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19 de agosto de 2026

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‘Energia e alimento andam juntos’, afirma CEO da Datagro sobre avanço dos biocombustíveis

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Foto: Giro do Boi/reprodução

Em entrevista ao Giro do Boi nesta terça-feira (19), Plínio Nastari, fundador e CEO da Datagro, analisou a dinâmica dos biocombustíveis e sua relação com a segurança alimentar. O economista afirmou que a produção de energia pelo agro não compete com o alimento, mas funciona como uma alavanca para a produtividade.

Nastari ressaltou que a industrialização de grãos como milho e sorgo para a produção de etanol gera valor agregado e injeta no mercado volumes massivos de coprodutos proteicos, como o DDG, que barateiam e aceleram a engorda na pecuária de corte e de outras proteínas. Um exemplo prático dessa sinergia ocorre no Mato Grosso, onde a chegada das usinas de biocombustível transformou a economia regional.

Impacto na economia regional

No passado, o preço do milho em Sorriso (MT) era balizado pelo valor do porto de Paranaguá, subtraído o custo do frete. Com a demanda das usinas de etanol, o cenário mudou: em diversos momentos recentes, o preço do grão dentro de Sorriso empatou com o de Paranaguá. A garantia de escoamento e a valorização da saca tiraram o milho safrinha da marginalidade, levando os agricultores a investir em adubação de precisão e proteção de cultivo.

Esse ganho de eficiência agrícola tem gerado abundância de DDG e WDG, que hoje respondem pela nutrição de dez milhões de cabeças na terminação intensiva a pasto (TIP), contribuindo para a produção de carne bovina, suína, de aves e ovos para a exportação competitiva.

Modelo brasileiro na África

Nastari destacou que o continente africano enfrenta uma crise de insegurança alimentar e depende fortemente de derivados de petróleo. Ele sugeriu que países como a Nigéria utilizem o modelo de integração do Brasil para mitigar esses problemas. Segundo ele, processar matérias-primas localmente garante uma base de consumo que gera renda estável para o pequeno produtor.

A implantação de usinas locais de biocombustível pode reduzir a necessidade de importação de combustíveis fósseis, endereçar a fome estrutural e atuar na mitigação da emergência climática. Apesar do otimismo com o potencial brasileiro, o economista alertou para os riscos de mercado e a necessidade de blindagem financeira para a próxima safra.

Desafios para o produtor brasileiro

Diferente dos produtores americanos e europeus, o produtor brasileiro assume todos os riscos climáticos e biológicos sem o suporte de subsídios robustos. O Brasil importa entre 85% e 90% dos fertilizantes utilizados, a maior parte proveniente da Rússia e dos países do Golfo (Catar e Omã). Com as margens da soja e do milho mais apertadas em 2026, o uso de mecanismos de trava de preço na Bolsa (B3) se torna obrigatório para garantir o custo de produção e o lucro mínimo.

Nastari concluiu que o produtor rural brasileiro é essencial para a economia, afirmando que o Brasil continuará superando os desafios de mercado, devido à regulação eficiente, terra, água e competência técnica.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Conab divulga nesta quinta-feira 2º levantamento da safra de cana 2026/2027

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgará nesta quinta-feira (20) os resultados do 2º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2026/2027. A apresentação está marcada para as 9h e poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal da estatal no YouTube.

Segundo a Conab, o levantamento trará informações sobre produção, produtividade, área plantada e subprodutos da cana-de-açúcar. O conteúdo completo também será disponibilizado no portal da companhia.

Além da transmissão ao vivo, a Conab informou que o release e o boletim com os dados serão enviados à imprensa por e-mail. As rádios receberão um podcast com as informações do levantamento, que também ficará disponível na página do ConabCast.

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A divulgação está prevista para a manhã desta quinta-feira (20), em transmissão aberta pela internet. As solicitações de entrevistas poderão ser encaminhadas por e-mail à área de imprensa da companhia.

O 2º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2026/2027 será apresentado pela Conab nesta quinta-feira (20), às 9h, com transmissão ao vivo no canal da estatal no YouTube.

Fonte: gov.br

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Safra 2026/27 de café inicia com ritmo acelerado, mas chuvas ainda limitam a oferta

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Foto: Pixabay.

A safra 2026/27 do café brasileiro teve um início em ritmo acelerado, em comparação com a temporada anterior. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), um único fator atrapalhou um desempenho ainda melhor: as chuvas de junho e julho, que afetaram tanto a colheita quanto a secagem dos grãos do tipo arábica.

O clima além de tornar a colheita mais lenta, tornou a quantidade de café beneficiado disponível e os volume prontos para exportação menores. Outro fator influenciado pela chuva é a qualidade do grão e por consequência da bebida, o que dificulta a comercialização do produto.

Pesquisadores do centro de estudos ainda alertam que apesar da boa quantidade do ínício de safra, com a disponibilidade limitada e os problemas de qualidades persistindo, os embarques de exportação podem ser comprometidos ao longo da temporada.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Produtores retraídos e chuvas limitam oferta de arroz

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Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O mercado de arroz no Rio Grande do Sul tem registrado oferta restrita nos últimos dias, cenário que tem dado sustentação às cotações do cereal. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a necessidade de compra das indústrias e as condições climáticas também têm contribuído para esse movimento.

Ainda segundo o centro de estudos, produtores da mercadoria seguem retraídos, na expectativa de valores mais elevados para negociação. Enquanto isso, parte da indústria elevou suas ofertas para compra, muito por conta da necessidade de repor seus estoques. Em casos específicos, chegaram a ser suspensas as vendas do cereal temporariamente, por não ter matéria-prima suficiente.

Pesquisadores reforçam que as chuvas também tem dificultado os carregamentos em determinadas regiões, o que torna a preferência por lotes já depositados nas unidades cada vez maior.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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