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2 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Milho tem plantio acelerado no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A semeadura do milho avançou no Rio Grande do Sul, favorecida por condições térmicas mais adequadas e pela melhoria da friabilidade dos solos, alcançando aproximados 68% da área projetada para esta Safra de Grãos de Verão 2026/2027, que é de 896.401 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24/09), nas áreas implantadas com milho predominam as fases de germinação, emergência e desenvolvimento vegetativo inicial, com evolução mais rápida após a elevação das temperaturas.

Na região de Bagé, em São Gabriel, o plantio do milho iniciou em áreas de agricultura familiar, acompanhando a melhoria das condições térmicas e da umidade do solo. Em Uruguaiana, a implantação das lavouras destinadas à produção de grãos está concluída, com predominância de áreas irrigadas por sulco-camalhão e pivô central. Em Manoel Viana, o plantio está praticamente concluído, e o crescimento das primeiras lavouras está lento, devido às baixas temperaturas das últimas semanas.

Na região de Santa Rosa, 86% da área está semeada, e as lavouras, em desenvolvimento vegetativo. As temperaturas amenas e a manutenção da umidade do solo favoreceram o crescimento. Há presença de cigarrinhas na maior parte das áreas, além de percevejo-barriga-verde e lagarta-rosca. Nas lavouras mais adiantadas, foram iniciadas as aplicações de nitrogênio em cobertura.

Milho silagem – O plantio de milho para silagem ocorre de forma escalonada, chegando a 45% da área prevista. As temperaturas amenas e a friabilidade dos solos favoreceram as operações. Na região de Erechim, a área prevista com milho silagem aumentou cerca de 5% em relação ao ano anterior, e a produtividade está estimada em 43.768 kg/ha. Já no Estado, a Emater/RS-Ascar estima o plantio de 369.389 hectares e produtividade de 38.392 kg/ha.

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Arroz – O estabelecimento da safra está iniciando, com maior avanço da semeadura nas áreas da Fronteira Oeste. A ocorrência de chuvas volumosas vem condicionando o ritmo de implantação, exigindo drenagem de áreas para permitir a continuidade das operações e evitar dificuldades no estabelecimento das lavouras já semeadas. Na Região Sul, os níveis de reservação de água dos mananciais e barragens foram recompostos pelas precipitações ocorridas durante agosto. A área projetada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) para Safra 2026/2027 alcança 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha.

Feijão 1ª safra – A implantação da 1ª safra inicia, em menos de 10% da área projetada de 24.587 hectares no Estado, está concentrada em locais de menor exposição às geadas e aos ventos frios, condições ambientais limitantes ao desenvolvimento inicial, e as plantas apresentam crescimento reduzido. Nas regiões de maior altitude, parte das áreas está preparada ou em início de semeadura. Já nas áreas de menor altitude, o cultivo destinado à subsistência familiar se encontra bastante adiantado. A produtividade inicial está estimada em 1.759 kg/ha.

Na região de Ijuí, a semeadura do feijão 1ª safra destinada ao autoconsumo está próxima da conclusão, alcançando 45% da área projetada. As plantas apresentam folhas pequenas e alongadas, em resposta às condições de baixas temperaturas. Na região de Pelotas, são implantadas as primeiras lavouras em áreas protegidas e sem risco de geadas, especialmente em Pelotas e São Lourenço do Sul. Já na região de Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, a semeadura para subsistência familiar está concluída, e o cultivo comercial segue pouco expressivo. No Centro-Serra e Alto da Serra do Botucaraí, nas áreas de maior altitude, os solos estão preparados, e algumas lavouras foram implantadas para fins comerciais.

CULTURAS DE INVERNO

Trigo – Predominam no Estado as lavouras de trigo nas fases reprodutivas: 9% em desenvolvimento vegetativo, 23% em floração, 54% em enchimento de grãos e 13% em maturação. A colheita está restrita às áreas mais adiantadas no Noroeste e alcança 1%. Em relação ao quadro fitossanitário, nas áreas de trigo em florescimento e em enchimento de grãos, a elevada umidade aumentou a pressão de doenças, como giberela e doenças foliares, demandando aplicações de fungicidas. A área projetada para a Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 kg/ha.

Aveia-branca – As lavouras de aveia-branca estão em estágios reprodutivos avançados: 51% em enchimento de grãos e 26% em maturação. A floração abrange 11% da área, e 5% estão em desenvolvimento vegetativo. Os 7% restantes correspondem a áreas colhidas. De modo geral, as condições das lavouras estão satisfatórias, com bom padrão de desenvolvimento, embora haja variações entre as regiões quanto ao potencial produtivo e às condições fitossanitárias. As chuvas intensas provocaram acamamento pontual em algumas áreas, e a incidência de doenças fúngicas está variável entre as lavouras. A estimativa de plantio é de 387.697 hectares, e a produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha.

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Canola – A cultura da canola apresenta ciclo mais avançado em relação aos demais cultivos de inverno. Estão 5% dos cultivos em floração, 63% em enchimento de grãos, 29% em maturação e 3% colhidos. O desempenho produtivo entre as diferentes regiões está heterogêneo: há significativo número de lavouras com bom potencial, e áreas de estande reduzido, ou afetadas por excesso de umidade, baixa radiação solar e geadas, com possibilidade de redução do rendimento. Os produtores seguem preocupados com a possibilidade de deiscência natural das síliquas em áreas sujeitas à recorrência de chuvas, especialmente nas lavouras mais adiantadas. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

Carinata – A evolução do ciclo é relativamente uniforme nas principais áreas produtoras, e predominam lavouras nas fases reprodutivas: 7% em floração e 77% em enchimento de grãos. Uma parcela de 15% está em maturação, e a colheita ainda é incipiente. Em regiões de maior umidade e menor disponibilidade de radiação solar, foram observados impactos no desenvolvimento das plantas. Nas demais áreas, a evolução está satisfatória, com manutenção do potencial produtivo e avanço da formação e expansão das síliquas, inclusive nas porções superiores das plantas. A área estimada de plantio é de 2.365 hectares no RS.

Cevada – As lavouras de cevada no RS estão 27% em desenvolvimento vegetativo, 23% em floração, 43% em enchimento de grãos e 7% em maturação. A evolução da cultura está satisfatória, permitindo avanço do ciclo. As áreas mais adiantadas ingressam na fase de maturação. A área de cultivo estimada é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha. Na região de Ijuí, estão 33% das lavouras em floração, 39% em granação e 29% em maturação. Apesar da cultura apresentar desenvolvimento adequado, houve aumento de doenças foliares nas folhas inferiores. Na região de Soledade, o estado geral das lavouras de cevada também está satisfatório, com 20% dos cultivos em espigamento e 80% em enchimento de grãos.

OLERÍCOLAS

Alho – Na região de Caxias do Sul, o desenvolvimento das plantas está satisfatório e muitas lavouras se encontram no estádio de diferenciação. Os produtores estão apreensivos em função das precipitações constantes e das sucessivas variações de temperatura, fatores que podem induzir ao perfilhamento, sendo necessário aguardar a evolução da bulbificação. Na região de Passo Fundo, embora atrasado pelas precipitações, o plantio foi concluído. A área cultivada está projetada em 9 hectares, com expectativa de produtividade de 12 t/ha.

Chuchu – Na região de Lajeado, em Alto Feliz, a cultura se encontra em floração, frutificação e colheita. As baixas temperaturas e excesso de umidade dificultaram o desenvolvimento vegetativo e a frutificação, aumentando a incidência de doenças fúngicas, que exigem monitoramento. A ocorrência de ventos fortes provocou a abscisão de frutos. A comercialização está lenta.

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Moranga Cabotiá – Ainda na região de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, iniciaram-se os plantios para o próximo ciclo e, nas áreas mais precoces, as plantas se encontram em ramificação e emissão das primeiras flores. O excesso de umidade, as precipitações frequentes e as baixas temperaturas dificultaram o preparo do solo, atrasando o cronograma de implantação das lavouras.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

Nativas – Na região de Caxias do Sul, em propriedades que utilizam o diferimento de pastagens, o campo nativo apresenta bom volume de forragem, possibilitando o pastejo dos animais, associado ao fornecimento de sal proteinado em cochos cobertos, o que tem proporcionado desenvolvimento satisfatório dos rebanhos. Na região de Santa Rosa, foram observadas florações de maria-mole em áreas de campo nativo, indicando condições de sobrepastejo e sinalizando a possibilidade de manutenção da baixa oferta de forragem nas próximas semanas.

Cultivadas – Na região de Erechim, o solo continua encharcado, dificultando o acesso às pastagens e aos silos, aumentando o risco de pisoteio e compactação. Da mesma forma, a alta umidade prejudicou a fenação e, consequentemente, dificultou a secagem e a qualidade do feno. Na região de Frederico Westphalen, as chuvas e o frio voltaram a limitar o desenvolvimento das pastagens cultivadas. Alguns produtores iniciaram a implantação de capim-sudão para pastejo e de milho para silagem. Na de Passo Fundo, por causa da alta umidade no solo, e com o objetivo de preservar a alimentação dos animais, algumas propriedades diminuíram o tempo de permanência nos piquetes e aumentaram a oferta de silagem. As áreas de aveia, já em estágio mais avançado do ciclo, apresentam maior fibrosidade, e as de azevém se destacam pelo desenvolvimento e pela capacidade de manter boa oferta de alimento.

OVINOCULTURA – Os produtores realizaram o monitoramento de partos e a avaliação dos cordeiros para evitar mortalidade de animais. A condição corporal dos rebanhos está adequada. Continuam os trabalhos de monitoramento sanitário com foco no controle de verminoses, na imunização contra clostridioses com vacinas polivalentes para garantir proteção ampliada e os cuidados com problemas de casco. Iniciou-se a esquila em algumas regiões.

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Na região de Erechim, a formação de barro pelas chuvas aumentou o risco de problemas podais, especialmente pododermatite (footrot). O frio do início do período, somado à lã encharcada pela chuva, elevou o risco de doenças respiratórias. Iniciam os partos na maioria das propriedades. Os rebanhos mantidos em instalações cobertas apresentam melhores condições sanitárias. Começou o período de esquila em parte das propriedades. Na região de Santa Maria, os animais apresentam boas condições de escore corporal. A suplementação energética das matrizes no período pós-parto contribuiu para a melhoria do estado nutricional, refletindo em maior produção de colostro e leite e em melhores índices de sobrevivência e desenvolvimento dos cordeiros. Outro manejo é a disponibilização de creep feeding aos cordeiros com idade a partir dos 30 dias, favorecendo o crescimento, o ganho de peso e a adaptação alimentar. É fase final de parição.

Fonte: Emater/RS



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Ceema: Aumento de estoques nos EUA pressiona Chicago enquanto preços do milho reagem devagar no Brasil – MAIS SOJA

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A cotação do bushel de milho, para o primeiro mês cotado, despencou no dia 30/09, atingindo a US$ 5,00 no fechamento do dia em Chicago. Foi a mais baixa cotação em pouco mais de um mês. No dia seguinte, o fechamento melhorou um pouco, ficando em US$ 5,02, contra US$ 5,27 uma semana antes. A média de setembro ficou em US$5,22/bushel, sendo 11,3% mais alta do que a média de agosto.

Assim, em termos médios, nos últimos três meses (julho, agosto e setembro) o bushel de milho, em Chicago, subiu 25,2%. Um ano atrás, a média de setembro havia sido de apenas US$ 4,13/bushel.

O recente recuo se deu em função de que os estoques do cereal, nos EUA, na posição 1º de setembro, anunciados no dia 30/09, cresceram 35% sobre o mesmo período do ano anterior, atingindo a 53,3 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a colheita da safra de milho 2026/27 dos Estados Unidos chegou a 18% da área no dia 27/09, ficando exatamente na média histórica. Entretanto, embora o avanço da colheita esteja dentro da normalidade, a condição das lavouras continua significativamente inferior à registrada em 2025. Neste sentido, o USDA manteve em 57% a parcela do milho classificada em boas ou excelentes condições, contra 66% um ano antes.

Outros 26% das lavouras estavam em condições regulares e 17% entre ruins e muito ruins Enquanto isso, os embarques estadunidenses de milho somaram 1,57 milhão de toneladas. O volume ficou próximo do limite superior das projeções do mercado, acumulando no tota do atual ano comercial, iniciado em 1º de setembro, 5,73 milhões de toneladas, ou seja, 16% acima do mesmo período do ano anterior.

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Já no Brasil, os preços melhoram lentamente, com os mesmos oscilando entre R$ 52,00 e R$ 63,00/saco, entrando na mesma faixa de um ano atrás. No Rio Grande do Sul a média alcançou a R$ 62,67/saco.

O mercado brasileiro de milho atravessa uma mudança, pois enquanto o consumo doméstico ganha força, impulsionado principalmente pela expansão do processamento do cereal, o Brasil encontra um ambiente mais competitivo para escoar sua produção no mercado internacional. De fato, as exportações brasileiras de milho somaram 6,59 milhões de toneladas entre julho e agosto de 2026, volume 28,9% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No mesmo período, o prêmio médio do milho no porto de Santos recuou 9,7%, em um cenário no qual os concorrentes do Brasil ampliam sua presença no comércio internacional.

Em paralelo, o crescimento da demanda interna tem aumentado a disputa pelo cereal dentro do país, reduzindo a disponibilidade para exportação. Em tal contexto, nota-se que as exportações brasileiras de milho perderam ritmo ao longo de setembro e voltaram a ampliar a distância em relação ao desempenho registrado no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Até a quarta semana de setembro, com 18 dias úteis contabilizados, o Brasil embarcou 4,6 milhões de toneladas do cereal.

A média diária ficou 25,7% abaixo da média diária registrada em setembro de 2025. A partir da terceira semana de setembro os embarques perderam força. Mesmo assim, a trajetória interrompe, ao menos por enquanto, a recuperação observada depois do fechamento fraco de agosto. No mês passado, a média diária das exportações terminou 32% abaixo de agosto de 2025.

Enfim, no dia 24/09 o plantio da safra de milho de verão 2026/27 atingia a 34% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil, contra 27% na semana anterior e 32% um ano atrás (cf. AgRural), sendo que toda a atividade ainda segue concentrada nos três estados do Sul, pois os demais estados têm calendário mais tardio.

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Mercado do Trigo: Recuo em Chicago contrasta com perdas climáticas e preços firmes no Brasil – MAIS SOJA

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A cotação do trigo, para o primeiro mês cotado em Chicago, despencou no final de setembro, atingindo a US$ 6,75/bushel, após o pico de US$ 7,67 atingido no dia 28/08. Já o fechamento do dia 1º de outubro (quinta-feira) atingiu a US$ 6,82/bushel, contra US$ 7,07 uma semana antes. A média de setembro ficou em US$ 7,18/bushel, superando em 6,2% a média de agosto.

Nos últimos três meses (julho, agosto e setembro) o trigo viu seu preço médio subir 21,9% em Chicago. Em setembro/25 a média havia sido de US$ 5,13/bushel. Com isso, em 12 meses a média da cotação do trigo subiu 2,05 dólares naquela Bolsa. Isso ajudou a puxar para cima as cotações do milho e da soja.

Dito isso, os estoques trimestrais de trigo, nos EUA, na posição 1º de setembro, recuaram em 14% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume ficou em 50,3 milhões de toneladas. Mas, este recuo, aparentemente não impediu que o bushel recuasse, no mesmo dia, para o seu nível mais baixo desde o dia 18/08.

Por outro lado, o plantio do trigo de inverno, nos EUA, alcançava 27% da área esperada, no dia 27/09, contra 34% na média histórica para a data. Do total semeado, 8% da área havia germinado, contra 11% na média. Ao mesmo tempo, as exportações estadunidenses de trigo, na semana encerrada em 24/09, somaram 311.000 toneladas, ficando dentro das expectativas do mercado. No acumulado do ano, neste caso iniciado em 1º de junho, o volume embarcado de trigo chega a 6,3 milhões de toneladas, 34% abaixo do registrado na mesma época de um ano antes.

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Um dos principais motivos do recuo da cotação em Chicago, nesta semana, veio dos chamados “esforços diplomáticos para amenizar as interrupções nas exportações de grãos do Mar Negro, causadas pela guerra da Rússia contra a Ucrânia, dois importantes fornecedores de grãos. Os preços também sofreram pressão devido às perdas iniciais nos futuros de milho e soja, depois que a reunião entre os presidentes dos EUA e da China não produziu anúncios concretos sobre compras adicionais de soja pela China”.

Sobre o Mar Negro, o presidente ucraniano teria afirmado que Índia, Turquia, Egito e outros países do Oriente Médio estavam participando de negociações para desbloquear o transporte marítimo. Apesar disso, vale alertar que a Turquia apresentou propostas a Moscou sobre a segurança do transporte marítimo, mas não havia negociações substantivas em andamento (cf. Interfax). “A Turquia, a Ucrânia e outros países têm apresentado propostas, mas não há sinais de acordo por parte da Rússia nem de qualquer progresso significativo no sentido de restabelecer o transporte marítimo” (cf. Sovecon).

No Brasil, os preços estacionaram em patamares mais altos depois de longo período em níveis muito baixos. A média gaúcha fechou a semana em R$ 73,78/saco, enquanto no Paraná o produto de qualidade superior gira entre R$ 79,00 e R$ 82,00/saco. Neste momento, a grande preocupação é com as perdas na atual safra devido aos problemas climáticos. Para além da redução de área semeada em mais de 27%, o país vê ocorrer uma queda significativa na qualidade e na produção do trigo nos seus dois principais Estados produtores: Rio Grande do Sul e Paraná. No caso gaúcho, regiões próximas com a divisa de Santa Catarina iniciaram a colheita, porém, a produtividade média fica em 38 sacos/hectare e o PH em apenas 74 (cf. Emater).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Distância entre compradores e vendedores mantém negócios de soja em ritmo fraco

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O mercado brasileiro de soja teve poucas mudanças nesta sexta-feira (2), com oscilações pontuais entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca no físico. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que a semana foi fraca para negócios, com o produtor mais voltado ao plantio e compradores sem grande agressividade.

Na Bolsa de Chicago e no dólar, os movimentos foram curtos ao longo da sessão, enquanto os prêmios permaneceram bastante estáveis. Com isso, as cotações apresentaram poucas alterações.

“O mercado está calmo de maneira geral, mantendo um spread alto entre as ideias de compradores e vendedores”, observa Silveira.

No mercado físico, as cotações apresentaram movimentos pontuais entre as principais praças brasileiras.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 153,00 para R$ 152,50
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 154,00 para R$ 153,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 149,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 160,00
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 162,00 para R$ 161,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pelo clima benéfico à colheita nos Estados Unidos e pela escassez de notícias positivas, como a falta de novas vendas de soja norte-americana para a China.

Comercialização da soja

A comercialização da safra 2025/26 de soja do Brasil envolve 92,3% da produção projetada, conforme relatório da Safras & Mercado, com dados recolhidos até 2 de outubro. No relatório anterior, com dados de 4 de setembro, o número era de 88,7%.

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Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 89,4% e a média de cinco anos para o período é de 90,5%. Levando-se em conta uma safra estimada em 178,341 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 164,620 milhões de toneladas.

Projetando uma safra de 180,089 milhões de toneladas, a Safras & Mercado indica uma comercialização antecipada de 32,9%, o equivalente a 59,206 milhões de toneladas. Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 23,0% e a média para o período é de 25,3%. O relatório anterior, de 4 de setembro, indicava o comprometimento de 29,1%.

Na semana, a posição novembro/26 registrou recuo acumulado de 3,14%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 5,75 centavos de dólar por bushel ou 0,44%, a US$ 12,78 1/4 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 12,94 1/2 por bushel, recuo de 6,25 centavos de dólar por bushel ou 0,44%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 5,80 por tonelada ou 1,64%, a US$ 347,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 68,62 centavos de dólar por libra-peso, retração de 1,24 centavo ou 1,84%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,13%, sendo negociado a R$ 5,2166 para venda e a R$ 5,2146 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1956 e a máxima de R$ 5,2391. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,61% ante o real.

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