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6 de novembro de 2026

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‘Cardápio Forrageiro’ orienta escolha de plantas resistentes para a pecuária no Semiárido baiano

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Foto: Daniel Fagundes/Trilux

Produzir carne e leite no Semiárido brasileiro é um dos maiores desafios da pecuária nacional. Em grande parte da Bahia, do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, produtores rurais convivem com períodos que podem chegar a nove meses sem chuva. A estiagem prolongada reduz a oferta de pastagens, eleva os custos com a alimentação de bovinos, ovinos e caprinos e compromete a produtividade das propriedades. Nesse cenário, as forrageiras, plantas destinadas à alimentação dos rebanhos, tornam-se estratégicas para garantir alimento durante todo o ano.

Para enfrentar esse desafio, o Sistema CNA, o Instituto CNA e o Senar lançaram, em 2017, o Projeto Forrageiras para o Semiárido. A iniciativa nasceu a partir de uma demanda do presidente da CNA, João Martins, diante da necessidade de recuperar áreas degradadas e aumentar a produtividade sem a abertura de novas áreas. Somente na Bahia, cerca de 14 milhões de hectares apresentam algum grau de degradação.

Após quase dez anos de pesquisas, o Sistema CNA, o Instituto CNA e o Senar apresentaram os avanços do Projeto Forrageiras para o Semiárido durante o encerramento da segunda etapa do Rally de Forrageiras, em Baixa Grande (BA).

O município, que abriga uma das principais Unidades de Referência Tecnológica (URTs), recebeu cerca de mil participantes. Nessas áreas, as espécies forrageiras são testadas em condições reais de produção antes de serem recomendadas ao campo. A próxima etapa do Rally percorrerá dez estados do Semiárido para disseminar as tecnologias desenvolvidas ao longo da última década.

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Atualmente, o projeto conta com 12 URTs distribuídas pelo Semiárido brasileiro. Nelas, pesquisadores avaliaram diferentes combinações de capins, gramíneas anuais, palma forrageira e outras espécies para identificar as alternativas mais adaptadas às condições de clima, solo e regime de chuvas de cada região.

Também durante o evento, o vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, destacou o potencial do Semiárido para a expansão da pecuária.

Segundo ele, a difusão de conhecimento, aliada à assistência técnica e à inovação, é essencial para aumentar a produção, gerar renda e empregos e estimular a sucessão familiar no campo. “A região semiárida é o futuro da pecuária brasileira, mas precisamos cada vez mais implantar conhecimento e inovação”, afirmou.

Segundo dados apresentados durante o encontro, mais de 10 mil produtores foram atendidos diretamente pela iniciativa nos últimos dois anos. Já a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema CNA/Senar acumulava cerca de 500 mil produtores assistidos em todo o país.

Cardápio forrageiro

O principal resultado da pesquisa foi a criação de um cardápio forrageiro, ferramenta que orienta os produtores sobre as espécies mais indicadas para cada realidade. Entre as recomendações estão diferentes variedades de palma forrageira, sorgo, milheto e capins adaptados, além do uso da silagem como estratégia para garantir alimento ao rebanho durante os períodos de seca.

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Segundo a coordenadora do projeto, Alenilda Carvalho, a principal conclusão das pesquisas é que não existe uma única forrageira capaz de atender todo o Semiárido. “Cada região precisa de uma combinação diferente de espécies, de acordo com o clima, o solo e a disponibilidade de água”, explica.

Ela destaca que as URTs permitiram validar as tecnologias em condições reais antes de levá-las aos produtores por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). “O manejo correto é tão importante quanto a escolha da forrageira. O objetivo é reduzir custos e garantir alimento para o rebanho durante todo o ano”, afirma.

Além da escolha das espécies, o projeto incentiva práticas como produção de silagem, rotação de pastagens, recuperação de áreas degradadas, análise de solo e planejamento alimentar dos rebanhos.

Durante a estiagem, quando os pastos perdem qualidade nutricional, os pesquisadores apontam três pilares para a alimentação animal no Semiárido: capim, palma forrageira e silagem.

A palma, considerada uma das principais alternativas para enfrentar a seca, exige investimento entre R$ 11 mil e R$ 13 mil por hectare. Em contrapartida, pode produzir cerca de 180 toneladas de matéria verde por hectare já no primeiro ano, garantindo elevada oferta de alimento aos animais.

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Durante os dias de campo do Rally de Forrageiras, os participantes também têm acesso à Carreta Agro pelo Brasil, iniciativa do Sistema CNA/Senar que apresenta experiências imersivas sobre a evolução da agropecuária brasileira. A estrutura reúne vídeos em formato imersivo, óculos de realidade virtual e um estúdio de podcast para entrevistas realizadas durante os eventos.

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Norte Show inicia preparativos para 2027 com 110 espaços comercializados e novas iniciativas

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A preparação para a Norte Show 2027 já movimenta o mercado de feiras agropecuárias em Sinop. Cerca de seis meses antes da abertura do evento, a organização contabiliza aproximadamente 110 terrenos com contratos assinados e cinco patrocinadores da edição de 2026 que já confirmaram participação no próximo ano. A feira será realizada de 20 a 23 de abril e chega à oitava edição em um cenário de incertezas econômicas que pode influenciar o volume de negócios.

O lançamento comercial ocorreu nesta quinta-feira (5), quando a Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte) e o Sindicato Rural de Sinop apresentaram as primeiras definições para o evento. Com o tema “Os novos desafios do amanhã”, a organização pretende ampliar as oportunidades de negociação e aproximar produtores de informações que auxiliem nas decisões dentro das propriedades.

Apesar do início positivo da comercialização, ainda não há uma estimativa fechada para o volume financeiro que a feira poderá movimentar. O presidente da Acrinorte, Moisés Debastiani, condiciona essa projeção ao comportamento da economia brasileira nos primeiros meses de 2027, principalmente às condições de crédito disponíveis para o setor.

Segundo ele, as taxas de juros e as condições dos financiamentos terão influência direta na disposição dos produtores para realizar investimentos. A avaliação deverá ficar mais clara entre janeiro e março, período que antecede a feira.

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“Vai depender muito de janeiro, fevereiro e março para que lá em abril, durante a feira, a gente saiba como é que vão estar as taxas de juros, as questões dos financiamentos”, afirma Moisés. Mesmo diante das incertezas, a expectativa da organização é manter pelo menos os resultados da edição anterior.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Empresas de fora ampliam alcance da feira

A participação de empresas de diferentes regiões é uma das características da Norte Show. De acordo com Moisés, aproximadamente 60% dos expositores são de fora de Sinop, o que faz da infraestrutura do município um fator importante para a realização do evento.

Com cerca de 220 mil habitantes, Sinop concentra serviços utilizados por municípios do entorno, especialmente nas áreas de saúde, educação e transporte aéreo. Essa estrutura, pontua o presidente da Acrinorte, facilita o deslocamento de empresas, profissionais e visitantes que participam da feira, além de atender produtores de outras regiões.

O alcance do evento também ultrapassa as fronteiras de Mato Grosso. A organização recebe visitantes do sul do Pará, incluindo produtores de Novo Progresso, ampliando a conexão entre empresas fornecedoras e regiões de produção agropecuária.

Na edição anterior, a Norte Show registrou circulação de aproximadamente 120 mil pessoas e reuniu mais de 400 expositores. O movimento alcançou o comércio e o setor de serviços de Sinop, além das atividades realizadas no parque de exposições.

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A concentração de fabricantes, revendas, instituições financeiras e empresas de insumos permite que o produtor encontre diferentes alternativas comerciais em um mesmo espaço. A exposição reúne máquinas, implementos, veículos, sementes, fertilizantes, defensivos e serviços, com possibilidade de comparar produtos e condições de negociação.

Tecnologia e informação acompanham as mudanças no campo

A velocidade das transformações tecnológicas no agronegócio também deverá influenciar a programação de 2027. Equipamentos com novas tecnologias embarcadas e mudanças nos produtos utilizados nas lavouras estão entre os segmentos que devem apresentar novidades durante a feira.

Para Moisés, o intervalo entre uma edição e outra já é suficiente para modificar a oferta de soluções disponíveis no mercado. Até abril, quando o evento será realizado, a expectativa é que novos produtos e tecnologias sejam incorporados à exposição.

A programação também terá a renovação da parceria com o Empreende Brazil, responsável por contribuir com a agenda de palestras. Os conteúdos deverão abordar perspectivas econômicas, movimentos de mercado, oportunidades comerciais e temas relacionados à gestão dos negócios.

A proposta é aproximar especialistas dos produtores e empresários que precisam avaliar investimentos e estratégias em um ambiente de mudanças. A organização considera que a participação na feira deve ir além da compra de equipamentos e insumos, incluindo acesso a informações que ajudem a interpretar o mercado.

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Esse direcionamento acompanha o próprio tema escolhido para a próxima edição. Em vez de tratar os desafios do setor apenas como obstáculos, a organização pretende discutir alternativas para que os produtores identifiquem oportunidades e adaptem suas decisões às condições econômicas e produtivas.

presidente da Acrinorte, Moisés Debastiani
Foto: Norte Show/Assessoria de Imprensa

Feira amplia projetos educacionais e ambientais

A programação de 2027 também terá iniciativas que não estão diretamente relacionadas às negociações comerciais. Entre elas está o Norte Show Sustentável, projeto apresentado no lançamento e que estabelece a meta de reciclar 100% dos resíduos gerados durante o evento.

A iniciativa passa a integrar a organização da feira com uma proposta de ampliar a destinação adequada dos materiais produzidos durante os quatro dias de programação. O projeto também se relaciona às ações sociais desenvolvidas pela Acrinorte junto a entidades de Sinop.

Na área educacional, serão mantidos o Norte Show Kids, voltado às crianças; o Campus Norte Show, direcionado aos universitários; e o Norte para o Seu Futuro, destinado aos estudantes do terceiro ano do ensino médio. As atividades aproximam diferentes públicos do setor agropecuário e de suas possibilidades profissionais.

A ampliação dessas frentes ocorre em uma edição que terá como pano de fundo os desafios econômicos, tecnológicos e ambientais do agronegócio. Para Moisés, a construção do evento depende do envolvimento de empresas, entidades e profissionais que participam da organização.

O presidente destaca que a feira é resultado de um trabalho coletivo e que a expectativa para 2027 é manter a participação registrada nos anos anteriores. “É por isso que a feira acaba sendo mostrada e entregue da maneira que é. Porque não são apenas algumas poucas pessoas que desenvolvem isso. É um grupo muito grande de pessoas engajado nessa entrega da feira”.

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USDA em Pequim eleva para 110 milhões de toneladas a importação chinesa de soja em 2026/27

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O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim elevou para 110 milhões de toneladas a projeção de importações chinesas de soja em 2026/27. A estimativa representa alta de 1,8% ante o relatório anterior, que apontava cerca de 108 milhões de toneladas. Mesmo com o ajuste, o volume segue abaixo das 114 milhões de toneladas projetadas para 2025/26 pelo próprio escritório.

A nova projeção foi divulgada pelo escritório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) em Pequim e difere da estimativa oficial do USDA para 2026/27, fixada em 115 milhões de toneladas. Também há distância em relação ao sistema de perspectivas agrícolas do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (Casde), que prevê compras de 95,5 milhões de toneladas, recuo de 11,6% ante sua própria estimativa para 2025/26. Duas fontes privadas citadas pelo FAS trabalham com volumes de 101,2 milhões e 111,5 milhões de toneladas.

Segundo o relatório, a estabilidade relativa das importações está ligada ao crescimento contido da demanda por esmagamento e aos esforços de Pequim para reduzir a dependência externa. O escritório manteve em 106 milhões de toneladas a previsão de processamento de soja em 2026/27, abaixo das 108 milhões estimadas para o ciclo anterior.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

O consumo de farelo, principal derivado do esmagamento usado em rações, enfrenta demanda mais fraca da suinocultura e mudanças na formulação da alimentação animal. O rebanho chinês de matrizes suínas somava 36,02 milhões de cabeças em setembro, queda de 10,7% na comparação anual, segundo dados do governo reproduzidos no documento. O escritório também prevê redução moderada da produção de suínos em 2027, com compensação parcial por ganhos de produtividade.

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Em setembro, Pequim reforçou a política de rações com menor teor de proteína e menor dependência de insumos importados. A participação média do farelo de soja nas formulações caiu para 13,6% ao fim de 2025, recuo de 4,1 pontos porcentuais desde o início do plano quinquenal anterior.

Na produção doméstica, o FAS manteve a previsão chinesa em 20,1 milhões de toneladas para 2026/27. O preço médio da soja local chegou a 4.679 yuans por tonelada, equivalentes a US$ 698, quase 8% acima de um ano antes. O governo chinês deverá seguir incentivando o uso de soja nacional pelas esmagadoras, especialmente as estatais.

O relatório também cita incertezas do lado da oferta externa e afirma que eventos climáticos extremos em 2027, como um super El Niño, podem limitar a oferta exportável de soja dos países sul-americanos. No quadro atual, a projeção do FAS em Pequim indica importações chinesas maiores que as previstas anteriormente, mas ainda abaixo do volume estimado para 2025/26.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Paranavaí recebe treinamento técnico sobre prevenção ao greening na citricultura

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Paranavaí, no Paraná, receberá no dia 19 de novembro um Treinamento Técnico sobre o greening, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O encontro ocorre em um cenário de avanço da citricultura na região, que lidera o ranking estadual do Valor Bruto da Produção (VBP) de mudas cítricas e registrou crescimento na produção de laranja em 2025.

Paranavaí ocupa a primeira posição no VBP 2025 de mudas cítricas no estado, com R$ 4,2 milhões em valor de produção. O resultado fica à frente de Curitiba, com R$ 2,9 milhões, e de Maringá, com R$ 2,6 milhões.

Na produção de laranja, a região alcançou 413 mil toneladas em 2025, ante 398 mil toneladas em 2024, alta de 3,8%. A área cultivada passou de 9,7 mil hectares para 12 mil hectares no período, avanço de 23,7%. O VBP da cultura chegou a R$ 731 milhões em 2025, frente a R$ 728 milhões no ano anterior.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

O treinamento será voltado a produtores, técnicos e especialistas. A programação prevê a apresentação dos resultados das ações realizadas na região e dos levantamentos de amostras para definir o nível de infestação do greening nos citros. Também serão discutidos os critérios de eliminação das plantas atingidas pela bactéria, conforme a Portaria 105/2026 da Adapar.

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Segundo levantamento da Adapar, até dezembro de 2025, plantações em 164 municípios tiveram registro da doença. O greening é apontado como uma das doenças mais graves da citricultura mundial, por comprometer a produtividade e a vida útil dos pomares.

Com liderança estadual em mudas cítricas e crescimento na produção de laranja, Paranavaí concentra uma atividade de peso para a economia regional e reúne, em novembro, produtores e técnicos para discutir medidas de prevenção e manejo do greening.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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