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Exportações de soja em MT somam 4,55 milhões de t em maio, aponta Imea

As exportações de soja de Mato Grosso alcançaram 4,55 milhões de toneladas em maio de 2026, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O volume embarcado foi 14,95% menor que o registrado em maio de 2025.
De acordo com o levantamento, a retração foi influenciada principalmente pela redução das compras da China, principal destino da soja mato-grossense. O país asiático importou 2,79 milhões de toneladas do estado no mês, volume 22,74% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
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Outro fator que contribuiu para o menor ritmo das exportações foi o aumento da demanda interna pela oleaginosa. O avanço do esmagamento para produção de óleo de soja, matéria-prima essencial para a fabricação de biodiesel, absorveu parte da oferta disponível no mercado estadual.
Apesar da queda registrada em maio, o desempenho acumulado do ano segue positivo. Entre janeiro e maio de 2026, Mato Grosso exportou 19,85 milhões de toneladas de soja, o maior volume para o período nos últimos cinco anos. Segundo o Imea, desacelerações no ritmo dos embarques são comuns durante o período entre safras.
Para o fechamento de 2026, a projeção do instituto é de que o estado exporte 32,11 milhões de toneladas de soja, volume 0,31% superior ao registrado em 2025.
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Quase 341 mil cuiabanos estão com o nome sujo; bancos lideram cobranças

Levantamento revela que consumidores negativados devem, em média, R$ 6,6 mil e acumulam mais de duas contas em atraso
Cerca de 341 mil consumidores adultos de Cuiabá encerraram setembro com restrições de crédito. O número representa um crescimento de 3,03% em relação ao mesmo mês de 2025, conforme levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL).
Apesar do avanço, a inadimplência na Capital cresceu em ritmo inferior ao registrado no Centro-Oeste, que apresentou alta de 7,74%, e no país, onde o aumento foi de 6,97%. Na comparação com agosto, o número de consumidores negativados em Cuiabá subiu 1,63%.
O levantamento também revela o peso das dívidas no orçamento das famílias. Cada consumidor inadimplente acumula, em média, R$ 6.673,19 em débitos, distribuídos entre aproximadamente 2,54 contas atrasadas. O índice supera as médias regional, de 2,49, e nacional, de 2,36.
Outro dado preocupante é o tempo necessário para a regularização das pendências. Em Cuiabá, as dívidas permanecem atrasadas por uma média de 29,7 meses, período próximo de dois anos e meio.
Do total de débitos, 34,42% estão vencidos há um período entre um e três anos, enquanto 24,07% acumulam atrasos de quatro a cinco anos. Apenas 7,03% das dívidas têm vencimento inferior a 90 dias.
As instituições bancárias lideram a lista de credores, concentrando 62,35% das pendências financeiras. Na sequência aparecem o comércio, com 14,46%, os serviços de água e energia elétrica, com 7,98%, e o setor de comunicação, com 2,93%.
O presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, destaca a necessidade de planejamento financeiro e recomenda que as famílias organizem receitas e despesas antes de buscar a renegociação das dívidas.
Situação em Mato Grosso
No estado, aproximadamente 1,9 milhão de consumidores adultos estão com restrições de crédito, segundo o SPC Brasil. O número representa crescimento de 5,02% em relação a setembro de 2025 e de 1,82% na comparação com agosto.
A quantidade de dívidas vencidas também aumentou, com avanço de 11,22% em 12 meses e de 3,07% no intervalo mensal.
No Centro-Oeste, a inadimplência atinge 6,47 milhões de consumidores, o equivalente a 48,74% da população adulta.
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Finados nas redes: o luto digital que permanece entre os brasileiros

No Dia de Finados, as redes sociais brasileiras se enchem de fotos antigas, mensagens de saudade e homenagens. O ritual que antes se concentrava nos cemitérios agora se espalha por perfis, stories e comentários. O luto ganha presença contínua no cotidiano digital.
Muitas pessoas voltam aos mesmos posts ao longo do ano. Elas reagem a conteúdos antigos ou criam espaços de memória coletiva. O objetivo é manter o vínculo com quem partiu, mesmo depois que os rituais presenciais terminam.
Essa continuidade digital reconfigura a experiência da perda. O perfil de uma pessoa falecida pode se transformar em arquivo afetivo permanente, acessível a qualquer momento. Isso ajuda alguns a elaborarem a saudade. Para outros, prolonga a exposição e o sofrimento da ausência.
O que dizem os estudos
Um artigo científico de Isadora Juliana Pires de Mattos e José Valdeci Grigoleto Netto, na revista Psicologia e Saúde em Debate, analisou estudos de 2014 a 2024. A revisão mostrou que as tecnologias digitais podem contribuir para a manutenção de vínculos. O uso precisa ocorrer com cautela e, de preferência, com acompanhamento profissional. Isso vale sobretudo em casos de luto mais complicado.
Além disso, dados do Centro de Estudos Aplicados de Marketing da ESPM reforçam essa ambivalência. A pesquisa ouviu 267 brasileiros que perderam alguém nos últimos dois anos. Um em cada quatro se imagina utilizando inteligência artificial para interagir com um ente falecido. Cerca de um terço dos participantes demonstra desconforto com a ideia. A abertura à inovação convive com a resistência à finitude.
Dois movimentos nas redes
Nas interações que circulam nas redes brasileiras aparecem dois movimentos ao mesmo tempo. De um lado, as plataformas permitem que as pessoas encontrem apoio rápido e compartilhem a dor sem precisar se deslocar. De outro, a permanência de notificações e conteúdos pode dificultar o distanciamento necessário para processar a perda.
O que começa como suporte pode se transformar em reexposição constante. A qualidade da experiência depende menos da ferramenta e mais da forma como cada pessoa regula o tempo e escolhe as interações. Assim, o cuidado individual faz diferença no resultado emocional.
O luto digital no Brasil não segue um padrão único. Ele varia conforme a rede de apoio disponível, a intensidade da perda e a familiaridade com as plataformas. Em muitos casos, publicar fotos e mensagens funciona como ritual coletivo que valida a dor e cria senso de comunidade.
Em outros, a falta de respostas ou a circulação de comentários insensíveis aumenta o sofrimento. As redes ampliam tanto as possibilidades de conexão quanto os riscos de exposição excessiva. Portanto, o equilíbrio depende das escolhas de cada usuário.
Orientação prática
Uma dica prática para quem atravessa esse período é estabelecer limites claros de tempo nas plataformas. Priorize conversas com pessoas de confiança em vez de permanecer em feeds abertos. Combinar o digital com encontros presenciais ou com acompanhamento profissional ajuda a evitar que a continuidade online se transforme em estagnação emocional.
Dessa forma, as redes podem servir de apoio sem ocupar o lugar do processo de elaboração da perda. O luto digital continua se expandindo entre os brasileiros. Compreender suas dinâmicas, a partir de evidências científicas e da observação direta das práticas nas redes, permite oferecer orientação mais precisa.
Isso vale tanto para quem vive a perda quanto para profissionais que desejam se relacionar com esse tema de forma ética e relevante. A tecnologia não substitui o processo humano, mas pode acompanhá-lo quando usada com cuidado.
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Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e Netnografia no Belicosa.com.br
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Tião da Zaeli aposta em Coronel Assis para Prefeitura de VG em 2028

Ex-vice-prefeito elogia força eleitoral do parlamentar e afirma que eventual candidatura depende de articulação dentro do PL
O ex-vice-prefeito de Várzea Grande e atual presidente da Fecomércio-MT, Tião da Zaeli, apontou o deputado federal Coronel Assis (PL) como um dos nomes com potencial para disputar a Prefeitura de Várzea Grande nas eleições de 2028.
A avaliação ocorre após o parlamentar conquistar uma votação expressiva no município nas eleições deste ano. Reeleito para a Câmara Federal com 128.697 votos em Mato Grosso, Assis recebeu 20.718 votos em Várzea Grande, o equivalente a 14,52% dos votos válidos.
Para Zaeli, o desempenho nas urnas demonstra a consolidação política do deputado, especialmente em sua principal base eleitoral. Apesar disso, o empresário considera precipitado antecipar uma candidatura.
“O Coronel Assis se firmou como a grande liderança estadual. Como ele tem Várzea Grande como a sua base eleitoral, é várzea-grandense. É um nome importante. Mas a discussão ainda é prematura. Passa por uma discussão interna do partido, um convencimento com o próprio candidato”, afirmou.
A manifestação ocorre após às mudanças no cenário político de Várzea Grande, especialmente após o rompimento entre Zaeli e a prefeita Flávia Moretti (PL).
O empresário renunciou ao cargo de vice-prefeito em 31 de março, alegando divergências profundas com a chefe do Executivo municipal. Na ocasião, afirmou que compromissos assumidos durante a campanha eleitoral não estavam sendo cumpridos e criticou a aproximação de Moretti com integrantes da família Campos.
Posteriormente, Zaeli também deixou a presidência municipal do PL e descartou disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Atualmente à frente da Fecomércio-MT, ele poderá voltar ao cenário eleitoral em 2028.
Bastidores movimentados
A possibilidade de Coronel Assis entrar na disputa municipal também ganha espaço diante das incertezas sobre a permanência de Flávia Moretti no PL.
A prefeita apoiou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições estaduais, contrariando a orientação de dirigentes liberais que defendiam a candidatura de Wellington Fagundes (PL).
O posicionamento provocou atritos internos, uma vez que o presidente estadual do partido, Ananias Filho, havia anunciado a possibilidade de expulsão de prefeitos que não acompanhassem a candidatura de Fagundes.
O próprio comando estadual da legenda também pode passar por mudanças, com a possibilidade de Odílio Balbinotti Filho, suplente do senador eleito José Medeiros (PL), assumir a direção partidária.
Nesse cenário, uma eventual saída de Moretti do PL poderia abrir espaço para que Coronel Assis se consolidasse como alternativa do grupo bolsonarista na disputa pelo comando do Paço Couto Magalhães em 2028.
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