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24 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Bolsão de ar quente eleva temperaturas para até 43°C no Brasil; outubro será chuvoso? Confira a previsão

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Um bolsão de ar quente deve manter as temperaturas elevadas em grande parte do Brasil nos próximos dias. Em áreas do Brasil Central, os termômetros podem chegar a 40 e 43 graus, enquanto outras regiões devem registrar máximas entre 38 e 39 graus. O calor intenso também aumenta o risco de formação e propagação de focos de incêndio.

No Sul, o amanhecer desta sexta feira (25) ainda terá temperaturas baixas, próximas dos 12 graus em algumas áreas produtoras de soja, mas as máximas podem alcançar 32 graus. No interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro, os termômetros podem chegar aos 40 graus.

Diante do calor, produtores e trabalhadores que permanecem expostos ao tempo devem redobrar os cuidados nos próximos dias, evitando longos períodos ao ar livre, mantendo boa hidratação e buscando locais protegidos nos horários de maior temperatura.

A previsão indica que as primeiras chuvas devem alcançar áreas do sul do Piauí, Maranhão e sudeste da Bahia por volta de 4 de outubro, mas os volumes inicialmente previstos são baixos, próximos de 15 milímetros. Para boa parte do país, não há indicação de chuvas volumosas nos próximos 15 dias.

Uma mudança no cenário pode ocorrer no fim de semana com a atuação de um ciclone extratropical. O sistema deve favorecer a ocorrência de chuvas e temporais em áreas do Sudeste, com acumulados entre 20 e 30 milímetros em algumas regiões.

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O tempo em outubro

Entre os dias 5 e 9 de outubro, a previsão aponta avanço das chuvas para Mato Grosso, Rondônia, Acre e Goiás, com acumulados que podem chegar a 50 a 80 milímetros em cinco dias. No litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Zona da Mata Mineira, os volumes podem ser ainda maiores, chegando a 150 milímetros no período.

Apesar do calor persistente em boa parte do país, a distribuição das chuvas deve ser irregular. Algumas áreas terão episódios de chuva mais relevante, enquanto outras continuarão enfrentando tempo seco e temperaturas elevadas.

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Sustentabilidade

Começa colheita do trigo nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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As condições ambientais foram favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de trigo na maior parte do Rio Grande do Sul. Há, contudo, diferenças de desenvolvimento entre as regiões, em função da época de implantação e das condições meteorológicas ao longo do ciclo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (17/9), as áreas de trigo implantadas de forma precoce, no oeste do Estado, avançam para as fases de enchimento de grãos (44%) e maturação (5%), e inicia-se a colheita. Nas lavouras de implantação mais tardia, predominam os estágios de desenvolvimento vegetativo (12%) e de espigamento e floração (39%).

Em relação ao quadro fitossanitário, há incidência de oídio, de manchas foliares, de ferrugens e de giberela. Destaca-se a necessidade de maior atenção às lavouras em floração e às áreas submetidas a condições meteorológicas propícias ao desenvolvimento de doenças. Para a Safra 2026, a área projetada com trigo no Estado é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 kg/ha.

Na região de Santa Rosa, 4% das lavouras de trigo estão em desenvolvimento vegetativo, 28% em floração, 61% em enchimento de grãos e 7% em maturação. As lavouras apresentam bom número de espiguetas por espiga e ausência de falhas de fecundação, mantendo o potencial produtivo favorável. Na região de Caxias do Sul, a elevada nebulosidade e a baixa luminosidade, associadas às temperaturas reduzidas, retardaram o desenvolvimento das plantas. As lavouras de trigo estão no final do perfilhamento e início da elongação do colmo, mantendo, apesar das intempéries, expectativa de rendimento considerada satisfatória. Já na região de Santa Maria, em Tupanciretã, município de maior extensão regional do cultivo, 20% das lavouras estão em elongação, 60% em floração e 20% em enchimento de grãos. Nas áreas mais adiantadas, o frio intenso e as geadas mantêm a necessidade de acompanhamento durante a floração, mas a quantificação de eventuais perdas ainda não foi realizada.

Aveia-branca

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Houve avanço do ciclo nos cultivos de aveia-branca. Do total da área, estimada para o Estado em de 387.697 hectares, 11% estão em desenvolvimento vegetativo, 49% em enchimento de grãos, 27% em floração, 11% em maturação e 2% colhidos. De modo geral, as condições das lavouras estão satisfatórias, com bom desenvolvimento e condições sanitárias favoráveis, embora persista a incidência pontual de doenças foliares, especialmente ferrugens. A produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha.

Canola

A cultura da canola avança para as fases finais do ciclo. Predominam lavouras em floração e enchimento de grãos (88%), e aumentam as áreas em maturação (9%). A colheita ainda se limita a pequenas extensões de implantação precoce (1%). As condições de maior luminosidade, de temperaturas favoráveis e de menor umidade relativa do ar, observadas em parte do período, contribuíram para o avanço fenológico, para o desempenho das plantas e, nas áreas em floração, para maior atividade de polinizadores. A ocorrência de geada em lavouras em formação pode ter comprometido de forma parcial o enchimento das síliquas, mas ainda sem quantificação definitiva das perdas. A área cultivada de canola no Rio Grande do Sul está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

Carinata

A cultura apresenta desenvolvimento e estande satisfatórios, apesar das diferenças entre as regiões, em função da época de implantação e das condições meteorológicas ao longo do ciclo. As lavouras em desenvolvimento vegetativo totalizam 3%; em floração são 32%; em enchimento de grãos, 62%; e em maturação, 3%. Na região de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 70% em enchimento de grãos e 30% em maturação. A expectativa atual de produtividade está próxima de 1.100 kg/ha. Já na região de Ijuí, 15% da área de canola está em floração, 80% em granação e 5% em maturação.

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Cevada

As janelas de tempo firme favoreceram a evolução da cultura e a continuidade das operações de manejo. Nas regiões de maior concentração de cultivo, apesar das chuvas volumosas, não foram relatados impactos relevantes nas lavouras. Cerca de 50% da área cultivada está em desenvolvimento vegetativo, 30% em floração e 20% em enchimento de grãos. De forma pontual, algumas lavouras iniciaram o processo de maturação. A área de cultivo estimada é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha.

Culturas de verão

Milho

O plantio de milho no Rio Grande do Sul chega a 60% da área e está praticamente finalizado na região Noroeste. A ocorrência de geada causou danos em lavouras implantadas mais cedo e nos locais mais propícios para ocorrência de geadas. Os produtores realizaram as aplicações de herbicidas e de inseticidas; estes para o controle de cigarrinha, cuja incidência aumentou. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta o plantio de 896.401 hectares de milho, produtividade projetada de 7.711 kg/ha e produção aproximada de 6,91 milhões de toneladas.

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Arroz

Na região de Bagé, há intenção de plantio de 361.027 hectares de arroz. Houve excelente evolução na semeadura das lavouras, ainda concentrada nos municípios da Fronteira Oeste, com histórico de implantação da cultura desde o início de setembro. Em Maçambará, 15% dos 16.900 hectares previstos foram semeados. A alta capacidade de máquinas e implementos utilizados pelos produtores permitem avanço diário significativo do plantio. As temperaturas baixas devem provocar algum atraso no estabelecimento das lavouras. Ainda assim, a sequência de dias de tempo seco foi propícia para os cultivos. As barragens cheias e a boa reação na cotação do produto motivam os produtores, que estavam pessimistas em relação à primavera pela ocorrência de El Niño, à falta de crédito e aos insumos com cotações elevadas.

Feijão 1ª safra

Na região de Ijuí, a semeadura evoluiu para 40% da área projetada, que é de 883 hectares para o Rio Grande do Sul. O desenvolvimento das plantas ocorreu de forma lenta devido ao tempo frio. Na região de Pelotas, segue o plantio das primeiras lavouras em locais protegidos e sem riscos de geadas. Na região de Soledade, no baixo Vale do Rio Pardo, a semeadura do feijão 1ª safra está em fase final. Nas regiões Centro-Serra e Alto da Serra do Botucaraí, as áreas estão preparadas para o plantio.

Criações

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Bovinocultura de leite

O excesso de umidade e a formação de barro ainda dificultam o acesso às pastagens e o manejo, além de aumentarem os riscos de mastite e de problemas de casco em determinadas regiões. Já a redução do encharcamento em algumas áreas tem favorecido a movimentação dos animais e o acesso às forrageiras.

Na região de Bagé, as vacas alimentadas em campo nativo apresentam recuperação da condição corporal. Esse cenário marca o retorno dos produtores sazonais à atividade e o aumento da produção dos que efetuam a entrega de leite durante todo o ano, mas não realizam investimentos significativos em pastagens de inverno ou na suplementação com fenos e silagens.

O observa-se pequena redução na produção de leite nos sistemas de produção a pasto na região de Ijuí. Nos sistemas confinados, a produtividade não apresentou alterações. Nos sistemas estabulados, persiste a dificuldade para reduzir a umidade da cama dos animais, embora o conforto térmico esteja satisfatório.

Em algumas propriedades da região de Santa Rosa, o excesso de umidade das semanas anteriores ocasionou danos pontuais por pisoteio e dificultou o manejo, mas não comprometeu a alimentação dos animais. Os produtores seguem realizando suplementação alimentar com silagem e concentrados, especialmente para vacas em pico de lactação.

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Piscicultura

Na região de Erechim, a geada e o frio do início do período reduziram o apetite e a atividade dos peixes. A chuva volumosa na sexta-feira (11/9), a qual atingiu até 150 mm, aumentou a turbidez da água nos viveiros e elevou o risco de redução do oxigênio dissolvido, de inversão térmica, de transbordamento e de fuga dos peixes em viveiros com pouca margem de segurança. Apesar da turbidez nos viveiros após a chuva forte, os açudes apresentam ótima disponibilidade de água.

Pesca artesanal

Na região de Santa Rosa, novamente os pescadores de Porto Vera Cruz e de outras localidades que praticam a pesca no Rio Uruguai foram prejudicados pela elevação do nível do rio. Segundo representantes da categoria, a maioria retirou os materiais e petrechos de pesca da água e monitora as embarcações nas margens para evitar perdas ainda maiores.

Fonte: Emater/RS

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Agro Mato Grosso

BASF anuncia nova estrutura para Soluções para Agricultura

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Reorganização amplia autonomia dos mercados locais e coloca Marcelo Batistela no comando da operação brasileira

A BASF Soluções para Agricultura anunciou nova estrutura organizacional com foco nos clientes e nos sistemas de cultivo. O modelo amplia a autonomia estratégica, financeira e operacional da companhia e entra oficialmente em vigor em 1º de janeiro de 2027.

No Brasil, Marcelo Batistela assume como vice-presidente sênior de Negócios e diretor-geral da BASF Soluções para Agricultura Brasil. Engenheiro agrônomo, o executivo acumula 23 anos na companhia. Sua trajetória inclui posições em vendas, marketing, excelência comercial e gestão de negócios no Brasil e no exterior. Desde 2023, lidera a divisão de Soluções para Agricultura no país.

A nova organização busca acelerar decisões nos países e ampliar a proximidade com agricultores. A estrutura também reforça a abordagem por sistemas de cultivo. O modelo conecta conhecimentos, inovações, produtos e serviços em soluções integradas para diferentes etapas, do plantio à colheita.

Outras mudanças

Christian Tell assumirá em 1º de janeiro de 2027 a vice-presidência de Negócios da BASF Soluções para Agricultura América LATAM West. Ele atua na BASF há 23 anos e lidera a área de Soluções para Agricultura na Itália desde 2023.

As operações do Brasil e de LATAM West passarão a responder diretamente à liderança global de Negócios, comandada por Maximilian Becker, membro do Conselho de Administração da BASF Soluções para Agricultura.

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Sergi Vizoso Sansano, responsável pelos negócios agrícolas da BASF na América Latina desde janeiro de 2020, assumirá a vice-presidência sênior de Negócios da Ásia-Pacífico, com sede em Singapura.

A implementação da nova estrutura já começou. Segundo a empresa, a reorganização também apoia a evolução da unidade agrícola como negócio independente, dedicado exclusivamente à agricultura.

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Sustentabilidade

Trigo e canola no inverno gaúcho: por que a área recuou e por que as duas culturas se complementam – MAIS SOJA

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Figura 1. Lavouras de trigo e de canola cultivadas lado a lado na região central do Rio Grande do Sul.
Fonte: imagem criada através de IA por Quatrin.

O trigo segue como o principal cereal de inverno do Rio Grande do Sul, mas a safra 2026 registrou uma das maiores retrações de área dos últimos anos. A Emater/RS-Ascar (2026) projeta 814.220 hectares, redução de 30,18% frente aos 1.166.163 hectares cultivados em 2025, com produção estimada em 2,2 milhões de toneladas (-36,39%). Na contramão, a canola mais que dobrou de tamanho, alcançando 353.397 hectares, alta de 102,64% sobre os 174.394 hectares do ciclo anterior (Figura 2). Ainda assim, a área total de inverno recuou 10,76%: a canola avançou, mas não repôs o espaço que o trigo deixou de ocupar.

Figura 2. Área cultivada com trigo e canola no Rio Grande do Sul, safras 2025 e 2026.
Fonte: elaborado pelos autores com dados da Emater/RS-Ascar (2026).
Por que o trigo perdeu área

Segundo a Emater/RS-Ascar (2026), a retração reflete a combinação de menor rentabilidade, custos de produção elevados, restrições de crédito e maior percepção de risco climático para o ciclo de inverno, acompanhada de redução do nível tecnológico em parte das áreas, com racionalização de insumos e maior uso de sementes salvas. O quadro é reforçado pela pressão de custos, que comprime a margem e reduz a tolerância do sistema a qualquer frustração de rendimento ou de qualidade.

O trigo é, historicamente, uma cultura de risco

Esse risco é climático e se concentra em janelas curtas do ciclo. Geadas em estádios críticos que comprometem a formação de flores e de grãos. O predomínio por atuação de chuvas formadas por sistemas frontais, que ocorrem com maior frequência ou permanecem estacionárias por vários dias, determinam excesso de chuva e falta de radiação solar no florescimento. Essa condição meteorológica favorece a incidência e a severidade do progresso da doença giberela: a extrusão das anteras é o período de maior suscetibilidade, e temperaturas de 20 a 25 °C com molhamento foliar de 48 a 72 horas criam a condição ideal de infecção (Embrapa Trigo). Já as chuvas próximas à colheita induzem a germinação do grão na espiga, reduzindo o peso do hectolitro e o Número de Queda. Nesse caso o prejuízo é duplo: colhe-se menos e recebe-se menos por quilo, pela classificação comercial de menor preço. A escolha de cultivar reduz o risco, mas não o elimina.

A visão técnica: rotação, não substituição

Do ponto de vista de mercado, trigo e canola disputam a mesma área de inverno. Do ponto de vista técnico, são complementares e devem ser planejadas em conjunto, dentro de um sistema de rotação (Figura 3).

Figura 3. Trigo e canola ocupando áreas contíguas dentro do mesmo sistema de produção
Fonte: imagem criada através de IA por Quatrin.

O trigo, gramínea de alta relação C/N, deixa palha de decomposição lenta, que sustenta a cobertura do solo e a qualidade do plantio direto; a canola deixa pouco resíduo. Na fitossanidade, o benefício é mútuo: a canola é hospedeira de Sclerotinia sclerotiorum, e a rotação com gramíneas não hospedeiras é a prática mais eficiente para reduzir o inóculo desse patógeno conhecido por mofo branco; o trigo, por sua vez, tem o ciclo de suas manchas foliares e podridões radiculares quebrado pelo cultivo de planta não hospedeira (Embrapa Trigo). O resultado prático é menor pressão de doença, menos aplicações e menor custo nas duas culturas, um ganho que aparece no sistema, ao longo dos anos, e não no resultado isolado de uma safra (Figura 4).

Figura 4. Benefício mútuo da rotação entre trigo e canola no sistema de produção de inverno.
Fonte: imagem criada através de IA por Quatrin.
Safra sob El Niño: manejo mais assertivo

Com a chuva mais frequente e acima da média, associada à menor disponibilidade de radiação solar, o ambiente torna-se mais favorável às doenças fúngicas e o erro de manejo fica mais caro. O momento e a qualidade da aplicação passam a ser determinantes: a aplicação precisa ser preventiva, antes do evento de chuva, com a espiga já protegida. O parcelamento da adubação nitrogenada e de potássio passa a ser mais importante para evitar maiores perdas desses nutrientes. Reduzir o nível tecnológico de condução da lavoura justamente nos anos de maior pressão devido ao El Niño tende a ampliar as perdas. Nesse contexto, o acompanhamento por assistência técnica qualificada e o planejamento da rotação de culturas, sem a substituição, são o caminho para reduzir custo e estabilizar a produtividade no médio e longo prazo. Os anos ou períodos de intensificação do evento El Niño são amplamente divulgados e de forma antecipada de forma a permitir orientar as decisões de manejo de forma assertiva.

Texto elaborado a partir de entrevista concedida ao jornal Diário de Santa Maria.

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Referências e conferência de fontes:

CONAB – COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento da safra brasileira de grãos: safra 2025/26. Brasília: Conab, 2026. Disponível em: https://www.conab.gov.br/info-agro/safras. Acesso em: 11 ago. 2026.

CONAB – COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Custos de produção agrícola. Brasília: Conab, 2026. Disponível em: https://www.conab.gov.br/info-agro/custos-de-producao. Acesso em: 11 ago. 2026.

EMATER/RS-ASCAR. Informativo Conjuntural: safra de inverno 2026. Porto Alegre: Emater/RS-Ascar, 25 jun. 2026. Levantamento realizado entre 4 de maio e 16 de junho de 2026.

EMBRAPA CLIMA TEMPERADO. Germinação na espiga em pré-colheita na cultura do trigo. Pelotas: Embrapa Clima Temperado. Disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1132355/1/Viera-p32-MIC-MPG-2020-completo.pdf. Acesso em: 11 ago. 2026.

EMBRAPA TRIGO. Giberela. Agência Embrapa de Informação Tecnológica – Trigo. Passo Fundo: Embrapa Trigo. Disponível em: https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/trigo/producao/doencas/giberela. Acesso em: 11 ago. 2026.

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EMBRAPA TRIGO. Rotação de culturas. Agência Embrapa de Informação Tecnológica – Trigo. Passo Fundo: Embrapa Trigo. Disponível em: https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/trigo/producao/rotacao-de-culturas. Acesso em: 11 ago. 2026.

EMBRAPA. Plantas de cobertura de solo para sistema plantio direto. Disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/485005/1/Plantascobertura.pdf. Acesso em: 11 ago. 2026.

Conferência dos dados citados no texto
  1. Trigo, safra 2026 no Rio Grande do Sul – 814.220 hectares, redução de 30,18% frente aos 1.166.163 hectares de 2025; produção de 2,2 milhões de toneladas (-36,39%); produtividade média de 2.701 kg/ha. Fonte primária: Emater/RS-Ascar, Informativo Conjuntural de 25/06/2026. Verificável em: https://revistacultivar.com.br/noticias/rs-safra-2025-26-semeadura-da-canola-esta-quase-concluida e https://www.canalrural.com.br/agricultura/puxado-pela-queda-no-trigo-safra-de-inverno-2026-do-rs-deve-ser-22-menor
  1. Canola, safra 2026 no Rio Grande do Sul – 353.397 hectares, aumento de 102,64% sobre os 174.394 hectares de 2025; produção de 571.975 toneladas; produtividade média de 1.619 kg/ha. Fonte primária: Emater/RS-Ascar, Informativo Conjuntural de 25/06/2026. Mesmos endereços do item 1.
  1. Área total das culturas de inverno – retração de 10,76%, passando de 1,77 milhão para 1,58 milhão de hectares; produção de 3,73 milhões de toneladas (-22,15%). Fonte: Emater/RS-Ascar, via https://www.canalrural.com.br/agricultura/puxado-pela-queda-no-trigo-safra-de-inverno-2026-do-rs-deve-ser-22-menor
  1. Causas da retração de área – menor rentabilidade, custos de produção elevados, restrições de crédito, maior percepção de risco climático, redução do nível tecnológico, racionalização de insumos e maior uso de sementes salvas. Fonte: Emater/RS-Ascar, Informativo Conjuntural de 25/06/2026.
  1. Giberela – a extrusão das anteras é o período de maior suscetibilidade; temperaturas de 20 a 25 °C com molhamento de 48 a 72 horas favorecem a infecção. Fonte: Embrapa Trigo, Agência Embrapa de Informação Tecnológica.
  1. Germinação na espiga – a atividade da enzima alfa-amilase induz a germinação sob umidade, reduzindo o peso do hectolitro e o Número de Queda; valores de Falling Number inferiores a 200 segundos indicam degradação das reservas de amido. Fonte: Embrapa Clima Temperado.
  1. Mofo branco e rotação – a canola é hospedeira de Sclerotinia sclerotiorum; a rotação com gramíneas, não hospedeiras do fungo, é a prática mais eficiente para reduzir o inóculo. Em áreas com alta infestação, recomenda-se rotação com culturas não suscetíveis por, no mínimo, quatro anos. Fonte: Embrapa Trigo, Rotação de culturas.
  2. Relação C/N e palhada – resíduos de gramíneas, com relação C/N elevada, apresentam decomposição mais lenta e mantêm a cobertura do solo por mais tempo, sustentando o sistema plantio direto. Fonte: Embrapa, Plantas de cobertura de solo para sistema plantio direto.
Autores:

Diego Nicolau Follmann – Engenheiro Agrônomo, Prof. Dr. do Departamento de Fitotecnia, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), coordenador do Grupo de Pesquisa em Plantas de Lavoura (CNPq). E-mail: diego.follmann@ufsm.br

Ricardo Barcellos Quatrin – Acadêmico de Agronomia, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Estagiário do Projeto de Extensão de Serviço em Culturas Anuais Produtoras de Grãos.

Astor Henrique Nied – Engenheiro Agrônomo, Prof. Dr. do Departamento de Fitotecnia, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), colaborador do Grupo de Pesquisa em Plantas de Lavoura (CNPq). E-mail: astor.nied@ufsm.br

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