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Faesp pede negociação com EUA e critica retaliação após novo tarifaço

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) defendeu que o governo brasileiro priorize a negociação com os Estados Unidos após a confirmação de uma nova tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (16) e assinada pelo presidente da entidade, Tirso Meirelles, a federação afirmou que a diplomacia comercial é o caminho mais adequado para resolver as divergências entre os dois países.
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Segundo a Faesp, o setor produtivo brasileiro tem cumprido exigências sanitárias, ambientais e regulatórias internacionais, com investimentos em rastreabilidade, sustentabilidade e competitividade. Ainda assim, a entidade destaca que os produtores podem ser os mais afetados por decisões tomadas fora do país.
Para a federação, o momento exige uma atuação técnica e permanente nas relações comerciais, sem que disputas político-partidárias interfiram nas negociações. A avaliação é de que medidas retaliatórias podem ampliar a insegurança jurídica e elevar os custos para o setor produtivo.
A entidade também defende que o governo brasileiro busque resolver eventuais divergências comerciais e tarifárias por meio do diálogo, preservando setores estratégicos da pauta exportadora. A Faesp cita como exemplo a manutenção de produtos como café e carne fora da nova lista de tarifas anunciada pelos Estados Unidos.
Além disso, a federação afirma que o Brasil tem peso como fornecedor para o mercado norte-americano e que essa posição deve ser utilizada nas negociações com foco no longo prazo.
Por fim, a Faesp informou que irá analisar detalhadamente a lista de produtos atingidos pelas novas tarifas e as exceções previstas pelo governo dos Estados Unidos. A entidade também colocou sua equipe técnica à disposição do governo federal para colaborar na defesa dos interesses do setor produtivo.
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Pesquisadora do Inpa recebe prêmio internacional por estudo com samburá de abelha amazônica

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)
A pesquisadora Kemilla Sarmento Rebelo, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foi a vencedora do prêmio MZ Mustafa for Young Researcher in Meliponitherapy, concedido pela International Bee Research Association (Ibra).
O reconhecimento veio pela publicação do artigo “Suplementação com o samburá reduz a glicose de jejum e modula a microbiota intestinal em modelo animal de obesidade induzida” e pela avaliação da sua produção científica por uma comissão composta por um pesquisador representante de cada continente.
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A cerimônia ocorreu no dia 18 de junho, durante o encerramento do ISSB IBRA 2026 – International Symposium on Stingless Bees, realizado online, na Grécia. O prêmio é concedido a jovens cientistas que se destacam pela excelência científica no estudo dos produtos das abelhas sem ferrão.
Sobre o estudo
O estudo pré-clínico é o primeiro a demonstrar que o samburá (o pólen das abelhas sem ferrão) produzido por uma espécie de abelha amazônica reduz a glicemia de jejum e modula bactérias específicas do intestino em modelo animal de obesidade.
“A modificação da microbiota intestinal foi associada à melhoria do metabolismo sistêmico da glicose, indicando grande potencial do samburá para uso por pessoas com diabetes”, explica Kemilla Sarmento.
Para a pesquisadora, o prêmio é um incentivo para ampliar os estudos sobre produtos de abelhas sem ferrão, ainda pouco explorados no Brasil e no mundo.
“Não tem muitas pesquisas sobre o samburá, embora a gente tenha mais de 500 espécies de abelhas sem ferrão no mundo todo. O potencial é enorme aqui na Amazônia. O Amazonas é o estado com a maior diversidade de abelhas sem ferrão, então ainda há muito a conhecer sobre o samburá de cada espécie. Me sinto muito feliz e honrada em receber esse prêmio”, comemorou.
O Inpa mantém uma coleção viva de abelhas sem ferrão e uma linha de pesquisa sobre produtos de abelhas nativas, com foco em nutrição, saúde e bioeconomia.
Trajetória
A pesquisadora Kemilla Rebelo ingressou no Inpa há cerca de um ano, trazendo uma carreira acadêmica consolidada como docente da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
A pesquisa que resultou em sua premiação é fruto de sua trajetória e foi desenvolvida ao longo de sua formação doutoral na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), período em que realizou parte dos estudos na Universidade de Copenhague, na Dinamarca.
Sua trajetória contou com o apoio de reconhecidas instituições de ciência e tecnologia, incluindo a concessão de bolsa pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
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Suco de laranja brasileiro fica fora da sobretaxa de 25% imposta pelos EUA

Os Estados Unidos excluíram os principais produtos exportados pela cadeia brasileira do suco de laranja da lista de itens que serão atingidos pela sobretaxa de 25%, anunciada na madrugada desta quinta-feira (16).
A medida é resultado de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e isenta da sobretaxa o suco de laranja concentrado congelado, concentrado não congelado, o suco não concentrado, além da polpa e dos óleos essenciais de laranja.
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Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação de interdependência no mercado de suco de laranja. O produto brasileiro é fundamental para complementar a oferta norte-americana e garantir o abastecimento do mercado, especialmente diante da forte redução na produção da Flórida.
“Os Estados Unidos são um mercado estratégico para o setor brasileiro. Essa relação beneficia produtores, indústrias e consumidores dos dois países”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.
Na safra 25/26, os Estados Unidos se consolidaram como o principal destino do suco de laranja brasileiro, com participação de 48% nas exportações. No período, o país importou 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, que geraram receita de US$ 1,08 bilhão.
“Vale lembrar que o Brasil já paga uma tarifa de US$ 415 por tonelada para acessar o mercado norte-americano. A exclusão desses produtos evita, neste momento, a incidência da tarifa adicional sobre importantes itens da pauta de exportações da cadeia citrícola brasileira”, pondera Netto.
Para o executivo, o diálogo, a cooperação e o respeito às regras do comércio internacional são os melhores caminhos para preservar a previsibilidade e a estabilidade das relações comerciais.
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Colheita de soja 2025/26 na Argentina atinge 99,9% da área cultivada

A colheita da soja da safra 2025/26 na Argentina alcançou 99,9% da área cultivada, de acordo com levantamento semanal divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca.
Na semana anterior, os trabalhos estavam em 99,8% da área estimada em 16,224 milhões de hectares, o que representa um avanço de 0,1 ponto percentual no período.
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No mesmo intervalo do ano passado, a colheita já havia sido concluída, alcançando 100% dos 17,994 milhões de hectares cultivados na safra 2024/25.
Com o avanço registrado nesta semana, os trabalhos de campo estão praticamente finalizados na Argentina, um dos principais produtores e exportadores mundiais de soja.
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