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24 de setembro de 2026

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TJMT pediu às polícias Federal e Civil para investigar ataque cibernético ao sistema do Judiciário

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Protocolos teriam sido aberto na segunda-feira (21), no dia que a invasão foi identificada, mas não existiria motivo específico para investigação

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) pediu à Polícia Federal (PF) e à Polícia Civil para investigar a invasão hacker ao sistema eletrônico do Judiciário. Os pedidos foram protocolados na segunda-feira (21), no dia que os ataques foram identificados. 

A informação foi confirmada ao Livre pela assessoria do TJ. Não haveria nenhum motivo específico, nas circunstâncias do ataque cibernético, que teria levado o Judiciário a fazer os pedidos. 

Por causa do ataque, o sistema do Tribunal de Justiça continua parcialmente suspenso. Ele começou a ser reativado ontem (23), três dias após os ataques. 

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A assessoria do tribunal informou que os programas vinculados ao sistema eletrônico, como o Processo Judicial Eletrônico (PJe), passarão por testes e serão reativados gradualmente até a próxima sexta-feira (25). O atendimento do TJ depende dessa reativação. 

O TJMT disse também que os ataques conseguiram acessar logins e senhas criptografadas dos servidores. Mas não haveria indícios de que tenham conseguido dados mais relevantes, como dados pessoais dos magistrados ou informações sobre processos judiciais. 

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Defesa de Bolsonaro pede a Nunes Marques suspensão de pena de 27 anos no STF

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Advogados alegam que julgamento pela Primeira Turma foi inconstitucional e cobram que o caso seja analisado pelo plenário da Corte

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (24) ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do cumprimento da pena de 27 anos e três meses a qual foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. 

A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro em setembro do ano passado, e o ex-presidente foi preso em novembro. Posteriormente, em março, ele teve concedida a prisão domiciliar humanitária, em razão de problemas de saúde, e cumpre pena em sua casa no bairro do Jardim Botânico, em Brasília.

O pedido da defesa foi feito no processo de revisão criminal do caso da trama golpista, aberto em maio e que foi distribuído para a relatoria de Nunes Marques, integrante da Segunda Turma do STF. O processo ainda não foi a julgamento. 

O principal argumento dos advogados é o de que Bolsonaro não poderia ter sido julgado pela Primeira Turma, colegiado composto por apenas cinco ministros, e sim pelo plenário do STF, que possui 11 ministros. Atualmente, uma cadeira vaga com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

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O ponto foi levantado diversas vezes ao longo do julgamento da trama golpista, mas foi sempre rejeitado pela Primeira Turma. Agora, a defesa tenta que o tema seja analisado pelos demais ministros.

Para os advogados, os crimes imputados a Bolsonaro teriam sido cometidos durante o exercício da Presidência da República, o que atrairia a competência exclusiva do plenário do Supremo. Eles argumentam que o julgamento por uma das turmas, um colegiado menor, se mostra “inadmissível, ilegal e inconstitucional”.

“A continuidade da execução da pena durante a tramitação da revisão criminal pode produzir dano irreparável”, diz a peça protocolada pela defesa.

“A liberdade indevidamente suprimida não se recompõe. Ainda que a revisão criminal venha a ser julgada procedente, o tempo de encarceramento já cumprido por força de acórdão viciado não poderá ser restituído em sua integralidade”.

Os advogados querem que a execução da pena seja suspensa até o julgamento definitivo da revisão criminal. 

“A competência do Plenário para processar e julgar o presidente da República integra um regime jurídico-constitucional específico, marcado pela centralidade institucional do cargo, pelos efeitos possíveis do recebimento da denúncia e pela excepcionalidade da jurisdição penal originária no ápice do Judiciário”, acrescenta a defesa de Bolsonaro.

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Quatro pessoas são presas com mais de 1,5 mil produtos e anabolizantes ilegais em MT

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Quatro pessoas foram presas e cerca 1,5 mil produtos importados sem comprovação fiscal, além de anabolizantes e medicamentos sem autorização sanitária foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante duas fiscalizações na BR-364, em Rondonópolis e Jaciara, a 218 km e 144 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (23).

Entre os produtos encontrados estão perfumes, cosméticos, eletrônicos, anabolizantes, ácido hialurônico e ampolas de tirzepatida.

A primeira abordagem ocorreu no km 214 da BR-364, em Rondonópolis. Os policiais abordaram dois veículos que saíam de uma estrada rural paralela à rodovia. Durante a vistoria, foram encontrados 1.350 frascos de perfumes e cosméticos importados, 48 unidades de ácido hialurônico e 550 ampolas de anabolizantes.

Também foram apreendidos dez celulares, além de um monitor, um amplificador de som, um robô aspirador e um secador de cabelo. Segundo a PRF, os ocupantes dos veículos disseram que transportavam os produtos mediante pagamento de Ponta Porã (MS) até Cuiabá.

Já na segunda abordagem foi realizada no km 268 da mesma rodovia, em Jaciara. O carro era ocupado por duas mulheres. No veículo, foram encontrados cerca de 240 produtos de perfumaria e cosméticos de origem estrangeira, ferramentas elétricas e pneus.

Os policiais também localizaram uma caixa térmica com 140 ampolas de tirzepatida, medicamento que, segundo a PRF, tinha procedência clandestina.

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Os quatro envolvidos foram detidos e encaminhados, junto com os produtos apreendidos, à Delegacia da Polícia Federal. Segundo a PRF, eles podem responder por crimes de contrabando, descaminho e contra a saúde pública. A identidades dos presos não foram divulgadas pela polícia.

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Flávio Bolsonaro viajou em jato ligado a ex-banqueiro do Master e ironiza caso nas redes

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Voo de Miami a Brasília ocorreu durante negociações para filme sobre Jair Bolsonaro. Aeronave também teria sido usada pelo ministro Alexandre de Moraes

Reportagem publicada nesta quarta-feira (23) pela revista piauí revelou que o candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, viajou em janeiro de 2025 em um jato executivo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado nas fraudes relacionadas ao Banco Master. O voo ocorreu entre Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e Brasília. 

De acordo com a matéria, a viagem de Flávio foi feita em família, com a mulher Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal. Entre os passageiros estava o advogado e empresário Willer Tomaz, que é amigo do presidenciável. Willer é investigado no esquema de desvios bilionários do INSS.

Após a divulgação da reportagem, Flávio Bolsonaro comentou o caso em uma publicação nas redes sociais, em tom de ironia.

“Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, escreveu.

O jato citado pela revista é um Legacy 650 operado pela empresa Prime You, que teve Daniel Vorcaro entre seus sócios. De acordo com a reportagem, trata-se da mesma aeronave utilizada posteriormente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

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A revista piauí relata ainda que a viagem ocorreu durante negociações para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo a publicação, após retornar ao Brasil, Flávio Bolsonaro teria cobrado interlocutores para acelerar a liberação dos recursos prometidos ao projeto.

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