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6 de outubro de 2026

Business

Imea mantém safra de soja de MT em 48,88 milhões de toneladas

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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve em 48,88 milhões de toneladas a estimativa para a produção de soja de Mato Grosso na safra 2026/27, apesar do atraso no início do plantio. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (5), o instituto atribuiu o ritmo mais lento à irregularidade das primeiras chuvas e à cautela dos produtores diante da umidade insuficiente no solo.

A projeção para a soja segue acompanhada de área estimada em 13,05 milhões de hectares e produtividade de 62,44 sacas por hectare. Na comparação anual, os números representam avanço de 0,25% na área e queda de 5,43% no rendimento. A produção projetada fica 5,2% abaixo das 51,56 milhões de toneladas da temporada anterior.

Segundo o Imea, a semeadura está atrasada em relação às últimas safras em grande parte das regiões mato-grossenses. O instituto avalia que o comportamento do clima nos próximos meses será determinante para o rendimento, com atenção voltada para novembro e dezembro, em um cenário de temperaturas mais elevadas e chuvas mais irregulares, sob influência do El Niño.

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No balanço de oferta e demanda, o esmagamento de soja em Mato Grosso foi mantido em 13,66 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 5% sobre o ciclo anterior. Para 2026/27, a previsão é de 13,81 milhões de toneladas. As exportações da próxima safra foram mantidas em 30,51 milhões de toneladas, enquanto a demanda total foi projetada em 49,14 milhões de toneladas, diante de oferta de 49,26 milhões. O estoque final permanece estimado em 120 mil toneladas.

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Para o milho, o Imea projeta consumo interno de 27,09 milhões de toneladas em 2026/27, acima das exportações, estimadas em 17,50 milhões de toneladas. A produção foi mantida em 53,68 milhões de toneladas, com área de 7,48 milhões de hectares e produtividade de 119,64 sacas por hectare.

No algodão, a área prevista para 2026/27 é de 1,43 milhão de hectares, alta de 3,84%, enquanto a produção de pluma foi estimada em 2,73 milhões de toneladas, queda de 2,42%.

As projeções do Imea para a safra 2026/27 em Mato Grosso mantêm, por ora, os números de soja, milho e algodão, com o clima e o avanço do plantio no centro do acompanhamento para os próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Após tombo de até R$ 10, analista detalha cenário da soja e revela se mercado pode se recuperar

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O mercado brasileiro de soja registrou alguns ajustes positivos nos preços nesta terça-feira (6), acompanhando os ganhos na Bolsa de Chicago. Apesar da reação, a comercialização ficou travada, com os players afastados e a liquidez em níveis baixos.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o produtor segue concentrado nos trabalhos de campo, buscando acelerar o plantio após as chuvas recentes e benéficas. Ao mesmo tempo, os prêmios não apresentaram alterações relevantes e o dólar continuou em patamares desfavoráveis.

“Os preços tiveram alguns ajustes de alta frente aos ganhos em bolsa, mas os players continuam afastados. No geral, o mercado segue lento e sem muitas novidades”, resume Silveira.

No mercado físico, as principais praças brasileiras apresentaram movimentos distintos nesta terça-feira:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 147,00 para R$ 147,40 por saca
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 148,40 por saca
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 143,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 141,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 145,00 para R$ 144,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 141,00 por saca
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 154,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 156,00 para R$ 156,40

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. O mercado deu continuidade ao movimento de recuperação técnica iniciado na segunda-feira, após os preços terem atingido o menor nível em cinco semanas na semana passada.

Os participantes acompanham a decisão do governo Trump sobre o uso de diesel, o clima nos Estados Unidos e o desempenho dos mercados vizinhos, diante da intensificação do conflito no Mar Negro.

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Os operadores também começam a posicionar suas carteiras antes do relatório de outubro do USDA, que será divulgado na sexta-feira. O atraso na colheita da soja aumenta as preocupações de que o Departamento possa reduzir as estimativas para a produtividade da safra norte-americana.

Segundo o USDA, até 4 de outubro, a colheita da soja nos Estados Unidos havia alcançado 25%, contra 17% na semana anterior. A média dos últimos cinco anos para o período é de 33%.

Em relação às condições das lavouras, 57% estavam classificadas entre boas e excelentes, 29% em situação regular e 14% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 58%, 29% e 13%, respectivamente.

A ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que permite temporariamente o uso de diesel tingido de vermelho e isento de impostos por caminhoneiros que normalmente utilizariam combustível tributado, deve trazer benefícios limitados aos agricultores norte-americanos diante do aumento dos custos dos insumos.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,50 centavos de dólar, ou 0,19%, a US$ 12,80 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,97 1/2 por bushel, com elevação de 3,00 centavos de dólar, ou 0,23%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,40, ou 0,11%, a US$ 347,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,35 centavos de dólar, com ganho de 0,73 centavo, ou 1,06%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,49%, negociado a R$ 4,9771 para venda e a R$ 4,9751 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9451 e a máxima de R$ 4,9861.

A reação desta terça-feira ocorre após uma forte queda registrada no mercado brasileiro na segunda-feira (5). Na ocasião, os preços recuaram entre R$ 6 e R$ 8 por saca, dependendo da praça, chegando a R$ 10 em algumas regiões. O movimento foi influenciado principalmente pela forte queda do dólar, que encerrou o dia em R$ 5,00, com baixa de 4,11%.

Segundo Rafael Silveira, a queda foi pontual e ocorreu principalmente nas indicações dos compradores. O analista explica, porém, que é preciso diferenciar a queda nas indicações dos compradores dos negócios efetivamente realizados. De acordo com Silveira, os produtores estão segurando as ofertas e esperando preços mais altos, o que aumentou a diferença entre os valores pedidos pelos vendedores e aqueles indicados pelos compradores.

“São indicações dos compradores que recuaram, não quer dizer que a gente está tendo negócios necessariamente nesses períodos. O produtor está segurando as ofertas a preços mais altos”, afirmou.

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Mesmo com a pressão sobre as cotações, a comercialização da safra nova avançou. Segundo Silveira, 33% da nova safra já foi comercializada, contra 20% a 22% no mesmo período do ano passado.

Queda preocupa produtor?

Para o analista, o impacto da queda sobre as margens dos produtores ainda é limitado. Isso porque muitos aproveitaram os preços mais elevados registrados nos últimos meses para fixar os custos de produção e negociar antecipadamente parte da nova safra.

“Por enquanto, não traz um peso relevante, porque a comercialização já andou bem. Os produtores aproveitaram para fixar custos de produção, na sua grande maioria, e já pegaram preços negociados para a safra nova a cotações antes dessa queda”, explicou.

O cenário, no entanto, pode mudar caso o movimento de baixa continue. Segundo o analista, uma manutenção da pressão sobre os preços ou novas quedas começariam a pesar mais sobre as margens dos produtores.

“Se persistir esse movimento, sim, já começa a mexer um pouco na margem. É um impacto que assusta um pouco no curto prazo. Se permanecer o movimento, pesa mais à frente”, afirmou.

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Curso atualiza técnicos sobre certificação fitossanitária do greening no RS

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) realizou nesta terça-feira (6), em Porto Alegre, o Curso de Capacitação de RTs para certificação fitossanitária do greening. A atividade teve como objetivo habilitar os responsáveis técnicos que fazem a certificação de origem de citros e reuniu cerca de 50 fiscais estaduais agropecuários e profissionais de todo o Rio Grande do Sul.

Segundo a engenheira agrônoma e chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal (DDSV) da Seapi, Danielle da Rosa, a capacitação foi organizada para atualizar os profissionais sobre as exigências legislativas fitossanitárias ligadas à identificação, prevenção, manejo e emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC).

Danielle explicou que esses documentos são necessários para o envio de frutas para fora do estado. Ela destacou ainda que, em setembro deste ano, foi publicada a Portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nº 1.682, que declara a ocorrência de Candidatus liberibacter spp., bactéria associada ao greening/HLB, no Rio Grande do Sul. Com isso, as cargas de citros comercializadas para outros estados passam a exigir certificação fitossanitária.

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Durante a manhã, os participantes receberam atualização legislativa sobre o novo sistema de certificação fitossanitária que será implantado pelo Mapa a partir de abril de 2027, conforme a Portaria 1578/2026. Também foram apresentadas as regras da Portaria 1326/2025, que estabelece os procedimentos de manejo para estados com presença da doença.

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À tarde, o curso teve treinamento técnico sobre identificação, prevenção e manejo da bactéria Candidatus liberibacter e do inseto vetor Diaphorina citri. O conteúdo foi ministrado por professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

A capacitação concentrou orientações técnicas e normativas para a certificação de origem de citros no Rio Grande do Sul, diante das exigências sanitárias ligadas ao greening e ao trânsito interestadual da fruta.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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CNA recebe grupo da rede internacional Nuffield em Brasília

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu, nesta terça-feira (6), em Brasília, participantes da Nuffield, rede internacional de produtores rurais e profissionais do agro voltada ao desenvolvimento de lideranças e à troca de conhecimentos. O grupo reuniu representantes da Austrália, Holanda, Irlanda, Zimbábue, Malaui e Brasil.

Durante a visita, os participantes conheceram o trabalho desenvolvido pelo Sistema CNA/Senar no campo brasileiro. A assessora de Relações Internacionais da CNA, Elena Castellani, apresentou características produtivas do país e a atuação da CNA, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Instituto CNA em áreas como representatividade, defesa de interesses, inteligência técnica, capacitação e assistência técnica e gerencial aos produtores rurais.

O grupo também visitou o Instituto CNA para conhecer inovações aplicadas ao agro. Segundo Elena, houve interesse especial pelo painel de dados da instituição, com perguntas sobre coleta, análise e a implantação da iniciativa. Os participantes também abordaram temas como mercado regulado de carbono e pagamento por serviços ambientais (PSA), tratados por ela como desafios comuns ao agronegócio em diferentes países.

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Jackie Morrison, da Nuffield Austrália, afirmou que a visita ampliou a visão do grupo sobre o Brasil. Segundo ela, a comitiva percebeu que o país, além de competidor, também pode atuar em cooperação com outros mercados. Jackie também destacou a estrutura de representação dos agricultores e a preservação da biodiversidade observada no país.

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Produtora de mel ao lado do marido, Jackie pesquisa desde 2023 o Manejo Integrado de Pragas (MIP) para apoiar a resposta da apicultura australiana ao ácaro Varroa destructor. Já Luciana Kliemann, da Nuffield Brasil e produtora rural de grãos em Mato Grosso do Sul, avaliou como importante levar seu grupo à CNA após uma agenda internacional voltada à busca por soluções, inovação e diálogo com produtores.

Além do Brasil, a agenda da Nuffield incluiu visitas à Austrália, Cingapura, China, Romênia e França entre setembro e outubro de 2026. Nesse período, os participantes trabalharam em grupo na análise de sistemas produtivos, tipos de produção, política, inovações, desafios e questões ambientais e comerciais do setor agrícola.

Fonte: cnabrasil.org.br

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