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6 de outubro de 2026

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‘Energia e alimento andam juntos’, afirma CEO da Datagro sobre avanço dos biocombustíveis

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Foto: Giro do Boi/reprodução

Em entrevista ao Giro do Boi nesta terça-feira (19), Plínio Nastari, fundador e CEO da Datagro, analisou a dinâmica dos biocombustíveis e sua relação com a segurança alimentar. O economista afirmou que a produção de energia pelo agro não compete com o alimento, mas funciona como uma alavanca para a produtividade.

Nastari ressaltou que a industrialização de grãos como milho e sorgo para a produção de etanol gera valor agregado e injeta no mercado volumes massivos de coprodutos proteicos, como o DDG, que barateiam e aceleram a engorda na pecuária de corte e de outras proteínas. Um exemplo prático dessa sinergia ocorre no Mato Grosso, onde a chegada das usinas de biocombustível transformou a economia regional.

Impacto na economia regional

No passado, o preço do milho em Sorriso (MT) era balizado pelo valor do porto de Paranaguá, subtraído o custo do frete. Com a demanda das usinas de etanol, o cenário mudou: em diversos momentos recentes, o preço do grão dentro de Sorriso empatou com o de Paranaguá. A garantia de escoamento e a valorização da saca tiraram o milho safrinha da marginalidade, levando os agricultores a investir em adubação de precisão e proteção de cultivo.

Esse ganho de eficiência agrícola tem gerado abundância de DDG e WDG, que hoje respondem pela nutrição de dez milhões de cabeças na terminação intensiva a pasto (TIP), contribuindo para a produção de carne bovina, suína, de aves e ovos para a exportação competitiva.

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Modelo brasileiro na África

Nastari destacou que o continente africano enfrenta uma crise de insegurança alimentar e depende fortemente de derivados de petróleo. Ele sugeriu que países como a Nigéria utilizem o modelo de integração do Brasil para mitigar esses problemas. Segundo ele, processar matérias-primas localmente garante uma base de consumo que gera renda estável para o pequeno produtor.

A implantação de usinas locais de biocombustível pode reduzir a necessidade de importação de combustíveis fósseis, endereçar a fome estrutural e atuar na mitigação da emergência climática. Apesar do otimismo com o potencial brasileiro, o economista alertou para os riscos de mercado e a necessidade de blindagem financeira para a próxima safra.

Desafios para o produtor brasileiro

Diferente dos produtores americanos e europeus, o produtor brasileiro assume todos os riscos climáticos e biológicos sem o suporte de subsídios robustos. O Brasil importa entre 85% e 90% dos fertilizantes utilizados, a maior parte proveniente da Rússia e dos países do Golfo (Catar e Omã). Com as margens da soja e do milho mais apertadas em 2026, o uso de mecanismos de trava de preço na Bolsa (B3) se torna obrigatório para garantir o custo de produção e o lucro mínimo.

Nastari concluiu que o produtor rural brasileiro é essencial para a economia, afirmando que o Brasil continuará superando os desafios de mercado, devido à regulação eficiente, terra, água e competência técnica.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

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Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Entregas de fertilizantes caem 22,3% em julho, diz Anda

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 3,96 milhões de toneladas em julho de 2026, queda de 22,3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram registradas 5,09 milhões de toneladas. De janeiro a julho, o volume entregue chegou a 22,98 milhões de toneladas, recuo de 8,8% ante as 25,21 milhões de toneladas de igual período do ano passado, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

A Anda informou que o primeiro trimestre teve apoio da boa safrinha de milho, com compras em ritmo normal no início do ano. Depois do início da guerra no Irã, houve arrefecimento de novos negócios, movimento que passou a aparecer a partir de maio, com entregas menores.

Na avaliação da entidade, esse quadro chega ao período crítico de compras de insumos com importações mais lentas, entregas domésticas em queda e menor poder de compra do produtor. A associação destacou que setembro é um mês importante para o acompanhamento dos estoques disponíveis para os próximos ciclos de aplicação.

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Mato Grosso liderou as entregas no acumulado até julho, com 5,83 milhões de toneladas, o equivalente a 25,4% do total. Na sequência aparecem Paraná, com 2,60 milhões de toneladas, Goiás, com 2,45 milhões, São Paulo, com 2,36 milhões, Rio Grande do Sul, com 1,70 milhão, Bahia, com 1,65 milhão, e Minas Gerais, com 1,64 milhão.

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Entre os nutrientes, os nitrogenados concentram atenção. Segundo a Anda, as importações de nitrogênio contido em ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio ficaram cerca de 20% abaixo do registrado nos oito primeiros meses de 2025. A entidade afirmou que a segunda metade do ano costuma concentrar aceleração das compras desse grupo, principalmente para o planejamento das próximas safras e para aplicações no milho.

A produção nacional de fertilizantes intermediários somou 517 mil toneladas em julho, queda de 19,9% na comparação anual. No acumulado de janeiro a julho, foram 3,34 milhões de toneladas, recuo de 19,7% ante 2025. As importações de fertilizantes intermediários também caíram: 3,54 milhões de toneladas em julho, baixa de 21,4%, e 21,23 milhões de toneladas no acumulado do ano, retração de 7,6%.

No porto de Paranaguá, principal porta de entrada de adubos, ingressaram 5,40 milhões de toneladas entre janeiro e julho, volume 10,0% menor que em 2025. O terminal respondeu por 25,4% do total importado pelos portos do País.

Os dados da Anda mostram recuo nas entregas ao mercado, na produção nacional e nas importações de fertilizantes em 2026, com destaque para o comportamento dos nitrogenados no segundo semestre.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Produtor rural espera crescimento e juros menores no próximo governo

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Juros, impostos e capacidade de ampliar a produção estão entre as principais preocupações dos produtores rurais de Mato Grosso para o próximo governo federal. Com a eleição estadual definida, o setor volta a atenção para o segundo turno presidencial e espera mudanças na condução da economia.

Mato Grosso reelegeu Otaviano Pivetta, do Republicanos, para o governo do estado, enquanto Mauro Mendes, do União Brasil, e José Medeiros, do PL, conquistaram as duas vagas ao Senado. Para os produtores, as decisões tomadas em Brasília têm impacto direto sobre as condições de produção.

O resultado também definiu a nova composição da bancada mato-grossense na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. A partir de 2027, o estado terá oito deputados federais. Na Assembleia, o Podemos ficou com seis cadeiras, enquanto PL e Republicanos elegeram quatro deputados cada.

Para o setor produtivo, a expectativa agora se concentra nas medidas econômicas que serão adotadas pelo próximo governo federal. Entre as principais preocupações estão os juros, impostos, geração de empregos e condições para ampliar a produção.

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Reeleito para comandar Mato Grosso por mais quatro anos, Otaviano Pivetta agradeceu a confiança recebida nas urnas e reforçou a responsabilidade para o próximo mandato. “Eu estou sentindo a confiança da população”, afirmou. Segundo ele, o resultado também aumenta o compromisso com o estado: “Aumenta o meu compromisso, aumenta a minha responsabilidade porque o povo de Mato Grosso confiou em mim”.

Já entre os produtores rurais, a preocupação está nas condições para manter a atividade produtiva e movimentar a economia. Adalberto Grando chama atenção para os reflexos das decisões econômicas sobre quem produz e sobre a geração de renda.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Juros pesam sobre atividade produtiva

Grando também chama atenção para os reflexos da economia nas cidades. Na avaliação dele, o enfraquecimento da atividade aparece no comércio e no mercado imobiliário, com pequenos estabelecimentos fechando e imóveis disponíveis para venda ou locação, o que tem levado a geração de desemprego. Para ele, esses sinais estão relacionados às dificuldades enfrentadas pela economia.

Para o produtor, a economia brasileira precisa voltar a crescer e ter responsabilidade com o déficit e com a trajetória dos juros. Ele considera que o custo do dinheiro interfere diretamente na capacidade de investimento de setores que dependem de crédito.

O produtor também considera que os juros atuais dificultam a atividade de setores que dependem do campo. “Uma economia que nem a nossa, que depende do setor primário, ter juro de 14%, 15% ao ano não se sustenta”, resume Grando ao Canal Rural Mato Grosso.

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Perfil técnico é expectativa

A expectativa também envolve a formação da equipe responsável pela condução da economia. O agricultor Dayan Della Justina Vieira defende que os próximos responsáveis pelas áreas econômicas tenham perfil técnico e credibilidade.

Dayan considera que o período eleitoral foi marcado por promessas e que, a partir de agora, o setor produtivo precisa conhecer quem estará à frente das decisões econômicas. Para ele, a escolha dos integrantes da equipe será um dos pontos importantes para mudar o cenário atual.

“A gente vinha vindo com promessas até o momento, então precisamos realmente que a equipe econômica seja conceituada e tenha credibilidade para a gente mudar o cenário atual”, afirma à reportagem.

O agricultor também diferencia uma equipe técnica de uma condução voltada exclusivamente para interesses políticos. A expectativa é por profissionais especializados nas áreas que irão assumir.

“Precisa realmente de uma equipe técnica, especializada, voltada à pasta que ela vai assumir, para melhorar esse cenário econômico”, acrescenta.

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Com o governo de Mato Grosso e as duas vagas ao Senado já definidas no primeiro turno, a disputa presidencial segue para a segunda etapa. Entre as preocupações apresentadas pelos produtores estão os juros, a condução da economia e a formação da equipe responsável pelas decisões no próximo governo. Grando resume a expectativa em condições para ampliar a atividade e gerar renda: “A gente tem que colocar um governo lá que dê a oportunidade para a gente produzir mais, ganhar mais, gerar mais emprego”.


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demanda fraca faz mercado ajustar valores

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O mercado brasileiro de feijão opera com reduzida liquidez nesta semana, reflexo da menor disposição de compra nas principais praças comercializadoras do país, conforme levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

A lentidão verificada nas aquisições pelo setor varejista diminuiu a necessidade de reposição por parte das indústrias processadoras, que neste momento priorizam a rotação dos estoques já existentes antes de retomarem compras em volume.

Com a demanda mais contida, produtores e vendedores com posição financeira sólida têm adotado estratégia de restringir a oferta do produto, buscando evitar quedas mais acentuadas nas cotações.

No caso do feijão-carioca, a fraca demanda tem dificultado a manutenção dos patamares de preço registrados nas semanas anteriores, com pressão de baixa sobre os valores praticados.

Já para o feijão-preto tipo 1, o movimento comprador também perdeu força. Após as valorizações observadas recentemente, o mercado passa por ajustes nos preços.

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*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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