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Senado inicia votação que pode acabar com a escala 6×1 no Brasil

Alcolumbre pretende concluir os dois turnos nesta quarta; PEC precisa de 49 votos em cada votação
O Senado Federal iniciou nesta quarta-feira (14) a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que pretende concluir ainda hoje os dois turnos de votação.
A proposta precisa do apoio mínimo de 49 dos 81 senadores em cada turno para ser aprovada. Caso o texto seja mantido sem alterações, a emenda poderá ser promulgada, já que a matéria passou pela Câmara dos Deputados em maio.
A PEC reduz de 44 para 40 horas o limite da jornada semanal e determina dois dias de descanso. A preferência é que uma das folgas ocorra aos domingos. O texto também proíbe a redução salarial em razão da mudança.
Redução será gradual
A implementação ocorrerá ao longo de 14 meses. As primeiras duas horas serão retiradas da jornada 60 dias após a promulgação. As outras duas serão reduzidas um ano depois, completando a carga semanal de 40 horas.
O período de transição foi incluído para permitir que empresas reorganizem turnos, contratações e escalas. A proposta também prevê regras específicas para trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois tetos e meio do INSS, além de exceções para o funcionalismo público, empresas estatais e categorias com jornadas estabelecidas em convenções coletivas.
Tema entra na disputa presidencial
O fim da escala 6×1 tornou-se uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição. Nesta quarta-feira, Lula afirmou que a aprovação representaria a conquista de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem corte nos salários.
O presidente também acusou os adversários de aderirem à proposta por “oportunismo eleitoral”, a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial.
Adversário de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou a posição contrária à PEC e anunciou que votará favoravelmente, afirmando que seguirá a vontade da maioria dos brasileiros. Ele, entretanto, defende maior liberdade para a negociação das escalas e da carga horária.
Proposta começou a tramitar em 2019
A PEC 221 foi apresentada em dezembro de 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto original previa a redução gradual da jornada para 36 horas, mas sofreu alterações durante a tramitação na Câmara.
A discussão ganhou força em 2025, com a mobilização nacional contra a escala 6×1 e a apresentação de uma proposta semelhante pela deputada Erika Hilton (PSol-SP). As duas matérias passaram a tramitar em conjunto.
A Câmara aprovou o texto em maio deste ano, com 472 votos favoráveis e 22 contrários no primeiro turno. Na segunda votação, foram registrados 461 votos a favor e 19 contra.
No Senado, a proposta recebeu parecer favorável do relator Omar Aziz (PSD-AM) e foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça em setembro. As 36 emendas apresentadas durante a tramitação foram rejeitadas, mantendo o conteúdo aprovado pelos deputados.
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CCJ do Senado conclui votação da PEC da Segurança Pública; texto vai ao plenário antes do 2º turno

Aprovada sem alterações em relação à Câmara, proposta endurece combate a facções, cria polícias municipais e abre caminho para Ministério da Segurança Pública
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu, nesta quarta-feira (14), a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. 
O texto agora está pronto para análise no plenário do Senado. Se aprovada sem alterações, a PEC 18 de 2025 será promulgada uma vez que já foi aprovada na Câmara.
De autoria do Poder Executivo, a PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.
Essa proposta foi uma das prioridades do atual governo para área da segurança, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometendo criar um ministério da segurança pública após aprovação da PEC.
O texto base da proposta foi aprovado no início de setembro, ficando pendente a análise de três destaques que seriam votados hoje com sugestões de mudanças.
Os requerimentos, porém, não foram votados porque os autores dos requerimentos Carlos Portinho (PL-RJ) e Alessandro Viera (MDB-SE) não estavam presentes na sessão.
O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), justificou, com base no Artigo 300 do regimento interno do Senado, que os destaques apresentados ficaram prejudicados com a ausência dos senadores.
“Não tendo solicitado a palavra o autor do destaque para encaminhamento, ficam prejudicado os destaques”, disse.
Alencar informou à imprensa que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para votar o tema no plenário ainda antes do segundo turno das eleições, marcadas para 25 de outubro.
“Pelo que o Davi me falou ontem, nós temos condição de aprova-la ainda nesse período antes do segundo turno. Vamos trabalhar por isso, para que a matéria possa ser promulgada e o presidente [Lula] possa criar o Ministério da Segurança Pública do país.”
A PEC
Entre outras medidas, A PEC propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.
A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.
“Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.
Facções e milícias
A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas.
Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares.
Outra novidade da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público, com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.
A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para segurança pública.
Fundos de financiamento
Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.
“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator.
A PEC ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, “reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal”.
A proposta ainda prevê a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.
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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
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Polícia Civil prende mulher de 65 anos condenada a 10 anos por tráfico em MT

Condenada foi localizada em Nova Lacerda após investigação ligada à Operação Ruptura, deflagrada em 2021 contra uma facção criminosa
Uma idosa condenada por tráfico de drogas teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (14.10), em ação realizada pelos policiais da Delegacia de Comodoro. A prisão da suspeita, de 65 anos, foi realizada no município de Nova Lacerda.
Ela estava com mandado de prisão por condenação definitiva, decretado pela Justiça, a pena de 10 anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas. A suspeita foi investigada no âmbito de uma investigação contra uma facção criminosa que resultou na Operação Ruptura, deflagrada em 2021, em Nova Lacerda.
Na ocasião, diversos integrantes da organização criminosa foram presos e, posteriormente, condenados por diferentes crimes. Ainda na época da operação, a filha da mulher também foi presa em flagrante e permanece detida, cumprindo pena decorrente de condenações que somam mais de 33 anos de prisão.
Após ter a ordem de prisão cumprida, a condenada foi encaminhada para a delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocada à disposição da Justiça.
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