Business
Amanhecer de 13°C e calor de 40°C: frente fria avança pelo Brasil; onde frio e calor atuam?

Nesta quarta-feira (30), uma frente fria começa a avançar pelo país, acompanhada da formação de um ciclone extratropical entre hoje e quinta-feira (1º). A mudança no tempo provoca temporais e ajuda a aliviar o calor em algumas regiões, enquanto outras áreas continuam registrando temperaturas elevadas.
Nas áreas próximas à tríplice divisa entre Tocantins, Goiás e Mato Grosso, o calor permanece intenso, com máximas que podem chegar aos 42°C. A tendência é de que o calor continue forte na próxima semana nessas regiões.
No Mato Grosso, especialmente nas áreas de Rondonópolis e Cuiabá, as temperaturas também podem voltar a se aproximar dos 40°C.
Chuva aumenta a umidade do solo
A frente fria também favorece o avanço da chuva sobre áreas do norte de Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e Mato Grosso. Nos próximos dias, os volumes podem ficar entre 20 e 30 milímetros em algumas dessas áreas.
A tendência é de chuva mais volumosa no centro-sul de Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem ultrapassar 150 milímetros. O excesso de chuva pode prejudicar os trabalhos no campo, especialmente entre os dias 11 e 15 de outubro, período que também pode ser marcado pela possibilidade de uma nova onda de calor.
Temporais atingem Sul e Sudeste
No restante do país, a frente fria também muda o cenário. Entre quarta e quinta-feira, há previsão de temporais no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, com possibilidade de rajadas de vento intensas.
Os maiores volumes de chuva devem se concentrar no Paraná e em áreas da Zona da Mata de Minas Gerais. No Paraná e em Santa Catarina, os acumulados podem chegar a 100 a 150 milímetros em cinco dias.
No Matopiba, a chuva deve aparecer principalmente no fim de semana. Apesar da ocorrência de pancadas, os volumes não devem ser elevados em grande parte da região, com acumulados próximos de 20 a 30 milímetros em algumas áreas.
Ao mesmo tempo, o calor continua predominando em boa parte do Matopiba, com temperaturas máximas próximas dos 40°C nos próximos cinco dias.
Frio chega ao Sul
Em contraste com o calor do Centro-Oeste e do Matopiba, o Sul terá uma queda mais significativa nas temperaturas. O amanhecer pode registrar 13°C em algumas áreas.
Na sexta-feira (2), o frio aumenta ainda mais, com possibilidade de geada no Rio Grande do Sul e temperaturas abaixo dos 5°C em algumas localidades.
Assim, os próximos dias terão um cenário bastante contrastante no país: enquanto a frente fria provoca chuva, temporais e queda nas temperaturas no Sul e em parte do Sudeste e Centro-Oeste, áreas do Centro-Norte continuam sob influência de calor intenso.
Business
Concurso do programa “Vivenciando a Prática: Café” premia alunos em Varginha

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação De Olho no Material Escolar e a Tristão Trading realizaram, em 30 de setembro, na Escola Estadual Afonso Pena, em Varginha (MG), a cerimônia de premiação do concurso de redação do programa “Vivenciando a Prática: Café”. Voltada a alunos do Ensino Médio, a iniciativa teve como tema “Do grão ao mundo: o que aprendi ao conhecer a jornada do café”.
A ação marcou a primeira de sete etapas previstas para 2026 e reuniu estudantes e professores a partir das experiências vividas em visitas técnicas à unidade da Tristão Trading em Varginha. Durante a atividade, os alunos conheceram processos que ligam a cafeicultura brasileira aos consumidores em diferentes partes do mundo.
Segundo Ricardo Schneider, gerente de Operações da Tristão Trading, as redações vencedoras mostraram como a experiência prática levou os participantes a compreender a complexidade da cadeia exportadora do café. Entre os pontos destacados pelos estudantes estiveram o recebimento, a classificação e a armazenagem dos grãos, além dos controles de qualidade, da logística de embarque e da análise sensorial.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!
O primeiro lugar ficou com Suzana S. Quintanilha, que transformou a visita técnica em um poema sobre a jornada do café e os processos acompanhados na empresa. Miguel Augusto Freira Morais conquistou o segundo lugar com uma redação sobre a receptividade dos colaboradores, a cooperação entre as equipes e os critérios de avaliação da qualidade do produto. Breno Henrique Jacinto Veras ficou em terceiro, com um relato sobre as etapas da cadeia exportadora, a classificação, o controle de qualidade e a experiência de avaliar o café por aroma e paladar.
Como premiação, os vencedores receberam um tablet, um Kindle e um smartwatch, respectivamente. Os professores orientadores também foram homenageados com tablets. Para Nádia Jacintho, diretora da Associação De Olho no Material Escolar, a aproximação entre sala de aula e situações reais fortalece o aprendizado dos estudantes.
O programa é fruto de parceria entre o Cecafé e a Associação De Olho no Material Escolar e integra a agenda de sustentabilidade do setor exportador brasileiro. De acordo com Silvia Pizzol, diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Cecafé, a iniciativa está alinhada ao pilar social do ESG e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 4 da Organização das Nações Unidas (ONU), voltado à educação de qualidade.
A premiação em Varginha abriu a agenda de 2026 do “Vivenciando a Prática: Café” e reuniu escola, exportadores e empresa para reconhecer redações produzidas a partir do contato dos alunos com etapas técnicas da cadeia do café.
Fonte: cecafe.com.br
Business
Manejo eficiente ajuda produtor a reduzir custos e buscar rentabilidade

A adoção de práticas mais eficientes no campo ganha importância em um cenário de custos elevados e margens mais apertadas. O planejamento do manejo, o uso racional de insumos e a aplicação de tecnologias ajudam a reduzir desperdícios e podem contribuir para preservar a rentabilidade da atividade.
Esse movimento também acompanha a evolução das exigências do mercado, que passa a demandar processos mais controlados, sustentabilidade e certificações. Na prática, isso leva propriedades a rever procedimentos e buscar maior precisão nas decisões tomadas ao longo da produção.
Em Mato Grosso, esse processo inclui mudanças na fertilização e no uso de agroquímicos. O trabalho é orientado por levantamentos da equipe agronômica, com o objetivo de utilizar somente o necessário para manter ou até melhorar a produtividade.
“Nos últimos três anos, com mais frequência ainda, a gente está trabalhando redução de custo em geral em todos os sentidos”, relata o produtor de Campo Verde, José Carlos Dolphine, ao Canal Rural Mato Grosso.
Na fertilização, a definição dos volumes utilizados considera os levantamentos realizados pela equipe agronômica. A proposta é evitar aplicações além da necessidade da lavoura e, ao mesmo tempo, preservar o potencial produtivo.
O mesmo princípio é aplicado ao manejo fitossanitário, com aplicações direcionadas e treinamentos frequentes dos colaboradores. A orientação busca reduzir o uso desnecessário de produtos e, consequentemente, os custos da propriedade.
“Para que a gente tenha um custo mais barato e pra que a gente coloque menos defensivos agrícolas no meio ambiente”, pontua Dolphine ao relacionar o manejo à economia e à sustentabilidade.
Tecnologia ajuda a identificar desperdícios
A digitalização também passa a ter papel importante nesse processo. O acesso a novas técnicas e informações permite identificar com mais precisão onde estão ocorrendo desperdícios e quais gastos podem ser evitados.
“A tecnologia, essa parte digital, toda essa informação que estamos tendo com essas novas técnicas vem trazendo um benefício pro produtor rural”, observa Dolphine.
A adoção dessas ferramentas ocorre junto à profissionalização da atividade. Para o produtor mato-grossense, o avanço tecnológico permite tornar o negócio mais eficiente e encontrar oportunidades para melhorar os resultados sem necessariamente ampliar os custos.
Esse processo também envolve instituições e empresas ligadas ao setor, que participam do desenvolvimento de variedades, técnicas e formas de manejo. “Nós temos várias empresas trabalhando isso junto com o produtor, desenvolvendo variedades novas, desenvolvendo novas técnicas, novos tipos de manejo”, destaca.
As cooperativas aparecem como outro elo dessa estrutura. Em Campo Verde, Dolphine cita a Cooperfibra, fundada há 25 anos, como exemplo de uma cadeia que reúne classificação, certificação, armazenagem e estrutura para diferentes etapas da produção.
Manejo adequado também reduz perdas de insumos
A adoção de práticas mais eficientes não se limita à decisão sobre quanto aplicar, mas também envolve a forma como os produtos são utilizados. Para Andreza Fantine, líder de Boas Práticas Agrícolas da Corteva para a América Latina, o conceito passa pelo aproveitamento correto das ferramentas disponíveis ao agricultor.
“Boas práticas agrícolas, na verdade, nada mais é do que utilizar de maneira adequada e correta todas as ferramentas que o agricultor tem à disposição para um bom manejo da sua lavoura”, define à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.
O planejamento começa pela identificação do problema e segue até a definição dos insumos e da maneira como serão utilizados. Em um cenário de custos elevados, cada etapa interfere no resultado econômico da lavoura.
Entre os exemplos está a tecnologia de aplicação. A escolha das pontas de pulverização precisa considerar o produto e a finalidade do tratamento. Fungicidas e inseticidas podem demandar gotas mais finas para melhorar a cobertura, enquanto herbicidas exigem gotas mais grossas.
O cuidado com a regulagem dos equipamentos também contribui para diminuir perdas durante as aplicações. A orientação envolve ainda dose, tempo de aplicação e volume de calda, variáveis que precisam ser consideradas conjuntamente para tornar o uso dos produtos mais racional.
“Isso é economia, isso é um uso racional e adequado dos produtos”, resume Andreza.
A capacitação sobre essas práticas é trabalhada pela Expedição da Agricultura para Vida, projeto itinerante da Corteva que percorre o Brasil e o Paraguai. A iniciativa reúne cinco pilares: manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, tecnologia de aplicação e segurança do aplicador.
Capacitação acompanha novas exigências do mercado
A busca por conhecimento também parte dos próprios produtores e das equipes técnicas. Além da necessidade de reduzir custos, a adoção de práticas mais eficientes está relacionada às exigências de mercados e certificações que valorizam processos mais controlados e sustentáveis.
Andreza observa que a procura por capacitação vem crescendo justamente pela necessidade de utilizar os recursos disponíveis de maneira mais eficiente. O trabalho da Expedição inclui técnicos agrícolas, agrônomos, consultores, distribuidores e clientes, de acordo com as demandas de cada região. “Usar de forma racional todos os insumos faz parte do dia a dia do agricultor”, ressalta.
A proposta é levar orientação técnica para situações encontradas no campo, considerando as particularidades de cada produção. Para isso, a equipe também coleta as demandas apresentadas pelos profissionais e produtores antes de definir os conteúdos das capacitações.
O trabalho busca aproximar conhecimento técnico e aplicação prática. “A gente escuta essas demandas e traz uma conversa baseada, obviamente, na técnica e nas inovações existentes, para entender a melhor forma do agricultor utilizar de forma adequada e eficiente os produtos”, acrescenta Andreza.
Para Dolphine, o avanço das práticas de manejo representa parte de uma transformação mais ampla dentro das propriedades. A profissionalização e o uso de ferramentas que ajudam a identificar desperdícios permitem ao produtor buscar maior eficiência justamente em um período de margens mais estreitas.
Além da eficiência dentro da lavoura, o produtor defende que Mato Grosso avance na agregação de valor à produção. A ideia é ampliar a transformação de commodities em produtos industrializados ou semielaborados, aproveitando estruturas já existentes no estado.
“Na área agrícola, a gente tem ainda muita coisa a explorar. A gente está explorando muito commodities. Nós temos que partir agora para outra esfera”, pontua Dolphine quanto a industrialização como forma de agregação de valor, à exemplo do etanol de milho.
Para ele, esse movimento depende não apenas do produtor, mas também de investimentos, instituições e acesso a recursos que permitam ampliar a industrialização. A adoção de práticas mais eficientes, por sua vez, permanece como uma das frentes para melhorar a eficiência e preservar a rentabilidade dentro da propriedade.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
Business
CNA celebra sanção do seguro rural, mas quer derrubar veto sobre tributação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou positivamente a sanção da nova lei do seguro rural e afirmou que as mudanças representam um novo marco regulatório para o setor no país. Entre os principais avanços apontados pela entidade estão a regulamentação do Fundo de Catástrofe e a maior previsibilidade dos recursos destinados à subvenção das apólices.
A Lei nº 15.526/2026, publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União (DOU), tem origem no Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina, e promove mudanças nas regras do seguro rural.
Segundo a CNA, a legislação busca modernizar o sistema e ampliar a segurança jurídica e a previsibilidade para produtores, seguradoras e demais agentes do setor.
O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, também destacou a atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional. A matéria teve como relatores o senador Jayme Campos e o deputado Pedro Lupion, presidente da FPA.
Fundo de Catástrofe
Um dos pontos destacados pela CNA é a regulamentação do chamado Fundo de Catástrofe, mecanismo criado para oferecer cobertura suplementar aos riscos do seguro rural.
Segundo Lucchi, o fundo pode contribuir principalmente em regiões mais expostas a perdas provocadas por eventos climáticos extremos.
“Esse fundo funcionará como um colchão de amortecimento para as seguradoras que estão em regiões críticas onde há muitos eventos climáticos extremos”, afirmou.
A expectativa é que o mecanismo ajude a distribuir os riscos associados a eventos de maior impacto e dê suporte ao funcionamento do mercado de seguros em áreas mais vulneráveis.
CNA destaca proteção dos recursos do seguro rural
Outro avanço apontado pela entidade é a maior previsibilidade orçamentária do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
A nova legislação estabelece como obrigatórias as despesas da União destinadas à subvenção econômica ao prêmio do seguro rural, observados os limites previstos no Orçamento.
Na avaliação da CNA, a mudança reduz o risco de contingenciamento dos recursos e permite maior planejamento de produtores e seguradoras.
“Sofremos muito nos últimos anos com o contingenciamento. Hoje esses recursos viram obrigatórios e temos uma previsibilidade. Com isso, produtores e seguradoras podem se organizar melhor”, disse Lucchi.
O PSR permite que o governo federal arque com parte do custo da apólice, reduzindo o valor pago pelo produtor para contratar a cobertura.
Seguro poderá facilitar acesso ao crédito
A CNA também destaca as mudanças que relacionam a contratação do seguro rural às condições de acesso ao crédito.
Segundo Lucchi, produtores que contratarem seguro poderão ter acesso a condições diferenciadas nas operações de financiamento.
“Ele pode ter taxas de juros diferenciadas, prazos diferentes e outros benefícios que vão melhorar a condição de acesso ao crédito”, afirmou.
A nova legislação prevê incentivos para operações de crédito protegidas por seguro rural, incluindo condições favorecidas de financiamento e prioridade no acesso ao crédito.
Outro ponto destacado pela CNA é a criação de um banco de dados com informações sobre as operações de seguro rural. A expectativa da entidade é que a concentração dessas informações contribua para o desenvolvimento e aprimoramento dos produtos oferecidos aos produtores.
CNA quer discutir derrubada de veto
Apesar da avaliação positiva, a CNA manifestou ressalvas aos vetos feitos na sanção.
Um deles atingiu dispositivo relacionado às Letras de Risco de Seguro (LRS), que poderiam representar uma fonte alternativa de recursos para o fundo. Outro veto alcançou dispositivo relacionado à isenção de tributação do seguro.
Segundo Lucchi, a CNA defendia a medida tributária como uma forma de reduzir o custo das apólices para os produtores e pretende discutir o tema com a Frente Parlamentar da Agropecuária.
“Defendíamos essa isenção para ter preços de seguro ao produtor mais baixo. É um ponto que vamos discutir com a FPA, sobre a possível derrubada do veto ligado à tributação do seguro”, afirmou.
Os vetos presidenciais ainda precisam ser analisados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los.
Lei ainda precisa ser regulamentada
Apesar da sanção, parte das mudanças previstas na nova legislação ainda depende de regulamentação para ser implementada.
De acordo com a CNA, os próximos passos envolvem a publicação de decretos, resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e a criação do estatuto do Fundo de Catástrofe.
Lucchi avalia que essas etapas “podem ter avanços em um futuro breve”.
Featured23 horas agoPreços de soja têm leve melhora, mas produtor segue ‘fora do jogo’; entenda o que mexeu com o mercado
Business22 horas agoMercado da soja já começa a precificar os futuros impactos do El Niño?
Business23 horas agoCNA participa de agenda internacional do café na Suíça até sexta-feira
Sustentabilidade23 horas agoAlta dos fertilizantes aumenta a importância da eficiência no manejo do solo – MAIS SOJA
Featured22 horas agoEdital Aldir Blanc em Cuiabá destina R$ 2 milhões para selecionar 48 projetos culturais
Sustentabilidade10 horas agoTrigo consolida recuperação técnica em Chicago e fecha com alta predominante – MAIS SOJA
Featured23 horas agoCPI da Saúde aponta R$ 1,1 bi em despesas indenizatórias e apresenta relatório na ALMT
Featured5 horas agoAnec reduz projeção de exportação de soja do Brasil em setembro

















