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28 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Possível acordo entre China e EUA impulsiona cotações da soja

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As negociações comerciais entre China e Estados Unidos voltaram a mexer com o mercado da soja e contribuíram para dar sustentação às cotações da oleaginosa nos últimos dias. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as especulações em torno de acordos entre os dois países impulsionaram os preços no mercado internacional.

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O movimento ocorre em meio a novos avanços na relação comercial entre as duas maiores economias do mundo. Estados Unidos e China anunciaram redução de tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias, incluindo produtos agrícolas, enquanto o mercado aguarda mais detalhes sobre os efeitos das negociações para as compras chinesas de soja norte-americana.

A expectativa em torno de uma possível ampliação da demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos tem influenciado as negociações internacionais. Além disso, segundo o Cepea, a valorização do farelo também contribuiu para dar suporte aos preços da oleaginosa.

Soja segue firme no Brasil

No mercado brasileiro, os preços da soja permanecem firmes, sustentados também pela menor disponibilidade do grão.

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Segundo pesquisadores do Cepea, produtores estão resistentes em negociar grandes volumes, tanto para entrega imediata, envolvendo os estoques remanescentes da safra 2025/26, quanto nos contratos a termo da temporada 2026/27.

Essa retração dos vendedores limita a oferta disponível no mercado e contribui para a sustentação das cotações.

El Niño também entra no radar

Além das movimentações entre China e Estados Unidos, as condições climáticas para a nova safra brasileira são acompanhadas de perto pelos agentes.

De acordo com o Cepea, preocupações relacionadas ao clima e aos possíveis impactos do El Niño sobre o desenvolvimento da temporada 2026/27 também deram suporte aos preços.

A valorização do dólar frente ao real completa o conjunto de fatores que sustentaram as cotações no mercado doméstico nos últimos dias.

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Sustentabilidade

A nova arquitetura do crédito rural e a busca pela eficiência financeira – MAIS SOJA

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O crédito rural não está mais escasso por acaso. Está mais seletivo por necessidade. Um cenário global de juros altos, a volatilidade no preço das commodities, intempéries climáticas e a alta na inadimplência forçaram o sistema financeiro tradicional a erguer réguas de risco significativamente mais altas. Para o produtor rural, a pergunta central deixou de ser apenas “onde conseguir recursos?” e passou a ser “como financiar a safra com um custo estrutural que não estrangule a margem da operação?”.

A resposta para essa equação não está em uma única linha de financiamento, mas na capacidade de comparar, combinar e customizar opções. É na quebra da dependência de balcão único que as plataformas digitais deixam de ser conveniência tecnológica para se tornarem infraestrutura estratégica do agronegócio.

Historicamente, o financiamento da lavoura esteve preso a processos burocráticos e visões regionais padronizadas. Quando o mercado entra em estado de cautela, essa padronização penaliza a eficiência: um produtor altamente profissionalizado e com excelente histórico de pagamento acaba pagando o mesmo prêmio de risco que uma operação fragilizada do mesmo município.

A digitalização dos marketplaces do agro muda essa lógica ao introduzir inteligência de dados na esteira do crédito. Quando dados históricos de produtividade, capacidade operacional e reputação comercial são organizados e integrados, a análise deixa de focar apenas nos indicadores genéricos do setor para enxergar a saúde real do indivíduo. A personalização do risco não beneficia apenas as instituições financeiras, ela devolve ao bom gestor o valor da sua eficiência.

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Outra mudança estrutural e irreversível está no desmembramento das etapas de compra e financiamento. No modelo tradicional, a aquisição de insumos (como sementes, fertilizantes e defensivos) e a obtenção de recursos costumavam caminhar sob o mesmo guarda-chuva comercial. Hoje, a tecnologia permite uma arquitetura aberta: o produtor pode adquirir o insumo no distribuidor que oferece a melhor condição comercial e, na mesma jornada digital, financiar essa operação com um agente financeiro em uma outra instituição.

Essa liberdade de composição, onde é possível combinar diferentes prazos, taxas e garantias para compor o custo total de uma única safra, dá ao agricultor maior autonomia de negociação em um momento onde cada ponto percentual na taxa de juros impacta o resultado final da colheita.

Garantir o fluxo de caixa no campo exige mais do que repassar recursos, exige eficiência de distribuição, transparência de taxas e ambiente concorrencial. A digitalização do crédito no agronegócio cumpre exatamente esse papel: conecta a demanda pulverizada do campo à liquidez dos mercados financeiros com menos fricção e mais precisão. Não se trata de substituir a relação de confiança do setor, mas de muni-la com dados e concorrência para que o produtor tome decisões financeiras mais inteligentes.

Sobre o autor

Formado em Processamento de Dados pela Universidade Mackenzie com MBA em Marketing pela ESPM e Alumini da Harvard Business School pelo AMP206, Ivan Moreno, CEO da Orbia, possui sólida experiência no agronegócio e passagem por várias multinacionais do setor. Na Orbia é o responsável pela condução do negócio e implantação da estratégia em todos os setores da empresa. Em 2024, foi reconhecido como uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio brasileiro, na categoria Tecnologia, Pesquisa e Inovação, por meio de votação aberta e uma pesquisa de mercado, administrada pelo Conselho Editorial do Grupo Mídia.

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Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Eucalipto vira peça estratégica para expansão do etanol de milho em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A expansão da produção de etanol de milho no Centro-Oeste está criando uma nova demanda no agronegócio: a biomassa utilizada para gerar energia nas usinas. Em Mato Grosso do Sul, o cenário parte de uma condição diferente da observada em outros estados, principalmente pela existência de uma cadeia florestal consolidada após mais de uma década de expansão da silvicultura.

Diferentemente das usinas de cana-de-açúcar, que podem utilizar o bagaço resultante da moagem como fonte de energia, as plantas tradicionais de etanol de milho precisam recorrer a fontes externas de biomassa para alimentar as caldeiras.

Entre os materiais utilizados estão cavacos e resíduos de madeira, principalmente de eucalipto. Também podem ser empregados outros resíduos florestais e agrícolas, dependendo da estrutura e da tecnologia de cada planta.

Com a expansão da indústria, a disponibilidade dessa matéria-prima passa a integrar a própria equação econômica dos novos projetos.

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A questão que começa a ganhar relevância para o produtor sul-mato-grossense é direta: o Estado terá madeira suficiente para acompanhar o crescimento das usinas de etanol de milho?

Na avaliação do analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes, a resposta precisa considerar não apenas o volume total de florestas plantadas, mas também localização, produtividade, finalidade da madeira, contratos de fornecimento e custo logístico.

“O crescimento da indústria de etanol de milho amplia a demanda por biomassa e cria uma nova variável econômica para o setor. Não basta olhar apenas para a quantidade de madeira disponível no Estado. É preciso avaliar onde essa madeira está, qual é o seu custo de produção e transporte e quanto desse estoque poderá efetivamente ser destinado à geração de energia”.

Um estudo da Consultoria Agro do Itaú BBA estima que a capacidade instalada de etanol de milho no Brasil pode passar de 10,9 bilhões de litros em 2025 para 25,3 bilhões de litros em 2030. Em Mato Grosso, principal polo da atividade, a projeção é de crescimento de 6,9 bilhões para 11,9 bilhões de litros no mesmo período.

No cenário analisado pelo banco, seriam necessários aproximadamente 383 mil hectares de eucalipto para atender à demanda energética projetada para Mato Grosso em 2030, enquanto o Estado possui atualmente cerca de 165 mil hectares. A diferença potencial é de aproximadamente 218 mil hectares.

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Mato Grosso do Sul parte de outra realidade

Em Mato Grosso do Sul, a expansão da indústria ocorre sobre uma base florestal construída principalmente pela cadeia de celulose.

Dados utilizados pela Aprosoja/MS, por meio do projeto SIGA-MS, apontam 1,985 milhão de hectares de eucalipto na safra 2025/2026, área que vem crescendo nos últimos anos.

A concentração da indústria de celulose na região de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo contribuiu para a formação de uma cadeia de produção florestal, fornecedores, viveiros, colheita e transporte que já opera no Estado.

“Mato Grosso do Sul possui uma estrutura florestal que reduz o desafio inicial de abastecimento, mas isso não significa que a oferta seja ilimitada. A expansão das usinas pode aumentar a competição pela biomassa e, principalmente, alterar o preço do insumo em determinadas regiões”.

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A existência de madeira no Estado não significa que todas as usinas terão acesso ao insumo nas mesmas condições.

O transporte representa uma parcela importante do custo da biomassa. Por isso, a distância entre a floresta e a indústria pode determinar a viabilidade econômica do fornecimento.

Esse fator ganha importância à medida que novos projetos são instalados fora dos tradicionais pólos florestais.

“Em biomassa, a localização é fundamental. Uma floresta pode estar disponível no Estado, mas, se estiver distante da usina, o custo do transporte pode reduzir ou até eliminar a vantagem econômica desse fornecimento”, explica o analista.

A avaliação indica que municípios próximos aos corredores florestais e industriais tendem a ter uma dinâmica diferente de regiões mais distantes, o que torna necessário acompanhar a formação dos preços da madeira por microrregião.

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Novas usinas ampliam mercado para o milho

Para o produtor de milho, a expansão da indústria representa também uma mudança na dinâmica de comercialização.

A instalação de novas plantas cria compradores próximos às regiões produtoras e aumenta a capacidade de transformação do cereal dentro do próprio Estado.

Em Mato Grosso do Sul, a Inpasa já opera unidades em Dourados e Sidrolândia. A planta de Sidrolândia, após a ampliação autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), passou a ter capacidade anual de 800 milhões de litros de etanol, 480 mil toneladas de DDGS, 46 mil toneladas de óleo de milho e 465 GWh de energia elétrica renovável.

Os números mostram que o impacto econômico da indústria vai além da compra do milho. Os coprodutos, como DDGS e óleo de milho, também ampliam a integração com cadeias como pecuária e produção de ração.

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“A transformação do milho dentro do próprio Estado agrega novas possibilidades de comercialização e cria demanda por serviços, logística, energia e outros insumos. Para o produtor, o efeito precisa ser analisado considerando toda a cadeia, e não somente o preço pago pelo grão”, pontua.

Atvos amplia presença no mercado de etanol de milho

Outro movimento relevante ocorre em Nova Alvorada do Sul. Em julho de 2026, a Atvos iniciou a construção de sua primeira planta de etanol de milho no Estado, integrada à unidade Santa Luzia.

O projeto prevê capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano e produzir 273 milhões de litros de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG e 13 mil toneladas de óleo de milho. O investimento anunciado é superior a R$ 1 bilhão.

A estrutura será integrada às operações já existentes de cana-de-açúcar, bioeletricidade e biometano.

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É importante separar, nesse caso, as fontes de energia: a planta de biometano da Atvos, também em Nova Alvorada do Sul, utiliza vinhaça e torta de filtro, resíduos da produção de cana, e recebeu investimento superior a R$ 350 milhões.

A integração das diferentes atividades, porém, reforça uma tendência de aproveitamento múltiplo de matérias-primas e resíduos dentro dos complexos agroindustriais.

O ponto de atenção para os próximos anos

Apesar da estrutura florestal consolidada, Mato Grosso do Sul ainda não possui, até o momento, um estudo público equivalente ao levantamento realizado pelo Itaú BBA para Mato Grosso que dimensione especificamente um eventual déficit ou superávit de biomassa energética diante da expansão projetada do etanol de milho.

Por isso, a evolução da oferta e da demanda deverá ser acompanhada de perto.

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Para a Aprosoja/MS, três indicadores ganham importância nos próximos ciclos: a velocidade de implantação das novas usinas, o comportamento regional dos preços da biomassa e a distância entre as áreas florestais e os polos consumidores.

“O produtor precisa acompanhar esse movimento porque a expansão do etanol de milho pode gerar efeitos em diferentes mercados ao mesmo tempo: milho, madeira, terras, arrendamento, logística e coprodutos. A informação antecipada é importante para que as decisões sejam tomadas com base na realidade econômica de cada região”, conclui Raphael.

Com uma base florestal já estabelecida e uma indústria de biocombustíveis em expansão, Mato Grosso do Sul parte de uma condição diferente de outros estados do Centro-Oeste. O desafio agora é acompanhar o ritmo de crescimento da demanda e entender como essa nova dinâmica poderá alterar os custos, os preços e as oportunidades dentro da cadeia produtiva.

O estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

soja fica à espera de mudanças que podem mexer com o comércio global

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O mercado de soja atravessou os últimos dias com oscilações voláteis, mas sem conseguir estabelecer uma direção clara. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), as cotações seguem lateralizadas, embora permaneçam em níveis firmes. No Brasil, os preços também sustentam patamares importantes, mas a liquidez diminuiu diante do avanço da comercialização da safra atual.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os agentes continuam atentos a fatores que possam definir os próximos movimentos dos preços. Enquanto isso, o mercado segue à espera de novos sinais para sair do intervalo observado nas últimas semanas.

No cenário internacional, os fortes volumes de exportações programadas pelos Estados Unidos continuam dando sustentação ao mercado. A colheita norte-americana também avança sem grandes problemas até o momento.

O clima, porém, começa a ganhar espaço nas avaliações dos agentes. A previsão de maiores volumes de chuva nas próximas semanas pode influenciar o ritmo dos trabalhos no campo e acrescentar um novo fator de volatilidade às cotações.

“A janela climática para as próximas semanas mostra maiores precipitações esperadas, sendo um ponto de atenção para o mercado”, observa Silveira.

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Encontro EUA-China

Outro fator que mantém os operadores em espera é o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. O mercado acompanha a possibilidade de mudanças nas relações comerciais entre os dois países, principalmente em relação às tarifas.

De acordo com Silveira, eventuais alterações nas tarifas poderiam provocar movimentos mais fortes nas cotações e até estimular uma recuperação dos preços.

Enquanto Chicago aguarda novos fatores capazes de definir uma direção, o mercado brasileiro apresenta poucas novidades. Os preços tiveram comportamento misto nos últimos dias, mas permaneceram dentro de uma faixa relativamente estreita.

As cotações continuam firmes, porém os negócios diminuíram. A comercialização avançou de forma significativa nos últimos dois meses, reduzindo a necessidade de novas vendas por parte dos produtores.

Outro fator é o elevado volume de soja já movimentado pelos portos brasileiros. Mais de 105 milhões de toneladas já passaram pelo sistema portuário, o que contribui para um mercado mais abastecido e com menor pressão imediata por novos negócios.

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“Por isso, os negócios foram mais limitados, enquanto o produtor vai mudando o foco para o plantio da safra nova”, aponta Silveira.

Com a comercialização da safra atual mais avançada, o mercado começa a dividir as atenções entre os estoques disponíveis, o desempenho das exportações norte americanas, o clima e as decisões comerciais entre Estados Unidos e China. Esses fatores devem continuar influenciando o comportamento da soja nas próximas semanas.

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