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CNA recebe grupo da rede internacional Nuffield em Brasília

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu, nesta terça-feira (6), em Brasília, participantes da Nuffield, rede internacional de produtores rurais e profissionais do agro voltada ao desenvolvimento de lideranças e à troca de conhecimentos. O grupo reuniu representantes da Austrália, Holanda, Irlanda, Zimbábue, Malaui e Brasil.
Durante a visita, os participantes conheceram o trabalho desenvolvido pelo Sistema CNA/Senar no campo brasileiro. A assessora de Relações Internacionais da CNA, Elena Castellani, apresentou características produtivas do país e a atuação da CNA, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Instituto CNA em áreas como representatividade, defesa de interesses, inteligência técnica, capacitação e assistência técnica e gerencial aos produtores rurais.
O grupo também visitou o Instituto CNA para conhecer inovações aplicadas ao agro. Segundo Elena, houve interesse especial pelo painel de dados da instituição, com perguntas sobre coleta, análise e a implantação da iniciativa. Os participantes também abordaram temas como mercado regulado de carbono e pagamento por serviços ambientais (PSA), tratados por ela como desafios comuns ao agronegócio em diferentes países.
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Jackie Morrison, da Nuffield Austrália, afirmou que a visita ampliou a visão do grupo sobre o Brasil. Segundo ela, a comitiva percebeu que o país, além de competidor, também pode atuar em cooperação com outros mercados. Jackie também destacou a estrutura de representação dos agricultores e a preservação da biodiversidade observada no país.
Produtora de mel ao lado do marido, Jackie pesquisa desde 2023 o Manejo Integrado de Pragas (MIP) para apoiar a resposta da apicultura australiana ao ácaro Varroa destructor. Já Luciana Kliemann, da Nuffield Brasil e produtora rural de grãos em Mato Grosso do Sul, avaliou como importante levar seu grupo à CNA após uma agenda internacional voltada à busca por soluções, inovação e diálogo com produtores.
Além do Brasil, a agenda da Nuffield incluiu visitas à Austrália, Cingapura, China, Romênia e França entre setembro e outubro de 2026. Nesse período, os participantes trabalharam em grupo na análise de sistemas produtivos, tipos de produção, política, inovações, desafios e questões ambientais e comerciais do setor agrícola.
Fonte: cnabrasil.org.br
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Açúcar e etanol seguem em alta em São Paulo, com chuvas limitando produção

As cotações de derivados da cana, como açúcar cristal e etanóis, seguem em alta no estado de São Paulo esta semana, conforme o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo o estudo, as chuvas recentes limitam a produção dos insumos.
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O açúcar, apesar de ter caído 0,48% desde sexta-feira (2), continua marcando alta mensal de 1,37% no mercado spot. O valor chega a R$ 122,78 por saca de 50kg, em valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).
Já o etanol anidro encerrou setembro com avanço de 0,21% em relação à semana anterior, marcando R$ 3,0579 por litro no índice do Cepea. O único que não aumentou foi o etanol hidratado, que está a R$ 2,5639/litro, com recuo de 0,7% desde a semana passada.
Chuvas paralisam a colheita
O Centro de Estudos explica que as chuvas que se estenderam durante todo o mês de setembro atrasaram a colheita da cana-de açúcar e, com um início de outubro também chuvoso, a tendência é paralisar ainda mais.
O açúcar cristal é o mais afetado por essas condições, pois a cana colhida com excesso de umidade rende menos açúcar e favorece a produção do biocombustível. Consultorias indicam que a moagem de boa parte da produção pode ser adiada para a próxima safra e se estender até o fim de fevereiro ou começo de março. Nesse quadro, a oferta de açúcar no mercado interno deve seguir restrita nas próximas semanas.
O etanol, por sua vez, está com o ritmo de negócios aquecido. Um fator é a forte valorização do petróleo, que aumenta a competitividade do biocombustível. O outro é proximidade do feriado nacional de 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida), em vista do qual distribuidoras mostraram maior interesse em adquirir novos volumes.
Business
Colheita do milho de segunda safra chega a 99,8% no Brasil, diz Conab

A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil alcançou 99,8% da área até a última sexta-feira (2), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (6). O avanço foi de 0,3 ponto porcentual sobre a semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, o ritmo está 0,2 ponto porcentual abaixo. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 99,9%, o atraso é de 0,1 ponto porcentual.
Segundo a Conab, apenas São Paulo e Paraná ainda não concluíram totalmente a colheita do milho de inverno no país. Ambos registravam 99% da área colhida até a sexta-feira (2). Nos demais Estados produtores, os trabalhos já atingiram 100%.
No caso da soja 2026/27, a semeadura chegou a 9,4% da área, com avanço semanal de 5,5 pontos porcentuais. Em relação ao mesmo momento da safra passada, o plantio está 1,2 ponto porcentual abaixo. Já na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 8,8%, os trabalhos estão em ritmo mais avançado.
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O Paraná lidera o plantio da oleaginosa, com 28% da área semeada. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 15%, e Mato Grosso, com 14,4%.
Para o milho de primeira safra 2026/27, a semeadura atingiu 30,8% da área, alta de 3,3 pontos porcentuais frente à semana passada. O índice supera em 1,7 ponto porcentual o registrado no mesmo período do ciclo 2025/26 e também fica acima da média de cinco anos, de 27,9%.
Entre os Estados, o Paraná aparece com 72% da área semeada, seguido por Santa Catarina, com 65%, e Rio Grande do Sul, com 30,8%.
A colheita de trigo 2026 também avançou e alcançou 36,4% da área até a última sexta-feira (2), com ganho semanal de 7,5 pontos porcentuais. No mesmo período da safra passada, o porcentual era de 31%. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 34,7%.
No trigo, o Paraná, maior produtor ao lado do Rio Grande do Sul, já colheu 62% da área. No Estado gaúcho, a retirada das lavouras do campo ainda não havia começado até a sexta-feira (2).
Fonte: Estadão Conteúdo
Agro Mato Grosso
Imea estima área maior e produção de 6,65 milhões de toneladas de algodão em MT

Mato Grosso deve ampliar a área destinada ao algodão na safra 2026/27, mas a produtividade projetada abaixo do recorde alcançado no ciclo anterior deve limitar o crescimento da produção. A primeira estimativa do Imea aponta 1,427 milhão de hectares a serem cultivados e 6,645 milhões de toneladas de algodão em caroço na próxima temporada. Já a safra 2025/26 foi encerrada com 1,37 milhão de hectares, produtividade histórica de 330,25 arrobas por hectare e produção de 6,81 milhões de toneladas.
A área estimada para o próximo ciclo representa aumento de 3,84% em relação à temporada 2025/26. Conforme o Instituto, a intenção de ampliar o cultivo está relacionada ao cenário atual de preços da pluma, considerado mais atrativo pelos cotonicultores.
Apesar da expansão da área, o rendimento médio esperado é de 310,39 arrobas por hectare, queda de 6,01% frente ao recorde registrado em 2025/26. A projeção considera condições climáticas menos favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, visto possíveis impactos do El Niño.
A estimativa ainda é inicial, reforça o Imea, e pode mudar conforme o andamento da soja, às condições climáticas durante a semeadura e o comportamento dos preços.
“O andamento da safra de soja, em conjunto com o clima no período da semeadura do algodão, bem como os patamares de preços nesse período, será fundamental para a decisão final do produtor”, ressalta a analista de algodão do Imea, Cíntia Teixeira.
Safra 2025/26 teve rendimento histórico
Na temporada 2025/26, a área de algodão em Mato Grosso foi consolidada em 1,37 milhão de hectares, recuo de 11,18% em relação ao ciclo 2024/25. Mesmo com a redução, as lavouras encerraram a colheita com o maior rendimento já registrado na série histórica do Imea.
A produtividade de 330,25 arrobas por hectare ficou 2,13% acima da estimativa divulgada no mês anterior e 4,80% superior à da safra 2024/25. O resultado foi favorecido pelas chuvas ao longo do desenvolvimento da cultura, que contribuíram para a formação e o enchimento das maçãs.
“Com a finalização da colheita aqui em Mato Grosso e o avanço do beneficiamento, foi possível mensurar com maior precisão a real produtividade do ciclo 2025/26. Diante disso, agora em outubro de 2026, o Imea consolidou a produtividade do algodão em caroço em 330,25 arrobas por hectare, um aumento de cerca de 4,80% em relação ao último recorde, registrado na safra passada 24/25”, explica Cíntia.
O ganho de produtividade, porém, não foi suficiente para compensar a retração da área. Com isso, a produção de algodão em caroço foi consolidada em 6,81 milhões de toneladas, 6,92% abaixo do volume registrado na safra 2024/25.
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