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16 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Sérgio Ricardo articula consenso entre Prefeitura e antiga terceirizada para garantir pagamento de trabalhadores

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Débitos do município comprometem pagamento de verbas trabalhistas, e Tribunal atua para construir solução que priorize os trabalhadores

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, recebeu trabalhadores e representantes da empresa MD Terceirizados, nesta segunda-feira (13), para tratar do impasse que deixou 105 ex-funcionários da limpeza urbana de Cuiabá sem receber verbas rescisórias e salários. Segundo a empresa, os atrasos decorrem de uma dívida de R$ 2,5 milhões da Prefeitura de Cuiabá.

De acordo com representantes da empresa, que teve o contrato com a prefeitura encerrado em janeiro deste ano, os débitos se acumulam desde o fim de 2024 e inviabilizaram o pagamento dos trabalhadores. Para quitar as obrigações trabalhistas, seriam necessários cerca de R$ 1,5 milhão.

“O caso específico que recebemos hoje é de uma empresa que prestava serviços para a Prefeitura de Cuiabá e contava com cerca de 500 funcionários responsáveis pela limpeza urbana, como varrição e pintura de meio-fio. É uma situação em que um município deixa de pagar uma empresa, que acaba sem condições de quitar seus compromissos com os trabalhadores”, afirmou Sérgio Ricardo.

Na ocasião, o presidente informou que o Tribunal já está buscando uma solução junto com a Prefeitura. “Nossa equipe já trabalha na busca de uma solução desde a semana passada. Nossa prioridade é garantir que esses trabalhadores recebam o quanto antes. Depois, será tratada a questão do pagamento da empresa”, enfatizou.

Colapso financeiro

Representando a MD Terceirizados, a advogada Catiane Janjob afirmou que o colapso financeiro resulta da falta de pagamentos referentes a novembro e dezembro de 2024. “Durante todo esse período, a empresa continuou arcando com os custos da operação, pagando funcionários, fornecendo mão de obra e equipamentos. Na prática, financiou a prestação dos serviços públicos sem receber a contrapartida do município.”

A advogada explicou ainda que as negociações não avançaram e que o presidente do TCE-MT foi acionado pelo próprio Executivo municipal para contribuir na construção de uma solução consensual. Para ela, a mediação do Tribunal é essencial para viabilizar o pagamento dos trabalhadores.

“A atuação do Tribunal de Contas surgiu justamente nesse contexto. Estávamos buscando uma solução junto à Prefeitura de Cuiabá, e o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Sérgio Ricardo, foi acionado pelo próprio prefeito para contribuir na construção de uma alternativa. Fomos muito bem recebidos e saímos esperançosos de que o problema será solucionado”, afirmou.

Direitos trabalhistas

Aneliet Gamboa atuava como agente de conservação na empresa antes do encerramento do contrato. Cubana, a ex-funcionária e os filhos dependem da quitação do salário atrasado e das verbas trabalhistas para honrar compromissos financeiros, como aluguel e cartão de crédito.

“Hoje, nossa situação está muito difícil. Ainda não recebemos as verbas rescisórias nem o salário referente ao período do aviso-prévio. Isso trouxe muitas dificuldades financeiras para todos nós. Conseguimos chegar até o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Sérgio Ricardo, que nos recebeu muito bem e está buscando uma alternativa para resolver esse problema. Somos muito gratos por essa iniciativa”, relatou na reunião.

Para a ex-agente de roçagem Suellen Cristina Guimarães Alves, a atuação do Tribunal de Contas traz esperança aos trabalhadores. “Procuramos a Prefeitura de Cuiabá, mas não conseguimos uma resposta. Agora, fomos recebidos pelo presidente Sérgio Ricardo, que está conduzindo esse diálogo para que possamos receber nossos direitos. Não estamos pedindo nenhum favor. Queremos apenas receber pelo trabalho que realizamos e superar essa situação com dignidade.”

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT amplia atuação em defesa do produtor e fortalece representatividade

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Missão internacional, avanço contra a Moratória da Soja, formação de lideranças e participação em eventos marcaram os seis primeiros meses do ano

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) intensificou, ao longo do primeiro semestre de 2026, as ações voltadas à defesa dos produtores rurais, ao fortalecimento institucional e à aproximação com a sociedade. Entre janeiro e junho, a entidade atuou em pautas estratégicas para o agronegócio, promoveu iniciativas de formação de lideranças, ampliou o diálogo com representantes nacionais e internacionais e participou de eventos que contribuíram para fortalecer a imagem da agricultura mato-grossense dentro e fora do Brasil.

O período foi marcado por importantes conquistas para o setor produtivo, como o início dos efeitos da Lei nº 12.709/2024, considerada uma das principais vitórias institucionais da entidade nos últimos anos. Além disso, a Aprosoja MT promoveu ações de comunicação internacional, participou de discussões sobre logística, mercado, sustentabilidade e crédito rural, além de reforçar a presença dos produtores rurais em debates fundamentais para o futuro da agricultura.

Uma das principais conquistas do semestre foi a entrada em vigor dos efeitos da Lei nº 12.709/2024, que estabelece critérios para a concessão de incentivos fiscais e de terrenos públicos a empresas que participem de acordos privados restritivos à produção agrícola, nos moldes da Moratória da Soja. A medida passou a valer em 1º de janeiro de 2026 e representa o resultado de anos de mobilização da Aprosoja MT em defesa dos produtores rurais mato-grossenses.

A legislação trouxe maior segurança aos agricultores e aos municípios impactados pela Moratória da Soja, reforçando a defesa da livre iniciativa e do cumprimento da legislação ambiental brasileira como parâmetro para a produção agrícola.

A atuação institucional da entidade também se destacou em agendas nacionais voltadas ao fortalecimento do agronegócio. Em Brasília, a Aprosoja MT participou do 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), que reuniu lideranças e especialistas para discutir temas como logística, competitividade, segurança alimentar e sustentabilidade.

A entidade também esteve presente em reuniões e debates relacionados ao endividamento rural, políticas públicas e mercado agrícola, reforçando sua atuação na defesa dos interesses dos produtores mato-grossenses.

O primeiro semestre também foi marcado pelo fortalecimento da presença internacional da Aprosoja MT. Em fevereiro, a entidade promoveu a Missão Internacional de Jornalistas, recebendo profissionais da Alemanha, Bélgica, Estados Unidos e Reino Unido para uma imersão na realidade da agricultura de Mato Grosso.

Durante seis dias, os jornalistas percorreram aproximadamente 1.200 quilômetros pelo estado, visitando propriedades rurais, centros de pesquisa, agroindústrias e comunidades indígenas. A iniciativa permitiu apresentar, na prática, os sistemas produtivos, as tecnologias utilizadas no campo e as ações de sustentabilidade desenvolvidas pelos produtores rurais.

Ao avaliar a importância da Missão Internacional de Jornalistas, o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, destacou que a iniciativa permitiu apresentar a realidade da produção agrícola mato-grossense diretamente aos profissionais responsáveis por comunicar o agro para diferentes países.

“Mostramos para eles in loco como é a produção no estado do Mato Grosso. É uma produção sustentável, que preserva o meio ambiente. Aqui na nossa capital, nos escritórios da Aprosoja MT, nós conseguimos mostrar para eles como funciona a nossa associação e no interior também mostramos as fazendas, onde são produzidos os grãos. Eles conseguiram ter uma visão geral de como é a produção hoje no estado, mostrando principalmente a sustentabilidade”, destacou.

Ainda no cenário internacional, a Aprosoja MT participou de uma conferência realizada em Xangai, na China, onde acompanhou o lançamento do Guia para a Cadeia de Suprimento Sustentável de Soja Brasil-China. Após contribuições técnicas apresentadas pela entidade durante a elaboração do documento, o texto final passou a reconhecer a legislação brasileira como principal referência para avaliação da sustentabilidade da produção agrícola nacional, além de incluir o Programa Soja Legal como exemplo de boas práticas.

As ações internacionais reforçaram o compromisso da entidade em ampliar o diálogo com mercados estratégicos e levar informações técnicas sobre a agricultura brasileira aos principais centros de discussão global.

Outro destaque do semestre foi a realização da Academia de Liderança, programa desenvolvido pela Aprosoja MT para formar novas lideranças e ampliar a participação dos produtores rurais nos debates que impactam o setor.

Ao longo dos módulos, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre comunicação institucional, relacionamento com a imprensa, oratória, relações governamentais e logística. A programação incluiu visitas a veículos de comunicação, agendas em Brasília com representantes dos Poderes Legislativo e Executivo e encontros com instituições ligadas à pesquisa e à representação do setor agropecuário.

Para Bertuol, a Academia de Liderança é uma das iniciativas que mais contribuem para aproximar os produtores da entidade e fortalecer a representatividade do setor.

“Quando o produtor percebe que a entidade gera conhecimento, representa seus interesses e entrega resultados concretos, ele tende a participar de forma mais ativa. Posso citar minha experiência pessoal. Há cinco anos, tive o prazer de participar da Academia e entender melhor o papel da entidade junto ao produtor, o que me aproximou ainda mais da instituição. Assim, consegui exercer melhor meu papel de delegado na minha região e, posteriormente, assumir a diretoria administrativa da entidade. Esse engajamento fortalece a base associativa e faz com que os eventos tenham participação crescente e cada vez mais qualificada”, disse.

O ciclo foi concluído em São Paulo, onde os participantes conheceram estruturas estratégicas para o escoamento da produção agrícola, incluindo o Porto de Santos e terminais logísticos ligados ao comércio exterior.

A conexão entre o campo e a população também esteve entre as prioridades da entidade durante o semestre. Uma das principais iniciativas foi a participação da Casa do Agro Brasileiro nas maiores feiras agropecuárias de Mato Grosso.

O projeto esteve presente na Farm Show, em Primavera do Leste; na Show Safra, em Lucas do Rio Verde; na Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis; e na Norte Show, em Sinop. Ao longo do circuito, mais de 17 mil visitantes passaram pelo espaço, que apresentou de forma interativa a importância da soja e do milho para a alimentação, a indústria e o cotidiano da população.

Segundo Diego Bertuol, a participação da Aprosoja MT em feiras e eventos é uma oportunidade para aproximar a população urbana da realidade da produção agrícola e demonstrar a presença da soja e do milho no cotidiano dos brasileiros.

“Mato Grosso é o maior produtor de soja e milho do Brasil e nós vemos que muitas pessoas se perguntam onde consomem a soja e o milho no dia a dia. Então, a Aprosoja MT participou das principais feiras do estado, com o intuito de mostrar no nosso estande que as pessoas estão consumindo os grãos no próprio chocolate, na alimentação e até em cosméticos”, enfatizou.

A Aprosoja MT também participou da 12ª edição do Dia de Negócios e Tecnologias (Dinetec), em Canarana. Durante o evento, produtores rurais e visitantes puderam conhecer as ações desenvolvidas pela entidade e os projetos conduzidos pelas diferentes comissões temáticas.

Além das ações próprias, a entidade marcou presença em importantes eventos do setor agropecuário. Entre eles, a Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra, realizada em Querência, que reuniu produtores rurais, autoridades e lideranças para discutir os desafios e as oportunidades da produção de milho no Brasil.

As ações desenvolvidas ao longo dos primeiros seis meses de 2026 reforçam o compromisso da Aprosoja MT com a defesa dos produtores rurais, a valorização da agricultura mato-grossense e a construção de um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento do setor. Por meio da atuação institucional, da formação de lideranças, da participação em debates estratégicos e da aproximação com a sociedade, a entidade segue fortalecendo a representatividade dos produtores e ampliando a presença da agricultura de Mato Grosso nos cenários nacional e internacional.

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TCE-MT inicia coleta de dados do maior diagnóstico digital dos municípios de MT

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Questionário eletrônico foi enviado às 142 prefeituras, que têm até 29 de agosto para responder

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), por meio da Comissão Permanente de Transformação Digital e Disrupção (CPT2D), presidida pelo conselheiro Alisson Alencar, deu início à etapa de coleta de informações do Diagnóstico de Maturidade Digital dos Municípios de Mato Grosso. O link de acesso ao questionário eletrônico foi encaminhado às 142 prefeituras do Estado nesta quarta-feira (15).

O diagnóstico integra a estratégia de orientação e modernização da gestão pública desenvolvida pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, e é o maior levantamento já realizado sobre o nível de transformação digital dos municípios.

De acordo com Alisson, a coleta de informações é a fase mais importante do trabalho. “As informações revelarão como os municípios estão utilizando a tecnologia para melhorar os serviços oferecidos ao cidadão. Nosso objetivo não é estabelecer rankings, mas conhecer essa realidade para apoiar os gestores na construção de administrações mais modernas, eficientes e conectadas às necessidades da população”, destaca.

Cada prefeitura deverá indicar um servidor responsável pelo preenchimento do questionário, que estará disponível até o dia 29 de agosto. O preenchimento leva de 20 a 25 minutos, quando as informações já estão reunidas.

O que será avaliado

A iniciativa vai reunir informações sobre governança digital, infraestrutura tecnológica, serviços públicos digitais, transparência, proteção de dados, participação social e uso estratégico da tecnologia na gestão pública. A partir disso, o TCE-MT poderá subsidiar ações baseadas nos desafios, potencialidades e oportunidades de evolução identificados.

Alisson reforça que o Diagnóstico de Maturidade Digital possui caráter institucional, colaborativo e orientativo, sem finalidade punitiva. Os resultados servirão como base para futuras ações de orientação, capacitação e disseminação de boas práticas, fortalecendo a inovação e a transformação digital nos municípios mato-grossenses.

O trabalho reforça a atuação da CPT2D, criada para estimular a inovação no setor público e apoiar os municípios na adoção de soluções tecnológicas que contribuam para uma gestão mais eficiente, transparente e centrada no cidadão.

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MT responde por 31,3% da produção nacional de grãos, diz IBGE

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A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano é de 347,4 milhões de toneladas. O volume é 0,4% maior do que o da colheita do ano passado, o que representa mais de 1,3 milhão de toneladas a mais do que a de 2025, que foi de 346,1 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados hoje.

Entre as grandes regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição, de acordo com o estudo: Centro-Oeste, 172,4 milhões de toneladas (49,6%); Sul, 92,4 milhões de toneladas (26,5%); Sudeste, 30,8 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 29,8 milhões de toneladas (8,6%) e Norte, 22,2 milhões de toneladas (6,4%).

Na produção pelas unidades da federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,3%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,3% do total.

Segundo o IBGE, a área a ser colhida é de 83,2 milhões de hectares, com aumento de 1,6 milhão de hectares frente a 2025, um crescimento de 1,9%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou declínio de 60.985 hectares (-0,1%). O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida.

Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,8 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 136,5 milhões de toneladas (29,7 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 106,8 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas; a do trigo, em 6,6 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço), em 9,1 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 5,6 milhões de toneladas.

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