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6 de outubro de 2026

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Curso atualiza técnicos sobre certificação fitossanitária do greening no RS

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) realizou nesta terça-feira (6), em Porto Alegre, o Curso de Capacitação de RTs para certificação fitossanitária do greening. A atividade teve como objetivo habilitar os responsáveis técnicos que fazem a certificação de origem de citros e reuniu cerca de 50 fiscais estaduais agropecuários e profissionais de todo o Rio Grande do Sul.

Segundo a engenheira agrônoma e chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal (DDSV) da Seapi, Danielle da Rosa, a capacitação foi organizada para atualizar os profissionais sobre as exigências legislativas fitossanitárias ligadas à identificação, prevenção, manejo e emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC).

Danielle explicou que esses documentos são necessários para o envio de frutas para fora do estado. Ela destacou ainda que, em setembro deste ano, foi publicada a Portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nº 1.682, que declara a ocorrência de Candidatus liberibacter spp., bactéria associada ao greening/HLB, no Rio Grande do Sul. Com isso, as cargas de citros comercializadas para outros estados passam a exigir certificação fitossanitária.

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Durante a manhã, os participantes receberam atualização legislativa sobre o novo sistema de certificação fitossanitária que será implantado pelo Mapa a partir de abril de 2027, conforme a Portaria 1578/2026. Também foram apresentadas as regras da Portaria 1326/2025, que estabelece os procedimentos de manejo para estados com presença da doença.

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À tarde, o curso teve treinamento técnico sobre identificação, prevenção e manejo da bactéria Candidatus liberibacter e do inseto vetor Diaphorina citri. O conteúdo foi ministrado por professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

A capacitação concentrou orientações técnicas e normativas para a certificação de origem de citros no Rio Grande do Sul, diante das exigências sanitárias ligadas ao greening e ao trânsito interestadual da fruta.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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CNA recebe grupo da rede internacional Nuffield em Brasília

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu, nesta terça-feira (6), em Brasília, participantes da Nuffield, rede internacional de produtores rurais e profissionais do agro voltada ao desenvolvimento de lideranças e à troca de conhecimentos. O grupo reuniu representantes da Austrália, Holanda, Irlanda, Zimbábue, Malaui e Brasil.

Durante a visita, os participantes conheceram o trabalho desenvolvido pelo Sistema CNA/Senar no campo brasileiro. A assessora de Relações Internacionais da CNA, Elena Castellani, apresentou características produtivas do país e a atuação da CNA, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Instituto CNA em áreas como representatividade, defesa de interesses, inteligência técnica, capacitação e assistência técnica e gerencial aos produtores rurais.

O grupo também visitou o Instituto CNA para conhecer inovações aplicadas ao agro. Segundo Elena, houve interesse especial pelo painel de dados da instituição, com perguntas sobre coleta, análise e a implantação da iniciativa. Os participantes também abordaram temas como mercado regulado de carbono e pagamento por serviços ambientais (PSA), tratados por ela como desafios comuns ao agronegócio em diferentes países.

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Jackie Morrison, da Nuffield Austrália, afirmou que a visita ampliou a visão do grupo sobre o Brasil. Segundo ela, a comitiva percebeu que o país, além de competidor, também pode atuar em cooperação com outros mercados. Jackie também destacou a estrutura de representação dos agricultores e a preservação da biodiversidade observada no país.

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Produtora de mel ao lado do marido, Jackie pesquisa desde 2023 o Manejo Integrado de Pragas (MIP) para apoiar a resposta da apicultura australiana ao ácaro Varroa destructor. Já Luciana Kliemann, da Nuffield Brasil e produtora rural de grãos em Mato Grosso do Sul, avaliou como importante levar seu grupo à CNA após uma agenda internacional voltada à busca por soluções, inovação e diálogo com produtores.

Além do Brasil, a agenda da Nuffield incluiu visitas à Austrália, Cingapura, China, Romênia e França entre setembro e outubro de 2026. Nesse período, os participantes trabalharam em grupo na análise de sistemas produtivos, tipos de produção, política, inovações, desafios e questões ambientais e comerciais do setor agrícola.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Açúcar e etanol seguem em alta em São Paulo, com chuvas limitando produção

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As cotações de derivados da cana, como açúcar cristal e etanóis, seguem em alta no estado de São Paulo esta semana, conforme o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo o estudo, as chuvas recentes limitam a produção dos insumos.

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O açúcar, apesar de ter caído 0,48% desde sexta-feira (2), continua marcando alta mensal de 1,37% no mercado spot. O valor chega a R$ 122,78 por saca de 50kg, em valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

Já o etanol anidro encerrou setembro com avanço de 0,21% em relação à semana anterior, marcando R$ 3,0579 por litro no índice do Cepea. O único que não aumentou foi o etanol hidratado, que está a R$ 2,5639/litro, com recuo de 0,7% desde a semana passada.

Chuvas paralisam a colheita

O Centro de Estudos explica que as chuvas que se estenderam durante todo o mês de setembro atrasaram a colheita da cana-de açúcar e, com um início de outubro também chuvoso, a tendência é paralisar ainda mais.

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O açúcar cristal é o mais afetado por essas condições, pois a cana colhida com excesso de umidade rende menos açúcar e favorece a produção do biocombustível. Consultorias indicam que a moagem de boa parte da produção pode ser adiada para a próxima safra e se estender até o fim de fevereiro ou começo de março. Nesse quadro, a oferta de açúcar no mercado interno deve seguir restrita nas próximas semanas.

O etanol, por sua vez, está com o ritmo de negócios aquecido. Um fator é a forte valorização do petróleo, que aumenta a competitividade do biocombustível. O outro é proximidade do feriado nacional de 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida), em vista do qual distribuidoras mostraram maior interesse em adquirir novos volumes.

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Colheita do milho de segunda safra chega a 99,8% no Brasil, diz Conab

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A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil alcançou 99,8% da área até a última sexta-feira (2), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (6). O avanço foi de 0,3 ponto porcentual sobre a semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, o ritmo está 0,2 ponto porcentual abaixo. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 99,9%, o atraso é de 0,1 ponto porcentual.

Segundo a Conab, apenas São Paulo e Paraná ainda não concluíram totalmente a colheita do milho de inverno no país. Ambos registravam 99% da área colhida até a sexta-feira (2). Nos demais Estados produtores, os trabalhos já atingiram 100%.

No caso da soja 2026/27, a semeadura chegou a 9,4% da área, com avanço semanal de 5,5 pontos porcentuais. Em relação ao mesmo momento da safra passada, o plantio está 1,2 ponto porcentual abaixo. Já na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 8,8%, os trabalhos estão em ritmo mais avançado.

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O Paraná lidera o plantio da oleaginosa, com 28% da área semeada. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 15%, e Mato Grosso, com 14,4%.

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Para o milho de primeira safra 2026/27, a semeadura atingiu 30,8% da área, alta de 3,3 pontos porcentuais frente à semana passada. O índice supera em 1,7 ponto porcentual o registrado no mesmo período do ciclo 2025/26 e também fica acima da média de cinco anos, de 27,9%.

Entre os Estados, o Paraná aparece com 72% da área semeada, seguido por Santa Catarina, com 65%, e Rio Grande do Sul, com 30,8%.

A colheita de trigo 2026 também avançou e alcançou 36,4% da área até a última sexta-feira (2), com ganho semanal de 7,5 pontos porcentuais. No mesmo período da safra passada, o porcentual era de 31%. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 34,7%.

No trigo, o Paraná, maior produtor ao lado do Rio Grande do Sul, já colheu 62% da área. No Estado gaúcho, a retirada das lavouras do campo ainda não havia começado até a sexta-feira (2).

Fonte: Estadão Conteúdo

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