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Gilberto Cattani sai em defesa de produtores rurais e cobra soluções para problemas envolvendo o CAR

Deputado afirmou que produtores não podem continuar sendo penalizados por falhas do sistema
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) saiu em defesa dos produtores rurais durante sessão realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (13.05), ao cobrar da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), soluções para os problemas enfrentados por produtores relacionados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR 2.0). Segundo o parlamentar, produtores de diferentes regiões do estado têm relatado dificuldades envolvendo burocracia, demora em análises, insegurança jurídica e altos custos para regularização das propriedades.
Durante o pronunciamento, Cattani criticou a forma como produtores vêm sendo tratados pelo sistema e afirmou que muitos acabam penalizados mesmo tentando cumprir todas as exigências legais.
“Não podemos mais permitir que o produtor rural seja penalizado por incompetência do estado. Nós temos que realmente moralizar essa questão no estado que é o maior produtor do país”, afirmou o parlamentar ao reforçar a necessidade do CAR para o acesso aos créditos. “Um produtor rural sem o CAR não tem condições de tocar a sua atividade”.
O deputado relatou que produtores têm enfrentado problemas mesmo após realizarem cadastros, contratarem profissionais técnicos e seguirem as orientações exigidas pelos órgãos responsáveis. Em alguns casos, segundo ele, áreas já regularizadas passaram a receber novos apontamentos e exigências após alterações nos sistemas de análise ambiental.
Cattani também destacou a situação de pequenos produtores, que acabam sendo diretamente impactados pelos custos necessários para adequação e resolução das pendências relacionadas ao CAR.
“Após a suspensão do CAR de vários produtores, inclusive de produtores que estão legais, e não apenas de quem está irregular, por um problema no sistema, a Sema afirma que a responsabilidade seria dos engenheiros e técnicos que fizeram a documentação e uma nova taxa está sendo cobrada. O produtor acaba pagando duas vezes por uma falha que não foi causada por ele. Isso afeta principalmente os pequenos produtores, que muitas vezes não têm condições de arcar com esses custos altos. E quando buscam uma solução, a Sema não apresenta um prazo para resolver o problema. Nós não podemos aceitar esse tipo de penalidade contra os produtores rurais. Quero deixar aqui o meu grito em defesa dos produtores rurais”.
O parlamentar defendeu mais segurança jurídica para os produtores rurais e afirmou que continuará cobrando melhorias nos processos ligados ao Cadastro Ambiental Rural em Mato Grosso e desburocratização dos processos.
Com Assessoria
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Gilmar Mendes pede identificação de ministros citados em investigação sobre Banco Master

Ministro defende suspensão do julgamento sobre Alexandre de Moraes até que sejam identificados magistrados mencionados nas conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira (28) a identificação de todos os ministros da Corte e outros juízes que aparecem nas investigações que envolvem o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A solicitação foi feita por meio de uma questão de ordem apresentada na petição na qual a Corte julga a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Para Mendes, o julgamento de Moraes deve ficar suspenso definitivamente até que seja informado ao Supremo quais magistrados também foram citados nas conversas extraídas do celular de Vorcaro.
“Apuração parcial é apuração viciada, porque o recorte do objeto já constitui, ele próprio, um juízo prévio sobre o que merece e o que não merece ser esclarecido”, disse o ministro.
Gilmar Mendes também afirmou que a identificação é necessária para saber quem pode votar nos processos sobre o Master.
“Enquanto não se souber quais integrantes desta Corte foram mencionados e em que condição, não se saberá quem pode votar e quem se acha impedido nos feitos correlatos”, completou.
No dia 15 deste mês, o ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento que vai decidir se o caso do ministro Alexandre de Moraes poderá ser julgado pelo STF.
O prazo para devolução do processo para julgamento é de 90 dias.
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AGU cobra 17 plataformas de bets por gastos do SUS com danos causados por jogos

Ação na Justiça Federal em Pernambuco pede reparação mínima de R$ 1 bilhão por danos morais coletivos e restituição em dobro de valores apostados por pessoas com ludopatia
A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta segunda-feira (28) que entrou na Justiça para cobrar os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento dos danos causados pelos jogos on-line.
A ação civil pública foi protocolada na Justiça Federal em Pernambuco contra 17 plataformas de apostas esportivas e pede a reparação mínima de R$ 1 bilhão em danos morais coletivos.
A AGU também requereu à Justiça a restituição em dobro dos valores apostados por pessoas com ludopatia, sintoma que é caracterizado pelo vício compulsivo em jogos.
O órgão citou que os gastos do SUS são maiores que os valores arrecadados pelo governo com os impostos pagos pelas bets, que repassariam cerca de R$ 50 milhões aos cofres públicos.
“As empresas demandadas privatizam proveitos expressivos decorrentes da captação financeira de milhões de apostadores, enquanto transferem para o SUS e para toda a sociedade o custo orçamentário decorrente do adoecimento coletivo”, argumentou a AGU.
A advocacia do governo também acrescentou que o modelo de negócio das plataformas é estruturado para maximizar o tempo de engajamento e o volume de apostas, mecanismos que favorecem o vício.
“Esses elementos, tecnicamente equivalentes aos utilizados em jogos de azar com potencial reconhecido de geração de dependência, produzem um efeito colateral sistemático: o adoecimento psíquico de parcela significativa dos usuários, sob a forma de ansiedade, quadros depressivos, transtorno do jogo e, em casos extremos, ideação suicida associada ao endividamento”, completou.
Bets
Mais cedo, entidades que representam as plataformas pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a derrubada da medida provisória que proibiu a exploração e publicidade dos jogos on-line.
Em seguida, a AGU pediu prazo de 72 horas para se manifestar no processo, que será analisado pelo ministro Luiz Fux.
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Governo mantém subsídio ao diesel e amplia fiscalização contra alta de preços

Medidas incluem benefício de R$ 2,12 por litro, abertura de 70 processos e multas que ultrapassam R$ 700 milhões contra distribuidoras
Em meio ao prolongamento da guerra no Oriente Médio, o governo anunciou nesta segunda-feira (28) novas medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis provocada pela elevação da cotação internacional do petróleo, cujo barril permanece acima de US$ 100.
Entre as ações estão a manutenção da subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, anunciada no último sábado, novas fiscalizações em postos e distribuidoras e o aumento das multas para empresas que praticarem condutas consideradas abusivas.
Subvenção ao diesel
O Ministério da Fazenda publicou, na sexta-feira (25) à noite, a Portaria nº 2.946/2026, que mantém a subvenção de R$ 2,12 por litro de óleo diesel.
Com o fim da vigência da Medida Provisória (MP) 1.363, o benefício passa a ser integralmente amparado pela MP 1.391, editada no último dia 11.
A medida faz parte da estratégia adotada pelo governo para reduzir os efeitos da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.
Operação Carga Pesada
Outra frente de atuação é a Operação Carga Pesada, que reúne órgãos federais e Procons de todo o país para fiscalizar possíveis aumentos considerados injustificados nas margens de lucro.
De 21 a 25 de setembro, foram realizadas 241 ações de fiscalização:
87 ações da Agência Nacional do Petróleo (ANP);
86 ações dos Procons;
12 ações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça;
30 ações conjuntas da ANP com Procons;
26 ações conjuntas da ANP com a Senacon.
A operação foi iniciada após uma reunião emergencial da Senacon com mais de 140 representantes de Procons.
Segundo o governo, a mobilização levou em consideração a alta recente dos combustíveis, dados de fiscalizações anteriores e cerca de 330 denúncias recebidas pela ANP.
Setenta processos
Além das novas fiscalizações, a Senacon abriu 70 processos administrativos sancionadores contra postos e distribuidoras.
Os procedimentos foram instaurados a partir de autos de infração encaminhados anteriormente pela ANP.
A apuração busca verificar possíveis práticas abusivas relacionadas aos preços dos combustíveis.
Multas de R$ 700 milhões
A ANP também determinou multas que, somadas, ultrapassam R$ 700 milhões contra distribuidoras de combustíveis por elevação abusiva de preços.
As penalidades resultam de fiscalizações realizadas anteriormente e de decisões de primeira instância administrativa em processos decorrentes de autos de infração.
As empresas ainda podem recorrer das decisões.
Segundo a ANP, os casos envolvem condutas praticadas durante a vigência das MPs 1.340 e 1.349, que deram à agência atribuição para fiscalizar aumentos considerados abusivos nos preços.
Em alguns dos casos analisados, a margem bruta das distribuidoras teria aumentado em mais de 1.350%, segundo as decisões administrativas citadas pelo governo.
Punições maiores
O governo também endureceu as penalidades para determinadas práticas abusivas no setor de combustíveis.
A MP 1.393, publicada na sexta-feira (25), alterou o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e estabeleceu multas específicas para infrações cometidas por agentes da cadeia de combustíveis.
Entre as condutas previstas está a elevação de preços sem justa causa. Nesses casos, a multa administrativa poderá variar de R$ 20 mil a R$ 500 milhões.
A nova regra determina que, para essas infrações, não será aplicado o limite geral de multa previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Diesel garantido
Apesar da pressão sobre os preços internacionais, o governo afirma que o abastecimento de diesel no país está garantido.
Para outubro, a demanda estimada é de 3,95 milhões de metros cúbicos, enquanto a oferta confirmada chega a 3,978 milhões de metros cúbicos.
O país também dispõe de estoques de aproximadamente 1,97 milhão de metros cúbicos, volume estimado pelo governo como suficiente para cerca de 15 dias de consumo.
Monitoramento semanal
Desde março, uma mesa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) acompanha semanalmente o mercado de combustíveis.
Participam do grupo órgãos públicos e representantes do setor privado.
O monitoramento considera, entre outros pontos:
cenário internacional do petróleo;
fluxos de importação;
distribuição de combustíveis;
projeções de demanda;
riscos para o abastecimento nacional.
O acompanhamento tem horizonte de dois meses e busca antecipar eventuais problemas de oferta.
Com as novas medidas, o governo combina a manutenção do subsídio ao diesel com fiscalização de preços, processos administrativos e aumento das penalidades para agentes do setor.
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