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2 de novembro de 2026

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Fiap 2026 recebe corpo diplomático de 12 países para debater papel do Brasil no fornecimento global de alimentos e energia

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Representantes internacionais participaram de visita técnica a frigorífico da JBS, em Campo Grande. Foto: Fiap/divulgação

Um dos eventos mais aguardados do calendário do agro brasileiro, a segunda edição do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026) reunirá autoridades, executivos, lideranças setoriais e comitivas de 12 nações estrangeiras para debater o papel do Brasil diante da crescente demanda mundial por alimentos e energia.

Promovido pelo Canal Rural e pela BR IN Eventos, o Fiap 2026 será realizado nesta quinta-feira (18) na Femasul, em Campo Grande (MS), com o tema “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”.

O evento presencial é apenas para convidados, e o público poderá acompanhar via transmissão online (confira link abaixo).

O evento terá forte presença internacional. Ao todo, 14 nações e a União Europeia confirmaram o envio de delegações oficiais: China, França, Espanha, Arábia Saudita, Bangladesh, Nova Zelândia, Indonésia, El Salvador, Paraguai, Portugal, República Dominicana, Singapura, México, Chile e Argentina. Também participarão representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Diplomatas, lideranças e investidores acompanharão os debates e participarão de rodadas de negócios durante o fórum.

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A movimentação internacional em torno do fórum começou ainda na véspera do evento, com a chegada de adidos diplomáticos e representantes estrangeiros ao Brasil. Antes de seguirem para Campo Grande, as comitivas passaram pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), considerado o maior terminal de cargas do país em valor FOB de carga importada.

Já em Mato Grosso do Sul, os representantes participaram de uma visita técnica a um frigorífico da JBS, em Campo Grande, e serão recebidos em um jantar com o corpo diplomático, lideranças do setor e convidados do Fiap. A programação antecede os debates oficiais do fórum, que serão realizados nesta quinta.

Para o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, o fórum fortalece o protagonismo do agro brasileiro no cenário internacional. “Receber a segunda edição do Fiap em Mato Grosso do Sul reforça o papel estratégico do nosso estado nas discussões que envolvem a segurança alimentar, a produção sustentável e o futuro do agro brasileiro. Será uma oportunidade de reunir lideranças nacionais e internacionais para debater soluções, fortalecer parcerias e mostrar como a agropecuária brasileira tem contribuído para atender à crescente demanda mundial por alimentos e energia”, destaca Bertoni.

A programação inclui painéis com grandes nomes do setor, como Pedro Cunto, coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura; Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil; Roberto Perosa, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec); Eduardo Pedroso, diretor-executivo de Originação e Confinamento da Friboi; e Arnaldo Jardim, deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Na pauta, estarão temas estratégicos para o futuro do agro brasileiro e sua inserção internacional, como a consolidação da Rota Bioceânica como novo corredor logístico global; a força da soja e da pecuária brasileira no abastecimento internacional; o avanço dos biocombustíveis e das energias renováveis produzidas no campo; e o andamento do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

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“Ao reunir diferentes vozes em torno de uma pauta internacional, o evento reforça a posição do Brasil como protagonista em um cenário global que exige produtividade, responsabilidade ambiental, ciência, tecnologia, cooperação e capacidade de resposta aos grandes desafios das nações”, afirma o CEO do Canal Rural, Julio Cargnino.

O Fiap 2026 é uma realização da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização do Sistema Famasul. O evento conta com patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, apoio da ABIEC, Governo de Mato Grosso do Sul, Massey Ferguson e CropLife, e tem a Azul como linha aérea oficial.

Serviço
O que: Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 202FIAP 2026
Tema: Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia
Quando: 18 de junho de 2026, das 8h às 20h
Onde (evento presencial restrito a convidados): Campo Grande (MS)
Transmissão: ao vivo pelo Canal Rural e no YouTube
Inscrições para assistir e receber certificado: neste link

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Artesã do interior de SP presenteia Ana Hickmann com bolsa, viraliza e conquista clientes no exterior

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Um presente produzido durante a madrugada mudou a trajetória da artesã Lívia Coelho, de Sales Oliveira, no interior de São Paulo. Após entregar uma peça exclusiva à apresentadora Ana Hickmann durante um evento voltado às mulheres do agronegócio, a empreendedora ganhou mais de 50 mil seguidores nas redes sociais em apenas 24 horas e viu a procura por seus produtos disparar.

O encontro aconteceu durante o Encontro Estadual de Mulheres do Agro, promovido pelo Sistema Faesp/Senar em Ribeirão Preto, no interior paulista. Na ocasião, Lívia presenteou Ana Hickmann com uma peça de sua marca, a Ponto a Ponto, confeccionada às pressas na madrugada anterior.

O registro do momento nas redes sociais ampliou a visibilidade do trabalho da artesã. Em apenas um dia, ela conquistou mais de 50 mil novos seguidores. Atualmente, sua comunidade digital reúne cerca de 340 mil pessoas.

De 20 peças por mês a pedidos internacionais

A repercussão nas redes sociais também impulsionou as vendas. Antes do encontro, Lívia produzia cerca de 20 peças por mês. Com o aumento da demanda, a produção chegou a 60 unidades mensais, o triplo do volume anterior.

O interesse pelos produtos ultrapassou as fronteiras brasileiras. A artesã passou a receber encomendas de outros países, com peças enviadas para Estados Unidos, Espanha, Portugal e Nova Zelândia.

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A procura foi tão grande que Lívia encerrou a agenda de encomendas do ano com mais de 2 mil clientes na lista de espera.

Capacitação ajudou a administrar o crescimento

Com a expansão repentina do negócio, a empreendedora precisou reorganizar sua rotina para atender à nova demanda.

Para administrar o crescimento, Lívia colocou em prática os conhecimentos adquiridos em um curso de informática oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-SP), realizado por meio do Sindicato Rural de sua cidade.

A presidente da entidade, Beatriz Schmidt, destaca a importância da capacitação para ampliar as oportunidades de negócios de pequenos empreendedores.

“Nosso foco é conectar quem produz a novas vitrines, capacitar e gerar oportunidades reais de negócio”, afirma.

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A trajetória de Lívia mostra como a exposição nas redes sociais, associada à capacitação, pode ampliar o alcance de pequenos negócios e abrir oportunidades no mercado internacional.

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Combate ao excesso de NPK gera R$ 62,47 mi de economia em SC

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Há 20 anos, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) identificou um uso excessivo (e prejudicial) de fertilizantes pelos produtores de cebola, motivados pela pressão da concorrência internacional. Na última segunda-feira (26), foram divulgados os resultados da campanha que auxilia os agricultores a ajustar as doses.

A Empresa explica que a competição com a cebola argentina no início dos anos 2000 fez com que produtores catarinenses exagerassem no uso de fertilizantes para tentar alcançar a produtividade do país vizinho. Mas a medida acarretou em um problema maior: o excesso de nitrogênio provocou o aparecimento de doenças foliares, prejudicando a qualidade da cebola e aumentando as perdas em pós-colheita.

A partir disso, os pesquisadores elaboraram a recomendação adequada de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) para obter o máximo rendimento e qualidade e ainda diminuir os custos de produção. Já faz 10 anos que são promovidos materiais de divulgação, eventos e visitas de extensionistas a propriedades.

Os resultados

“Observando também as curvas de crescimento e absorção de nutrientes dos principais cultivares, definimos a melhor época de adubação e de forma parcelada. Os problemas com bacterioses e as perdas em pós colheita foram minimizados e hoje quase 90% dos produtores seguem as recomendações”, afirma Claudinei Kurtz, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEItu).

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Segundo o Relatório de avaliação dos impactos das tecnologias/ações geradas pela Epagri de 2025, em 20 anos, verificou-se uma redução de 40% no uso de fertilizante, diminuindo o custo de produção médio da cebola no Estado em 10%, e as perdas no pós-colheita em 21,4%.

Em todo o estado, os benefícios econômicos trazidos pela adoção da tecnologia, impulsionados pela redução de custos, incremento da produtividade e diminuição das perdas em pós-colheita, chegaram a R$62,47 milhões, segundo o Balanço Social 2025.

A Epagri destaca o caso de Vanderlei Schmitt, 42 anos, de Aurora. Ele planta cebola em quatro hectares e passou a seguir as recomendações de adubação em 2021, após assistir a uma palestra do Claudinei. O resultado foi tão positivo que, na safra seguinte, seu irmão Leandro, 35, aderiu ao manejo adequado de NPK em sua lavoura.

“A gente fazia do nosso jeito, comprando tudo que a agropecuária oferecia, jogando mais produto na hora de ‘encabeçar’ a cebola. Mas, depois de seguir as recomendações da Epagri, percebi que a planta ficou mais forte e não sofre tanto com o herbicida. Sem falar que a qualidade da cebola no galpão continua boa até maio, quando o preço de venda dobra, já que não tem mais tanto produto no mercado”, explica.

O produtor conta que a boa relação com extensionistas e pesquisadores da Epagri tem relação direta com os bons resultados obtidos em sua propriedade, que na safra 2025/26 alcançou 176 toneladas. “Sempre que surge algum problema na roça, faço uma foto e mando para o Claudinei analisar, como da última vez que ele recomendou corrigir com dose adicional de ureia e deu certo”, relata.

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Qual era o tamanho do problema?

“Os produtores estavam utilizando quase 300% a mais de fertilizante em relação aos anos 1990. Essa adubação descontrolada acarretou em doenças bacterianas e fúngicas, além de prejudicar o solo; por isso concentramos esforços para estabelecer parâmetros em relação à dose, épocas e forma de aplicação de macro e micronutrientes e difundir o conhecimento entre os produtores”, revela Claudinei

O pesquisador trabalhou na elaboração do “Manual de Adubação e Calagem” para a cultura da cebola em SC e RS (2016) e, dois anos depois, lançou o boletim técnico “Fertilidade do solo, Adubação e Nutrição da Cultura da Cebola” (2018), se tornando uma referência no assunto.

A Epagri destaca que o trabalho de pesquisa e difusão das recomendações técnicas é um processo contínuo e, muitas vezes, leva tempo até o agricultor se convencer a mudar a forma de produção. Foi o caso de Renato da Silva, 45, produtor de Ituporanga. Ele planta sete hectares de cebola na localidade de Chapadão Santana, a 600m de altitude.

Produtor de Ituporanga aderiu às recomendações técnicas quando o custo de produção saiu do controle (Foto: Aquivo Pessoal/Divulgação)

“Eu já nasci plantando cebola, e mesmo quando os irmãos foram trabalhar na cidade, eu fiquei, nunca fiz outra coisa na vida”, revela. Por causa da experiência de décadas na roça, ele via com ceticismo as orientações de extensionistas e pesquisadores, mas quando o preço dos fertilizantes disparou, ele percebeu que estava na hora de ouvir a ciência.

“Antigamente, nem análise de solo a gente fazia. E para adubar se usava uma mistura de esterco com NPK, mas que acabava dando muita podridão. Aí apareceram os vendedores de agropecuária dizendo que o produto deles era melhor que as recomendações da Epagri. Fiquei nessa até 2022, quando o gasto com fertilizante saiu do controle”, relata.

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Após adotar as recomendações, a quantidade de fertilizante utilizada em sua lavoura caiu de 150 sacas (50kg) para 90. Na última safra, ele colheu 273 toneladas, uma produtividade de 39 ton/ha, bem acima da média estadual (28,841 ton/ha) na safra 2024/25.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Projeto de Lei estabelece critérios para sucessão rural

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Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados estabelece critérios para a participação de filhos de trabalhadores e de produtores rurais nas atividades da família. A ideia é preparar jovens para a sucessão no campo de forma qualificada, evitando trabalho exploratório.

O PL 3448/26 permite a colaboração de jovens a partir de 14 anos nas tarefas produtivas, mediante condições como compatibilidade com a frequência escolar, garantia de repouso, lazer e tempo para estudo, além de supervisão dos pais.

Pelo projeto, essas atividades terão natureza formativa, colaborativa e de apoio à economia familiar, sem a configuração de vínculo empregatício de qualquer espécie. Poderão ser criados programas de incentivo e capacitação técnica.

A proposta também proíbe expressamente a realização de tarefas noturnas, perigosas ou insalubres, bem como de atividades incluídas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), regulamentada pelo Decreto 6.481/08.

Sucessão no campo

Segundo o autor, deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), o projeto define um marco regulatório claro e protetivo. “A realidade do meio rural demonstra um cenário desafiador no que se refere à permanência das novas gerações no campo”, afirma.

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“Ao preparar tecnicamente o jovem para a gestão e a sucessão no campo, a proposta atua como vetor de desenvolvimento regional, fixando o homem na terra com dignidade, renda e sustentabilidade”, acrescenta o parlamentar.

Segundo o último Censo Agropecuário, de 2017, houve uma redução, em termos absolutos e relativos, nos estabelecimentos dirigidos por produtores com menos de 45 anos de idade, enquanto que as faixas etárias mais elevadas registraram aumento. Os dados mostram que apenas 2% dos produtores rurais têm menos de 25 anos, e 9,3% têm entre 25 e 35, enquanto a faixa etária mais presente é a dos 45 aos 55 (24,2%).

As comissões que analisam o PL 3448/26 são a de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), a de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família (CPASF) e a de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ).

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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