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6 de outubro de 2026

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El Niño muito forte eleva risco para plantio no Centro-Oeste e no Matopiba

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A perspectiva de um El Niño de intensidade muito forte entre outubro e dezembro pode limitar a implantação das lavouras em partes do Centro-Oeste e do Matopiba, enquanto o Sul deve registrar chuvas acima da média, com maior pressão de doenças. A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (6) por Alexandre Stadser, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Canoinhas (SC), durante transmissão do BBCast Agro sobre a safra de verão 2026/27.

Segundo Stadser, o Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e por outras seis instituições federais, indica 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro. A previsão também aponta persistência até o início de 2027.

O boletim citado pelo assessor alerta para intensificação da seca e do risco de fogo no centro-norte do País. A configuração climática favorece chuvas acima da média no Sul e em partes do Sudeste, enquanto Norte, Nordeste e grande parte do Centro-Oeste devem ter precipitações abaixo da média. As temperaturas devem ficar acima da média na maior parte do Brasil, com maior destaque para Centro-Oeste e Sudeste.

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Para outubro, a previsão indica chuva acima do normal no Sul, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sudeste de Minas Gerais. Já áreas do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste devem registrar volumes abaixo do normal.

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No Centro-Oeste, as chuvas devem ser irregulares, com reflexo sobre o avanço da semeadura. Stadser afirmou que Mato Grosso do Sul apresenta perspectivas mais favoráveis para o início da safra, enquanto Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal podem enfrentar limitações para a semeadura por baixa umidade do solo.

No Matopiba, que reúne áreas agrícolas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o cenário de precipitações abaixo da média exige atenção para o estabelecimento das lavouras de verão. Segundo Stadser, a menor disponibilidade hídrica poderá elevar a necessidade de irrigação e aumentar a pressão sobre os recursos hídricos.

No Sul, a expectativa é de chuvas acima da média, com reposição hídrica para lavouras e pastagens. Em contrapartida, o excesso de umidade pode elevar o risco de doenças fúngicas, dificultar operações de campo e manter a atenção para cheias localizadas. No Norte, a combinação de chuva reduzida e calor mais intenso tende a elevar a demanda hídrica das culturas e a limitar a umidade disponível no solo, enquanto o tempo mais seco pode favorecer operações de campo e colheita.

O quadro projetado para o El Niño entre outubro e dezembro desenha condições distintas entre as regiões produtoras, com restrição hídrica em parte do Centro-Oeste, do Matopiba e do Norte, e excesso de chuva no Sul durante o início da safra de verão 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa Florestas é designada centro de referência da FAO

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) designou a Embrapa Florestas como Centro de Referência em Florestas Plantadas. O anúncio foi feito na sexta-feira (2), durante a 10ª Semana Mundial das Florestas e a 28ª Sessão do Comitê de Florestas da FAO, em Roma. Segundo a entidade, trata-se do primeiro centro de referência da FAO para florestas plantadas no mundo.

A designação tem como objetivo aproveitar conhecimentos científicos, técnicos e de políticas reconhecidos no setor florestal. De acordo com a FAO, as instituições com esse status colaboram na troca de conhecimento em áreas específicas, com assessoria técnica, dados, pesquisas, treinamento, transferência de tecnologia e outras formas de apoio aos Estados-Membros.

No caso da Embrapa Florestas, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a atuação será voltada ao desenvolvimento de florestas plantadas produtivas, resilientes e de baixa emissão de carbono, integradas a sistemas agropecuários, além do atendimento a demandas de cooperação internacional.

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Segundo dados da FAO de 2025, as florestas plantadas ocupam cerca de 304 milhões de hectares no mundo, dos quais 157 milhões de hectares correspondem a plantações florestais intensivas, predominantemente destinadas à produção. A China concentra a maior área, seguida por Estados Unidos, Rússia, Canadá, Índia, Brasil, Japão e Suécia.

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No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) indicam cerca de 10,4 milhões de hectares de florestas plantadas. Eucalipto e pinus lideram entre as espécies cultivadas, além de araucária, acácia, seringueira, erva-mate, teca, paricá, mogno-africano, castanha-do-brasil e cedro-australiano.

Entre as competências do centro de referência estão silvicultura e manejo florestal sustentável, sistemas integrados, melhoramento genético, sanidade florestal e controle biológico de pragas, métricas de carbono e mitigação de gases de efeito estufa (GEE), além de bioeconomia florestal e química verde.

Segundo a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a designação funciona como um selo de excelência e amplia a capacidade de cooperação do país em capacitação técnica, intercâmbio de conhecimento e projetos conjuntos com a FAO. O centro de referência vai operar sob demanda e mediante captação conjunta de recursos em diferentes frentes de atuação.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Imea mantém safra de soja de MT em 48,88 milhões de toneladas

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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve em 48,88 milhões de toneladas a estimativa para a produção de soja de Mato Grosso na safra 2026/27, apesar do atraso no início do plantio. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (5), o instituto atribuiu o ritmo mais lento à irregularidade das primeiras chuvas e à cautela dos produtores diante da umidade insuficiente no solo.

A projeção para a soja segue acompanhada de área estimada em 13,05 milhões de hectares e produtividade de 62,44 sacas por hectare. Na comparação anual, os números representam avanço de 0,25% na área e queda de 5,43% no rendimento. A produção projetada fica 5,2% abaixo das 51,56 milhões de toneladas da temporada anterior.

Segundo o Imea, a semeadura está atrasada em relação às últimas safras em grande parte das regiões mato-grossenses. O instituto avalia que o comportamento do clima nos próximos meses será determinante para o rendimento, com atenção voltada para novembro e dezembro, em um cenário de temperaturas mais elevadas e chuvas mais irregulares, sob influência do El Niño.

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No balanço de oferta e demanda, o esmagamento de soja em Mato Grosso foi mantido em 13,66 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 5% sobre o ciclo anterior. Para 2026/27, a previsão é de 13,81 milhões de toneladas. As exportações da próxima safra foram mantidas em 30,51 milhões de toneladas, enquanto a demanda total foi projetada em 49,14 milhões de toneladas, diante de oferta de 49,26 milhões. O estoque final permanece estimado em 120 mil toneladas.

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Para o milho, o Imea projeta consumo interno de 27,09 milhões de toneladas em 2026/27, acima das exportações, estimadas em 17,50 milhões de toneladas. A produção foi mantida em 53,68 milhões de toneladas, com área de 7,48 milhões de hectares e produtividade de 119,64 sacas por hectare.

No algodão, a área prevista para 2026/27 é de 1,43 milhão de hectares, alta de 3,84%, enquanto a produção de pluma foi estimada em 2,73 milhões de toneladas, queda de 2,42%.

As projeções do Imea para a safra 2026/27 em Mato Grosso mantêm, por ora, os números de soja, milho e algodão, com o clima e o avanço do plantio no centro do acompanhamento para os próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Após tombo de até R$ 10, analista detalha cenário da soja e revela se mercado pode se recuperar

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O mercado brasileiro de soja registrou alguns ajustes positivos nos preços nesta terça-feira (6), acompanhando os ganhos na Bolsa de Chicago. Apesar da reação, a comercialização ficou travada, com os players afastados e a liquidez em níveis baixos.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o produtor segue concentrado nos trabalhos de campo, buscando acelerar o plantio após as chuvas recentes e benéficas. Ao mesmo tempo, os prêmios não apresentaram alterações relevantes e o dólar continuou em patamares desfavoráveis.

“Os preços tiveram alguns ajustes de alta frente aos ganhos em bolsa, mas os players continuam afastados. No geral, o mercado segue lento e sem muitas novidades”, resume Silveira.

No mercado físico, as principais praças brasileiras apresentaram movimentos distintos nesta terça-feira:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 147,00 para R$ 147,40 por saca
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 148,40 por saca
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 143,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 141,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 145,00 para R$ 144,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 141,00 por saca
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 154,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 156,00 para R$ 156,40

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. O mercado deu continuidade ao movimento de recuperação técnica iniciado na segunda-feira, após os preços terem atingido o menor nível em cinco semanas na semana passada.

Os participantes acompanham a decisão do governo Trump sobre o uso de diesel, o clima nos Estados Unidos e o desempenho dos mercados vizinhos, diante da intensificação do conflito no Mar Negro.

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Os operadores também começam a posicionar suas carteiras antes do relatório de outubro do USDA, que será divulgado na sexta-feira. O atraso na colheita da soja aumenta as preocupações de que o Departamento possa reduzir as estimativas para a produtividade da safra norte-americana.

Segundo o USDA, até 4 de outubro, a colheita da soja nos Estados Unidos havia alcançado 25%, contra 17% na semana anterior. A média dos últimos cinco anos para o período é de 33%.

Em relação às condições das lavouras, 57% estavam classificadas entre boas e excelentes, 29% em situação regular e 14% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 58%, 29% e 13%, respectivamente.

A ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que permite temporariamente o uso de diesel tingido de vermelho e isento de impostos por caminhoneiros que normalmente utilizariam combustível tributado, deve trazer benefícios limitados aos agricultores norte-americanos diante do aumento dos custos dos insumos.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,50 centavos de dólar, ou 0,19%, a US$ 12,80 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,97 1/2 por bushel, com elevação de 3,00 centavos de dólar, ou 0,23%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,40, ou 0,11%, a US$ 347,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,35 centavos de dólar, com ganho de 0,73 centavo, ou 1,06%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,49%, negociado a R$ 4,9771 para venda e a R$ 4,9751 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9451 e a máxima de R$ 4,9861.

A reação desta terça-feira ocorre após uma forte queda registrada no mercado brasileiro na segunda-feira (5). Na ocasião, os preços recuaram entre R$ 6 e R$ 8 por saca, dependendo da praça, chegando a R$ 10 em algumas regiões. O movimento foi influenciado principalmente pela forte queda do dólar, que encerrou o dia em R$ 5,00, com baixa de 4,11%.

Segundo Rafael Silveira, a queda foi pontual e ocorreu principalmente nas indicações dos compradores. O analista explica, porém, que é preciso diferenciar a queda nas indicações dos compradores dos negócios efetivamente realizados. De acordo com Silveira, os produtores estão segurando as ofertas e esperando preços mais altos, o que aumentou a diferença entre os valores pedidos pelos vendedores e aqueles indicados pelos compradores.

“São indicações dos compradores que recuaram, não quer dizer que a gente está tendo negócios necessariamente nesses períodos. O produtor está segurando as ofertas a preços mais altos”, afirmou.

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Mesmo com a pressão sobre as cotações, a comercialização da safra nova avançou. Segundo Silveira, 33% da nova safra já foi comercializada, contra 20% a 22% no mesmo período do ano passado.

Queda preocupa produtor?

Para o analista, o impacto da queda sobre as margens dos produtores ainda é limitado. Isso porque muitos aproveitaram os preços mais elevados registrados nos últimos meses para fixar os custos de produção e negociar antecipadamente parte da nova safra.

“Por enquanto, não traz um peso relevante, porque a comercialização já andou bem. Os produtores aproveitaram para fixar custos de produção, na sua grande maioria, e já pegaram preços negociados para a safra nova a cotações antes dessa queda”, explicou.

O cenário, no entanto, pode mudar caso o movimento de baixa continue. Segundo o analista, uma manutenção da pressão sobre os preços ou novas quedas começariam a pesar mais sobre as margens dos produtores.

“Se persistir esse movimento, sim, já começa a mexer um pouco na margem. É um impacto que assusta um pouco no curto prazo. Se permanecer o movimento, pesa mais à frente”, afirmou.

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