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5 de outubro de 2026

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Dia de Campo debate integração lavoura-pecuária e culturas de inverno no RS

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A Estação Experimental Terras Baixas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Capão do Leão (RS), recebe nesta terça-feira (20) o Dia de Campo Culturas de Inverno & ILP. A programação será realizada das 13h às 17h e terá foco na troca de conhecimentos sobre sistemas produtivos com Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Segundo a organização, o encontro deve reunir produtores, técnicos, profissionais do setor e mais de 120 estudantes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

O evento terá seis estações técnicas voltadas ao manejo de culturas de inverno e à integração entre produção vegetal e pecuária. Entre os temas previstos estão manejo do solo em terras baixas, controle de plantas daninhas no trigo, uso de cultivares para pastejo, produção de carne e grãos, manejo de forrageiras e tecnologias aplicadas à ILP.

A programação também inclui estratégias de manejo com azevém, trevo-persa e trigo, além de discussões sobre produção de forragem, cobertura de solo, manejo de pastejo e lotação animal. A proposta é apresentar referências técnicas para sistemas que buscam combinar retorno produtivo com uso mais eficiente da área ao longo do ano.

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De acordo com as informações divulgadas, o encontro contará com demonstrações práticas a campo e espaços de troca de experiências entre produtores e equipes técnicas. Esse formato é utilizado para aproximar resultados de pesquisa das decisões de manejo adotadas nas propriedades, especialmente em sistemas que dependem de ajuste entre cultivo de inverno, oferta de pasto e desempenho animal.

A ação é promovida pela Embrapa, com participação das unidades Clima Temperado, Trigo e Pecuária Sul, e apoio de instituições e empresas parceiras do setor agropecuário. O material de divulgação não informa número de inscrições, nem detalha a capacidade total de público além da presença prevista de estudantes.

A realização do dia de campo ocorre em um momento de planejamento das áreas de inverno no Sul do país, quando decisões sobre cultivares, pastejo, cobertura do solo e manejo de forrageiras podem influenciar o desempenho dos sistemas integrados. A expectativa técnica do evento é ampliar a difusão de práticas aplicáveis às condições de terras baixas, sem que tenham sido divulgadas, até o momento, estimativas de impacto produtivo associadas ao encontro.

Fonte: embrapa.br

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Diante maior cautela em “semear no pó”, Mato Grosso registra atraso no plantio da soja

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O plantio da soja 2026/27 em Mato Grosso chegou a 10,23% dos 13,046 milhões de hectares projetados para a temporada. Contudo, apesar do avanço semanal de 6,36 pontos percentuais, os trabalhos estão distantes dos 15,03% de área cultivada na temporada passada no mesmo período.

O “atraso” é observado na maioria das regiões produtivas, com exceção das regiões Nordeste e Oeste que estão 1,37 pontos percentuais e 0,18 ponto percentual à frente do observado no ciclo 2025/26, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Mato Grosso conta com uma perspectiva de produtividade de 62,44 sacas por hectare, terceira maior projeção desde o ciclo 2022/23, quando 62,30 sacas por hectare foram colhidas. O volume estimado é 5,43% menor que as 66,03 sacas colhidas na temporada 2025/26 e as 66,29 sacas da 2024/25.

Já em produção 48,882 milhões de toneladas são esperadas, 5,19% a menos que no ciclo passado, diante da ponderação com a produtividade.

Cautela para não semear no “pó”

Conforme o Imea, o ritmo observado abaixo do mesmo período na safra 2025/26 “reflete a maior cautela dos produtores em ‘semear no pó’, diante das previsões de instabilidade e possibilidade de períodos sem chuvas (veranicos), associados ao El Niño”.

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A região Médio-Norte é a que apresenta mais distância entre os trabalhos de uma safra para outra. Enquanto na safra atual 14,64% da área foi semeada, na passada 24,27% da extensão já havia recebido as sementes. No Noroeste, a distância é de 8,85% de área plantada na 2026/27 contra 18,89% na temporada de 2025/26.

Na região Norte do estado a diferença é de 8,40 pontos percentuais de atraso no comparativo das duas safras, no Centro-Sul de 6,48 pontos percentuais e no Sudeste 2,65 pontos percentuais.


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IBGE divulga agenda da semana com reunião do Censo Agro e coleta de pesquisas agropecuárias

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (5), às 9h, a Agenda IBGE com a programação da semana até sexta-feira (9). A lista reúne reuniões internas e externas, eventos e compromissos de diversas áreas do instituto, incluindo a Presidência, diretorias, assessorias, superintendências estaduais e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE).

Entre os compromissos da Presidência, a agenda prevê para sexta-feira (9), às 17h, uma reunião da Coordenação do Censo Agro. Ao longo da semana, a Presidência também participa de encontros sobre execução orçamentária e financeira, cronograma do Censo Nacional de População em Situação de Rua, acompanhamento do Banco de Dados Operacionais (BDO) e atividades do grupo de trabalho do Observatório de Boas Práticas do BRICS.

Na área de divulgação de indicadores, a Coordenação de Comunicação Social (CCS) tem programada para quinta-feira (8), às 9h, a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física – Regional. Na sexta-feira (9), também às 9h, está prevista a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

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Nas superintendências estaduais, um dos destaques é a programação da Superintendência Estadual do Mato Grosso do Sul (SES/MS), que realiza na quinta-feira (8), durante todo o dia, a coleta das pesquisas agropecuárias, empresariais, domiciliares, sociais e do cadastro de endereços nas 11 agências do estado.

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A agenda semanal do instituto é divulgada desde 2024 sempre às segundas-feiras, às 9h, com a programação dos dias seguintes.

A programação desta semana do IBGE inclui atividades administrativas, divulgação de indicadores e ações de campo, com espaço para compromissos ligados ao Censo Agro e à coleta de pesquisas agropecuárias.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Etanol de milho pode chegar a 45% da produção em dez anos, diz Unem

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O etanol de milho deve ampliar sua participação na matriz brasileira de biocombustíveis nos próximos anos. Segundo Amaury Pekelman, presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a participação da matéria-prima pode chegar a 40% ou 45% da produção nacional de etanol na próxima década.

A produção de etanol de milho começou a ganhar espaço no Brasil em 2017. Nos últimos cinco anos, segundo Pekelman, o setor registrou crescimento médio de 37% ao ano. Atualmente, o milho responde por cerca de 30% do etanol produzido no país, enquanto a cana representa 70%.

“Na realidade, a gente está projetando para os próximos 10 anos um crescimento do etanol de milho. Ele pode chegar a 40%, 45%”, afirmou.

Confira a entrevista completa:

Milho e cana produzem o mesmo etanol

Apesar das diferenças entre as matérias-primas, o produto final é o mesmo. O etanol produzido a partir do milho e o obtido da cana pode ser usado diretamente nos veículos ou na mistura com a gasolina.

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“Na realidade, o produto final é a mesma coisa. É o produto final, a molécula que a gente chama, é a molécula que vai no carro, ou ele vai na mistura da gasolina ou ele vai diretamente no carro. Tanto faz se ele vem do milho ou se ele vem da cana”, disse Pekelman.

A diferença está nos custos, na disponibilidade das matérias-primas e na estrutura de cada unidade produtora. Nas usinas flex, é possível escolher entre milho e cana de acordo com as condições de mercado.

“Quando a usina é flex, ela pode escolher o milho ou cana dentro da mesma usina. Então isso é muito interessante, que ela pode escolher qual que é mais barato.”

Mistura na gasolina

O Brasil passou de uma mistura de 27% para 32% de etanol na gasolina nos últimos anos. Segundo Pekelman, a legislação permite chegar a 35%, desde que sejam realizados novos estudos.

“Você tem a lei Combustível do Futuro, que permite chegar até 35%, mas para isso precisam fazer novos estudos para a gente poder chegar a 35%.”

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O executivo afirma que os testes realizados para as mudanças anteriores avaliaram o funcionamento dos veículos. Para ele, a previsibilidade da mistura é um ponto de atenção para novos investimentos no setor.

“Quem faz o investimento, ele está pensando como crescer a sua produção e crescer os seus investimentos. E, a partir do momento que você não tem uma segurança que ele pode retornar para os 27% ou até para os 25%, aí a gente não vai vender.”

Pekelman também citou a necessidade de manter uma política voltada aos biocombustíveis.

“O Brasil está olhando para os biocombustíveis, olhando para uma matriz energética mais limpa. Então essa é uma característica que o Brasil tem.”

DDG amplia uso do milho

A produção de etanol de milho também gera coprodutos, entre eles o DDG, utilizado na alimentação animal. Segundo Pekelman, parte do milho processado é destinada ao etanol e outra parcela resulta em DDG e óleo de milho.

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“O DDG é matéria-prima para a proteína animal, ou seja, para alimentar o gado, para alimentar as aves, para alimentar os peixes, tudo.”

O produto ganhou espaço na alimentação de animais em confinamento. Pekelman afirma que o uso do DDG pode reduzir o tempo necessário para o desenvolvimento do gado em comparação com dietas baseadas no milho.

“Gado que precisava de dois a três anos para crescer, ele precisa de um ano e meio para desenvolver com DDG em comparação com a utilização do milho.”

Usinas próximas às lavouras

A expansão das usinas de etanol de milho ocorreu com concentração no Centro-Oeste, região que reúne produção de milho e rebanhos.

Segundo Pekelman, a proximidade com a matéria-prima reduz impactos logísticos e contribui para a operação das unidades. “As biorrefinarias de etanol foram construídas perto da matéria-prima e onde tem o maior rebanho também.”

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Além do Centro-Oeste, o executivo cita unidades no Maranhão e na Bahia. No Sul, há produção de etanol a partir do trigo. A produção de etanol de cana, por sua vez, está distribuída por diferentes regiões do país.

A criação de uma demanda interna para o milho por meio do etanol alterou a relação entre produtores e compradores, segundo Pekelman.

“O milho virou hoje a vedete e, com certeza, vai virar vedete muito maior. Vai crescer muito mais que a soja. Daqui a uns 10 anos, nós vamos ter mais produção de milho do que de soja no Brasil.”

A produção de etanol também cria uma alternativa para a comercialização do milho, com contratos de fornecimento de longo prazo. “Com base do etanol, com base de milho, a gente garante a produção do produtor por dois, três, quatro anos. A gente faz contratos de longo prazo justamente para garantir a produção dele.”

Etanol entra na transição energética

O uso do etanol também pode avançar para outros setores além dos veículos leves. Segundo Pekelman, o produto pode ser utilizado como matéria-prima para a produção de combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF.

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“O etanol seria a fonte para você fazer o SAF. Ele é uma matéria-prima. Você faz o etanol com base milho ou com base cana. Ele vai fazer uma matéria-prima.”

O executivo explicou que o combustível usado nas aeronaves não será o etanol diretamente. O produto será transformado por meio de outra tecnologia para a produção do combustível de aviação.

“Não é um avião movido a etanol de milho, não. É simplesmente um avião que vai ter uma tecnologia, que é um combustível de aviação específico da aviação, mas a base dele vai ser um biocombustível.”

Pekelman também citou estudos para o uso do etanol no transporte marítimo.

Produção depende de condições econômicas

Apesar da expansão do setor, o executivo afirma que o aumento dos custos de produção e as condições de mercado pressionam as usinas.

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Segundo ele, fertilizantes, mão de obra e outros componentes elevaram os custos agrícolas. Ao mesmo tempo, o preço da gasolina não acompanhou a alta do petróleo no mercado internacional. “Então está sendo um ano muito difícil para o setor pelo fato de você ter achatamento de preços e custos mais altos.”

Para o produtor de milho, Pekelman aponta também a influência dos juros e das condições climáticas sobre a decisão de ampliar a produção. “O racional econômico está na conta de qualquer produtor e hoje em dia, infelizmente, nós temos uma taxa de juros que está inviável para o produtor captar o dinheiro e colocar se ele não tem uma garantia de preço.”

Perspectiva para o milho

Pekelman estima que a produção brasileira de etanol de milho, hoje em torno de 10 bilhões de litros, possa ganhar mais 10 bilhões de litros na próxima década. “Hoje a gente produz 10 bilhões de litros, a gente está prevendo aqui, a mais 10 anos, produzir mais 10 bilhões de litros.”

Para o presidente da Unem, a expansão do consumo de biocombustíveis tende a criar demanda para o milho produzido no país. “Quanto mais cresce o setor, quanto mais cresce o consumo de biocombustível, mais cresce o produtor.”

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