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Com legumes frescos e artesanato, Feira da Alencastro vira ponto fixo de compras no Centro da Capital

Evento semanal fortalece a economia local e garante renda direta para dezenas de famílias. Consumidores elogiam qualidade e variedade de “mercado”
Feira da Praça Alencastro impulsiona vendas e fortalece agricultura familiar às terças e sábados
A Feira Gastronômica e da Agricultura Familiar voltou a movimentar a Praça Alencastro, em Cuiabá, reunindo produtores rurais, artesãos, empreendedores da gastronomia e consumidores em mais uma edição do evento. Realizada semanalmente às terças-feiras e aos sábados, a iniciativa segue consolidando um espaço de comercialização direta, geração de renda e aproximação entre quem produz e quem consome. A edição mais recente ocorreu na terça-feira (30).
De acordo com o coordenador da feira, Luís Alberto Rodrigues Leite, o crescimento da participação dos produtores e o aumento das vendas demonstram que o projeto vem alcançando seu principal objetivo: garantir mercado para a agricultura familiar. Segundo ele, a presença constante dos expositores mostra que os produtores passaram a contar com um canal regular de comercialização, o que oferece maior segurança para planejar a produção e a colheita. Além dos agricultores, a feira também reúne artesãos e empreendedores da gastronomia, ampliando as oportunidades de renda para trabalhadores da área urbana.
Uma das mudanças que contribuiu para o aumento do movimento foi a transferência das bancas para as proximidades do terminal de ônibus e da Avenida Getúlio Vargas. Conforme o coordenador, a alteração ocorreu após a sobreposição de outros eventos realizados na região central da praça e também por solicitação dos próprios produtores e consumidores. A nova localização facilitou o acesso de quem passa diariamente pelo terminal e tem refletido em maior fluxo de compradores, principalmente no período de retorno para casa.
Segundo Luís Alberto, a feira também tem incentivado agricultores que antes enfrentavam dificuldades para comercializar a produção. Com a criação desse espaço permanente, produtores passaram a ampliar o volume produzido diante da maior procura por alimentos e da garantia de um mercado consumidor regular, reduzindo perdas nas propriedades rurais e fortalecendo a agricultura familiar no município.
O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, destacou que a união entre a agricultura familiar e a gastronomia amplia o movimento e fortalece a comercialização direta. Segundo ele, a iniciativa cria um calendário fixo para o mercado consumidor e estimula produtores e gastrônomos a manterem um padrão de qualidade na preparação dos produtos. Falcão ressaltou que, com isso, a Prefeitura conecta todos os elos da produção: quem produz o insumo primário, quem o transforma em alimento e a população que consome o produto final na Praça Alencastro, às terças-feiras e aos sábados.
Entre os frequentadores, o aposentado Joaquim Cândido da Paixão afirma que prestigiar a feira é uma forma de valorizar quem produz. Frequentador assíduo, ele destaca que a compra direta permite conhecer melhor a origem dos alimentos e acompanhar de perto o trabalho desenvolvido pelos agricultores. “Você tem que incentivar o produtor. Conhecendo o produto, você sabe o que está comprando”, resume.
A doméstica Márcia Conceição da Silva também retorna com frequência à feira em busca de hortaliças, legumes e outros produtos para o consumo da família. Ela destaca a qualidade dos alimentos, o atendimento recebido pelos feirantes e a variedade disponível. “Tem cebola, pimentão, tomate, tem de tudo. É igual a um mercado”, comenta.
Além da produção agrícola, o evento também beneficia pequenos empreendedores do artesanato. A artesã Rosane Obadoski Bruno afirma que a feira passou a representar uma importante fonte de renda para a família e permitiu conquistar uma clientela fiel. Segundo ela, a renovação constante dos produtos ajuda a atrair consumidores a cada edição. Rosane também observa que a mudança das bancas para a região próxima ao terminal aumentou significativamente o fluxo de visitantes e contribuiu para ampliar as vendas.
Serviço
Realizada pela Prefeitura de Cuiabá, a Feira Gastronômica e da Agricultura Familiar ocorre regularmente às terças-feiras e aos sábados na Praça Alencastro, reunindo agricultores familiares, artesãos, empreendedores da gastronomia e comerciantes locais. A iniciativa segue fortalecendo a economia local, ampliando as oportunidades de geração de renda para dezenas de famílias e oferecendo à população acesso direto a alimentos frescos, produtos artesanais e opções gastronômicas produzidas na região.
Com Assessoria
Agro Mato Grosso
Avó, mãe e netas morrem após acidente de carro na BR-364 em MT

Acidente ocorreu na BR-364, em Diamantino, na tarde de sábado (17). Duas vítimas morreram no local, e outras duas faleceram após serem socorridas.
Quatro pessoas da mesma família morreram após uma batida entre dois carros na BR-364, na entrada da comunidade Córrego Grande, em Diamantino, a 209 km de Cuiabá, na tarde de sábado (17). As vítimas são Luciana Pinheiro de Souza, de 46 anos, a filha dela, Kamilli Vitória Souza da Silva, de 24 anos, e as netas Sophia Vitória Souza de Matos, de 9 anos, e Manuella Vitória Souza de Matos, de 1 ano.
Segundo a Polícia Civil, os dois carros saíram da pista após a batida, e um deles tombou.
Kamilli dirigia um dos carros e morreu no local, assim como a filha dela, Sophia. Luciana morreu depois de ser levada ao Hospital Municipal de Diamantino. Já a bebê Manuella morreu durante o transporte de ambulância para uma unidade de saúde com estrutura de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para realizar os procedimentos periciais. A ocorrência também foi atendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e por investigadores da Polícia Civil.
Em nota, a Prefeitura de Diamantino lamentou a morte de Luciana, que trabalhava como técnica de enfermagem no Grupo Viver Legal, da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Cidadania. O município também manifestou pesar pela morte da filha dela, Kamilli, e das netas Sophia e Manuella.
“A Administração Municipal manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando força e conforto para enfrentar essa irreparável perda”, diz trecho da nota.
As circunstâncias do acidente serão apuradas.
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Quatro pessoas da mesma família morreram após uma batida entre dois carros na BR-364, na entrada da comunidade Córrego Grande, em Diamantino. — Foto: Reprodução- Polícia Militar
Agro Mato Grosso
Cinco pessoas morreram após carro bater de frente com carreta na MT-140

Acidente ocorreu na MT-140, em Nova Brasilândia, na noite de sábado (17). As cinco vítimas estavam no carro e morreram no local.
Cinco pessoas morreram após um carro bater de frente com uma carreta na MT-140, nas proximidades do Trevo do Corgão, em Nova Brasilândia, a 215 km de Cuiabá, neste sábado (17). As vítimas foram identificadas como Avelino Carlos de Souza, de 33 anos, Amanda Nayara Manoel da Silva, de 29, Emanuelly da Silva Fajardo, de 10, Arthur Emanuel da Silva Fajardo, de 8, e Davi Manoel Carlos de Souza, de 2 anos. Todas estavam no carro e morreram no local.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado por volta das 19h. Ao chegar ao local, a equipe constatou que as cinco vítimas estavam presas às ferragens e sem sinais vitais.
Após autorização da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), os bombeiros retiraram as vítimas do veículo. Para isso, removeram as portas e o teto do carro e rebateram o painel para liberar os corpos. Após o resgate, os corpos foram entregues à Politec e à Polícia Civil.
O motorista do caminhão não apresentava ferimentos aparentes e recusou atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Equipes da Polícia Militar também atenderam à ocorrência.
As causas do acidente não foram informadas.
Agro Mato Grosso
Justiça penhora fazenda de R$ 17,6 mi do “maior desmatador do Pantanal” I MT

O juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, da 4ª Vara Cível de Rondonópolis, determinou a penhora de uma fazenda avaliada em R$ 17,6 milhões pertencente ao pecuarista Claudecy Oliveira Lemes, conhecido como o “maior desmatador do Pantanal”. A medida busca garantir o pagamento de uma dívida de R$ 15,2 milhões cobrada pelo Banco do Brasil.
Na decisão, publicada nesta quinta-feira (15), o magistrado também rejeitou o pedido da instituição financeira para bloquear outros imóveis do fazendeiro e quebrar seu sigilo bancário.
A cobrança tramita na Justiça desde 2024 e envolve um débito de R$ 15.228.453,70. Para assegurar o recebimento, o banco havia solicitado medidas sobre diversas propriedades do pecuarista, localizadas em diferentes municípios.
A defesa de Claudecy contestou os pedidos, alegando que as restrições eram desnecessárias, já que uma das propriedades havia sido oferecida como garantia hipotecária da operação financeira.
Trata-se da Fazenda Bom Sucesso, localizada em Santo Antônio de Leverger, que possui 5.887,4 hectares e valor estimado pela defesa em R$ 17.632.342.
Ao analisar o processo, o juiz entendeu que a propriedade deve ser utilizada, inicialmente, para garantir a cobrança, uma vez que seu valor estimado supera o montante exigido pelo banco.
Para o magistrado, não há justificativa, neste momento, para ampliar as restrições patrimoniais antes de verificar se o imóvel dado em garantia é suficiente para quitar a dívida.
Com isso, determinou que a penhora fique limitada à Fazenda Bom Sucesso e que seja realizada uma avaliação judicial para confirmar o valor de mercado da área. O procedimento deverá ser realizado na comarca de Santo Antônio de Leverger.
Maior desmatador do Pantanal
Claudecy Oliveira Lemes ficou conhecido após ser investigado pela Polícia Civil por suspeita de promover desmatamento em larga escala no Pantanal mato-grossense, utilizando produtos químicos para destruir a vegetação nativa.
O caso foi alvo da Operação Cordilheira, conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), após uma denúncia recebida em 2022.
As investigações apontaram que agrotóxicos eram lançados por aeronaves sobre áreas de vegetação nativa, em uma prática conhecida como “desmate químico”.
Segundo a Polícia Civil, o método representa riscos não apenas à flora, mas também aos animais e à população, já que as substâncias podem ser carregadas pelas águas durante os períodos de cheia e contaminar rios e outros ambientes do Pantanal.
O pecuarista possui aproximadamente 277 mil hectares de terras no bioma, extensão equivalente a 2,7 mil quilômetros quadrados e que representa quase 6% do Pantanal localizado em Mato Grosso.
Com base em valores de mercado de propriedades rurais da região, as áreas investigadas foram avaliadas em cerca de R$ 775,6 milhões.
Pelas irregularidades ambientais identificadas, Claudecy recebeu multas que ultrapassam R$ 2,8 bilhões, valor apontado como a maior penalidade administrativa já aplicada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).
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