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Número de casais que devem presentear no Dia dos Namorados cresce em MT

Pelo terceiro ano consecutivo, a pesquisa de Intenção de Consumo para o Dia dos Namorados mostra crescimento no número de consumidores que pretendem presentear na data. O levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) apontou aumento de 36,7% em 2025 para 38,5% neste ano.
No entanto, o crescimento observado no período não impediu uma leve retração no ticket médio de gastos para a data, que ficou em R$ 366,34, representando uma redução real de 4,91% em relação ao ano passado. Apesar da média menor, a expectativa é de que a data movimente cerca de R$ 450 milhões na economia de Mato Grosso.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, afirmou que as variações observadas não diminuem as expectativas dos lojistas.
“O aumento de consumidores com intenção de compra para a data, mesmo que leve, compensa parcialmente a retração observada no ticket médio, mantendo as expectativas de movimentação econômica no estado.”
As lojas físicas dominam a preferência daqueles que pretendem presentear o namorado ou a namorada. A pesquisa revelou que a maioria das compras deve ser realizada nas lojas localizadas nos centros dos municípios, opção de 64,1% dos respondentes, enquanto 19,2% informaram que pretendem procurar presentes nos shoppings.
Sobre isso, Wenceslau Júnior esclareceu que: “A preferência pelas lojas dos centros das cidades demonstra que o comércio local segue atrativo para essas datas, mesmo diante da expansão das plataformas digitais e de outros canais de venda.”
Já em relação aos meios de pagamento preferidos, a pesquisa mostrou que 45,4% dos respondentes pretendem utilizar cartões de crédito, seguidos por 38,9% que optam pelo Pix.
Entre os consumidores que confirmaram a intenção de compra, os itens mais citados foram cosméticos e perfumes, com 33,8%, seguidos por roupas, com 23,7%. Houve ainda uma parcela de 14,1% que informou não ter decidido o que comprar.
A pesquisa revelou, ainda, um percentual elevado de pessoas que não têm pretensão de consumir na data, correspondendo a 57,8% dos entrevistados. Entre os motivos apontados, 81,0% afirmaram não ter o hábito de comemorar a data, enquanto 16,5% alegaram dificuldades financeiras e 2,5% responderam não ter tempo para realizar alguma comemoração.
Conforme a pesquisa do instituto da Fecomércio-MT, o percentual de indecisos sobre o que presentear ou o que fazer na data, de 3,7%, sugere oportunidades para ações promocionais e estratégias de conversão por parte do varejo.
De forma geral, o presidente destaca que o mês de junho pode contribuir ainda mais para as atividades comerciais neste ano, em razão das inúmeras datas festivas que ocorrem no período.
“Este mês de junho reúne uma combinação de datas comemorativas e eventos que tendem a aquecer a atividade econômica, contribuindo para elevar o fluxo de consumidores e gerar oportunidades de vendas para diferentes segmentos do comércio e dos serviços, especialmente bares, restaurantes e o setor de decoração.”
A pesquisa realizada pelo IPF-MT ocorreu entre os dias 18 e 22 de maio e consultou 514 pessoas em 32 municípios do estado. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.
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Cemitérios de Cuiabá terão reforço no trânsito durante o Dia de Finados

Agentes municipais vão orientar motoristas e pedestres nesta segunda-feira (2), quando é esperado maior movimento de visitantes nos cemitérios da Capital.
Quem pretende visitar os cemitérios de Cuiabá nesta segunda-feira (2), Dia de Finados, contará com o apoio de agentes de trânsito e segurança nas proximidades dos locais. A Prefeitura preparou uma operação para organizar a circulação de veículos e pedestres durante o feriado.
As equipes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob.SegP) vão acompanhar o movimento ao longo do dia, orientar os condutores e atuar em pontos onde houver dificuldades no trânsito.
A recomendação é que os motoristas respeitem a sinalização, evitem estacionar em locais proibidos e tenham atenção redobrada com os pedestres.
Segundo a secretária da pasta, coronel Francyanne Lacerda, a intenção é permitir que as famílias prestem suas homenagens com tranquilidade, sem enfrentar problemas desnecessários no deslocamento.
A população também poderá solicitar atendimento das equipes pelo Fiscalizap, no número (65) 99235-6950.
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Quase 341 mil cuiabanos estão com o nome sujo; bancos lideram cobranças

Levantamento revela que consumidores negativados devem, em média, R$ 6,6 mil e acumulam mais de duas contas em atraso
Cerca de 341 mil consumidores adultos de Cuiabá encerraram setembro com restrições de crédito. O número representa um crescimento de 3,03% em relação ao mesmo mês de 2025, conforme levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL).
Apesar do avanço, a inadimplência na Capital cresceu em ritmo inferior ao registrado no Centro-Oeste, que apresentou alta de 7,74%, e no país, onde o aumento foi de 6,97%. Na comparação com agosto, o número de consumidores negativados em Cuiabá subiu 1,63%.
O levantamento também revela o peso das dívidas no orçamento das famílias. Cada consumidor inadimplente acumula, em média, R$ 6.673,19 em débitos, distribuídos entre aproximadamente 2,54 contas atrasadas. O índice supera as médias regional, de 2,49, e nacional, de 2,36.
Outro dado preocupante é o tempo necessário para a regularização das pendências. Em Cuiabá, as dívidas permanecem atrasadas por uma média de 29,7 meses, período próximo de dois anos e meio.
Do total de débitos, 34,42% estão vencidos há um período entre um e três anos, enquanto 24,07% acumulam atrasos de quatro a cinco anos. Apenas 7,03% das dívidas têm vencimento inferior a 90 dias.
As instituições bancárias lideram a lista de credores, concentrando 62,35% das pendências financeiras. Na sequência aparecem o comércio, com 14,46%, os serviços de água e energia elétrica, com 7,98%, e o setor de comunicação, com 2,93%.
O presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, destaca a necessidade de planejamento financeiro e recomenda que as famílias organizem receitas e despesas antes de buscar a renegociação das dívidas.
Situação em Mato Grosso
No estado, aproximadamente 1,9 milhão de consumidores adultos estão com restrições de crédito, segundo o SPC Brasil. O número representa crescimento de 5,02% em relação a setembro de 2025 e de 1,82% na comparação com agosto.
A quantidade de dívidas vencidas também aumentou, com avanço de 11,22% em 12 meses e de 3,07% no intervalo mensal.
No Centro-Oeste, a inadimplência atinge 6,47 milhões de consumidores, o equivalente a 48,74% da população adulta.
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Finados nas redes: o luto digital que permanece entre os brasileiros

No Dia de Finados, as redes sociais brasileiras se enchem de fotos antigas, mensagens de saudade e homenagens. O ritual que antes se concentrava nos cemitérios agora se espalha por perfis, stories e comentários. O luto ganha presença contínua no cotidiano digital.
Muitas pessoas voltam aos mesmos posts ao longo do ano. Elas reagem a conteúdos antigos ou criam espaços de memória coletiva. O objetivo é manter o vínculo com quem partiu, mesmo depois que os rituais presenciais terminam.
Essa continuidade digital reconfigura a experiência da perda. O perfil de uma pessoa falecida pode se transformar em arquivo afetivo permanente, acessível a qualquer momento. Isso ajuda alguns a elaborarem a saudade. Para outros, prolonga a exposição e o sofrimento da ausência.
O que dizem os estudos
Um artigo científico de Isadora Juliana Pires de Mattos e José Valdeci Grigoleto Netto, na revista Psicologia e Saúde em Debate, analisou estudos de 2014 a 2024. A revisão mostrou que as tecnologias digitais podem contribuir para a manutenção de vínculos. O uso precisa ocorrer com cautela e, de preferência, com acompanhamento profissional. Isso vale sobretudo em casos de luto mais complicado.
Além disso, dados do Centro de Estudos Aplicados de Marketing da ESPM reforçam essa ambivalência. A pesquisa ouviu 267 brasileiros que perderam alguém nos últimos dois anos. Um em cada quatro se imagina utilizando inteligência artificial para interagir com um ente falecido. Cerca de um terço dos participantes demonstra desconforto com a ideia. A abertura à inovação convive com a resistência à finitude.
Dois movimentos nas redes
Nas interações que circulam nas redes brasileiras aparecem dois movimentos ao mesmo tempo. De um lado, as plataformas permitem que as pessoas encontrem apoio rápido e compartilhem a dor sem precisar se deslocar. De outro, a permanência de notificações e conteúdos pode dificultar o distanciamento necessário para processar a perda.
O que começa como suporte pode se transformar em reexposição constante. A qualidade da experiência depende menos da ferramenta e mais da forma como cada pessoa regula o tempo e escolhe as interações. Assim, o cuidado individual faz diferença no resultado emocional.
O luto digital no Brasil não segue um padrão único. Ele varia conforme a rede de apoio disponível, a intensidade da perda e a familiaridade com as plataformas. Em muitos casos, publicar fotos e mensagens funciona como ritual coletivo que valida a dor e cria senso de comunidade.
Em outros, a falta de respostas ou a circulação de comentários insensíveis aumenta o sofrimento. As redes ampliam tanto as possibilidades de conexão quanto os riscos de exposição excessiva. Portanto, o equilíbrio depende das escolhas de cada usuário.
Orientação prática
Uma dica prática para quem atravessa esse período é estabelecer limites claros de tempo nas plataformas. Priorize conversas com pessoas de confiança em vez de permanecer em feeds abertos. Combinar o digital com encontros presenciais ou com acompanhamento profissional ajuda a evitar que a continuidade online se transforme em estagnação emocional.
Dessa forma, as redes podem servir de apoio sem ocupar o lugar do processo de elaboração da perda. O luto digital continua se expandindo entre os brasileiros. Compreender suas dinâmicas, a partir de evidências científicas e da observação direta das práticas nas redes, permite oferecer orientação mais precisa.
Isso vale tanto para quem vive a perda quanto para profissionais que desejam se relacionar com esse tema de forma ética e relevante. A tecnologia não substitui o processo humano, mas pode acompanhá-lo quando usada com cuidado.
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Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e Netnografia no Belicosa.com.br
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