelo mercado interno, que ficará estável.
Fonte: Agência Brasil

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